Escolha do destino
4 Claro que sim
Notas iniciais
Gold e a família chegaram por voltas das 8pm. David os recebeu animadamente.
— Quem bom que chegaram! Neal, a Emma está no jardim, vá até lá conversar com ela. – Disse dando um tapinha no ombro do rapaz, que entendeu a jogada. – Vamos para a sala, Mary está lá. – Disse levando Gold e a esposa até lá.
Elsa estava junto de sua irmã sentanda em um dos bancos que tinham em frente a piscina.
— Ihhh, seu noivo chegou! – Emma olhou disfarçadamente para a porta de vidro.
— Afff, ele está vindo para cá! – Elsa ia se levantando e Emma a impediu – Pode ficar sentada aí, não vai me deixar sozinha com ele.
— Olá meninas! – Neal disse sorrindo, primeiro deu um beijo no rosto de Elsa e se aproximou de Emma a beijando também, o rapaz segurou em sua mão. – Você está linda meu amor!
— Obrigada, mais esse “meu amor” já é demais Neal. – Emma falou irritada.
— Ah Emma, não precisa disfarçar, seu pai me disse que você não para de falar sobre mim, todos sabemos que um dia nosso relacionamento daria certo e agora até você está percebendo!
— Meu pai disse o que? – Neal riu pensando que a garota tinha ficado constrangida, o que foi muito pelo contrário, Emma estava ficando vermelha de raiva.
— Ei! Que tal entrarmos? – Comentou Elsa vendo que logo sairia uma briga por ali.
Com essa deixa, Emma caminhou para a sala onde os demais se encontravam deixando o rapaz e a irmã para trás. Assim que entrou no cômodo, Gold e Milah a cumprimentaram.
Neal incomodou Emma durante todo o jantar e quando finalmente estavam se despedindo para ir, David decidiu se vingar um pouco mais da filha.
— Então Neal, não sei se a Emma comentou com você, mais agora ela vai voltar a morar aqui. Passe aqui amanhã à noite para vocês darem uma volta, você adoraria não é Emma? – Olhou para a filha.
— Não sei... bom eu vou pro meu quarto. Boa noite. – Disse subindo as escadas.
Após os amigos irem embora, Mary resolveu conversar com o marido enquanto se preparavam para dormir.
— David, o que foi esse jantar? Você está tentando vender a Emma?
— Claro que não quero vende-la Mary, até porque não precisamos de dinheiro e acho que a nossa filha não valha tanto!
— Eu não posso acreditar no que estou ouvindo!
— Ela nos provocou Mary, se envolver com uma garota. O que ela estava pensando? E não venha querer defende-la, porque sabemos que isso não é o certo!
— David, eu não vou defende-la porque não acho que ela tenha feito algo para nos enfrentar e eu sei que elas se amam...
— Não venha com essa conversinha de amor!
— Não é conversinha, quero que você entenda! Se você pensa que ela esta agindo errado, como você vê suas atitudes? Está obrigando sua filha a ter encontros com uma pessoa que ela nunca gostou, você sabe muito bem disso! – Disse perdendo a paciência.
— Só quero que ela tenha uma melhor experiência. Emma não sabe o que é o amor. Regina e ela são adolescentes e sabemos que nessa fase elas não sabem nem quem são direito. Ela vai ter que gostar do Neal ou de qualquer outro desde que não seja a Regina, ou uma outra mulher. – Falou bufando e deitando na cama.
— Nós começamos a namorar quando tínhamos a idade da Elsa e já sabíamos o que era o amor não foi? – Perguntou ao marido mais não obteve resposta. – Você não vai conseguir isso quer, não podemos mudar essas coisas. – Mary se deitou ao lado do marido. – Boa noite! – Mesmo com raiva do que ele tinha feito ela lhe deu um beijo no rosto e se virou para o outro lado.
***
— Você vai sair com ele Emma? – Elsa perguntou a irmã.
— Acho que não tenho escolha. – Disse afundando seu rosto no travesseiro.
— Claro que tem... é só não ir.
— E deixar que ele conte aos pais da Regina? Não mesmo... acho que já a magoei muito, ela não precisa passar por isso. Ela mesma tem que contar, claro, se um dia ela decidir assim!
Os dias foram se passando e Neal se mostrando cada dia mais presente. David jogava a filha para cima do rapaz e essa, com medo das ameças do homem, o obedecia. Era uma sexta-feira à noite, Neal passou para buscar Emma, eles iriam jantar fora.
O rapaz desceu do carro e ficou conversando com David e Mary enquanto Emma terminava de se arrumar. Assim que a moça desceu Neal se levantou e foi de encontro à ela. Emma vestia uma saia preta curta e uma blusa azul clara soltinha e sandália de salto preta, os cabelos estavam soltos e usava uma maquiagem clara.
— Boa noite. – Disse beijando o rosto dela. – Você está linda.
— Obrigada. – Emma respondeu sem demonstrar animação, mal sabia ele, que sua vontade era sair de jeans rasgado e all star.
— David... – Neal chamou a atenção do homem. — ... nem sei como dizer isso, embora tenha ensaiado tanto... – riu um pouco nervoso. – bem... você me daria a honra de namorar com a Emma? – A garota arregalou os olhos e virou para o pai.
— Pai... – Disse quase implorando para que ele negasse mesmo sabendo que ele não faria isso. – Mãe... – Pediu com o olhar para que a mulher dissesse alguma coisa, mais o pai foi mais rápido.
— Mais é claro que sim Neal! – David abraçou o rapaz. – Até que enfim tomou coragem rapaz! Fico muito feliz por vocês. – Disse sorrindo ironicamente para a filha, que estava pálida e com os olhos marejados de raiva.
— Vou fazê-la muito feliz David, pode confiar.
— Você não diz nada Emma? – O pai a provocou.
— Estou com fome Neal, vamos logo... – Disse saindo em direção ao carro.
Mary olhou desacreditada para o marido.
— Eu nem sei o que dizer. – David sorriu. – Hoje você dorme no sofá, estou sem paciência de olhar para você. E nem tente subir, eu vou trancar a porta. – Falou indo para o quarto.
— Boa noite querida, vou sentir sua falta! – David riu se conformando que passaria aquela noite no sofá mesmo, se serviu de um copo de whisky e sentou em frente a televisão para assistir ao noticiário.
***
Elsa chegou em casa e acendeu as luzes, se assustou ao ver o pai no sofá.
— Pai? Tudo bem? – Perguntou.
— Tudo ótimo filha, sua mãe me expulsou do quarto. – Disse rindo e viu que a garota não entendera o motivo. – Para resumir... Neal pediu para namorar com a Emma e eu deixei, foi isso.
— E desde quando é você quem vai escolher quem nós deveremos namorar?
— Desde que vocês não tentem me confrontar. Isso serve para você também, caso esteja pensando em agir como sua irmã. – Elsa não respondeu e subiu para seu quarto enquanto o homem ainda falava. – Vou ficar de olho viu!
Elsa entrou no quarto da irmã e viu que a mesma já estava deitada.
— Emma?
— Oi? – Respondeu sonolenta.
— Tudo bem? – Perguntou e viu a irmã se sentar na cama.
— Não... aposto que você já sabe o que aconteceu.
— É, encontrei nosso pai na sala. – Ela se sentou junto com a irmã.
— Eu não tive saída Elsa, parece até que eles combinaram isso tudo, que raiva! – Disse com a voz embargada.
— Eu não sei o que dizer Emma. – a abraçou.
— Me deseje a morte!
— Credo! Para com isso! – Disse encarando a mais velha. – Um dia tudo vai se resolver... tenha paciência.
— Dorme aqui hoje? – Emma pediu e Elsa assentiu. – Obrigada! – Ela se deitaram e ficaram conversando sobre amenidades até que ambas caíram no sono.
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