Escolha
14 Capítulo 12
Notas iniciais
-- PDV EDWARD --
Eu e Bella estávamos sentados no avião, indo para a casa. Bella bocejava de segundo em segundo.
- Por que você não dorme? – eu sugeri.
- Estou um pouco desconfortável e meio enjoada. – ela respondeu se ajeitando pela milésima vez na poltrona do avião.
Eu sorri e a abracei, a trazendo para perto de mim. Ela se aconchegou nos meus braços e suspirou, sorrindo logo em seguida.
- Pode dormira agora. – eu sussurrei em seu ouvido.
Ela fechou os olhos e eu comecei a fazer carinho nos cabelos dela.
- Isso é tão bom. – ela disse baixinho e eu beijei sua testa em resposta. Afinal, eu também achava.
E rapidamente ela dormiu em meus braços. Fiquei quieto pensando em vários planos malucos para tentar conquistar Bella o mais rápido possível. Eu tinha que ser rápido, principalmente agora com nosso bebê.
E sem perceber, eu também dormi.
Acordei com a aeromoça avisando que o avião já ia pousar. Olhei para Bella, que ainda dormia agarrada a mim.
- Acorda Bella. – eu a chamei falando baixinho.
Em resposta, ela resmungou algo que eu não entendi.
- Deixa de ser preguiçosa e acorda. O avião está pousando. – eu disse.
Só então ela abriu os olhos preguiçosamente.
- Nossa... acho que dormi demais. – ela disse se afastando de mim e sentando direito em sua poltrona – Já chegou?
Eu assenti.
- Sim. Chegamos. E agora vamos para a nossa casa. – eu falei e ela sorriu.
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Já estávamos em casa há alguns minutos. Eu deixei as malas de Bella em seu quarto e fui para o meu. Eu estava cansado... na verdade, estava exausto. Então, decidi tomar um banho.
O banho foi rápido, mas bastante relaxante. Eu me enrolei em uma toalha, sem me preocupar em me secar e saí do banheiro.
Assim que abri a porta do banheiro, eu vi Bella sentada na minha cama. Ela tinha o olhar perdido e mexia as mãos nervosamente.
- Aconteceu alguma coisa? – eu perguntei preocupado.
Ela se assustou e me olhou.
- Não. – ela disse ainda se recuperando do susto – Quer dizer, sim... não.
Eu sorri. Bella sempre se embolava com as palavras quando estava sem graça de dizer alguma coisa.
- O que foi? – eu perguntei.
- Edward, eu queria te pedir uma coisa. – ela falou totalmente sem graça.
- O que você quiser, meu anjo. – eu falei e me sentei ao seu lado.
Ela parecia constrangida. Ela estava corando e evitava me olhar. Só então eu percebi que estava apenas de toalha.
- Quer que eu coloque uma roupa antes? – eu perguntei.
Ela assentiu sem me olhar.
- Espere um segundo. – eu falei pegando meu pijama que já estava em cima da minha cama.
Fui até o banheiro e coloquei meu pijama rapidamente. Saí do banheiro e me sentei novamente ao lado dela.
- Pode falar agora. – eu disse a incentivando.
Ela mordeu o lábio inferior por alguns segundos e respirou fundo.
- Eu queria que não contássemos para a nossa família sobre o bebê ainda. – ela disse.
Eu a olhei sem entender completamente nada. Por que ela não queria contar para nossa família sobre nosso bebe? Mas eu nem precisei perguntar, porque ela imediatamente começou a se explicar.
- Os três primeiros meses são mais complicados e o risco de aborto é alto, então, eu queria que passasse esse tempo. – ela explicou.
- É só isso? – eu perguntei sabendo que não.
- Não... eu queria... é que...
- Bella... você sabe que pode me contar qualquer coisa, meu anjo. – eu falei e segurei suas mãos entre as minhas.
- Não me leve a mal. Eu amo Alice e a tia Esme, mas eu queria que nós arrumássemos o enxoval do nosso bebê. No nosso casamento elas fizeram praticamente tudo e eu queria fazer tudo para o bebê. – ela falou.
Eu apenas sorri. Bella realmente estava feliz com a gravidez, o que era um ponto a meu favor. Seria mais fácil conquistá-la tendo um bebê nos ligando.
Ela ainda me olhava na expectativa da minha resposta. Eu amava minha mãe e Alice, mas elas quase sempre se intrometiam demais. Eu sabia que Bella tinha razão de ficar apreensiva.
- Acho perfeito. – eu falei – Mas eu também quero ajudar. Eu quero participar de todos os detalhes... até os mínimos.
- Você quer? – ela me perguntou surpresa.
- Claro que quero. – eu a respondi – Afinal, é meu filho também.
Ela sorriu em resposta.
- Você já ligou para sua médica? – eu perguntei e ela assentiu:
- Liguei enquanto você estava no banho. Marquei uma consulta amanhã às nove da manhã.
- Ótimo. Iremos à consulta e depois almoçaremos juntos. Tudo bem para você? – eu perguntei.
- Ótimo. – ela disse e sua barriga roncou.
- Acho que alguém está com fome. – eu falei me levantando e lhe dando minha mão.
Ela pegou a minha mão e se levantou também.
- Morrendo de fome para ser mais exata. – ela disse.
Então fomos para a cozinha. Ficamos comendo alguns petiscos e conversando sobre o nosso bebê.
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No outro dia de manhã, meu pai me ligou no celular, me acordando.
- Edward? Me desculpe estar te ligando na sua lua de mel, meu filho. – ele falou se desculpando.
- Não tem problema pai. O que aconteceu? – eu perguntei.
- Estamos com um problema na empresa... – ele disse reticente – Precisamos de você aqui. Teremos uma reunião amanhã e sua presença é essencial.
- Não tem problema pai. Na verdade, eu e Bella voltamos ontem. – eu disse.
- Por quê? Aconteceu alguma coisa? – ele perguntou preocupado.
- Bella teve uma intoxicação alimentar. – eu menti – Não foi nada de mais, mas achamos melhor voltar.
- E como ela está?
- Bem. O medico receitou um medicamento e já está tudo bem. – eu falei – Vocês precisam de mim hoje?
- Não. Passe o dia com sua esposa. Amanhã nos vemos na empresa às oito e meia.
- Tudo bem. Até amanhã pai.
- Até amanhã Edward e mande um beijo para Bella. – ele disse desligando.
Já eram quase oito horas da manhã e a consulta era às nove. Então eu me levantei da cama e fui para a cozinha.
Zafrina estava lavando algumas louças e se assustou com minha presença, afinal, eu e Bella deveríamos estar em nossa lua de mel.
Eu a expliquei que decidimos voltar mais cedo e pedi para ela preparar um café da manhã para Bella. Enquanto isso eu fui até o jardim e peguei uma rosa vermelha.
Voltei para a cozinha e vi que Zafrina havia preparado uma bandeja com suco de laranja, torradas, geleia de amora e ovos mexidos.
Coloquei a rosa na bandeja e fui para o quarto de Bella. Entrei devagar e vi que ela ainda dormia.
Coloquei a bandeja no criado mudo e me sentei na cama. Bella espreguiçou e abriu os olhos.
- Edward? – ela perguntou coçando os olhos.
- Bom dia querida. Está na hora de acordar. Já são quase oito da manhã.
Ela se sentou rapidamente na cama ainda meio perdida.
- Já??? Nossa... Eu acho que perdi a hora. – ela disse com a voz rouca de quem acabou de acordar.
Ela fez menção de se levantar, mas eu a impedi.
- Antes de qualquer coisa, tome seu café da manhã. – eu falei pegando a bandeja e colocando em seu colo.
- Para mim? – ela perguntou.
- Sim... para a mãe do meu filho, minha querida e amada esposa. – eu disse em tom de brincadeira.
Ela sorriu.
- Então eu agradeço, meu querido e amado esposo. – ela retrucou também em tom de brincadeira.
Aproveitei que ela começou a comer e a contei sobre a ligação do meu pai. Eu tinha ficado preocupado com a empresa. Amanha teríamos uma reunião urgente e eu sabia que seria um dia difícil.
- Enquanto você come, eu vou me aprontar para irmos ao médico. – eu disse e ela assentiu devorando as torradas.
Fui para o meu quarto, tomei um banho e coloquei uma camisa polo vermelha e uma calça jeans.
Desci para a sala e encontrei Bella esperando por mim. Ela usava um vestido florido e estava linda como sempre, com seus cabelos soltos.
- Vamos? – ela estendeu a mão para mim.
Eu sorri, peguei sua mão e a guiei para a garagem.
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-- PDV BELLA --
TUM. TUM. TUM. TUM.
Eu não tinha palavras. Edward apertava minha mão enquanto lágrimas silenciosas escorriam pelo meu rosto.
Meu bebê... meu já tão amado bebê. Escutar seu coraçãozinho foi a maior alegria da minha vida.
- Nosso filho... – Edward disse limpando gentilmente minhas lágrimas.
Eu olhei para ele e vi seus olhos marejados. Eu não conseguia falar uma palavra sequer, então eu sorri.
- Está tudo bem com o feto Sra. Cullen. – minha médica disse limpando minha barriga do gel que ele havia colocado antes para fazer o ultrassom – Pode se levantar.
Eu me levantei e fui ao banheiro tirar o avental e colocar meu vestido.
Quando voltei ao consultório, Edward estava conversando com a doutora Anne e sorriu quando me viu.
- Você vai tomar acido fólico todos os dias. – a doutora me receitou.
- Alguma recomendação, doutora? – Edward perguntou.
- Mantenha uma alimentação saudável e balanceada. Não se preocupe se você enjoar. É comum nos primeiros meses. Eu pedirei alguns exames também... ah! E não se preocupem... relação sexual está liberada. Aliás, é comum a grávida ficar mais desejosa pelo marido. – ela disse brincando.
Eu assenti, sentindo meu rosto ficar quente e vermelho de tanta vergonha.
Edward agradeceu por tudo e saímos do consultório.
- Onde você quer almoçar? – ele me perguntou e eu dei os ombros – Pode ser no Bela Itália, então?
- Pode. – eu disse.
Chegamos no restaurante e fomos para uma mesa mais reservada. Eu me sentei em uma cadeira e Edward se sentou na minha frente.
- Estou tão feliz. – Edward disse com um sorriso cativante nos olhos e segurando a minha mão carinhosamente.
Era impossível não sorrir também... mas meu sorriso morreu quando escutei a voz esganiçada atrás de mim.
- Edward Cullen!
Eu me virei já irritada para ver uma Tanya usando um vestido vermelho curto demais, decotado demais e apertado demais.
- Não falei que eram eles, meu amorzinho? – ela disse para Eleazar, que estava ao seu lado.
- Tanya. Eleazar. – Edward os cumprimentou levantando da mesa – Vocês se lembram da minha esposa, Isabella.
Tanya me olhou com desprezo e Eleazar sorriu para mim.
- Claro que sim. – Eleazar disse sorrindo – Uma mulher tão linda assim é difícil de se esquecer. Você teve sorte Edward, mas como eu disse para Tanya no dia do seu casamento, você merece!
Edward sorriu um tanto sem graça e eu sabia muito bem porquê. Eleazar gostava e confiava nele. Enquanto ele e Tanya haviam o traído descaradamente.
Tanya não se fez de rogada e se ofereceu para almoçar conosco. Ela se sentou ao lado de Edward, fazendo Eleazar se sentar do meu lado.
Passei todo o almoço com meu estômago embrulhando. E não era pela gravidez e sim pela vagabunda que dava em cima do meu marido insistentemente.
Edward tinha a feição de quem queria sair dali correndo o mais rápido possível, mas ele sabia que não podia fazer isso com Eleazar.
Ele não tirou os olhos de mim durante todo o tempo, me dizendo silenciosamente o quanto desconfortável ele estava com toda essa situação.
Vi ela passar a mão na perna dele e foi a gota d’água. Eu estava cansada de ser tão covarde. Meu plano para conquista-lo começaria amanhã mesmo.
Edward seria meu por completo ou eu não me chamava Isabella Cullen.
Notas finais
Foi mal pela demora, mas agora postarei mais rapido... a fic ja ta chegando ao fim...
Espero que gostem do cap!
AH! E muitooooo obrigada pelos comentários... eu li todos, mas nao tive tempo de responde-los...
Bjos
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