Escolar.
1 o n e s h i t
Notas iniciais
Err, eu nem sei porq estou postando isso, mas um colega meu deu a ideia e agora estou botando em prática.
Se acaso eu for muito velha e não me lembrar do que aconteceu na minha adolescência, e se acaso o site Nyah!Fanfiction ainda estiver em funcionamento, eu irei vir aqui e lerei tudo isso de novo, e de novo, e de novo...
Se acaso eu for muito velha e não me lembrar do que aconteceu na minha adolescência, e se acaso o site Nyah!Fanfiction ainda estiver em funcionamento, eu irei vir aqui e lerei tudo isso de novo, e de novo, e de novo...
Eu odeio a escola. Sério. Mas também, convenhamos, as melhores lembranças sempre vão permanecer nesta prisão onde nós aprendemos lidar com a sociedade e ao mesmo tempo ganhamos conhecimento, muitas vezes onde nunca usaremos a maioria deles para o nosso futuro... Né, matemática de 8° série pra cima!?
Mas enfim, no meu caso, sempre terei lembranças um tanto radicais e malucas dos tempos que estudei na escola, o que não faz muito tempo, aliás, terminei ano passado, então por isso que minhas memórias estão tão frescas. E se não estivesse, não estaria fazendo uma fic disso. Na quinta série, eu era a típica garotinha pentelha, infantil que dava risada toda vez que escutava a apalavra sexo. Minhas vestimentas eram baseadas no rosa. Ouve até um dia que fui para a escola totalmente de rosa. Juro! Nem as presilhas em meus cabelos se salvavam. Por uma semana fui chamada de pantera cor de rosa. Mas também não podemos esquecer houve a época do emo, Restart, ou então, a época colorida. Onde os adolescentes e pré adolescentes se orgulhavam de vestirem aquelas calças coloridas e tênis coloridos, deixar os cabelos de lado cobrindo um dos olhos, e chamar aquilo de estilo. Naquela época podia se dizer que era sim um estilo, todos se orgulhavam daquela merda, mas hoje em dia? Aham... Tá... E pensar que eu fiz parte dessa época. Tinha três calças coloridas. Lindas, aliás. Sexta série não me lembro muito, mas sei que foi o ano do vôlei, da risada sofrida, onde você ficava doente de tanto rir, voltar a conversar com meus amiguinhos que conheço desde o primário e que converso até hoje (Beijo, gente :y ) e... E zoar a professora de história. E chorar nas aulas de matemática. Sim, o ano foi resumido dessa forma para mim. Eu adorava jogar vôlei com meus amigos. Sempre jogávamos a bola para fora da quadra, e alguém tinha que pular o muro para recuperá-la. Ou então jogavam no teto. E quem ficava encarregada de pegar a bola que caia no telhado? A heroína aqui! O telhado da minha escola, amiguinhos, tem mais ou menos uns, dez, doze metros de altura. Pois é, medo para quê, né? Adrenalina pura. Além do vôlei, nas aulas de português e inglês, eu e meus amigos, que nessa época eu falava mais com os meninos, um grupinho de quatro no total, e sempre dávamos muita risada. Sério. Houve uma vez que passei mal, minha bronquite atacou, mas continuei lá, dando risada. Tudo por causa do meu amigo Matheus, aquele desgraçado, por causa de sua risada sinistra e suas piadas idiotas. Até hoje, quando olho pra ele, e ele olha pra mim, damos risadas contidas. E NÃO POSSO ME ESQUECER QUE NA SEXTA SÉRIE FOI O ANO QUE COMECEI A JOGAR HABBO! Sim, aquele jogo idiota, onde só tem gente imbecil mal informada, que a língua português é o seu maior inimigo! Acreditem, aquele jogo em 2010, era muito legal. Apesar dos relacionamentos começarem com simples frases de “Oi, gata. Tem namo?” “Não.” “Vamo’ namo?” “Vamo”, e já era. Mas era bem melhor do que hoje em dia. E eu chorava na aula de matemática, tamanho era meu ódio. Foi nessa série que eu comecei a cagar para as exatas. Depois daí, tirar pelo menos um sete nas provas não passava de um sonho distante. Na sétima série foi um ano normal. Apesar de ser regada a momentos malucos com uma nova amiga que consegui que era apaixonada pelo mesmo cara que eu tinha um crush absurdo. Hoje em dia eu olho pra ele e penso: “Onde diabos estava com a cabeça para me apaixonar por um infeliz desse!?”. Graças a Deus amadureci, senhor. Graças a Deus. Oitava série? Ohhhh sim, OITAVA SÉRIE! 2012! Melhor ano da minha vida, melhor série. Oitava série se resume a muita coisa. Se resume aos meus tombos que sempre dava no inicio do ano, a muita zueira na hora do intervalo, onde meus amigos e eu –Lógico- Empilhávamos mesas e cadeiras, fazíamos uma escultura um tanto abstrata e contemporânea, e colocávamos a lata de lixo em cima, apenas para dar aquele charme. E colocamos aquela pilha de ferro atrás da porta, sim, para quê? Apenas esperando um inocente abrir a porta e ver tudo desmoronar fazendo um barulho absurdo de alto. Inclusive, houve um dia, em que botamos a lata de lixo em cima da porta, e um amigo nosso, Robson, estava comendo seu lanche que comprou a muito custo na cantina, onde a fila era maior que a do SUS, e o que aconteceu? Quando abriu a porta a lata de lixo caiu sobre ele, e sujou todo o seu lanche. Conclusão da história. Ele perdeu o lanche, eu me deitei no chão para chorar de tanto rir, e todos em minha volta rindo muito. Demais. Até filmamos. Tenho a filmagem até hoje. Também fazíamos coisas idiotas, como sempre trollar alguém. Quer dizer, trollar todo mundo. Ninguém escapava. Eu era a vítima principal. Tsc, tsc. Mas eu também trollava. Nosso alvo de trollagem eram as mochilas, não importa de quem era. A gente escondia as mochilas, ou então pegava sua alça e amarrava (Com vários nós, digno de escoteiro) na cadeira ou na mesa. E o idiota ficava lá, vários minutos tentando desfazer vários e vários nós. E também tínhamos o método do avesso. Que era pegar a mochila do coitado e deixar ela do avesso totalmente, e colocar os materiais dentro e fechar. Uma maravilha. Ou então prender a mochila no ventilados, esconder fora da sala.
Inclusive até peguei a mochila do Douglas, e joguei no telhado da casa do zelador. Mas foi recente. Enfim, as mochilas eram nossos alvos preferidos. Na Oitava série também fizemos o corredor da putaria. Sim, em plenos nossos quatorze, quinze anos, adolescentes que só sabem em falar de putaria sobre putaria (kehe~) com os hormônios a flor da pele onde não ficam uma noite sem bater uma, fizemos o corredor da putaria. Sem a menor vergonha na cara, na hora do intervalo, colocamos vários cadeiras encostada nas paredes dos corredores, e ficamos ali, todos sentados esperando algum garoto chegar para poder fazer perguntas nada constrangedores, como por exemplo, o comprimento de seu pênis. Lógico que todos responderam que era grande. Até parece que alguém dali seria honesto. Enfim, eu escreveria mais de 5.000 palavras só contando sobre a oitava série, mas vou tentar simplificar muito aqui. Contar de forma resumida os principais acontecimentos. Um que me marcou muito eu, não só eu, mas todos os meus amigos, onde até hoje, se alguém falar “passar o rodo” ou então “descabelar o palhaço” alguém vai se lembrar e começar a dar risada. Passar o rodo e descabelar o palhaço foi o dia em demos mais risada naquele ano. Talvez o dia que compete para o título do “Dia em eu mais ri na minha vida”. Em tão pouco tempo, estávamos nós, reunidos em uma rodinha de cadeiras dentro da sala, literalmente chorando, se engasgando, vermelhos com as veias do pescoço saltados para fora, com aquela risada muda, onde o desespero bate na porta para tentar fazer você respirar. Sério, nunca ri tanto com um assunto tão idiota e sem noção como aquele. Todos os meus amigos choraram, todos. Dava para se ver as lágrimas contornando seus rostos vermelhos e nervosos, tentando a todo custo parar de dar risada. Mas era impossível. Inclusive, nesse exato momento, estou dando risada ao escrever isso. Acabei me lembrando, meu Deus! HAHAHAHAHA. Ai caramba. No final do ano me lembro que aconteceu quatro coisas que marcaram o final da oitava série. Primeiro, uma amiga nossa chamada Samara, sim, Samara, e sim, todos zoavam ela com aquela música de “Ohh Samara, porque você me trai?”, e ela odiava. Essa nossa amiga, na aula de educação física, levou um belo de um tombo, sério. Mas foi um tombo engraçado. Imagine na sua cabeça, uma torre alta, e imagine essa torre desmoronando para frente. Como ela vai cair? Ela primeiro começa a desmoronar sua base, e vai caindo aos poucos para frente até que esteja totalmente caída no chão. Enfim, Samara caiu desse jeito. Exatamente assim. Com essa queda, mais uma vez, metade de nossos amigos, estavam no chão tentando recuperar o fôlego de tanto dar risada. Segundo acontecimento! Uma conhecida nossa, disse que se masturbava com seu dedo anular. Assim, do nada, ela nos soltou essa... Até hoje, se um dia alguém fizer o movimento de masturbação feminino com este dedo, todos vão se lembrar desse dia. O que não dá pra esquecer... Terceiro! Colocamos, em cada fileira da sala, nome de ruas famosas de São Paulo. (Que é a onde eu vivo, cidade maravilhosa essa, cheia de poluição *éssidois*) Eu estava sentada na paulista. Uns de meus amigos estavam sentados na Oscar Freire. Tsc, tsc~ E todo mundo zuou quem estava sentado na Augusta. E é lógico que botamos a Lapa e 25 de Março. Mas se formou um inferninho ali, pois os garotos tentavam vender suas canetas usadas com promoções de três por dez. E ultimo acontecimento, o que foi o mais traumático, e que só eu e o Douglas passamos, porque somos trouxas, foi o do final de ano, ultima aula de ciências, eu e ele estávamos sentados nas primeiras carteiras –O que nunca aconteceu no ano inteiro- e acabamos vendo a calcinha de nossa professora que é uma mulher de idade... Sério, quem em sã consciência e inteligência adquirida com o passar dos anos, senta de perna aberta quando se usa uma saia acima do joelho!? A calcinha era branca, e por sorte estava limpinha. Mas nunca vou esquecer a visão de suas coxas com rugas por causa da idade. Francamente, até hoje tento apagar essa memória. E ir num psiquiatra ou então ir a uma organização oculta e secreta para mexerem em meu cérebro e apagar esse pequeno detalhe, me parece bem tentador. Bom enfim, depois da Oitava eu enfrentei o primeiro, segundo e terceiro. O que foi bem bosta. Não tive muitos acontecimentos, nada demais, tudo muito chato e monótono. Foras os três anos mais chatos de minha vida, onde todo dia eu ia para a escola contra gosto e rezava para que tudo aquilo acabasse logo. Pois é, deprimente. Mas no terceiro ano, pelo menos, foi o menos chato. Foi o ano em que eu me dedicava em chegar na escola cedo e me apropriar do balcão da cantina, e dormir. Ali se tornou o meu aconchego, todos que chegavam para o nosso lado do pátio me via dormindo, e se acostumaram com isso. Houve o dia em que o desgraçado do Douglas amarrou meus cadarços, e acordei num susto, me mexendo, e com os pés presos, caindo no chão. No final do terceiro fiz a minha ultima façanha contra um professor. Não foi nada demais, foi algo bem babaca, apenas tive a criatividade de pensar em bater na porta na hora que ele estivesse dando sua aula e sair correndo. Pura criancice pessoal, mas quem disse que penso como adulta hoje em dia, eim? Só que, quem estava dando a aula, era uma professora de português que todos mantinham a bola baixa. Ela era barra pesada. Enfim, bati na porta dela, e sai correndo corredor a dentro, e na curva, onde meus tênis estavam gastos e lisos, claramente percebi que escorregaria e cairia, mas eu pensei! SIM, EU SEI PENSAR! O que fiz!? Me joguei contra a parede, batendo meu ombro de forma dramática, e girei pela parede, tropeçando em meus pés, quase caindo, e continuei correndo. Idiota, né? Mas foi divertido. Enfim. Tirando tudo isso, no ensino médio foi o tempo em que conheci a melhor professora de matemática que poderia ter. Não aprendi nada com ela, mas garanto que ela ensina bem. Não aprendi porque não quis e não faço questão. Odeio exatas. Odeio mesmo. Mas ela é uma professora fantástica. Sério. Todos amam e respeitam ela de forma absurda. Quase uma ídola nossa. Beijos Valéria, também conhecida como a Valval! Ela sempre dizia: “Molecada burra.” Enfim, meu ultimo dia de aula naquela escola, eu tratei de fazer minha ultima façanha. Todos estavam no palco, escutando as frases de motivação que os professores davam, e eu, de canto, fui para o banheiro feminino, onde era do lado do palco, e colei várias, eu disse várias, fotos de yaoi lemon hard dentro de um Box. A reação das meninas entrando naquele Box foi impagável. Bom, enfim, depois disso, sai da escola com um sorriso lindo no rosto, com a mente e o corpo mais leve. Com o pensamento de “Nunca mais voltarei a essa merda!”, sério gente, uma sensação muito boa, recomendo, inclusive acho tendência. Sai da escola escutando uma música um tanto peculiar, perfeita para aquela situação: “Dog days are over” de Florence and the Machine.
Notas finais
Eu não espero que ninguém leia isso, mas se acaso algum usuário do site vier aqui e acabou de ler, Olá.
O capítulo não foi revisado, ok? Isso explica os possíveis erros que teve aí no texto...
Essa história contada em primeira pessoa foi dedicada e é, para os meus amigos da escola, mesmo que hoje em dia a gente não esteja se vendo muito, mas nóis' fica se falando no face :y
Bjs na bunda, obrigada por lerem.
O capítulo não foi revisado, ok? Isso explica os possíveis erros que teve aí no texto...
Essa história contada em primeira pessoa foi dedicada e é, para os meus amigos da escola, mesmo que hoje em dia a gente não esteja se vendo muito, mas nóis' fica se falando no face :y
Bjs na bunda, obrigada por lerem.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!
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