Escola de sangue

8 O dia 02 de Fevereiro, de tarde - em revisão


O detetive esta ansioso e a caminho da escola, era hora da saída dos alunos e dessa vez ele tinha dois nomes certeiros para chamar: Jeniffer e Denis. As mensagens no celular de Denis apontavam que um dos dois tinham matado Ana Cleia. Mesmo sem saber quem tinha matado, ou certeza, o detetive mandou os policiais buscarem os dois de dentro da escola.

Eduardo, Denis, Jeniffer e Gabriel estavam parados num canto conversando esperando o portão se abrir para poderem ir embora logo "porque o dia não poderia ficar pior" pensou Jeniffer, eis que surge no horizonte cinco policiais fardados de PMs indo em direção ao grupo de estudantes num canto escondido perto do portão. Todos congelam, enquanto os outros alunos abrem caminho para que os policiais possam passar.
— Então, como vai ser? — perguntou um dos policiais para o grupo.
— Ser o quê? — retrucou Eduardo.
— Sem gracinha! Venham conosco Denis e Jeniffer. — disse ele olhando severamente para os rostos dos quatro jovens. — Um passo frente.
Denis e Jeniffer deram um passo a frente e em seguida foram conduzidos até fora da escola pela porta da diretoria acompanhados dos policiais, precavidos. As mães foram avisadas e correram para a delegacia, que estava lotada de repórteres e curiosos de plantão.

Denis entrou primeiro numa das salas de interrogatório junto a sua mãe, a qual assinou um acordo para que o filho pudesse falar tudo o que sabia.
— Então, Denis, pode contar t-u-d-o... — disse o detetive.
— Contar o quê?
— Garoto, nós já sabemos que você trocou mensagens com sua amiga Jeniffer sobre vocês terem matado a professora de vocês.

Na outra sala de interrogatório, Jeniffer contava tudo para o detetive na presença de sua avó, que não entendia mais nada.
— Bem, nós estávamos voltando para casa e o Denis falou que poderia até matar a Ana Cleia para poder viver feliz, é isso que sei. — dedurou Jeniffer.
— Garota, nós sabemos que você também ajudou. Nós achamos mensagens de vocês dois sobre o assassinato. — disse outro detetive.
Jeniffer engoliu o seco da garganta e logo em seguida pôs as mãos a cabeça.
— Olha, eu não sei do que você está falando, eu estava nervosa e tive um apagão, pode não ter sido eu.
— Apagão? — retrucou o detetive.
— Sim, minha neta tem apagões que ela começa a fazer as coisas fora de si sem se lembrar de nada depois, mesmo assim minha neta não é uma assassina! — completou a avó.
— Precisamos de ver seus laudos médicos...

Na sala do lado, Denis explicava toda a situação para o detetive, que ainda estava confuso com os dados que chegaram da sala ao lado.
— Eu dormi do lado de fora da casa, me amarrei na árvore porque sou sonambulo e quando acordei de manhã não precisei me desamarrar, algo aconteceu, uma coisa digo, não fui eu! — disse Denis, quase chorando.
— Certo, certo, espere um minuto. Eu volto já. — disse o detetive saindo da sala e indo se encontrar com o outro.

Em outra sala mais ao fundo os detetives se encontraram e debateram o ponto dos adolescentes do 2° ano do ensino médio, que eram bem acirrados e ambos tinham dependência ao dormir, ou seja, andavam e poderiam matar durante o sono e não se lembrar de nada.
— O único jeito é ver o laudo da cena do crime.
— Certo, e anunciemos para a imprensa também.

30 minutos depois os detetives subiram num palco em frente a frente da delegacia e com um microfone discursaram:

Estamos nos esforçando o máximo para descobrir quem fez uma barbaridade dessas e principalmente com uma professora tão querida na escola e tudo. Há menos de 9 horas o dono do galpão onde o corpo foi encontrado nos deu acesso total as unidades para que pudêssemos ver as digitais da cena do crime e de fato achamos algumas digitais, e assim achamos nosso preso que já está dentro de uma fundação casa uma hora dessas, sim, uma fundação casa e o nome do indivíduo é: Gabriel Vinicius de Oliveira Silva, o assassino de Ana Cleia.

Jeniffer e Denis que olhavam o discurso pela TV que transmitia ficaram apavorados de como Gabriel poderia ter matado uma professora que nem ele mesmo gostava nem desgostada, era neutro em relação. Mas a família de Ana Cleia poderia dormir tranquila que o assassino de sua filha fora verdadeiramente preso pela polícia.

Os detetives voltaram para dentro da delegacia e fecharam as portas para os jornalistas que ainda ficaram na porta do edifício.
— Senhor, não testamos de novo a digital, esse foi o primeiro teste, ela pode ter sido plantada por um capanga de dos outros adolescentes.
— Não diga bobagem, Leonardo. E aproveite e faça um teste novamente, temos que checar, não podemos estar enganado sobre aquele rapaz ser o verdadeiro assassino se não nossas carreiras já eram.