Escola de sangue
10 O dia 02 de Fevereiro, à noite - em revisão
Os detetives passaram mais três horas testando as impressões digitais e estavam prestes a anunciar o resultado para os peritos próximos, quando tiveram que interromper para anúncio na TV sobre um novo assassinato.
— Aumente a TV! — gritou o policial Rodrigo no fundo.
Marcelo aumentou.
Atenção para o boletim urgente! Dois alunos foram mortos na Escola E.E. CENSURADO, os nomes foram divulgados agora a pouco pelo diretor, chamados Denis e Jeniffer, os dois foram mortos também a facadas. O que lembrou que o assassinato de Ana Cleia, que morreu na madrugada de hoje com duas facadas no rins e outra no peito. O que é estranho que os detetives da 20° departamento prenderam o suposto assassino esta tarde. Seria outro assassino ou o mesmo que continua solto?
Todos da delegacia olharam para os dois detetives.
— Parabéns, detetives. — disse Marcelo, batendo no braço de Rodrigo.
— Muito engraçado, quando você só tem que cuidar de cercar o perímetro não é mesmo? — disse o detetive Breno que abriu caminho e saiu entre os policiais.
— Digo o mesmo. — disse o detetive Bruno também saindo.
Quando saíram do cento da delegacia voltaram para o laboratório, onde os peritos tiravam o segundo teste da amostra do exame do teste de DNA. Todos esperavam ansiosos, já que aquilo era a prova que Gabriel tinha matado Ana Cleia e seria fim de caso.
— Senhor, temos o resultado e não é nada bom, nada bom mesmo.
— O que é? — disse Breno.
— Parece que o DNA não é de Gabriel... — o perito engoliu o seco.
— Então de quem é! Desembucha logo! — gritou Bruno.
— O banco de dados diz que é de alguém chamado Eduardo, amigo de Gabriel.
Em uma casa tranquila no centro do bairro, perto da escola, uma família jantava calmamente enquanto assistia um pouco de TV, sem violência e sem notícias tristes. Eles assistiam um programa de culinária relaxante, até que a campainha tocou. Um senhor foi atender:
— Olá! Posso ajudar?
— Sim, você pode senhor, pode me levar direto a Eduardo, agora!
Os policiais entraram na casa e procuravam pelo garoto, que estava na frente da porta da sala com sua mãe chorando atrás.
— Estou pronto para ir. — disse ele, sendo levado pelo detive Breno e pelo policial Rodrigo.
— Filho! Eu irei com você... — gritou a mãe de Eduardo.
— Não Lúcia, você fica, eu irei com nosso filho. — disse o pai de Eduardo, indo com ele até a delegacia.
Poucos minutos depois as viaturas chegaram na delegacia onde Eduardo foi levado a uma sala de interrogatório. Ele sentou-se junto a seu pai e os dois esperavam pelo detetive Bruno, que iria interrogar Eduardo, mas antes o pai de Eduardo assinará um acordo para que pudesse permanecer e o filho dizer tudo que sabia.
— Quem não deve não teme! — disse o pai de Eduardo assinando pedaço de papel.
— Tudo bem. Eduardo, preciso que me conte tudo que sabe. — disse o detetive Bruno se sentando na cadeira depois da mesa.
— Um nome e você saberá de tudo... — disse Eduardo.
— Uma pergunta antes? — interrompeu o detetive Bruno.
— Claro.
— Por que você não nos isso quando fomos para sua escola três vezes! — o detetive elevou o tom de sua voz.
— Ela disse que me mataria, assim como matou Denis e Jeniffer, eles também sabiam, principalmente o Denis. Ela sempre descobre.
— Quem, Eduardo? Quem?! — perguntou o detetive batendo na mesa.
— Mas vocês vão ter que me proteger, ela me matará também! Ela sempre sabe! — disse Eduardo, já ficando nervoso.
— Tudo bem! Tudo bem! — gritou o detetive. — Nós iremos te proteger, ninguém pode te atacar aqui, está seguro, apenas me diga o nome "dela" para que tudo possa finalmente acabar.
— O nome... o nome... o nome dela é... — Eduardo não parava de tremer e olhar para os lados. Ele estava paranoico.
— Diga logo, para podermos prender a pessoa e estar tudo acabado.
— Eu direi — disse Eduardo mais calmo. — O nome dela é...
Os detetives saíram com suas viaturas, oito delas, e chegaram a uma rua já familiar em uma casa peculiar, a casa que ficava embaixo de outra. "Luto" estava escrito em uma placa enfrente casa. O detetive Bruno bateu palmas, pois na casa não havia campainha.
— Senhora? Senhora? Senhora?
Uma mulher saiu de dentro da casa com um vestido meio velha e uma bolinha de lã na mão, ela passava a bolinha de mão em mão, enquanto subia para abrir o portão para os policiais.
— Você é a senhora Sônia? — perguntou o detetive.
— Correto.
— A mãe de Denis Lucas?
— Correto. — a mulher deu um sorriso para o detetive que aparentava nem mais estar de luto pela morte do próprio filho.
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