Escola de Magos - Interativa
14 O Mago de Vermelho
Notas iniciais
O céu estava bem limpo. As gaivotas brancas, em bando, sobrevoavam aquele centro comercial. Estava lotado de gente. As pessoas, mesmo no domínio da Coroa Vermelha, não podiam abandonar as suas vidas: trabalhos, estudos, compras e lazeres. A cidade era quente, fervida e movimentada. Sempre foi e sempre será.
— Tudo parece tão normal, aqui. Quer parar um pouco e tomar alguma coisa, Kristie? – perguntou Liedson, de olhos fechados e sorriso no rosto.
— Eu não. Obrigada. Temos um trabalho a fazer. Não podemos baixar a guarda. Não sabemos o que está acontecendo com as outras duplas, então o inimigo pode saber da nossa existência. E olhe em volta, há vários guardas da Coroa Vermelha. Estão nos olhando. Curiosos. – respondeu Kristie, tentando disfarçar enquanto falava dos guardas.
— Por isso, mesmo. Poderíamos tomar alguma coisa para parecermos “normais”. Eu pago, vai. – insistiu ele.
— Eu disse não. – negou ela, novamente.
Kristie enquanto caminhava junto ao seu amigo, percebeu que havia um mago com um manto vermelho rodeado de magos saindo daquele distrito. Curiosa, ela foi atrás dele. Liedson, sem entender o que estava acontecendo, resolveu ir atrás.
O mago de vermelho conversava com os guardas e parava. Furtivamente, a dupla se escondia. Ele retornava a caminhada e eles o seguiam. Isso se repetiu até eles chegarem em uma praia, com um barco colossal, mas sem nenhum guarda.
— Kristie! Porque estamos seguindo essas pessoas? – perguntou Liedson, o manipulador de energias, atrás de uma pedra.
— Ele parece ser o líder. Está rodeado de guardas. Há algum motivo para o proteger, não acha? – Kristie, atrás de um arbusto que estava do lado da pedra em que o menino de óculos de grau estava escondido.
— Você tem razão, mas o que quer fazer? Chegar detonando tudo?
Kristie ficou pensativa. Olhava Liedson sem piscar. Respondeu:
— Boa ideia.
Ela rapidamente pulou entre o arbusto e a pedra. Conjurou poder mágico em seus punhos e foi em direção aos guardas. Apenas com “supersocos”, ela os derrotou. Eram cinco no total.
O mago de vermelho que ela estava perseguindo olhou para trás. Tinha um olhar aniquilador. Um corpo bem estruturado, magro. Era alto e seus olhos era da cor do mar que ali tinha. Loiro, do cabelo grande. Bem bonito, por sinal. Por debaixo do manto vermelho, semiaberto, estava vestido com uma camisa totalmente vermelha e com uma calça da mesma cor, com algumas facas e pergaminhos pendurados por cintas de perna e panturrilha. Aparentemente um ótimo e elegante mago.
— Você é o líder dos Coroa Vermelha, homem? – perguntou Kristie, gritando e socando os próprios punhos no estilo “Natsu” de ser.
— Não, guria. Eu não sou o líder, mas... quem diabos é você? – perguntou ele.
— Eu sou Kristie, aluna do Embryo, de New Nebraska. Aconselho-te a me dizer aonde seu chefe reside.
— Para que tanta formalidade... – pensou Liedson, escondido, debochando da força que Kristie estava fazendo para ser daquele jeito.
— Legal... nunca ouvi falar nem dessa escola, nem da cidade e muito menos de você. O que quer com o meu chefe? – perguntou o mago de vermelho.
— Ele tem duas coisas que queremos. A cidade e a Pedra Ônix. Vamos devolver a essas pessoas o que era delas por direito.
O cara sorriu. Pegou seu manto vermelho e rapidamente o tirou, jogando longe. Pegou uma espada de dentro dele, antes disso. Apertando o punho da espada, ele disse:
— Então você vai ter que passar por cima de mim. Por honra, eu, Alex Brigham, devo proteger a minha guilda com todo o fervor que eu tenho. Seus objetivos são os meus objetivos. Você vai sentir a fúria do trovão vermelho.
Liedson, assustado, pulou da pedra para lutar ao lado de Kristie. Ela, por conta disso, distraiu-se. Alex viu uma oportunidade, apontando para ela a sua espada e jogando uma forte rajada de trovão vermelho. Ela não aguentou e caiu com tudo no chão, eletrocutada e com os olhos derramando sangue.
— Kristie! – gritou Liedson, correndo até ela e a pegando no colo, ajoelhado. – Acorda, Kristie! Acorda!
— Não precisa se preocupar. Ela está viva. Eu usei uma magia de dormência. Ela está bem, apesar do sangramento pelos olhos. – de modo debochado, Alex explicou.
Liedson se levantou e conjurou uma esfera roxa de energia, do tamanho de uma bola de pingue-pongue, em sua mão esquerda:
— Você não vai mais machucar ninguém. – disse Liedson, correndo em direção a ele. Com a esfera de energia em sua mão, ele deu um pulo. No alto, ele ergueu a esfera para cima e ela se tornou uma grande bola de energia roxa, do tamanho de um globo da morte. Em seguida, quando caiu no chão, Liedson a jogou contra Alex, que a cortou com sua espada, fazendo-a desaparecer.
— Bela magia. Manipular energias e seu formato. Essa pode ser uma das magias mais fortes que existe, mas essa espada eu roubei de um amigo meu. Ele está morto agora. Seus amigos o mataram.
— “Manipular energias e seu formato”? Que... que... imbecil. Não vou ficar tagarelando. Vou acabar com você o mais rápido que eu posso. – Liedson novamente fez aquela esfera pequena aparecer. Ele a chamava de Dama. Ela se transformava em qualquer tipo de coisa, mas esse era apenas uma parcela mínima da magia dele. Liedson, um dos alunos mais poderosos da Embryo. Escondia muitos segredos.
Com a Dama em sua mão esquerda, ele usou a mão direita para amassá-la e fazendo mão de reza ele conjurou um Berserker (um leão de três metros de altura, mas com o corpo humanizado e vestido com uma armadura medieval e uma lança gigante).
— Um Berserker? Mas que porra. Isso é uma carta na manga? – debochou Alex, que pegou a espada e a encheu de eletricidade, cortando aquele monstro em várias partes apenas com um pouco de seus raios vermelhos. – Vai precisar de muito mais do que isso para fazer um dano a mim, meu caro.
Liedson começou a ficar gelado de medo. Nem conseguiu demonstrar a força de sua invocação e ele já o tinha derrotado. Mordendo os lábios de ódio, Liedson começou a correm em direção a Alex. Por honra, o Coroa Vermelha guardou a sua espada na bainha em suas costas e também começou a correr de encontro.
Liedson e Alex começaram a brigar soco a soco. Por outro lado, Liedson e Alex empatavam no corpo-a-corpo. Depois de alguns minutos, os dois estavam cansados. Alex tornou a pegar a sua espada. Liedson, a sua Dama.
— Essa luta vai demorar desse jeito. Vou acelerar as coisas. – disse Alex, jogando vários raios em Liedson, que não aguentando, caiu de quatro no chão, cuspindo sangue.
— Você não vai me derrotar... não vou deixar. Eu vou prender você... – com a Dama em sua mão, ele a apertou fechando o punho e os olhos. Mudando a sua energia vital e ao seu redor, Liedson conseguiu invocar uma armadura para o seu corpo. Um vestido branco semelhante à de um monge. Uma enorme espada curvada em sua mão direita, banhada de poder mágico. Em sua mão esquerda, a Dama (mas dessa vez maior, no tamanho de uma bola de basquete).
— O que é isso?! – perguntou Alex, sentindo tamanho poder mágico crescendo dentro do inimigo e pressionar o seu próprio corpo.
— Eu sou Liedson Muller. Transformador e manipulador de energia, poder mágico e matéria. O Deus da Imaginação.
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