Escola Para Mutantes - Fic Interativa

5 Capítulo 5 Torneio e Seqüestro


Notas iniciais
Sei que prometi que o Torneio seria nesse, mas preferi colocar a guerra antes e fazer o torneio depos, os proximos capítulos seram de luta e todos os personagens terão um capitulo só seu!
Lembrando que os casais não seram formados rapidamente, afinal se eu colocar um romance só de um mutante vendo o outro e começarem a se amar, vai ficar meio chato...
Como sabem as vagas estão temporariamente fechadas, mas vou falar o nome de quem foi aceito porque percebi que ainda há algumas dúvidas quanto á isso.

Rose Maximoff, Thomas Lambert, Drigori Martins, Mary Blue, Allyson Chansen, Annelise Venezian, Chad Richard, Angel Frozen, Caroline Smith, Melissa Dineirnka e Sophia Marie, Candice Jean, Vivian Halley, Derick Pegorette, Julie McCartney, Mauêlla Brian, Sarah Cooper, Luna Johnson, Drenna Fagrion, Kristen Beckman, Yudi Kelson e Merit Hoffman.

· Cap. 5 Torneio e Seqüestro


·Numa luta, fraco não é aquele que não sabe lutar, mas aquele que não tem determinação – Rukia.


– A primeira luta será entre Drigori Martins da Casa dos Impuros e Mauêlla Brian da Casa dos Intocáveis. Todos já sabem a primeira regra: A luta só acaba quando um dos adversários perderem ou desistir. Segunda regra: Os que estão observando a luta podem atacar os que estão do lado de dentro desde que não pisem na arena e lutem corpo-a-corpo. Estão todos entendidos? – O Prof. Xavier perguntou, ditando as regras.


– Sim – todos responderam, a ansiosidade era palpável no ar.


– Então podem começar – Mauêlla e Drigori se colocaram em posição de luta no centro.


Drigori piscou enquanto seu corpo pegava chamas, Mauêlla apenas fechou o rosto e com um aceno de mão o chamou para a luta.


– Está tão ansiosa assim para perde? – Falou lançou uma bola de fogo na direção dela.


– Me deixa te conta um segredo garoto: Eu não luto porque acho que vou vencer, eu luto porque tenho que vencer – Respondeu criando um barreira de água ao redor de si.


Drigori girou o corpo lançando uma rajada de fogo nela que criou uma parede de ar e voltou à rajada contra ele que transformou seu corpo em pedra, cortando o efeito da dor. Mas logo ele teve que voar, pois o chão abaixo dele havia começado a se congelar, Thomas lançou um beijo irônico na direção dele.


– Mauêlla –


Merit começou a lançar flechas na minha direção que eu parava com o ar, o chão abaixo de mim começou a tremer e as pedras vieram atrás de mim, eu apenas me desviava isso estava começando a ficar cansativo.

Parei, relaxei a mente e o corpo, era preciso muita concentração para fazer isso, eu podia sentir a barreira telepática de Jenn (responsável pelo nosso time) me protegendo de qualquer ataque, invoquei toda a água que havia no oxigênio, em outras palavras, em toda a gravidade e uma poderosa onda, para não dizer o próprio mar, veio para cima de Drigori. Se ele escapar dessa é porque ele provavelmente não é desse mundo.

Porém algo muito estranho aconteceu nesse exato momento, Jenn, Candice e Merit caíram no chão gritando de dor e na hora que o Prof. Xavier veio na direção delas, ouve uma enorme explosão.

Senti meu corpo ser jogado longe com força, bati minhas costas no chão com tudo.


– Drigori –


O que foi isso? Quem causou essa explosão? Desci ao chão onde a maioria dos mutantes estava machucada.


– Professor! Jenn! – Logan gritava o nome, mas nenhum barulho era ouvido, no local onde eles estava havia um enorme buraco.


Nenhuma das telepatas estava á vista, a não ser Emma que tentava tira Sophia e Sarah do transe em que se encontravam. As videntes, elas devem saber onde elas estão, elas devem ter visto algo.


– O que você viu Sophia? – perguntei enquanto virava seu rosto em minha direção.


– O Rei das Sombras... E-ele Vo-voltou, ele pegou as telepatas e o Professor com a ajuda deles...


– Deles quem? Quem são eles? Quem é o Rei das Sombras? – Logan perguntou desesperado, ele já havia perdido muita gente, isso devia ter pegado ele desprevenido.


– O Rei das Sombras foi meu mestre há muito tempo – Ororo falou ganhando a atenção de todos – Ele enfrentou Charles, mas perdeu, o Rei das Sombras é um telepata, mas Charles havia o derrotado, era para ele estar morto.


– Sua alma continuou vagando – Sarah respondeu – Ele agora controla a Irmandade e os Mutantes de Magneto, ele quer reviver a Fênix. – seu olhar caiu sobre Logan – Precisamos impedir isso, se isso acontecer...


– Dessa vez não haverá quem a derrote! – Sophia completou.


– Você sabe onde eles estão? – Logan perguntou á Sophia


– Não, sabe que meu poder não funciona assim!


– Se me tocar verá meu futuro, afinal eu devo estar lá – ele segurou o braço dela, mas nada aconteceu – Então?


– Talvez o único destino aqui seja a morte delas – Sophia se soltou rispidamente.


– Ou simplesmente não é ele que deve salva-las, mas sim um grupo desequilibrado de mutantes descontrolados – Allyson murmurou como se fosse a coisa mais obvia.


– Ah sim, e o que vocês fariam? – Logan perguntou debochado.


– Acabaríamos com eles, é claro! – Angel riu maldosa.


– Mas ainda assim não sabemos onde eles estão – Emma sussurrou – Espera, cadê Caroline?


Todos começaram a procurá-la, mas não á encontraram, talvez...


– Eles á levaram também! Precisam de três telepatas Nível Cinco para que a Fênix retorne com força total, mas não entendo porque a levaram – Sarah confirmou as suspeitas.


– Hun... Eu tenho uma teoria – Sophia se aproximou de Julie e á tocou, de repente seus olhos se tornaram brancos – Como previ, Ally tinha razão... Vocês queriam briga? Conseguiram, só que contra a Irmandade e os mutantes – agora sim ela estava falando nossa língua, uma luta era tudo que precisávamos – Mas temos que espera Stivie, Drenna, Tigure e Yudi.


– Candice –


Ódio era exatamente o que eu sentia em relação aos três mutantes á minha frente: Dominó, Avalanche e o maldito Mercúrio. A missão deles era nos vigiar para que não fugíssemos, claro que tentei invadir a mente desses idiotas, mas parece que eles tomaram providencias contra isso, aquele capacete de ferro foi feito exatamente para me repelir de suas mentes.

Em todo caso, desisti de tentar quando o Rei das Sombras invadiu a mente de Jenn e até agora ela estar em choque, não sei o que ele mostrou á ela, mas não deve ter sido nada bom, Merit tentou por diversas vezes entrar na mente de Jenn, porém não conseguiu. Carol não saia do lado de Jenn, ficava o tempo todo tentando ajudá-la, como se fosse resolver.


– Quer parar? Ela estar em transe profundo deve estar revendo a cena que ele mostrou á ela, seria mais fácil ajudá-la se soubéssemos o que á deixou tão aterrorizada.


– Eu sei o que foi – á encaramos curiosas, o que a pirralha sabia? – Ela deve estar revendo a morte da filha dela...


Jenn teve uma filha? Isso era novidade, mas tudo o que eu sabia era que ela era irmã da famosa Jean Grey. Eu espero que eles venham nos salvar logo, eu com certeza não estou a fim de morrer, ironicamente eu tinha que nascer uma telepata nível cinco, justo o que eles precisam, eu sempre me imaginei morrendo de velhice, mas morrer em um sacrifício? Nunca se passou pela minha cabeça.


– Caroline –


Flash Back On


– Por que você está triste? – perguntei me aproximando de Jenn que encarava o tumulo da irmã.


– Talvez porque minha irmã morreu – respondeu com ironia.


– Não seja idiota, sei que não é só por causa disso, posso ser uma criança, mas não se esqueça que eu não cresci como uma.


– É verdade, tudo bem, eu te conto. Depois que Jean saiu de casa, eu me apaixonei por um humano, os sinais de que não daria certo teria sido obvio para qualquer pessoa, ele andava com as pessoas erradas, mexia com as coisas erradas, mas eu estava cega. Por ironia do destino eu fiquei grávida, e claro que como é de se espera, o canalha fugiu, meus pais disseram que me perdoariam se eu abortasse.


– Com pais assim quem precisa de inimigos.


– Eu não aceitei e eles me expulsaram de casa, Jean e Charles me ajudaram, me arranjaram uma casa e tudo o mais, eles até me ofereceram um lugar no Instituto, mas eu sempre quis uma vida normal, é irônico que quem tenha me ajudado é justamente minha irmã, eu á odiava por ser mutante e quando descobri que era uma, me ferrei – soltou uma risada divertida – Minha filha cresceu e logo percebi que assim como eu, ela era uma telepata. Quando ela fez quatro anos, descobrimos que ela tinha Câncer de pele, tinha apenas um ano de vida, o Maximo de tempo que os médicos deram, eu fiquei sem chão, ela era tudo pra mim, o motivo de estar ali, o motivo de ter continuado e o motivo de não ter me arrependido de meus atos, porém eles tinham razão, ela faleceu no seu aniversário de Cinco anos. Foi horrível, ver o cabelo dela caindo, ela sendo internada e dia após dia ter que ir aquele hospital. Vou lhe dizer algo que não disse á ninguém... – as lágrimas rolaram por seu rosto — Ás vezes chegava lá e não conseguia sair do carro. Não conseguia forçar-me a entrar no hospital, percorrer o longo corredor, chegar até Samantha e vê-la deitada em sua cama, na mesma posição em que a deixei na ultima vez... Eu só estou aqui porque Jean me fez superar, mas eu nunca mais acreditei no amor, isso para mim não passa de brincadeira de criança.


– Tem algo mais?


Ela me estendeu seu braço e vi vários cortes, seu pulso era quase carne viva. Fechei os olhos, eu nunca vi algo tão feio assim.


– Sou uma fraca né?Aposto que estar com pena de mim!


– Não, Jenn. Não tenho pena de você. – ela me olhou surpresa – Tenho respeito e uma profunda admiração por sua lealdade á Samantha e pelo modo como enfrentou seus problemas. Piedade é para os que não sabem reagir diante da tragédia. Você não se deixou abater pelos acontecimentos e fez tudo o que podia para enfrentá-los. E se algumas vezes não teve coragem para entrar no hospital, bem... É porque você é humana.


– Você se parece com ela, tão esperta, se ela estivesse viva, completaria 10 anos hoje, a idade que você tem. Quero te pedir uma coisa, não quero que vá á esse torneio.


– Por que não?


– Algo irá acontecer, se você for, irá morrer...


– Como irei morrer?


– Salvando á vida de outros mutantes!


– Então eu irei.


– Você não entende? Não tem medo da morte? Quer que seus pais sofram?


– Sabe qual é a diferença dos adultos pras crianças? Os adultos tem medo de morrer sem ter vivido intensamente, mas nós crianças – olhei o céu azul e limpo – não temos medo porque vivemos sem medo, fazemos aquilo que queremos sem nos importarmos com o que as pessoas vão pensar... Eu fiz tudo que queria, vivi do jeito que queria, e se tiver que morrer por essas pessoas, para que elas possam descobri seu objetivo de vida, para que tenham uma família, eu farei de boa vontade... Quanto aos meus pais, se eles chorarem não será de dor, será de orgulho! Não tenha medo de amar Jenn, não importa se diga que não acredita no amor, no fundo o que você quer é uma prova de sua existência, porque a esperança nunca morrer. – me virei para ir embora – Mas saiba de uma coisa, se sua filha estivesse viva, teria orgulho de você!


Flash Back Off


– Vamos Jenn, eu não sei o tamanho da sua dor, mas você não precisa sofrer sozinha, você tem amigos, tem uma criança te esperando aqui... Por favor, não se entregue!


– Não adiante Carol, se nem meus poderes puderam ajudá-la, você não conseg... — Merit arregalou os olhos ao vê Jenn piscar os olhos e me olhar.


– Você acordou, você conseguiu... — falei á abraçando.


– Foi por sua causa, quando eu vi a morte dela, comecei a me culpa, mas eu me lembrei do que você me disse aquele dia. Obrigado por ter me mostrado que o amor existe, eu o vi em você, tive uma prova dele.


Enquanto isso, no Instituto...


– Vocês estão prontos para uma guerra? – Sophia perguntou vendo todos os mutantes sorrirem.


– Nascemos prontos gata – Yudi respondeu.


– Em tempo de paz convém ao homem serenidade e humildade; mas quando estoura a guerra deve agir como um tigre! – Tigure murmurou.


– E disso você entende em não é, afinal esse é seu poder – Drenna falou com deboche arrancando risadas.


A Guerra iria começar, e isso de certa forma era bom, porque inimigos seriam amigos.


· A guerra, a princípio, é a esperança de que a gente vai se dar bem; em seguida, é a expectativa de que o outro vai se ferrar; depois, a satisfação de ver que o outro não se deu bem; e finalmente, a surpresa de ver que todo mundo se ferrou.



Notas finais
Desculpem não haver ação nesse, mas era necessário uma motivo para a Guerra, para que nos proximos capítulos possa haver lutas.
Aos personagens que não tem aparecido muito, não se preocupem que farei um capítulo para todos, então ninguém ficará de fora.