Escola Divergente - interativa
13 Capítulo 13
Notas iniciais
POV Jenna
Depois que Tori falou sobre a competição, cada um teve que ir para o complexo da sua facção para se preparar para a primeira atividade que na verdade ocorreria apenas amanhã.
Eu fui para a Audácia caminhando entre os membros da minha facção quando finalmente chegamos e Quatro nos pediu para que fôssemos até a área externa.
Sentamos em uma roda (uma coisa um tanto Amizade de se fazer) provavelmente para decidirmos o que faríamos para desafiar as outras facções.
– Pessoal, eu pensei que poderíamos fazer algo relacionado com a paisagem do medo – Quatro falou.
– Não, vai ser muito sem graça – Eu disse e todos começaram a me olhar.
– Então o que você sugere? – Quatro perguntou com olhar desafiador.
– Luta – Eu respondi.
– Bem, a luta vai ser um tanto difícil de realizar, mas podemos fazer luta sim – Quatro disse – Nós temos que dispor duas atividades da nossa facção então eu acho que podem ser essas duas.
– Mas como vai ser a paisagem do medo? – Ariely perguntou.
– Três pessoas de cada facção terão que entrar na paisagem do medo e enfrentar seus próprios medos, quem sair em menor tempo da paisagem, irá ganhar os pontos – Quatro explicou.
– Bem, estamos liberados da roda da Amizade agora? – Eu perguntei.
– Os outros sim, mas você não está – Quatro disse.
– Por que não? – Eu perguntei.
– Eu preciso falar com você agora – Quatro disse.
Olhei para as caras de Taylor W. e Damon e percebi que eles quase estavam rindo.
Quando todos saíram do local eu fiquei sozinha com Quatro.
– O que foi agora? – Eu perguntei.
– Você acha que pode falar desse jeito com todos, mas está enganada – Quatro disse.
– Como eu falo? Eu falo normalmente com todo mundo – Eu falei e para mim realmente era verdade.
– Não, você não fala normalmente – Quatro disse – Suas brincadeiras não são engraçadas para mim.
– Porque você não tem senso de humor – Eu respondi.
– Pode até ser verdade, mas como seu professor eu não admito desrespeito – Quatro falou.
– Ok, ok – Eu falei.
– Está avisada? Se mais uma vez eu ficar irritado com você e suas respostas essa conversa não vai ser tão tranquila – Quatro falou e foi se virando para ir embora, mas então parece ter lembrado de alguma coisa e se virou para mim novamente – da próxima vez não deixe seu namoradinho vir falar comigo para te defender.
Antes que eu pudesse perguntar alguma coisa, ele foi embora. No início eu estava brava com o Quatro, mas depois que ele falou que “meu namoradinho” foi me defender para ele eu esqueci que estava brava e fiquei muito intrigada. Eu não tinha namorado e também não estava paquerando alguém, mas só de uma coisa eu sabia, eu tinha que saber quem era o garoto misterioso.
POV Amber Scott
Já era hora do jantar e eu estava no refeitório, sentada com meus amigos de facção e com Chris quando Maria subiu em cima da mesa que estava e falou para todos.
– Pessoal! Hoje mesmo após o jantar irá ocorrer um teste para quem quiser entrar na nova banda que iremos montar – Maria disse – Se alguém de vocês toca, dança ou canta, podem ir até o ginásio depois desse jantar que lá estará acontecendo os testes. Obrigada.
Quando ela sentou-se novamente, um burburinho começou em todo o refeitório, provavelmente todos discutindo quem iria participar ou não.
– Vai participar Amber? – Chris perguntou.
– Bem, talvez eu dê uma ajudinha em alguma coisa da banda, mas acho que participar eu não vou – Eu respondi – E você?
– Acho que eu vou fazer um teste, aliás, eu toco guitarra, né? – Ele falou.
Eu concordei. Eu e Chris terminamos de comer nosso jantar e fomos até o ginásio acompanhados de muitas outras pessoas.
Quando chegamos lá, Maria estava sentada em um banco com Julieta.
– Ei! Vocês vão fazer testes? – Maria perguntou.
– Eu não vou, mas o Chris vai – Eu respondi. Chris foi para a fila de testes e eu sentei com as meninas.
– E vocês duas? Não irão participar? – Eu perguntei a elas.
– Eu vou dançar na banda, isso é óbvio – Maria falou – A Ju vai me ajudar com a agenda e as anotações da banda.
– Ah – Eu falei.
Então os testes começaram. Primeiro ocorreu o teste de voz e logo após os testes para os instrumentos e para a dança.
– Espera aí – Alguém gritou no fim do teste. Me virei e vi que era Victoria acompanhada de Daniel.
– Vocês querem fazer teste também? – Maria perguntou.
– Eu não, mas o Dan toca piano. Acho que ele vai ser ótimo na banda – Victoria disse e então percebi o quanto Daniel estava envergonhado. Ninguém sabia que ele tocava, aparentemente só Victoria.
– Tudo bem, pode tocar – Maria falou parecendo uma daquelas juradas de programas musicais.
Enquanto Daniel tocava, eu ouvi Julieta falando com Victoria que disse que poderia desenhar as campanhas e roupas para banda, aliás, ela desenhava muito bem.
– Uau, você toca muito bem – Eu falei quando Daniel terminou de tocar.
– Ela é da Franqueza, você não pode dizer que ela está mentindo – Victoria disse e todos riram.
– Valeu gente – Daniel falou.
– Eu tenho mais algumas coisas para falar com as meninas, daqui a pouco te encontro, ok? – Victoria disse para ele e então o garoto saiu.
– O que você quer dizer? – Maria perguntou.
– Conhecem a Anna, né? – Victoria falou – Ela é ótima cantora e dançarina, mas não quis vir fazer o teste, pois sabem como ela é, né? A gente podia fazer alguma coisa para mostrar para vocês como ela sabe cantar.
– Essa é novidade – Maria disse – mas podemos fazer alguma coisa sim. Você pode pedir para ela cantar uma música enquanto eu me escondo e olho tudo, pode ser?
– Pode, vou a fazer cantar para vocês – Victoria disse – Bem, vou indo então. Tchau gente.
Nós nos despedimos umas das outras e Maria falou que o resultado sairia amanhã mesmo, pois ela e Julieta haviam feito várias anotações de quem havia ido bem ou não. Saí do ginásio e encontrei Chris, ele foi para a Amizade e eu para a Franqueza, aliás, estava na hora de dormir.
POV Elliot Smirnoff
Tomei o café da manhã e encontrei Nicole no refeitório mesmo. Hoje teria a primeira atividade da competição, mas ainda faltava um tempo e então eu e Nicole faríamos nossa tatuagem de manhã mesmo.
– Vamos logo antes que alguém nos interrompa – Eu falei.
Eu e Nicole saímos do complexo da Franqueza e caminhamos meio rápido até a Audácia que era onde faríamos nossa tatuagem. Chegamos lá na Audácia dentro de uns cinco minutos.
– O que vocês dois estão fazendo aqui? – Taylor W. perguntou. Ele estava acompanhado de Nicolas, Ariely, Skye, Lara e Damon.
– Viemos fazer uma tatuagem – Nicole respondeu.
– Ih, esses dois vão fazer o maior fiasco – Damon falou rindo.
– Ah, Damon, vai encontrar sua alma gêmea – Nicole falou – Ele está lá na Franqueza.
Damon ficou com uma cara confusa e Nicole continuou:
– O Dean – Ela falou e nós rimos.
– Contou para ele que você veio? – Skye perguntou.
– Não, mas no dia em que eu marquei ele estava junto comigo – Nicole respondeu.
– Vão que já está na hora de vocês – Lara falou.
– Como você sabe? – Eu perguntei.
– Eu sei por que os caras lá dentro não param de olhar para vocês – Lara respondeu.
– Ah, é verdade. Vamos logo – Nicole falou me puxando para dentro da sala.
Entramos na sala cheia de pessoas tatuadas e um homem alto e obviamente cheio de tatuagens falou:
– Vocês já sabem o que querem fazer?
– Eu quero fazer uma águia nas costas – Eu falei.
– Por que uma águia? – Nicole perguntou.
– Deixa de ser curiosa, eu só quero uma águia porque eu acho legal o desenho – Eu respondi meio grosso.
– Que antipático você – Nicole disse.
– Não me irrita agora, Nicole – Eu falei e me virei para o homem – Quero uma águia nas costas então.
– Pode vir primeiro enquanto ela escolhe – O homem disse e eu fui para a mesa no canto da sala. Me deitei e levantei a camisa para que ele fizesse a águia nas costas.
Quando ele começou a fazer a tatuagem em mim, Nicole deu um gritinho.
– Fica quieta Nicole – Eu resmunguei.
Ela continuou a folhear as páginas das revistas de tatuagens enquanto ele fazia a minha tatuagem. Realmente era uma dor bem forte, como diziam.
– Não precisa fazer duas sessões? – Eu perguntei, pois algumas tatuagens eram feitas em duas sessões.
– Não, vamos fazer tudo hoje – O cara falou e eu pensei: “Que ótimo”.
Demorou bastante tempo para minha tatuagem ficar pronta e quando eu vi, eu gostei.
– Você vai ter que cuidar com sua camisa em cima da tatuagem, pode ficar dolorido – O cara falou e realmente eu estava dolorido, aliás, não era uma tatuagem pequena e ainda era nas costas.
– Doeu muito? – Nicole perguntou.
– Doeu – Eu respondi e ela fez uma careta.
– Olha moço, eu vou fazer uma bem simples aqui na nuca que vai ser uma estrela – Nicole explicou – e a outra vai ser aqui no meu braço perto do pulso de uns pássaros que são esses aqui, ok?
– Ok – O cara flou meio rindo.
Realmente era engraçado ver Nicole fazendo tatuagem, ela não fazia fiasco, mas fazia umas caretas. Depois de um tempo bem rápido, ela olhou suas tatuagens.
– Nossa, adorei – Ela disse – A dor valeu a pena.
Como era da escola nós não precisamos pagar pelas tatuagens. Vimos que já era um pouco tarde e então fomos correndo de volta para o nosso complexo, agora com nossas novas tatuagens.
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