Há quem há de dizer as poucas palavras esperadas

A vida nas trevas que me afastam

Estas palavras de tormento me arrastam

E eu que volto de volta aquele momento

As memórias que atormentam me livram da dor

A lágrima derramada é o meu símbolo, meu furor

Somente uma vez que me lembro

Tão simples simplesmente um momento

Deixe-me partir agora neste instante

Porque algo ha de acontecer se assim não se for

Algo que profundamente clama por algo

Mais que qualquer um possa explicar

Os olhos me vêem e vêem o quanto eu ganho

Eles me observam, me vestem, me banham

Tu queres delatar, deleitar

E eu que sempre tão presente a amar

Vagas tão silencioso neste silencio oportuno

Clame uma vez, ou duas talvez

Deixe-me esquecer o que ninguém sequer colheu

Deixe-me o meu eu

Dá-me uma esperança para que eu possa olhar

Quem sabe apenas e somente espiar

Uma vez lhe contei que te vi

Tão sozinha somente me ofendi

Tome cuidado para não sangrar

As vertentes estão por ai tentando nos alcançar

Elas tentam tentando encontrar a saída

Buscando ajuda de uma desconhecida

É de fato que por você atração eu sinto

Mas o veneno é forte exala como absinto

E eu que tão desconcertante canto a canção

Escarlate é verdadeiramente a minha paixão

Talvez o fim chegue enfim

E tudo se acabe, tudo vire carmim

A cor mais bela que as lindas rosas

Deixe-me ir contigo, tão simplesmente junto

A vida é escassa, tão pura

Tão quanto que me deixa sempre insegura

Procurando eu um lugar escondido

Um lugar tão somente sozinho

A rebeldia incita em rebelar

A vida por um fio, um dia te amar

O outro a odiar

O fim é escarlate, a cor...

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