Escarlate

1 Capítulo 1 - Maldito Jonh


Oi, meu nome é Melissa Sullivan e eu tenho dezenove anos. Sou rica e gosto de torrar dinheiro. Bom, essa sou eu... Basicamente.

Outro dia apareci mais uma vez na capa daquela revista de fofoca idiota, “Ricos e Famosos”. Não que eu não goste, na verdade A-DO-RO ser o centro das atenções, mas é que eles nunca contam toda a historia... Na manchete estava escrito “Princesinha do Diamante Algemada Novamente”, até ai tudo bem, até que a abri a revista e estava escrito que eu havia sido flagrada dirigindo bêbada... Contem toda a historia, seus repórteres de merda! Eu estava dirigindo bêbada depois de uma bela, animada, e proveitosa balada, e quando pararam meu carro, eu xinguei o policial e depois dei um beijo nele. Minha logica foi “ah, todos os homens que me pararam hoje queriam uma casquinha, então ele também quer!”... Bom, não deu muito certo... ele ficou nervosinho e me algemou. Mas de uma coisa tenho certeza, ele gostou, pude notar um leve sorrisinho bobo no rapaz.

O porque que fui chamada de “Princesinha do Diamante”? Bom, meu pai era dono de uma grande empresa e joias... na verdade e maior e melhor empresa de produção de joias do mundo. Todas as coleções vendem muito bem, com designer e material bom. Depois que ele morreu, minha mãe assumiu. Ela e uma designer de joias IN-CRI-VEL, Alice Sullivan, e se responsabilizou por toda a empresa, mas depois ficou apenas com a parte criativa, deixando a administrativa com meu padrasto Jonh Crysh.

Quando meu pai morreu eu tinha quinze anos, mas já nessa época eu era virada. Saindo toda noite, namoricos, sem querer saber de escola ou coisa parecida. Não tinha hora para voltar nem regras pra nada. Eu só obedecia e obedeço a minha baba, Tia Rosemeire. Ela sempre cuidou de mim quando criança e pra mim ela é como uma verdadeira mãe.

Jonh apareceu ano passado, e desde então minha vida tem sido um inferno. Ele não gosta do meu comportamento e simplesmente quer que eu pare de tanta “rebeldia”. Eu não sou rebelde... só gosto de viver livre. Ele vem convencendo a minha mãe a tomar certas atitudes sobre mim, como por exemplo, bloquear todos os meus cartões de credito... E foi por causa disso que tudo começou.

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Eu acabei de chegar no aeroporto depois da minha viajem a frança. Tudo que eu queria era tomar um banho de banheira com sais especiais e depois tirar um bom cochilo, mas minha casa ainda estava muito longe. Acho que umas três horas de carro... Então resolvi ir para um Hotel cinco estrelas que tinha ali perto. Eu e minha mãe já ficamos nele varias vezes e eles tinham uma estrutura de Spar IN-CRI-VEL.

Peguei o taxi e em dez minutos cheguei ao Hotel Perfect Nights. Aluguei minha suíte de luxo, peguei o elevador, entrei no quarto, troquei de roupa e fui direto ao Spar. Como sempre, muitos gatinhos... azarei TO-DOS. Só então voltei a minha suíte e dormi tranquilamente.

No dia seguinte, me vesti e desci o elevador para fechar a conta e voltar para casa. Quando cheguei no balcão de recepção, estranhei, pois estava vazio. Olhei de um lado para o outro e não vi ninguém, então notei um sininho no balcão, daqueles de filme que você aperta em cima e ele sai apitando... não deu outra. Comecei a aperta aquela coisa varias vezes, olhando para os lados, esperando que alguém aparecesse.

Então um homem chegou correndo. Ele não era tão belo... Mas não era de se jogar fora...

- Perdão, senhorita. O que deseja? – perguntou ele, recolhendo a campainha e pondo em algum lugar abaixo do balcão.

- Tudo bem... e não precisa chamar de senhorita, ok? – pisquei o olho para ele, que corou – pra você é Mel – sorri.

- Tudo bem senho... – começou ele, que quando percebeu meu olhar, se corrigiu – Mel... – ele sorriu tímido. – o que deseja?

- Gostaria de encerrar minha estadia aqui e pagar a conta...

- Tudo bem Mel. Poderia me dizer seu nome completo? – disse ele se virando para um computador que estava um pouco mais a nossa esquerda.

- Claro, Melissa Sullivan. – ficamos um pouco em silencio enquanto ele procurava meu cadastro no sistema do hotel. – Em espécie ou no cartão?

- Cartão.

- Debito ou credito?

- Debito. – então o rapaz colocou sobre o balcão uma maquininha de cartão de credito.

- Insira o cartão, por favor.

Assim eu fiz, coloquei o cartão na maquina. O rapaz apertou mais alguns botões e então me mandou digitar a senha. Eu nunca poderia esquecer a senha... Foi o ano da minha primeira menstruarão! Então digitei “2007”. Até ai tudo bem, até aparecer na telinha da maquineta: “transição negada”.

- Hum... Mel... – começou a dizer o rapaz, mas eu não deixei ele terminar.

- Ah! Que constrangedor... – sorri amarelo, como pode acontecer comigo? – deixe-me tentar novamente

Tentei mais uma vez. O rapaz não me deixou tentar a terceira vez na mesma maquineta ou meu cartão seria bloqueado. Tentei em mais duas maquinetas diferentes e nada.

- Mel... não foi novamente. – disse o rapaz, retirando o cartão da terceira maquineta que tentamos. Já estava super irritada.

- Um momentinho só, querido.

Me afastei um pouco do balcão, tirando meu Iphone 6 novinho rapidamente na bolsa, estava pronta para explodir com a minha mãe no telefone. Liguei. O celular tocou duas vezes e então alguém atendeu.

- Mãe! O que esta acontecendo?! Meu cartão não funciona!! – falei meio que gritando de forma controlada no telefone.

- Ei ei, calminha ai fofa – esse jeito irritante e irônico de me chamar de fofa... Jonh... Respirei fundo.

- Jonh, passa o telefone para minha mãe, é urgente. – disse, o mais controlada possível.

- Não dá fofa, ela esta no banho de sais relaxantes que ela tanto gosta. – disse ele, parecendo gostar de não precisar passar o telefone para minha mãe. – o que aconteceu de tão urgente?

- Eu preciso pagar a conta do hotel, e meu cartão não funciona. – disse a contragosto.

- Ah! Sim sim, entendo... – disse ele, estava com um tom de deboche, e isso me irritou mais ainda.

- Entende? Muito bem, então me de o numero da conta para que o hotel desconte o valor diretamente de lá.

- não. – disse ele, curto e grosso.

-Não?

-Não.

-ô seu idiota, como assim “não”? – me revoltei e perdi o controle por um momento. – eu NÃO POSSO SAIR DAQUI SEM PAGAR!

- O corte do seu cartão foi uma das medidas corretivas que sugeri a sua mãe – então minha ficha caiu. – bom, pelo jeito ela aceitou a ideia...

- Medida corretiva? – ri debochada. – Mas que MERDA é essa? Como eu faço aqui?

- Se vira. – a ligação foi encerrada antes de eu poder responder qualquer coisa.

A raiva me subiu a cabeça. A vontade que eu tive foi de jogar meu Iphone na parede! Só não fiz porque estava sem cartão e eu tinha certeza que iria ligar para casa de novo. Aposto que se eu fosse um desenho, agora mesmo eu estaria com o rosto vermelho feito tomate, fumaçando pelo nariz e ouvido, além de estar com os olhos vermelhos e acesos.

“calma, preciso pensar no que vou fazer... aposto que aquele fofinho esta me olhando agora, esperando a minha resposta”, pensei. Me virei, tentando parecer mais calma o possível, o rapaz me encarava confuso.

- E então? – perguntou ele, droga, só não me mande lavar louça ou algo do tipo... sorri amarelo.

- Então querido... ér... – pensei em mil desculpas rapidamente a ponto de me dar uma leve dor de cabeça. – olha, é problema lá no banco... sabe como é né? Esses bancos que não fazem seu trabalho direito...

- Mas como pretende pagar a conta? – o rapaz foi direto. Droga! Não acredito que vou pedir isso mas...

- Pode deixar na conta da minha mãe? – disse e depois complementei de forma apressada. – ela já e conhecida do hotel, se hospeda aqui com frequência e... — Então o rapaz me olhou no olhos como um boneco paralisado, me fazendo parar de falar por um instante. – moço? – passei a mão em frente ao rosto dele. Não desmaie bonitinho, estou contando com você pra deixar na conta da minha mae! – ei! Moço? – estalei os dedos na frente dele e então ele voltou a vida.

- Não se preocupe, Mel! – disse ele, abrindo um sorriso de repente. – não precisa se preocupar, a vossa hospedagem dessa noite fica por conta da casa – disse ele sorrindo, e eu estranhei.

- S-serio? – disse eu, extremamente desconfiada.

- Claro! Ah! Espere um momento! – então o rapaz fez sinal para um outro homem forte e bem vestido que estava na entrada do hotel, que veio rapidamente.

- sim? – disse o rapaz quando chegou no balcão.

- leve as malas, por favor. – disse o balconista.

- Claro. – respondeu o rapaz.

Aquilo me deixou seriamente intrigada e confusa, MAAAAS... não vou discutir, não é? Na calçada do hotel, chamei um Taxi, o rapaz colocou minhas malas no porta-malas do carro e ele deu a partida. Dei o endereço ao motorista e ele seguiu tranquilamente.

Dentro do carro liguei para o celular pessoal da Tia Rosemeire. Não queria ter o desprazer de ligar para minha mãe e o meu amadíssimo padrasto atender. O telefone tocou três vezes e atenderam.

- Olá Mel! Já esta voltando de viajem, flor? – disse Tia Rosemeire. Como e bom ouvir a voz dela.

- Oi tia! estou sim! – todo o estresse que eu sentia sumiu em um piscar de olhos. – na verdade eu cheguei ontem, mas estava tarde e eu queria relaxar um pouco... então dormi em um hotel aqui...

- Ah sim! esta certo minha flor.

- Tia, queria te pedir um favor. – falei, já pensando em como ia pagar o taxi.

- Fale, querida.

- Minha mãe esta em casa? – perguntei.

- Ela e seu padrasto estão fora desde ontem. Alice me disse que iriam curtir o fim de semana no caribe. – respondeu ela, droga...

- preferia que esse Jonh nunca tivesse aparecido, pelo menos, antes ela se preocupava em me receber... – desabafei baixo.

- Não fique assim minha flor...

- Olha tia, minha mãe deixou com você aquele dinheiro para emergências, não foi? – perguntei, lembrando do porque que eu tinha ligado para ela.

- Sim, deixou.

-Olha, minha mãe bloqueou meu cartão graças ao meu A-MA-DI-SSI-MO padrasto... e eu estou chegando de taxi ai...

- Oh! Esta certo, entendi flor. Creio que aqui deva ter o suficiente... quanto vai custar, mais ou menos?

- Um momento. – afastei um pouco o telefone do ouvido e referi ao taxista. – Moço, poderia me dizer quanto vai custar a corrida, mais ou menos?

- Creio que... algo próximo a 150 reais – respondeu o rapaz, educadamente e eu me voltei ao celular.

- Algo próximo a 150 reais.

- Tem aqui sim, não se preocupe.

- obrigada tia, Te amo.

- Oh minha filha, também te amo minha flor.

Depois de cerca de uma hora de viagem, eu estava jogando My Talking Tom tranquilamente no celular, quando o taxista anunciou.

- Desculpe princesa, mas vamos ter que parar um pouco. – disse ele, diminuindo a velocidade.

- Por que? – perguntei, sem entender.

- Parece que a policia esta revistando os carros que passam por aqui. – disse ele apontando para frente, foi quando vi dois carros da policia parados na pista e alguns cones bloqueando a passagem.

Quando chegou a vez do taxi que eu estava ser revistado, eu guardei o celular na bolsa. O motorista abaixou o vidro.

- Algum problema, mestre? – perguntou o motorista calmamente.

- Está com algum passageiro, parceiro? – disse o policial, olhando para o banco de trás do carro e dando de cara com meu olhar confuso.

- Sim, levando uma garota para casa. – disse o motorista.

- Claro, claro, entendo. Os dois poderiam me passar os documentos, por favor?

Eu abri a bolsa e demorei alguns segundos até avistar minha carteira, abrindo-a e dando de cara com meu RG, CPF e cartão. Retirei meu RG e entreguei ao motorista, que entregou ao policial juntamente com o RG dele.

- Marcelo Oliveira... e... – disse o policial, puxando minha RG para cima da dele. – Melissa Sullivan... Hum...

- Algum problema? – perguntou o Taxista.

- Melissa Sullivan, é você mesmo que estávamos procurando.

Notas finais
Comentem por favor, faça uma autora feliz!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.