Escape with the Circus
2 Relax
Segunda-feira tinha chegado, ela respirou fundo para colocar seu uniforme, quando as aulas finalmente acabaram Alfred a estava esperando no portão, Hermione entrou silenciosamente lhe abrindo um sorriso gentil, que logo virou uma leve careta de dor.
—Seu pai pediu para você supervisionar as aulas, todos os dias depois da escola irá diretamente para esse circo.
—Sim, senhor.
—A partir de amanhã é para trazer outras roupas, sua mãe odeia quando sai com o uniforme pela cidade.
—Eu sei, senhor.
A viagem fora em silêncio até o circo, ela se despediu de Alfred e caminhou até as crianças, ignorando a dor que sentia quando eles lhe agarraram, logo os gêmeos chegaram e os levaram para dentro da tenda.
—Crianças, sejam novamente bem-vindas, esses são as pessoas do nosso elenco! – Bill sorriu abrindo os braços. – Eu sou o....
— Cuidados senhores e senhoras, tudo que vocês imaginaram do mundo está prestes a mudar com o nosso grande mágico ilusionista William Weasley! – As crianças gritaram animadas e Hermione sorriu. – E ele o domador de qualquer criatura e inclusive dragões Charlie Weasley! – As crianças gritavam apontando de uma pessoa para a outra.
O apresentador Albus Dumbledore, os gêmeos Weasley malabaristas e palhaços, os três motoqueiros da morte Sirius, Draco e Harry, as contorcionistas as gêmeas Patil, e Kingsley, os acrobatas Teodoro, Blásio, Pansy, Katia e Ginny os equilibristas Tonks e Neville, os trapezistas Ronald, Angelina, Dean e Simas.
Além do homem mais baixo do mundo Flitwick e o maior Hadrig que tinha sua esposa ainda maior Madame Maxime, a mulher mais linda do mundo Fleur Delacour que em sua fúria pelo amor se transformava em uma grande ave e assistente de Bill, o homem besta Remus Lupin.
As crianças já andavam entre eles sorrindo, cutucando e se apresentando, Hermione suspirou com a confusão, com um estalar de dedos todas estavam quietas novamente em sua frente, ela ergueu levemente os olhos para Bill que lhe sorriu e passou a apresentar os integrantes internos.
Minerva coordenava todos, Aberforth Dumbledore que cuidava dos lanches do circo, junto com a mãe dos ruivos que não estavam presentes, Percy Weasley juntamente com o pai cuidava das finanças, Severus Snap que era o médico, além de Crabbe e Goyle que cuidavam das estruturas.
—Então crianças o que cada uma de vocês querem fazer? – Ginny perguntou sorrindo e as crianças prontamente encararam Hermione com um olhar de permissão.
—Vocês que decidem. – Falou sorrindo doce e as crianças pularam e comemoraram antes de olharem para ela com dúvida.
—O que queremos fazer? – A careta que ela deve ter feito com a pergunta deve ter sido realmente engraçada porque logo todos estavam rindo.
—Como sabemos que somos bons? Não quero escolher algo que não vou gostar depois e não vou ser bom. – Valentina sussurrou e Hermione assentiu e esperou os outros integrantes do circo darem alguma sugestão, mas pelo rosto indeciso deles não era algo que aconteceria.
—Fazem testes. – Hermione falou e as crianças sorriram. – Qual vocês querem começar primeiro?
—Globo da Morte! – Todos gritaram animadas.
—Não! – Hermione rosnou e todos ficaram quietas, Hermione fuzilou os três homens que ergueram as mãos como se não fossem culpados por nada.
—Correto! Essa atração com certeza não fará parte de nosso catálogo, Harry se junte aos acrobatas, Draco os trapézios, Sirius...
—Eu! Eu! Eu! – Valentina começou a gritar animada. – Eu vou ser a assistente de Minerva isso é o que eu quero fazer Mimi!
—Você tem que perguntar a ela querida.
—Eu posso ajudar a senhora? – Valentina perguntou do lado de Minerva que sorriu discretamente e lhe entregou a prancheta.
—Certo, agora que eu tenho uma assistente tudo ficará mais fácil. Sirius acho que pode se juntar a William, criem algum número.
—O resto de vocês nada de fogo! Muito perigoso, agora vamos começar os testes. – Hermione riu negando com a cabeça para a pequena menina mandona.
Quando chegou a noite todos já tinham escolhido o que queria fazer, até mesmo Crabbe e Goyle tinham recebido seus ajudantes, em um minuto e pontualmente Hermione tinha enfileirada seus pequenos e o colocava na van, no instante seguinte ela entrou no carro com Alfred.
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—Você não vai querer fazer nada? — Hermione encarou a mulher ruiva ao seu lado, ela se lembrava que a mesma se chamava Ginny Weasley a única irmã menina dos meninos Weasley.
—Oh não! — A garota fez uma leve cara de desgosto tremendo levemente.
—Por que? Não somos dignos os suficientes para a princesa? — A ruiva rosnou transtornada e Hermione se encolheu recuando.
—Eu não falei isso. — Sussurrou, mas a mulher não parecia a ouvir.
—Só porque trabalhamos no circo não somos menos que você! — Ginny gritou e Hermione recuou novamente batendo em um homem atrás dela.
—Ginervra é o suficiente. — Ela ouviu o homem rosnar, a ruiva abriu e fechou a boca até decidir ir embora.
—Eu não quis falar isso. — Sussurrou novamente e o homem a virou para ele.
—Eu entendo criança, Ginny é um pouco ressentida como meninas como você.
—Como eu?
—Que tem tudo o que quer em um estalar de dedos. — O homem falou, Hermione pode ouvir a leve maldade.
—Isso sempre tem um preço. — Hermione falou esfregando levemente o braço direito.
—Você já viu nossos animais? — O homem de repente mudou de tom, a animação presente em cada poro. — Charlie nos informou que Viso é apaixonado por você, mas aposto que você não conheceu Pelúcio, a propósito eu sou Sirius se você precisar de qualquer coisa, não hesite em me procurar.
—Obrigada, Sirius. — Hermione sorriu doce. — Agora, o que é o Pelúcio?
—É como uma toupeira, só que diferente.
Sirius sorriu quando apresentou os animais e a viu relaxar, ele ignorou o olhar fuzilante de Charlie, não estava interessado na menina assim, ele nem ao menos gostou dela à primeira vista, mas quando viu o olhar dela de dor e as contusões nos braços, ele sentiu uma extrema necessidade de a ajudar, ele sabia com que poderia falar.
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Hermione suspirou encarando o sol brilhante fora da tenda de Severus Snap estavam quase na hora de ir embora, então finalmente chegaria sábado, abriu um sorriso para Sirius que lhe acenou ao longe, ela riu quando o homem lhe jogou um beijo, de repente percebeu Snap parado ao lado dela.
—Tome. – Hermione ergueu o olhar para o pequeno frasco que parecia ter algumas ervas misturadas. – É um remédio natural, damos para quando um dos nossos acabam se machucando. – A garota o encarou em pânico. – Olhe... você não precisa passar por esse abuso...
—Não fale do que não sabe. – Hermione rosnou se afastando e sem se importar em ser grossa.
Se lembrava da fala de seu pai: “Eles vão lhe jogar contra mim, Hermione, vão dizer que é errado o jeito que eu lhe ajudo a chegar a perfeição, essa será a única hora que você pode ser grossa e fugir do lugar.”
—Hug! — Hermione ignorou os chamados de Sirius. — Hermione, vamos lá, não me ignore. — Ele falou a segurando pelo braço.
—Eu não sofro assim! — A garota chiou o empurrando para longe. — Se vocês continuarem eu vou ir embora, entendeu?
—Só queremos lhe ajudar...
—Eu não preciso de ajuda! — Gritou, se desviando do homem e andando para a saída do circo.
—Hug, isso não é normal! — Ele a parou novamente. — Ninguém aqui possui tantos hematomas e Bill viu...
—Não é algo que você entende.
—Eu já fui assim, meus pais, eles eram...
—Eu realmente pensei que você poderia ser meu amigo. — Hermione suspirou, tentando soltar seu braço.
—Hug...
—Sirius, eu cuido dela. — Hermione viu Remus atrás de Sirius o puxando para longe.
—Moony...
—Vamos, Pads, iremos comer um lanche, as crianças já estão reunidas para isso. — Remus o encarou e o homem suspirou soltando o braço da garota.
—Não estou com fome! — Hermione falou encarando a entrada da tenda.
—Eu sei. — Remus a conduziu até um terreno amplo que não possuia nenhuma tenda. — Coma. — Ele lhe estendeu um pacote de chocolate, ele a encarou por um minuto até ela suspirar e pegar o pacote. — Por que Padfoot te chama de Hug?
—Lontras, são meus animais favoritos, e elas se abraçam quando vão se reproduzir, mas ele ignorou a parte da reprodução.
—Hug. — Remus repetiu sorrindo, os dois ficaram quietos. — Sirius, a maior parte do tempo é um bastardo egoísta, mas por algum motivo você despertou esse lado protetor dele, não o leva a mal.
—Eu tenho que ir embora se ele insistir. — Sussurrou e se encolheu quando sentiu o braço em seu ombro.
—Não iremos mais tocar nesse assunto.
—Obrigada!
—Mas, em contra partida, você terá que relaxar mais.
—Eu...
—Eu sei que não é por mal, mas você sendo assim, parece que você se considera mais importante que nós.
—Eu não ligo para essas bobeiras. — Hermione suspirou. — Eu não posso entende?
—Não iremos contar a ninguém, tenho certeza que as crianças também não iram.
—O que você quer que eu faça.
—Se divirta! Você está em um circo, Hug!
—Você me promete que não tocara mais no assunto?
—Se você relaxar, com certeza.
—Então temos um acordo, Moony. — Hermione sorriu estendendo a mão.
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Hermione ficou em choque quando sentiu a bexiga de água lhe acertar, estreitou os olhos para os dois ruivos idênticos a 3 metros de distância dela.
—Não era para pegar em você! — Um deles gritou, ela tinha quase certeza que era Fred.
—Realmente, sentimos muito. — George gritou, ela segurou o sorriso os vendo ficar extremamente nervosos.
—Crianças! — Hermione gritou e logo estava sendo rodeada, ela rapidamente cochichou seu plano, um minuto depois Fred e George se encontravam encharcados e rendidos, Hermione sorriu os vendo com as mãos para cima.
—Vocês têm que pedir desculpa! — Arthur gritou puxando os dois para baixo até ficarem de joelhos.
—Foi um erro! — Fred falou divertido e Hermione riu quando eles foram acertados por mais bexigas de água.
—O que? Iram continuar até que o pedido seja feito?
—Obvio, eu mereço um pedido de desculpa justo! — Hermione falou, estalando os dedos e fazendo os garotos ficarem mais encharcados.
—Nossas desculpas, Milady! — Os dois falaram irônicos.
—Ironia não é permitido! — Hermione acusou e os gêmeos sorriram divertidos levantando-se.
—Nossas desculpas, amor. — Os dois disseram pegando um balde de água e jogando nela.
—Vocês iram pagar caro! — Gritou puxando dois baldes. — Soldados, armas!
—Quem nos ajudar recebera doces!
—Eles não vão me trair por doces. — Hermione falou atirando mais uma bexiga em cada gêmeo.
—Doze doces para cada um! — Fred e George gritaram e as crianças sorriram. — Corra. — Fred sussurrou e Hermione riu antes de começar a tentar fugir da água.
Com alguma persuasão as equipes estavam montadas, Remus e Sirius tinham se juntada para ajudá-la, logo todos estavam brincando, quando gritaram que estava na hora do lanche eles declararam empate.
—Só para deixar claro, nós ganhamos! — Hermione falou quando as crianças se afastaram.
—Nós ganhamos! — Fred gritou e Hermione deu de ombros.
—Se você acha.
—Eu tenho certeza. — George repetiu.
—Certo. — Hermione sorriu doce e puxou Remus para longe.
Quando eles foram embora as crianças estavam secas e arrumadas, como se nada tivesse saído do lugar, mas esse tempo custou sua própria arrumação, se tivesse sorte seu pai ainda não estaria em casa, sua mãe a ignoraria e Alfred ficaria quieto, mas ao pisar em casa lá estava seu pai.
Ele entendeu seu discurso, sabia que tinha errado, estava planejando sua própria punição, ela seria menos dolorida que o pai, mas serviria para ela lembrar de seus erros, ela se deitou na cama quente e macia com dor, suspirou fundo, de sua janela ela conseguiu visualizar uma cabeleira ruiva.
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