Erzengel
2 Capítulo 2: Neuling Erzengel
Notas iniciais
– Eu... Fiz isso? – Eu disse com a voz tremula, não aceitando o que acabei de ver.
– Sim, e como disse não foi a primeira vez, a primeira vez foi com um grupo de garotos. – Ele disse e um slide com a ficha de 4 garotos apareceu onde antes estava passando o vídeo. – Lembra-se deles?
– Eu conheço esses meninos, mas eu nunca fiz nada com eles muito pelo contrario eles me espancaram no meu primeiro dia de aula.
– E isso é motivo pra matar crianças mais fracas que você?
– EU JÁ DISSE QUE NÃO FIZ NADA COM ELES!
– Então me explica isso. – Ele disse enquanto na tela onde estava as fichas apareceu a foto de um beco com sangue pra todo lado e quatro corpos dilacerados.
– Quem... Quem fez isso?
– Porque não assume logo?
– Porque eu não fiz isso!
– Então tá, já que você não assume.
Logo depois que ele terminou de falar ficou um silencio e eu comecei a receber descargas elétricas e parecia que quanto mais eu gritava, mais forte elas ficavam até que quando eu estava prestes a desmaiar elas param, mas o que mais me incomodava era a imagem dos quatro corpos dilacerados onde uma vez ali eu fui espancado.
– E ai? Lembrou-se de algo? – Ele disse com uma voz sádica
– Lembrei sim, do dia em que eu e sua irmã transamos pela primeira vez foi... – Recebi mais uma descarga elétrica. -... Mágico.
– Já que o choque não funciona, vamos tentar algo mais Hardcore.
E foi nesse momento em que uma porta abriu do nada e entrou uma mulher vestindo uma roupa toda branca, tipo aquelas que as pessoas usam quando tem um vírus a solta, e segurando uma maletinha.
– Nessa maleta tem duas seringas uma com o antidoto e a outra contem um vírus que ira te matar se você não revelar a sua Habilidade você ira morrer. – A moça colocou-a na mesa e abriu a maleta onde tinha duas seringas cheias com liquido, ela pegou uma e aplicou em meu braço. – Você tem 10 minutos para falar.
– Pera ai, eu já disse pra você que não tenho nenhuma habilidade, to falando a verdade, porque eu mentiria? – Disse eu assustado.
– 9 minutos.
– Pera pera pera, vamos conversar, se eu tenho uma habilidade eu não sei, mas eu nunca mataria uma mosca muito mais milhares de pessoas.
– 7 minutos. – Quando ele disse isso eu fui ficando assustado e sem reação, mas eu lembrava que a minha mãe ia me salvar, como eu não sei.
– 5 – E quanto mais o tempo passava mais eu reunia forças para me acalmar.
– 2
– 50 segundos.
E foi nesse momento em que minha mãe surgiu e me teleportou junto com ela. Uma coisa que eu me esqueci de dizer é que ela dominou 100% da sua habilidade, fazendo com que ela pudesse teleportar outras pessoas junto com ela, mas como isso desgasta muito o corpo normalmente ela consegue teleportar uma pessoa junto com ela para distancias pequenas de até 35.000 kilometros. Quando eu sai de lá eu vi que estávamos em uma estrada deserta, uma caminhonete do nosso lado preparada com algumas malas na caçamba.
– Filho você tá bem? – Ela disse preocupada com as mãos no meu rosto.
– Só to um pouquinho eletrizado, mas tudo bem. – Eu disse meio fraco e finalmente desabei.
Eu pensei que tinha morrido sabe, aplicaram um veneno mortal em mim, mas aparentemente eles tinham injetado algo que não era mortal, mas o suficiente para me fazer apagar por uns dias. Quando eu acordei percebi que estava num lugar diferente da estrada onde estávamos, dessa vez tínhamos nos mudados para um lugar mais longe.
– Onde estamos? – Eu perguntei para a minha mãe, mas eu estava meio grogue e pareceu que eu estava falando Klingon.
– São Paulo, a única cidade do Brasil que tem estrutura para aguentar Alphas.
– O que que a gente tá fazendo no Brasil?
– A gente veio visitar um amigo, José Eduardo, a maior mente se tratando de Alpha no mundo.
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