Erupção

1 Erupção - Drabble


Notas iniciais
Quando a saudade bate...

Onde você toca, pega fogo. Sinto suas mãos em mim mesmo que elas já não mais me toquem.

Meu corpo incendeia e se gruda ao seu, num pedido mudo por atenção. E você entende, tocando todos os lugares, primeiro devagar, quase como uma brisa, depois me puxa e me marca, causando terremotos em mim.

E eu me molho; quente, escorregadia, vibrando, desejando tocar cada parte de você com os lábios, desejosa pelos seus toques também, e eles logo chegam.

Você traça uma trilha de lava com a boca, descendo a língua quente pela minha barriga até a vagina, onde sua língua afunda e meu ar escapa, castigando meus pulmões quando sinto meu interior se remexer em êxtase.

Sua boca é ágil, macia, me engole por inteiro e eu te entrego meus gemidos em uma prece; como quem tem fé, peço continuidade.

Te puxo de volta, pois te quero. Revogo seus lábios como se me pertencessem, e sinto meu gosto em você. Me arrepio. Você me aperta.

Te deito na cama, e você me olha. O sorriso de canto cheio de malícia desestabiliza minha sanidade e eu o retribuo, passando a língua pelos lábios antes de descê-la pela sua barriga até o pênis.

A língua que antes passeava pelo tronco, começa pelas bolas e sobe lentamente até a cabeça, umidificando e provocando, enquanto te vejo fechar os olhos e entreabrir os lábios em um gemido surdo. Circulo a cabeça com a língua, e só tiro os olhos de você quando te coloco para dentro dos lábios, sugando-o até a base.

Você me entrega seus gemidos como quem conta um importante segredo; quase como um sussurro, uma respiração pesada, soltando palavras desconexas que eu recebo de bom grado, mesmo que não as entenda.

Gulosa, te engulo. Devagar, depois mais rápido, guardo seus gemidos um a um enquanto minha vagina encharca com a sensação.
Te quero. Te quero ainda mais quando você puxa meus cabelos, mandando no ritmo, e a submissão arrepia meu corpo, aquecendo cada membro enquanto um fio de eletricidade passa pela minha coluna, e empina meu quadril por puro reflexo, como se te quisesse me fodendo naquela posição.

Você me tira de perto, sem fôlego, e eu te confidencio um segredo — Você fica uma delícia quando me olha assim...

E lá está ele, novamente; o sorriso de canto, safado, quando você me puxa pelo cabelo, grudando os lábios na minha orelha esquerda — Você quem fica uma delícia com meu pau na boca daquele jeito...

Arrepio, engasgo, e te aperto forte para que minhas pernas não vacilem. Meu corpo está em erupção, e o quarto está quente, quente, quente.

Estou deitada, você sobre mim. Não posso parar de te olhar; esses olhos cheios de volúpia, o rosto sério e concentrado quando passa o pênis sobre minha intimidade, contornando os pequenos lábios, o clítoris, parando em minha entrada, e eu mordo os lábios em expectativa.

Você me olha. E entra. E eu solto um gemido mais alto do que pretendia, te sentindo inteiro dentro de mim. Te enlaço com as pernas, te puxando ainda mais para dentro.

Quero tudo de você.

Você se afasta. E volta. E se afasta. E volta. Eu mordo a boca e te arranho, as unhas em suas costas, o corpo pegando fogo. Quero mais. Subo o quadril, puxo sua bunda para baixo. Mais fundo. Ainda mais enterrado em mim.

Gemo.

Você me empurra pra cima, me segurando pelos quadris quando sento no seu colo e sorrio. Você retribui. Subo. Desço. Mordo a boca e jogo a cabeça para trás. Te sinto. Inteiro. Cada pedaço de você.

Depois, quando o orgasmo chega, te entrego meus gritos. O tremor do meu corpo. O suor que escorre entre os seios. Você me entrega seu êxtase também, quando me aperta. E geme, revirando os olhos.

Somos erupção, e eu só quero começar tudo de novo.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!