Erros Do Passado
6 Capítulo 6 - Tropeçar não é tão ruim assim
Notas iniciais
Então, eu li todos os capítulos que tenho até agora e percebi que andei enrrolando um pouco na história, então vou postar mais um capítulo depois desse, assim não demora tanto para chegar no "tchan" da história =) De qualquer jeito, agradeço aos reviews e espero que gostem!
(POV Violetta)
Ótimo. Eu sabia que meu pai tinha feito aquilo de próposito. Era óbvio que ele tinha mandado eu levar Dominique junto para que eu não puedesse ficar sozinha com León.
Saí de casa bem irritada, torcendo para que Dominique tivesse o bom senso de NÃO me seguir. Andei apressada, bufando e quase sem olhar pra onde estava indo.
Senti alguém puxar meu braço e só então acordei, saíndo dos meus pensamentos. Fiquei até assustada no começo, mas sorri quando percebi que quem havia me puxado era León.
- Você passou tão rápido por aqui que eu acho que nem me viu. — Ele disse, divertido.
- É, desculpa León...
- Que aconteceu? — Perguntou, percebendo que tinha alguma coisa errada.
Eu sabia que podia contar a verdade a ele, que ele me entenderia. Mas eu não queria encher a cabeça dele com meus problemas.
- Não foi nada. — Respondi sorrindo, e ele, mesmo parecendo não acreditar na minha desculpa, pegou minha mão e caminhamos devagar pelo caminho mais longo que daria para o studio.
(POV Dominique)
Estava bem díficil seguir a Violetta e tendo que me esconder ao mesmo tempo. Porque eu não queria que ela visse que eu a estava seguindo e também não queria acabar com o momento-casalzinho-apaixonado.
Quando tropecei e quase caí tentando me esconder, decidi parar com aquela brincadeirinha idiota. Eu estava tentando ser legal e não atrapalhar ela e o garoto (também estava evitando ter que ficar de vela) mas agora já estava cansada. Germán tinha mandado eu segui-la, então se ela não me quisesse por perto ela que fosse brigar com seu pai.
- Violetta — Chamei e ela olhou para trás, se arrependendo logo depois.
O garoto olhou para a namorada com dúvida.
- Desculpa atrapalhar o namorinho de vocês — Disse, sem sentir culpa nenhuma. — Mas Germán disse para eu te seguir, não lembra?
- Quem é essa, amor? — Perguntou León, completamente confuso.
- Sou Dominique, prazer em conhecer. — Respondi, estendendo minha mão que ele apertou ainda com desconfiança. — Sou filha do Germán, infelizmente.
- Você é irmã da Violetta? — Perguntou, completamente confuso e surpreso.
- Meio-irmã! — Corrigimos em uníssono.
León não fez mais nenhuma pergunta. Pelo menos ele percebeu que não queríamos falar sobre aquilo. Mas o resto do caminho foi um inferno.
No começo, tudo era um silêncio incômodo e era bem constrangedor. Mas depois, León e Violetta parecem que combinaram de ignorar minha existência e começaram a conversar como se eu não estivesse lá.
- Argh, ok, chega, não aguento mais ouvir esses apelidinhos melosos de vocês. — Murmurei, indo á frente deles, disposta á encontrar o "studio" sozinha.
Percebi que Violetta me olhava como se tivesse me vencido. É claro, ela tinha vencido. Tinha conseguido me fazer sair de perto dela.
E só agora eu me perguntava porque diabos eu tinha obedecido ao Germán. Eu já tinha decidido infernizar a vida dele, não iria virar uma filhinha-de-papai como a Violetta que obedece tudo.
(POV Violetta)
Vi o quão irritada Dominique tinha ficado. Nem fora minha intenção, mas deu certo, ela saiu de perto de nós dois. Eu e León finalmente estavámos sozinhos. Mesmo sabendo que o certo seria eu obedecer meu pai e ajudar Dominique.
- Quer me explicar direito essa história da sua irmã? — Perguntou León.
- Te explico depois, o studio já está logo ali.
Fiquei me perguntando se Dominique tinha conseguido encontrar o studio ou se ela já tinha se perdido.
Eu não gostava nada de Dominique e desde que ela chegara eu ficava preocupada. Porque mesmo que eu não goste dela, eu deveria ser educada. Não queria me tornar uma Ludmila.
- Ela disse que Germán tinha mandado você trazê-la até aqui. Você não vai ter problemas com seu pai? — Perguntou León e eu sorri, negando com a cabeça.
Dominique não era o tipo de garota inocente, que precisava de ajuda para chegar á um lugar e é claro que eu já tinha percebido o plano do meu pai de não me deixar sozinha com Germán. Eu ainda tinha problemas com meu pai — poucos, mas tinha — afinal, ele ainda era super-protetor. Eu não queria virar uma rebelde-sem-causa como a Dominique que parece não obedecer nada.
(POV Dominique)
"Bom trabalho, Dominique... faltava pouco para chegar no tal studio e você consegue se perder. Gênia" Pensei, enquanto tentava inutilmente achar o lugar. Porque Violetta tinha escolhido ir pelo caminho mais longo mesmo? E porque eu tinha me afastado? Se tivesse ficado lá provavelmente já teria chegado.
Meus pensamentos foram interrompidos quando alguém esbarrou em mim com tanta força que me fez cair.
Eu nunca fui uma pessoa com muita paciência, e considerando o fato de que eu já estava bem irritada por estar perdida, não achei muita falta de educação xingar á pessoa que me empurrou.
- Qual é seu problema? Não olha por onde anda, não? — Perguntei, sem nem olhar para a pessoa.
- Desculpa, desculpa, você tá bem? — Perguntou e eu olhei para cima.
O menino parecia alto — pelo menos parecia, já que eu estava caída no chão e ele de pé. Tinha os cabelos escuros e era bem bonito, até.
- Eu pareço bem? — Perguntei, sarcasticamente, me levantando sem a ajuda dele. — Meu nome é Dominique. — Disse, estendendo minha mão.
Porque mesmo que aquele menino tivesse me empurrado, eu precisava fazer amigos, certo? Além disso, sair empurrando as pessoas e as fazendo tropeçar nas próprias pernas é um jeito bem inovador de conhecer gente nova.
Ele apertou minha mão um pouco receoso, como se eu fosse uma bomba prestes a explodir ali na frente dele ou algo parecido.
É. Eu odiava cair, aliás, quem é que gosta? Principalmente, cair no meio da rua, quando está todo mundo olhando. Eu fazia isso sempre, é incrivel como sou desastrada até para atravessar uma rua. Mas, falando com meu "lado poético", ás vezes cair no meio da rua pode ser um tipo de obra do destino para que eu algo que deve acontecer, aconteça. Talvez tropeçar nem fosse tão ruim assim.
- Sou Tomás. — Respondeu ele, cumprimentando.
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