Eu havia acabado de me mudar para um novo bairro...Não me lembro bem em qual eu morava, mudei-me de cidades e estados milhares de vezes...Tudo pela morte. Eu não era tão feliz quanto as crianças normais. Não me lembro também se tinha dez ou quatorze anos,sei que era bem jovem quando comecei a matar. Meu pai havia acabado de ganhar uma promoção no trabalho e mudar tanto de lugar me deixava sem amigos...Sem nada. Meu pai sempre achou melhor ir morar em bairros mais "riquinhos" e eu e meu irmão Liu não podíamos reclamar.

Enquanto meus pais desempacotavam as coisas, eu e Liu conversávamos sobre o quão chata era a vizinhança. E foi só falar para uma vizinha se aproximar e sorrir, como uma idiota qualquer.

"Olá" ela sorriu e mexeu em seus cabelos claros. "Eu sou Bárbara, moro do outro lado da rua. Bem, eu só queria me apresentar pra vocês e meu filho também." Ela se virou e chamou seu filho. “Billy, esses são os nossos novos vizinhos.” Billy disse “oi”, e correu de volta para o pátio da casa, onde voltou a brincar. Olhei para aquele garoto e eu realmente senti vontade de ser amigo dele... Eu só queria ser uma criança normal. Igual a Liu.

Minha mãe, Margaret, se apresentou e meu pai,Peter também. Ela me olhou de disse meu nome. "Este é Jeffrey e aquele é Liu, são nossos filhos". Ela sorriu animada.

Depois de conversar um pouco, Bárbara, a vizinha pouco peituda, convidou a todos nós para uma festinha de Billy. Eu e Liu estávamos prestes a rejeitar, quando ela aceitou sem consultar-nos. Chutei uma pedra bem grande e ela bateu no pé de meu pai, que me olhou com reprovação e Liu segurou o riso.

Fui até minha mãe e puxei sua blusa, a olhei com a sobrancelha levantada e bufei. "Mãe, porque você aceitou aquela bosta? Não sei se notou, mas eu não sou mais uma criança. Nem Liu". Falei sem paciência.

"Jeff, querido. Acabamos de nos mudar e seria ótimo ter como conhecer os vizinhos e causar uma boa impressão. Agora, vamos à festa e ponto final".

Me revoltei e queria mesmo continuar lançando meus argumentos, mas não poderia discutir com minha mãe. Ela nunca escuta.

Entrei e corri até meu novo quarto, me joguei na cama e fiquei olhando para o teto...De repente, senti algo estranho dentro do peito. Era um sentimento novo. Não era como dor, ou um sentimento tão leve. Era pior. Ignorei aquilo como qualquer outra coisa e ouvi minha mãe gritar meu nome na parte de baixo da casa. Desci, então.

No outro dia,eu desci as escadas para tomar o café da manhã e ir para nova escola. Quando me sentei para comer e vi o rosto de minha mãe,aquela que nunca me escutara, aquele sentimento voltou... Cada vez mais forte. O ignorei mais uma vez, e fui até o ponto de ônibus com Liu.

Estávamos sentados normalmente, quando do nada, um garoto nojento de cabelos ruivos e skate saltou por cima de nós, passando por apenas centímetros de nossas cabeças. Eu fiquei mais preocupado com Liu. Nós dois demos um pulo, e assustados berramos "Que porra é essa?".


O garoto ruivo com o cabelo cheio de sebo e com uma blusa tão suja quanto o seu cabelo parou na nossa frente, deu um pisão no skate e o pegou com a mão. Sua calça era um jeans rasgado que era possível passar a cabeça em seu joelho. O garoto deveria ter doze anos, e agora me lembrando bem...Ele era um ano mais velho que eu, então...Eu tinha apenas onze anos.

"Ora,ora...Parece que temos carne nova no pedaço". Ele disse em tom alto, e então mais dois garotos porcalhões surgiram. Um era magro como um palmito e o outro parecia uma baleia jubarte. "Bem, já que são novos aqui...Vamos nos apresentar. Aquele é Keith". Eu e Liu olhamos para onde o rapaz ruivo apontara, o garoto magro como palmito que tinha expressão de parado. Era totalmente lerdo e sem reação. "E esse outro é Troy". Ele apontou para a baleia semi-aquática. Ele era realmente um poço de banha, não deve se exercitar desde que nasceu. Ou, ele já nasceu gordo.

O ruivo de skate apontou para si mesmo e disse "Eu sou Randy. Agora, deixe-me explicar; para todas as crianças nesse bairro há um preço pequeno para a passagem de ônibus, se é que você me entende.” Ele disse sorrindo maliciosamente. Liu se levantou e estava realmente pronto para socar o garoto até que ele virasse do avesso. E tenha certeza disso, ele poderia. Porém, Randy puxou uma faca e apontou para ele. Eu estremeci. "Ora, achei que vocês seriam mais cooperativos. Mas... " ele sibilou. "Acho que teremos que fazer as coisas da forma mais difícil". O garoto gordo foi até Liu e tirou a carteira do bolso dele. Ainda estava paralisado...Eu era tão fraco.

Juntei minhas forças e me levantei, mas Liu pediu que eu me sentasse de novo. Aquele meu sentimento voltou e estava me queimando por dentro. Ignorei o que Liu pedi e andei até o garoto. "Escute aqui, seu nojento. Devolva as coisas do meu irmão ou... " falei irritado.

"Ou você vai fazer o que?" ele ainda segurava a faca e colocou a carteira de Liu no bolso. Assim que ele terminou a frase, eu o soquei com tanta força que meu punho doeu. O nariz de Randy começou a sangrar e eu, vendo aquele sangue, fiquei ainda mais queimado por dentro. Quando Randy tentou colocar a mão em seu próprio rosto, eu segurei seu punho e o quebrei. Eu era forte agora.

Randy gritou de dor e eu ainda queimava ainda mais por dentro. Peguei a faca de sua mão e Liu ficou parado. Troy e Keith correram, mas eu era muito mais rápido. Joguei Randy no chão e ele bateu com a cabeça, mas mantinha-se acordado...E isso me dava ainda mais raiva. Keith tentou me atacar, mas eu o apunhalei com a faca no braço. Todos estavam gritando, e Keith tirou a faca do braço e a jogou no chão, então ele andou alguns passos para trás e caiu no chão, chorando como um bebê. Como eu adorei fazer isso...

Troy,vendo aquela cena, tentou atacar-me, mas o meu ódio crescera tanto que eu nem precisei da faca. Acertei Troy no estômago e ele caiu de joelhos, vomitando tudo o que havia comido. Gordo nojento, tsc.

Notas finais
Para não haver problemas, eu tive que ler essa história para escrever a versão do Jeff em primeira pessoa.
Não tinha como inventar ma nova história para o Jeff.
http://www.eutanasiamental.com.br/2013/01/jeff-the-killer-historia-original.html