Error 404 - Queridos Creepypastas
22 "Vá dormir" Part.2
Liu não conseguiu fazer nada, ele apenas me olhava admirado. "Jeff...Como você...?" e isso foi a única coisa que saíra da boca de Liu. Eu o olhei e depois ouvimos o ônibus se aproximar...Sabíamos que seríamos culpados e então,corremos o máximo que conseguimos.
Enquanto corríamos, olhamos para trás e vimos o motorista indo ajudar Randy e os outros. Chegamos na escola e não nos atrevemos a contar a ninguém sobre aquilo. Liu achou que aquilo era apenas seu irmão batendo em alguns garotos...Era o que ele queria pensar, mas eu achava algo mais. Algo mais poderoso que eu. E era assustador. Quando eu tinha aquele sentimento, eu era muito mais forte e a única coisa que poderia querer naquele momento, era machucar alguém.
Eu realmente não gostava de como isso soava, mas...Não podia deixar de me sentir feliz. Eu senti aquele sentimento sumir por algum tempo e ele não voltou enquanto eu estava na escola, pelo resto do dia.Mesmo quando caminhava para casa devido à coisa toda, perto do ponto de ônibus e como agora provavelmente não pegaria mais o ônibus, senti-me feliz. Quando chegamos em casa, nossos pais perguntaram como foi no nosso dia. Eu apenas respondi com um tom desconhecido por todos... "Foi um ótimo dia".
Na manhã seguinte, ouvimos alguém batendo na porta da frente e olhei para Liu assustado. Desci a encontrei dois policiais, e minha mãe com um olhar muito zangado. “Jeff, esses policiais estão me dizendo que você atacou três crianças. E que não foi uma briga normal, que eles foram esfaqueados. Esfaqueados, filho!” Ela disse irritada. Não consegui mentir, desviei o olhar para o chão e mostrei a ela que era verdade.
"Mãe, eles haviam apontado a faca para Liu e para mim!" eu disse com tom de voz sinistro. “Filho,” disse um dos policiais, "Nós encontramos três crianças, duas esfaqueadas, outra com uma contusão no estômago e temos testemunhas de que você estava na cena. Agora, o que você tem para nos contar?” Eu sabia que era inútil. Eu poderia até dizer que eu e Liu havíamos sido atacados primeiro, mas eu não teria como provar. E eu não poderia dizer que estávamos fugindo, a verdade apareceria de qualquer maneira. Nós estávamos, mas já havíamos tido feito que que fizemos...Eu e Liu não tínhamos como nos defender.
"Filho, chame seu irmão"; minha mãe disse irritada.
Eu o olhei para o policial e me desesperei por um momento. "Senhor, fui eu. Eu quem ataquei eles dois, Liu tentou me segurar mas não foi capaz". O policial olhou para seu parceiro e acenou positivamente com a cabeça. "Olha senhora, isso será um ano de detenção infantil."; ele disse balançando a cabeça negativamente.
"Espere" Liu gritou do topo da escada, segurando uma faca. Os policiais pegaram suas armas e apontaram para Liu."Eu quem bati naqueles nojentos. Tenho como provar"; ele disse balançando a faca. "E também tenho marcas"; ele disse levantando as mangas de seu casaco e mostrando cortes e marcas roxas, como se ele estivesse estado numa luta.
"Rapaz,coloque a faca no chão!"; o policial gritou. Liu afrouxou os dedos que seguravam a faca e a deixou cair no chão. Ele colocou as mãos para cima e andou até os policiais.
"Não, Liu! Eu quem fiz isso, conte a eles!" ; gritei e não pude conter lágrimas escorrendo por minhas bochechas brancas.
"Pobre irmão, querendo assumir a culpa para ajudar seu irmão... Vamos, levem ele."; o policial disse segurando Liu violentamente pelo braço. Minha mãe? Não fez absolutamente nada. Os policiais levaram Liu até a viatura e jogaram ele lá.
"Liu, diga a eles! Diga para eles que eu quem bati naqueles garotos! Vamos, diga!" Liu era um ótimo irmão mais velho. Minha mãe colocou a mão em meu ombro esquerdo e disse calmamente "Jeff,querido...Você não precisa mentir. Eu sei que foi Liu...Nós sabemos.Não faça isso ser mais difícil do que já está sendo". Fiquei olhando sem fazer nada...Apenas vi meu querido irmão sendo levado naquela viatura policial.
Alguns minutos depois, meu pai estacionou na frente de casa e vendo minha expressão, ele sabia que algo estava errado. "Filho,o que houve?" Eu não pude responder, minhas cordas vocais estavam cansadas de tanto berrar e chorar. Na garagem, minha mãe deu a notícia para meu pai. E eu ainda estava chorando como uma criança... Que na verdade, eu era. Depois de uma hora, eu voltei para dentro de casa e meus pais estavam ambos chocados... Eu...Eu não podia olha-lo sem pensar que Liu estava sendo culpado injustamente.
Fui dormir, pensando em tudo que havia ocorrido...Dois dias se passaram. Eu não tinha amigos e estava infeliz. Mais do que antes. Eu era culpado, por tudo. Era sábado, então... Fui acordado por minha mãe com expressão feliz.
"É hoje, Jeff"; ela disse sorrindo e abrindo as janelas, deixando assim que a luz invadisse meu quarto e me cegasse por instantes.
"O que é hoje?" perguntei esfregando meus olhos vermelhos de tanto chorar.
"Ora, a festa de Billy"; ela respondeu sorrindo.
"Mãe, você está brincando, né? Você não espera que eu vá para a festa de alguma criança depois…”; dei uma longa pausa... Entristeci novamente. “Jeff, nós dois sabemos o que aconteceu, acho que esta festa pode ser a coisa que vai iluminar os dias passados. Agora, vá se vestir.”
Minha mãe saiu do quarto e eu fiquei indignado com isso. Não podia contraria-la de forma alguma, ela iria me obrigar de qualquer forma. Peguei um camisa qualquer, um jeans e desci as escadas. Vi minha mãe e meu pai bem vestidos, minha mãe usando vermelho e meu pai usando um terno ridículo. "Por que eles tem que usar essas coisas escrotas para uma festa de criança?".
"Filho, isso é tudo que vestirá?"; minha mãe perguntou franzindo o cenho. "Não tenho roupas ridículas como essa"; respondi irritado. Minha mãe escondeu a vontade de gritar com um sorriso falso e nojento. "Jeff,você poderia usar algo melhor, para causar boa impressão"; meu pai disse com as mãos nos bolsos. Eu resmunguei e voltei para o quarto. Olhei ao redor no quarto e vi que não tinha nenhuma roupa, peguei uma calça preta que usava em algumas ocasiões e notei que só tinha roupas listradas ou muito despojadas. Vi então, um moletom branco jogado em cima de minha cadeira. O vesti.
"Vai assim?"; ambos perguntaram. Minha mãe olhou para o relógio e disse : "Ooh, não dá tempo para mudar. Vamos logo". Ela me puxou pelo braço e saímos, junto a meu pai. Atravessamos a rua até a casa de Bárbara e Billy, bateram na porta e Bárbara estava ridícula também, vestido igual a meus pais. Enquanto caminhávamos para dentro, eu só via adultos e nada de crianças... Droga. “As crianças estão lá fora, no quintal. Jeff, que tal você ir conhecer as crianças?" disse Bárbara sorrindo.
Saí para o quintal e lá estava cheio de crianças irritantes. Eles estavam correndo como idiotas e vestidos como idiotas... Idiotas. De repente, um garoto veio até mim e me entregou uma arma de brinquedo e um chapéu. "Quer brincar?". ele perguntou. "Claro que não, seu imbecil. Eu sou velho demais pra essa merda"; falei irritado. O garoto me olhou com uma expressão triste e pedinte. "Por favor... "; ele disse. "Tudo bem"; falei pegando as coisas. Comecei a brincar com todos, no começo era realmente ridículo, depois comecei a me divertir e tirar os pensamentos de Liu.
Eu estava brincando tranquilamente, quando ouvi um barulho estranho se aproximando. Senti algo bater com força em minhas costas e eram eles...Randy,Troy e Keith. Eles usavam seus skates e eu tirei o chapéu e joguei a arma no chão. "Olá,Jeff"; Randy disse; "Temos assuntos inacabados"; concluiu. Senti uma dor incrível nas costas, aquilo iria me deixar roxo mais tarde. "Estamos quites, não é? Eu te dei uma surra bem dada e você enviou Liu para aquele lugar"; falei irritado e me virando para eles. Randy tinha fúria nos olhos. “Oh não, eu não jogo para empatar, e sim para ganhar. Você pode ter acabado com a gente no outro dia, mas não hoje.” Quando Randy falou,corri e Randy foi atrás. Ambos caímos no chão. Randy socou meu nariz e eu agarrei Randy pelas orelhas, assim, dando uma cabeçada nele. Eu o empurrei para longe e ambos nos levantamos. As crianças estavam gritando e os pais correram para fora da casa. Troy e Keith puxaram umas armas de seus bolsos. "Ninguém se mexe ou as tripas vão voar!"; a rolha de poço gritou como uma foca entalada. Randy puxou uma faca e me apunhalou no ombro.
Urrei de dor e caí de joelhos, Randy começou a me chutar no rosto e eu ainda gritava. Depois de três chutes, segurei o pé de Randy e o torci com força. Randy caiu no chão e foi a minha chance de fugir, eu corri até a parte de trás da casa, mas fui segurado pelo gordão e ele disse: "Para onde pensa que vai?", ele estava me segurando pelo colarinho. Ele me jogou novamente na luta e Randy voltou a me chutar, dessa vez eu estava cuspindo sangue. "Vamos,Jeffrey! Lute comigo"; ele berrou enlouquecido. Ele me empurrou e eu passei direto pela porta dos fundos da casa, onde era a cozinha. Ele pegou uma garrafa qualquer e a quebrou em minha cabeça. "Lute,seu fraco"; ele berrou me chutando no rosto. Ele me fez cair na sala de estar e gritou "Olhe para mim, Jeffrey", eu não tinha medo..
Eu o olhei, com o rosto cheio de sangue.“Eu sou quem mandou seu irmão pro centro de detenção! E agora você só vai só sentar ai e deixá-lo apodrecer lá por um ano inteiro! Você deveria se envergonhar!” Ele disse, e eu comecei a me levantar. “Ah, finalmente! Levante e lute!”; ele disse. Eu tinha sangue e havia notado que o liquido na garrafa era vodka. Com sangue e vodka no rosto, eu estava furioso agora. Aquele sentimento voltara, eu não havia sentido ele a muito tempo... "Finalmente, o rapazinho está de pé"; Randy riu e correu em minha direção. Foi quando aconteceu... Algo dentro de mim se encaixou. Meu psicológico foi destruído... Todo o pensamento racional havia ido embora, tudo o que eu queria fazer era... Matar. Segurei Randy e sorri, o joguei no chão.Dei um soco nele, onde era seu coração podre e fiz com que ele parasse. Enquanto Randy suspirava, eu o golpeava no rosto... Soco após soco, o sangue começava a jorrar do corpo do garoto e então, ele suspira por uma ultima vez e morre.
Todo mundo estava me olhando, os pais, as crianças, Troy e Keith também. Apesar dos dois idiotas estarem assombrados, ele levantaram suas armas para mim e abriram fogo. Os tiros perdidos...Subi a escada e ouvi os meninos me seguindo. Enquanto eles disparam as ultimas balas das armas, me enfiei no banheiro e peguei uma toalha no toalheiro. Os imbecis correram até o banheiro com as suas facas preparadas. Eles abriram a porta e me atacaram, fiz com que Troy fosse o primeiro a morrer, ou desmaiar...Não tive certeza. Depois, tratei de Keith, o empurrei e algo como água sanitária e álcool caiu em nós dois...Isso nos fez gritar de dor. Acertei o toalheiro na cabeça dele e ele estava sangrando. E antes que ele morresse,deixei escapar um sorriso sinistro.
"Do que está rindo?" Keith perguntou quase morrendo, retirou do bolso um esqueiro e o ligou. "Você vai queimar, Jeff"; ele disse jogando o isqueiro em mim. Arregalei os olhos e notei que começara a pegar fogo. O álcool queimava enquanto minha pele ficava cada vez mais branca conforme a água sanitária queimava junto. Eu corri pelo corredor, desesperado e caí das escadas... Todos gritaram quando me viram naquele estado. Apenas vi minha mãe e outras pessoas que tentavam apagar as chamas, e então, eu desmaiei.
Quando acordei, só me lembro de não poder ver nada. Senti um molde em meu ombro e pontos em todo o meu corpo. Tentei me levantar, mesmo sem ver nada. Caí e vi alguém se aproximar, esse alguém me ajudou a voltar para cama e disse suavemente "Você não pode se levantar ainda...Me desculpe", era uma mulher, sua voz era doce e confortável. Ainda sem visão, ela se foi. Ouvi depois de algumas horas minha mãe dizendo meu nome para que eu acordasse. "Querido, você está bem?" Não pude responder, meu rosto estava coberto de gesso... "“Oh querido, eu tenho grande notícia. Depois que todas as testemunhas disseram à polícia que Randy tinha atacado você, eles decidiram soltar o Liu." ; ela disse. Quase pulei da cama, mas me lembrei dos tubos ligados em mim. "Ele estará livre amanhã. Vocês estarão juntos novamente, então... "; ela me abraçou e se despediu. Odiava estar sem visão de nada...
Semanas se passaram e eu era visitado quase sempre, até o dia que meus curativos fossem retirados. Minha família estava lá para vê-lo, e todos estavam ansiosos. "Vamos esperar o melhor"; o médico disse. Quando eu pude ver minha família, eles berraram de horror. Até mesmo Liu... "O que houve com meu rosto? O que aconteceu?"; perguntei assustado. Me levantei rapidamente, ignorando a tontura e corri até o banheiro.Olhei no espelho e vi a causa da aflição de todos. Minha cara. Era… Era simplesmente horrível. Meus lábios foram queimados a um profundo tom de vermelho. Meu rosto se transformou em uma cor branca pura, e meus cabelos chamuscaram de marrom a preto. Eu lentamente coloquei a mão em meu rosto. Era como se encostasse em couro agora. Eu olhei de volta para minha família depois de volta para o espelho.
Até que Liu, tentando amenizar a situação falou "Não é assim tão ruim….”
"Não é tão ruim!?”, eu disse, "é perfeito!” Minha família toda ficou surpreendida.Comecei a rir incontrolavelmente, meus pais perceberam que meu olho esquerdo e a mão tremiam.
“Umm… Jeff, você está bem?” ; minha mãe perguntou com as mãos no rosto.
"Bem? Eu nunca estive tão feliz. Esse rosto caí muito bem em mim!". Acariciei meu rosto, sentindo-me feliz finalmente. Acho que algo em minha mente estava ruim, não era mais o mesmo...Minha sanidade se foi. Como eu poderia estar tão feliz com algo tão medonho? Eu era apenas uma máquina descontrolada de matar, e meus pais ainda não sabiam disso. “Doutor”, disse minha mãe, “Meu filho...é, você sabe.. Está bem? Na cabeça?";“Ah sim, este comportamento é típico para os pacientes que tomam muitas grandes quantidades de analgésicos. Se seu comportamento não mudar em poucas semanas, traga-o de volta aqui, e nós vamos dar-lhe um teste psicológico."; "Obrigada,doutor... "; minha mãe me olhou "Jeff querido, é hora de irmos". Me olhei no espelho e sorri... Acompanhei minha família. Uma senhorita de máscara de médico me entregou minhas roupas limpas e eu as vesti. Era meu moletom branco e minhas calças pretas, do dia da festa. Voltamos para casa e eu fui para meu quarto, meus pais me deixaram lá, sem saber que era o último dia de vida deles.
Assustei minha mãe no meio da noite, talvez fossem os barulhos que fiz enquanto esculpia um belo sorriso em meu rosto, com a faca.
"Jeff, o que está fazendo?" ela perguntou com voz chorosa. "Eu não podia sorrir, mamãe. Então, agora posso sorrir para sempre"; falei mostrando minhas maravilhosas marcas. Minha mãe se afastou com medo. "O que há de errado? Não sou bonito?"
"Sim,filho."; ela disse com medo; "Você é lindo, deixe-me chamar o papai para ver o quão lindo seu rosto é"; ela sorriu notando que agora, eu estava totalmente louco. Ela correu, mas pude chegar até ela. Eu parei, segurando minha linda faca e olhei para meus pais, que agora estavam em seus aposentos. "Mamãe, você mentiu", falei e fiz com que essa fosse a ultima coisa que eles ouviram antes de morrer. Fiz questão de arrancar todas suas tripas e deixa-las bem a mostra no limpo (não tão limpo) lençol braco aveludado.
Depois disso, andei até o quarto de Liu e vi ele se mexer, como se estivesse incomodado... O observei. Ele olhou para cima enquanto eu cobria sua boca com a mão. Lentamente, eu ergui a faca e Liu se debateu enquanto eu iria mergulha-la nele.
"Shhhhhhh", falei com carinho; "Vá dormir".
Fale com o autor