Errar É Humano, Eu Não Sou
1 Who Am I?
Notas iniciais
Bem, pra começar, me chamavam de sete. Eu sei que sete não é um nome, mas eu respondia por esse número. Por que me chamavam de sete? Essa é uma história complicada, então vou contar dês de o início. Eu nasci como qualquer criança, mas não nasci para ser uma criança comum. Eu e outras seis crianças fomos modificadas e testadas desde 3 ou 4 meses de idade por uma associação chamada SETIC — Scientific Experiments Tested In Childs (Esperimentos científicos testados em crianças) em Jacksonville, na Carolina do Norte. Qual era a função da SETIC? Desenvolver habilidades especiais em crianças: inteligência, força e longevidade extremos. Eu sei que parece coisa de filme de ficção, mas é real. As outras seis crianças estavam superando as expectativas, menos eu. Entre as cinco habilidades, eu só desenvolvi 1: inteligência, eu aprendo 5 vezes mais rápido do que a maioria das pessoas. Devido ao meu desenvolvimento mínimo das habilidades, fizeram uma reunião e votaram para resolver o que fariam comigo. Encontraram duas opções: dobrar a dosagem da fórmula que eles nos injetavam ou me “descartar”. Como a maioria da associação me considerava perda de tempo e dinheiro, escolheram me “descartar”. Os responsáveis pelo ato eram Paul Thompson Montgomery, o médico, e sua assistente e esposa, Margareth Scott. Os dois fingiram que fizeram o que lhes foi imposto e fugiram comigo. Nos mudamos para Atlanta e foi aqui que eu cresci. O que aconteceu com as outras seis crianças? Paul me disse que tentaram incluir um outro produto à fórmula e o experimento deu errado. Com isso, houve um incêndio, os dados forma perdidos, pessoas morreram. Poucos escaparam. Ninguém sabe de nenhuma criança sobrevivente. Com o passar dos anos, passei a chamar Paul e Margareth de pai e mãe. E eles agora me chamam de Chloe Montgomery. Eu tenho 16 anos e estudo em casa dês de que me lembro. Moro em uma casa em um tom lilás acinzentado, com portas de madeira, três quartos: o dos meus pais, o meu e um quarto de visitas, uma sala de estar, uma sala de jantar e três banheiros (um no quarto dos meus pais, um no corredor e um no andar de baixo) também tem uma dispensa, uma cozinha e uma lavanderia. O meu quarto é de um tamanho razoável, não é nem grande demais, nem pequeno demais. As paredes têm um tom de azul-celeste e o chão de linóleo cinza é praticamente todo coberto por um tapete felpudo azul escuro. Há um ar condicionado, que mantém o cômodo em uma temperatura ótima. Têm uma cama de casal com dois travesseiros brancos e por cima do lençol azul claro, um edredom azul-marinho. Ao lado da cama, se localiza uma escrivaninha de madeira e, de frente para a cama, uma estante de livros que estão organizados em ordem alfabética. Ao lado da estante de livros, fica o meu guarda-roupa de madeira. A luz invadia o quarto pela janela ampla na parede oposta à porta preta que leva ao corredor.
Estou deitada na minha cama tentando voltar a dormir, mas a luz solar me impede teimosamente. Ouço batidas na porta.
Chloe: Pode entrar.
Maggie (Margareth): Bom dia, flor do dia! São oito horas.
Mal posso esperar para contar a novidade...
Chloe: Você está empolgada... Que novidade é essa que você quer me contar?
Maggie: Chloe! Assim eu nunca conseguirei te fazer uma surpresa!
Chloe: É verdade, lembra das minhas festas surpresas que você fazia nos meus aniversários?
Nós rimos.
Maggie: Mas você deveria respeitar a minha privacidade.
Chloe: Você sabe que eu não consigo. Quando eu foco em uma pessoa, os pensamentos são mandados pra mim. Não dá pra evitar.
Maggie: Ok, levante logo, mocinha. Eu e o seu pai vamos te contar no café-da-manhã.
Chloe: Fez ovos com bacon?
Maggie: E suco de laranja. São os seus preferidos.
Chloe: Obrigada, mãe.
Ela me dá um beijo na bochecha.
Maggie: Não demore.
Ela diz ao sair do meu quarto.
Chloe: Da próxima vez, não se esqueça de bater na porta. Eu poderia estar pelada.
Ela ri.
Maggie: Está bem, está bem.
Eu me levanto e me espreguiço. Fecho a janela e a persiana. Depois fecho a porta e coloco um sweater vermelho alaranjado, uma legging colorida e uma bota de cano curto. Penteio os meus cachos castanhos e os deixo soltos.
Paul: Vem logo, Chloe.
Chloe: Já vou, já vou.
Eu fecho as portas do guarda-roupa, abro a persiana, a porta e saio. Desço as escadas, passo pela sala de estar e entro na cozinha. Ao entrar, me deparo com Paul e Maggie sorrindo sentados um ao lado do outro à mesa. Eu me sento.
Chloe: O que foi?
Maggie: Posso contar?
Paul: Pode.
Maggie: Você vai estudar em uma escola.
Eu os abraço.
Chloe: Obrigada, obrigada, obrigada, obrigada, obrigada.
Eu os solto.
Chloe: Qual é o nome dela?
Paul: Campbell High School.
Chloe: EU VOU ESTUDAR NA CHS!
Eu a reconheço dos jornais. É uma escola ótima. Lá tem de tudo. O que mais se esperar de uma escola para ricos?!
Chloe: Quando começam as aulas?
Paul: Amanhã.
Chloe: Mas, já?
Maggie: Achei que você estivesse animada...
Chloe: E estou, mas é meio cedo...
Maggie: Eu já comprei os materiais. Deixei as sacolas do lado da porta.
Chloe: Mãe, por favor, diz que você não comprou mochila da Hello Kitty.
Maggie: Eu não comprei nem mochila, nem nada da Hello Kitty.
Chloe: Obrigada, mãe.
Maggie: Mas, antes de arrumar as suas coisas, tome o seu café.
Chloe: Ok.
Eu como apressadamente e saio. Pego as sacolas ao lado da porta e subo. Ao chegar ao meu quarto, organizo o material e separo a roupa que eu vou usar amanhã. Depois de arrumar a minha cama, decido aproveitar o meu último dia de férias ao máximo.
Chloe: Mãe, qual é mesmo a senha da Netflix?
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