Eros
17 Trabalho Sujo
Notas iniciais
A Nako-senpai não pode vir postar o capitulo hoje, então fiquei encarregada do trabalho ^^
Fiquei sabendo que ela tem uma dupla personalidade chamada Nakoruru, pois bem, chamem-me de Nakoruru já que não me conhecem.
É um prazer postar o Capitulo 17 pra vocês. Claro que estou me sentindo importante. q-
Vamos lá, Nako mandou uma boa noticia. Próximo capitulo terá lemon, então, vamos comentar e esperar o capitulo sim?
Desculpem por não ter postado o capitulo ontem, mas foi porque nem eu e nem ela tinhamos oportunidade.
Prazer em conhecê-los! s2
Estou pensando seriamente em pegar esse travesseiro e matar Lana asfixiada...
Pensando muito seriamente.
– Quem diria Mail... – Falou chacoalhando a foto de leve. – Que você agiria conforme as minhas expectativas. – Ela enlouqueceu mesmo... Ta até falando palavras novas!
Eu até teria ido até ela, quebrado a máquina e rasgado a foto, mas além dela sempre ter uma artimanha pra ferrar com a gente, eu estava em choque. Sem reação alguma. Somente fitando-a com aquela minha cara pasma de sempre.
Mello já não parecia mais tão surpreso, e nem mesmo envergonhado, afinal ele é gay. Nada que Lana diga ou faça vai piorar pra ele. Mas já no meu caso, que sou -ou pelo menos era- homem... É diferente. BEM diferente.
– L-Lana... O que esta pensando em fazer com isso? – Falei com a voz estremecida, apontando para aquele pequeno enorme estrago em sua mão.
– Eu? Oras... É claro que vou te chantagear né garoto! – Porque fui perguntar? — Começando pela casa que você arrumará todos os dias. – QUE?!! Já basta a escola e o trabalho com Mello... Agora isso? Na-na-ni-na-não!
– Mas tia Lana... – Forcei a voz mais doce que eu tinha – Eu estudo, trabalho com Mello... –
– Nem ligo... Invés de ficar agarrando seu namoradinho ai pelos cantos, vá fazer os deveres domésticos. – Namoradinho?
– Namoradinho o caralho! – Interrompeu o loiro. – Foi Matt quem me beijou... Eu até que tentei afastá-lo mas... – Filho da puta. Tentando tirar o teu da reta é?
– Mello também será meu ‘servo’. Caso contrário, o Coruja saberá que é um loiro trambiqueiro quem trabalha pra ele. – Toma trouxa.
Na mesma hora ele se calou, ficou mansinho... Parece que não quer mesmo que Raito saiba que ele é... Ele. Hm... Curiosidade batendo...
Lana sorriu. Um sorriso daqueles estranhos que vejo vez ou outra nuns pervertidos da rua... Eu só queria saber o porquê dela estar fazendo isso... Simples assim.
– E... Mais uma coisinha... – Falou antes de sair do quarto, levantando o indicador como se tivesse encontrado mais uma maneira de nos foder. – Mello vem morar aqui a partir de amanhã... Não... Hoje mesmo. –
– POR QUÊ?! – Gritamos uníssono.
Como assim? Mello... Aqui em casa? Fazendo da minha vida um inferno completo junto a Lana? Não... Não, não e não... De jeito nenhum.
– Desculpe, mas... Eu tenho mais o que fazer. – Falou o loiro se levantando da cama. – Conte ao Coruja se quiser... Eu não me importo. – Deu de ombros.
– Tem certeza disso Mell? – Esse tom ameaçador da Lana... Ai.
Eles se encararam, e dou graças a Deus por não ter nenhum objeto cortante por perto, pois a coisa parecia feia. O AMBIENTE ESTÁ TENSO!
– Runf... – Não a respondeu. Levantou o queixo e foi em direção a porta, pronto pra sair... Droga. Se ele me abandonar, eu tomo sozinho, e pior ainda... TOMO DE TODO O JEITO! Ajudando Lana ou não...
Ela não quer um empregado... QUER OS DOIS OU NENHUM!
– Mello... Espera! – Tentei chamar sua atenção. Concedida.
Virou-se novamente antes de sair do quarto. Me encarou, esperando o que eu teria a dizer. Bem... Eu já estou mais do que ferrado mesmo... Vamos terminar logo com isso.
– Se ficar... Eu faço o que quiser... Eu até mesmo trabalho por mais tempo! – Sim... Estou disposto até mesmo a trabalhar de madrugada a madrugada... Dou um jeito na escola e...
– Tem certeza? – Perguntou com um olhar interessado. Hm... Isso não é bom.
– T-tenho... – Na verdade não tenho não.
– Ótimo... Eu fico. Mas esteja ciente de que fará tudo o que eu quiser. – É, to sabendo.
– Tudo bem... – A gente tem que sacrificar alguma coisa não é?
Engraçado. Naquele momento surgiram sorrisos estranhos na face de ambos. Lana sorriu satisfeita, com certeza por saber que agora terá a nós dois em suas mãos. E Mello, provavelmente por agora me ter em suas mãos. NOSSA. Todos podem acabar comigo com tanta facilidade...
Mas... Espera só um segundo.
O QUE EU FIZ?!!!! POR QUE EU FUI FAZER UMA PROPOSTA DESSAS PRO MELLO?!!! AGORA ELE... ELE... É CLARO QUE NÃO VAI QUERER NADA RELACIONADO AO TRABALHO E SIM...
Maldito sensor de perversidade com defeito.
Agora... Seja o que Deus quiser.
– A partir de hoje, quer dizer, de agora... Mello morará com a gente. E ponto final. – Intimou autoritária, fechando a porta do quarto ao sair. Deixando Mello e eu novamente a sós.
Que bosta. Isso pode não parecer muito incrível pra você, mas é foda pra mim.
– E agora? – Perguntei. – O que vai fazer? Você tem sua casa... Não pode vir morar aqui não é? –
– Na verdade, sair daquela casa é o que eu mais quero. – Que merda... E nesse caso... Virá para cá.
– Mas... E o trabalho? – Estou tentando fugir um pouco do assunto ‘principal’. Sim. Aquele que vem a parte de que Matt terá de fazer tudo que Mello quiser...
– Somos parceiros né! Trabalhamos juntos... E... Minha vinda pra cá não influencia. – Eu sei que não. Só estou tentando... AH! O que eu to tentando mesmo??!!
– Ah, esta bem... Melhor ir pra casa pegar algumas coisas... –
– Ainda não. – Cortou-me se aproximando de mim, que estava ajoelhado na ponta da cama. – Eu não terminei... –
Levou as duas mãos a minha cintura, puxando meu corpo e colando firme ao seu. Roçou os lábios nos meus, pedindo passagem com a língua.
Cedi.
Certo, dessa vez eu não pensei no meu orgulho nem na promessa que fiz a mim mesmo. Simplesmente atendi as reações que ele estava proporcionando ao meu corpo. Entreabri lentamente meus lábios, deixando que eles fossem invadidos pelo loiro, que passou a vasculhar toda a cavidade. Me beijava pacientemente, apertando cada vez mais meu corpo contra o seu.
Era bom.
E quando eu já estava totalmente entregue e pronto para o que viria a seguir, se separou de mim. Rapidamente. Cortando bruscamente nosso contato. AH! Só porque eu estava gostando???! Isso não é justo.
– Calma. – Tocou meus lábios com o indicador. – Temos muito tempo pela frente. Aliás... – Deu-me um rápido selinho. – Seremos parceiros de quarto. –
Oh, sim. Isso é verdade... Mas, desde quando eu concordo com isso? Desde quando anseio tanto por essa pessoa que me causou tantos problemas? Desde quando Mello se tornou agradável pra mim?
Puta que pariu... Acho que virei viado.
– Até de manhã Mail... – Sorriu baixo, talvez por ter pronunciado meu nome, ou coisa parecida. – Tenho que entregar as outras caixas. –
– Não quer que... Eu vá junto? – Sim, somos parceiros né?
– Não. – Deu passos curtos até a porta, abrindo. – Por hoje é só pra você. – Sorriu.
Fechou a porta, me deixando ali. Sozinho...
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!!!! Droga! Maldito Mello, idiota, imbecil... Porque me beijou? Eu não queria...
EU NÃO GOSTEEEEEI!
Tá... Só estou extravasando meu ego. Porque, na verdade... Bem que...
– MELLO! DEVIA TER TERMINADO O SERVIÇO NÃO É? – Gritei... É, eu não devia ter feito isso já que eu não estou sozinho em casa.
A porta foi novamente aberta, será que era o loiro voltando pra atender meu pedido? Hm... Não.
– Mail... Vamos ter uma conversa agora. – Era Lana... Trancando a porta e sentando ao meu lado na cama. O que ela quer agora? Esfregar aquela maldita foto na minha cara?
– AH, o que você quer?! – Falei impaciente.
– Você sabe que Mello trabalha para o Coruja certo? – É...
– O que tem? –
– E você sabe que o Coruja é Raito né? – Sei, infelizmente.
– Aonde quer chegar? –
– Bem... Não é muito simples de entender. – Respirou, suspirou. – É que... E se por um acaso, o Coruja tivesse algo muito além do que o elo de amizade com Lawliet? – Certo, pelo tom dela, essa é uma pergunta pra não ser respondida, mas...
– Eu separaria os dois por que você quer? – Pensem comigo... Lana entra na casa do Lawliet, chega Raito e ela muda completamente. A única coisa que me passa na cabeça é... – Lana... Você tem ou teve algo com o Coruja? – Bingo.
– Isso não vem ao caso agora... – Fez um bico. – O que me interessa é que você precisa dar um jeito no Mello pra ele te ajudar a trazer Raito pra ‘esse’ lado novamente! — Certo... As palavras dela só me diziam uma coisa: Matt! Por favor! Estou sentindo ciúmes do Coruja!
– E por isso você aproveitou a chance pra me pegar desprevenido numa péssima hora e me chantagear pra conseguir o que quer. – É.
– Que tal pensar que... Bem... Que o Coruja pode roubar Mello de você? – Ãn? – Se isso acontecer... Eu fico sem Coruja e você sem loiro. –
– Na verdade você está supondo... Raito não quer nada com o loiro, mas você esta dizendo isso para que eu sinta ciúmes... – Ótimo. – Só que eu nem sequer me importo com Mello... – Espera ai... Não me importo? E meu acordo comigo mesmo?
– AH! Pode ser, pode ser... Mas... VAI MATT!!! – Implorou, mas eu já sabia o que tinha que fazer... Ou eu ajudava ou ajudava.
– Tá bem! – Concordei. – Eu te ajudo. – Só que não.
– Certo. – E então a felicidade de seu rosto desapareceu, dando espaço a um semblante sério. – Vou dormir, e você... Vá lavar o banheiro. – O QUE??!!
– COMO ASSIM?! EU PENSEI QUE TÍNHAMOS UM ACORDO DECENTE! –
– Você tem um acordo decente... Eu tenho uma foto que mostra você em sua intimidade com Mello... Quem pode mais? –
– SÃO 2:30 DA MANHÃ! –
– Não quero sabeeeer... – Tampou os ouvidos e andou em direção a porta, pronta pra sair dali. – Quero meu banheiro limpinho! – E se foi...
– EU TE ODEIO LANAAAA!!!! –
Notas finais
Oh, mais uma coisa... Agradecemos as novas recomendações... Muito obrigada a todos.
A fanfic chegou -e ultrapassou- o 200 reviews. Vocês não tem ideia da felicidade da autora. (acreditem, ela teve diversos ataques eufóricos, Nakoruru teve que acalmá-la 66)
Eu sinto muito pela Mira/Kemira-san... Realmente, gostava muito de ler a fanfic 'E Se...' dela junto a Nako. Espero que ela supere o trauma e volte a escrever ótimas histórias como aquela.
Comentem sim?
Abraços :)
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