Notas iniciais
Mais um,enjoy (:

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Por Layla Cheguei em casa toda louca deixando tudo no chão e correndo para que Margô me explicasse essa história com calma. — Sabe o Rubens, nosso vizinho? — ela disse com aquela carinha de assustada de sempre. — Sei sim e o que tem ele? — Ele quer demolir nossa casa. — Que? Margô, como assim? Não pensei duas vezes e deixei Strify dentro do apê e corri até a casa do lado. Bati na porta com o punho bem cheio e Rubens não demorou para abrir: — Que história é essa de demolir o meu apartamento? Voltei de L.A. para receber essa notícia? — eu disse sem nem mesmo deixar o homem respirar. — Não é nada disso Layla. Não sei o que Margô lhe disse, mas a minha proposta não foi essa. Eu quero comprar o seu apartamento para poder demolir a parede de dentro, já que não posso modificar a parte de fora, para ter um apê maior. Meu filho casou-se e irá morar com a gente. É isso. — Me desculpe pelo engano que Margô cometeu e pela minha ignorância, mas quanto o senhor quer pagar nele? Gente, eu estava vendendo o meu apê, é isso? Acho que essa era a ideia definitiva de que eu não iria mais morar em Paris e ficar em L.A. mesmo. Nossa, mas e Margô? Onde ela irá morar? — Pago 120 mil nele, pode ser? — ele me disse com muita certeza do que estava fazendo. — UAU! — dei meio que um grito — Quer dizer... acho justo. Voltei para o meu apartamento, que agora era do Rubens. Abri a porta e os dois que estavam lá dentro arregalaram os olhos para mim. — Tudo bem que consegui ouvir os seus berros daqui. — Strify disse sorrindo. Eu sorri de volta e resolvi arrumar as minhas coisas. Coloquei tudo no quarto com a ajuda de Strify e me joguei na cama: — Você não sabe como essa caminha me fazia falta. — eu disse. — Parece ser muito boa mesmo. — ele respondeu olhando na foto que tinha em cima da minha mesinha. — São meus pais: minha mãe Tereza e meu pai David. — Você tem os olhos dela. — ele disse colocando a foto no lugar. — Posso lhe pedir um favor? Ligue para Hillit e diga que chegamos. Tenho que sair resolver algumas coisas com Margô e logo voltarei. Strify respondeu com a cabeça que sim e eu sai para falar com Margô e arrumar uma casa nova para ela e pensar sobre como seria morar em L.A. Entramos no meu carro, que ficou estacionado desde o dia que viajamos: — Margô, vendi nossa casa e quero comprar uma outra em L.A. Você vai comigo? — perguntei segurando a mão cheia de rugas dela. — Não posso. Não te contei, mas eu faz algum tempo que levei várias das minhas coisas para a casa do Henrique. Sou apaixonada por ele desde sempre e, quando fui lavar roupa, começamos a conversar e saímos algumas vezes. Depois, fui pra lá de vez. — Meu Deus! Que perfeito. Fico tão feliz por você. — Obrigada, mas e esse moço ai na casa? Seu namorado? Como chama? Minha vontade era de dizer que Strify era meu namorado, mas eu não podia fazer isso com Bill. Ele foi tão legal comigo e parecia que me amava mesmo, fielmente. — Não, é um amigo que me trouxe até aqui. — respondi parando com o carro na vaga novamente. Nosso passeio não foi muito longo e chegando, Margô foi diretamente para o apê de Henrique e eu subi até meu andar. Strify estava do lado de fora olhando em direção da porta. Não sei o que ele estava fazendo ali, mesmo que a porta estivesse aberta. — Tudo bem? — perguntei tocando-o com a mão. — Sim, é que eu achei essa vista muito linda. Daria uma boa foto. — ele sorriu. Entramos e eu fui para a cozinha fazer um leite com chocolate. Não tinha muito o que comer ali, já que Margô tinha se mudado. Strify sentou ao meu lado na pequena mesa e comecei a contar tudo o que estava acontecendo com a nossa casa enquanto tomava o leite e ele fazia cookies. Depois dessa conversa, fomos para o sofá ver um pouco de TV enquanto o sono não vinha. Começou a passar o desenho que eu e Hill mais gostávamos e lembrei que tinha que ligar para ela. — Hill? Esqueci de ligar. É muito tarde ai? — perguntei. — Não, só estou colocando o pijama para ficar a noite toda deitada com um pote de pipoca. — Por que não sai com Bill e Tom? — Eu fui na sorveteria de tarde e encontrei Tom, mas Bill está estranho. — Ok. Acho que amanhã já voltamos. Até, beijos. Desliguei e fiquei pensando sobre o Bill "estranho". Eu sei que a viagem foi mesmo de última hora, mas era preciso. Acho que ele está sentindo saudade de mim, mas eu estou mesmo louca para saber se Strify também sente algo por mim. Vimos TV por algum tempo até que ele bocejou. Me levante do sofá para que ele pudesse se arrumar para dormir ali mesmo, mas ele segurou a minha mão dizendo: — Fiquei aqui, bocejei por pura vontade. — sorriu. — Sei, sei, mas vou na janela tomar um ar. Levantei e parei ali debruçada, com os braço para fora e vendo o céu cheio de estrelas. Ouvi o barulho de Strify levantando do sofá e vindo até mim. Ele passou os braços em volta da minha barriga e me deu um abraço encostando a cabeça em mim. Virei-me e aqueles olhos me encararam. Não tinha como pensar em outra coisa quando se via aquele olhar. Me perdia em um oceano lindo, de águas limpas e bem, mas bem azuis. Senti a respiração dele em meus rosto e sua boca se aproximando. Me deu um beijo. Coloquei a mão em seu pescoço e segurei firme. Ele parou bruscamente e foi me levando até o meu quarto. Eu tinha uma cama de casal, já que sou espaçosa em tudo e tinham algumas coisas nela. Strify foi empurrando tudo com a mão e eu me deitei ali. Ele foi subindo. Tirou a minha blusa. Descobrir que ele sentia algo, eu consegui e se deixei, é porque eu também sinto. Estávamos em sintonia, o tempo todo.
Notas finais
Próximo cap. é um dos meus preferidos *-* Até lá
Küss ;*