Eragon - Uma Nova Jornada

1 Capítulo 1 - A canção


Notas iniciais
Bom essa é minha primeira fic. Então como primeiro capítulo fiquei bem feliz com o resultado. Espero que gostem :)

Eragon tinha acabado de chegar de mais um treinamento em Tel’ naeír. Tudo estava dando errado nessas últimas semanas, não estava conseguindo progredir com a meditação, todo o dia ficava fascinado com a comunidade de formigas e esquecia todo o resto, sem contar que estava completamente decepcionado com seu mestre Oromis que achava a guerra contra Galbatorix uma ação sem fundamento. Como ele podia achar isso? Galbatorix era mau, fazia seu povo de escravo. Eragon não conseguia acreditar no que ouvira. Mas o que o deixava realmente estressado era a força com que a dor em suas costas o atingira, sempre sem nenhum aviso, isso já o estava atordoando.

O que o está afligindo pequenino? Perguntou Saphira que estava deitada em sua gamela o observando. Eragon simplesmente abriu sua mente e deixou os pensamentos fluírem para que ela os visse. Você não precisa se sentir dessa maneira, tudo é muito novo para nós. Você ainda vai melhorar nas aulas e... quanto Oromis, bom, tem uma história e compreensão em seu passado que ainda não podemos entender. Eragon ficou deitado processando as palavras de Saphira quando disse: Entendo o que quer dizer. Mas realmente não aceito esse ponto de vista. Se ele vivenciou tudo, como ele pode aceitar que homens, membros da natureza como ele vivam como escravos e sem perspectiva?

No momento em que ele se calou Saphira se recolheu num silêncio taciturno pensando em uma resposta apropriada quando uma batida suave na abertura do aposento a distraiu.

-Entre – murmurou Eragon perdido em seus pensamentos ainda jogado na cama, quando levantou de súbito vendo quem atravessou o vão da porta.

Arya estava parada no meio do quarto em silêncio o observando. Hoje ela estava com uma túnica azul que realçava sua pele clara e seus cabelos negros que caiam-lhe sobre seu rosto e ombros. Eragon ficou sufocado pela visão sem saber como reagir. Ficaram se olhando por um tempo quando ela finalmente colocou seus dois primeiros dedos nos lábios e disse:

- Já faz uma semana desde a nossa última conversa, e desde então você não andou mais por Ellesméra. Ainda esta apreensivo sobre o que conversamos?

Ele ficou parado por um tempo processando as palavras de Arya, quando a lembrança da conversa que tiveram simplesmente irrompeu em sua mente. Tinha esquecido completamente da maldição que jogara na criança quando estava com os Varden, esse fato só fez com que seu coração apertasse ainda mais. Ele olhou para ela com intensidade e fez um gesto com a cabeça para que ela o seguisse.

Desceram pelo alçapão e pela escadaria íngreme que girava em torno do tronco espesso da árvore. Quando Eragon olhou para cima viu que Saphira os seguia em silencio e que os últimos raios de sol brilhavam entre as nuvens numa cor alaranjada. Caminharam sob as árvores onde a escuridão já estendia a partir do interior de toras ocas — fendas escuras em pedras grandes e arredondadas. Foram caminhando cada vez mais para dentro de Du Weldenvaden; caminhavam lado a lado pelas trilhas enredadas por arbustos de urtigas e groselheiras adentrando a selva agitada. Quando parecia impossível ir mais longe, a floresta acabou e os três entraram em uma clareira banhada pela luz da lua já cheia. Onde a Menoa solitária estava os observando.

- Fico surpresa que tenha lembrado o caminho sem a minha ajuda. Normalmente humanos se perdem aqui, mesmo estando por mais de um mês. – sussurrou Arya enquanto sentava em uma das raízes da Menoa.

- Você me conto a história dessa árvore. Me disse que havia uma mulher que vivia nos anos de vinhos e temperos, antes das guerras com os dragões e antes de se tornarem tão imortais quanto quaisquer seres ainda compostos de carne vulnerável podem ser. Ela errou e matou! O que os torna hoje tão diferentes e mais sábios que nós, humanos? – perguntou Eragon olhando para a árvore se recusando a virar para Arya.

Pega de surpresa ela ficou encarando suas costas pensando em uma resposta a altura quando simplesmente perguntou: Sei que sua pergunta não é essa. O que te aflige Eragon?

Ele travou, os dois sabiam que não era isso que ele queria dizer. Mesmo assim seu orgulho falou mais alto, quando estava prestes a discordar Saphira o deteve. Não faça isso pequenino, você se arrependerá depois do efeito de suas palavras para com Arya. E lembre-se estamos no reino dela. Eragon ficou processando as palavras de Shaphira quando com uma naturalidade inconsciente, se curvou e sentou ao lado de Arya. O silêncio se formou entre ambos, como a neve quando se acumulava no peitoril da janela; nenhum dos dois estava disposto a romper quando ele admitiu:

- Estou confuso. Me tornei cavaleiro de uma hora para outra, cometi erros impensados que hoje não sei como consertar. Tenho muito a aprender em tão pouco tempo com o objetivo de ajudar os que estão presos e vulneráveis sobre o poder de Galbatorix. Mas o que me motivou mesmo a tudo isso, foi a simples vingança que quero sobre os Ra’zac sobre minha família. Talvez, eu esteja fazendo com que o titulo de cavaleiro suba e minha cabeça e me faça crer que quero justiça, quando na verdade só quero vingança. Dessa forma posso destruir a vida de muitas pessoas inocentes.

Arya o encarou durante um tempo que para Eragon parecia uma eternidade fazendo-o sentir forçado a evitar seu olhar. Quando de repente ela colocou as mãos em seu rosto o forçando a encara-la e começou a cantar uma melodia que irradiava tranquilidade dentro dele. As incertezas não sumiram de dentro dele. Mas pelo menos ele sabia de uma coisa, estava cada vez mais intrigado e interessado em Arya.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Comentem falando o que acharam. Com isso posso saber o que acharam da história. Beijinhos
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.