Era Ândromeda.
2 CAPÍTULO 1: O caminho de um Blaster.
— O... O QUE É ISSO?! — Gritou o garoto em desespero ao ver a situação desesperadora.
“Esse é Edron?”
O cenário era de destruição total, como se uma bomba tivesse explodido no local. Estávamos cercados por destroços do local, por corpos, sangue e chamas negras.
— nfwqdlljhuefsnjqbfdjvsj
Ruído. Um som alto que não se parecia com nenhuma palavra saia de minha boca, enquanto em meu rosto se encontrava um largo sorriso.
— poiwendsvvsudwgfkjsafk,m
Pouco a pouco, o ruído se tornava mais intenso, até que o cenário começa a se distorcer.
— Cof Cof... Droga, estou ensopado. — Falei ofegante ao acordar do pesadelo.
Eu, Edron, um lugar destruído sendo consumido por minhas chamas. Um pesadelo constante desde que tinha acordado naquela cela. O pesadelo em si não me incomodava, não procurei um significado para ele, mas acordar de manhã todo encharcado de suor era incomodo.
O quarto do dormitório não era muito grande, mas era o suficiente para uma única pessoa, com uma cozinha e um banheiro, além do quarto propriamente dito.
— Eei Rinigo! Estou entrando! — Escutei uma voz familiar vindo da porta, enquanto tomava um banho gelado.
“Aquele idiota!”
— Estou no banho, espere do lado de fora!
Ao terminar meu banho, me sequei e me enrolei na toalha, saindo assim do banheiro.
— Falei para esperar do lado de fora.
— Eu não queria esperar em pé. — Falou enquanto levantava da cadeir que estava ao lado da cama.
Esse era Edron Merinde, meu único amigo. Um pouco menor do que eu, com um tronco largo e pele mais escura, Edron era meu completo oposto, tanto em aparência quanto em personalidade.
— Mais importante, ficou bom o uniforme? — Disse abrindo um sorriso.
— Sim, eu acho... Não que faça diferença, é só um uniforme.
Para minha surpresa, Edron não só iria para o colégio Emprea, como também se mudou para os dormitórios, ficando com o quarto ao lado. Aparentemente, antes mesmo de eu ser solto, Edron foi procurado pelo Praefectus e eles entraram em um acordo. Em troca de me observar de perto, Edron seria ingressado no colégio com todas as despesas pagas, assim como eu. Graças a isso qualquer chance que eu poderia ter de possuir paz foi anulada, já que Edron possuía até mesmo as cópias da chave do meu quarto.
— Se troque logo para irmos, não quero chegar atrasado no primeiro dia.
— Você pode ir sozinho se quiser, de qualquer forma estamos teoricamente dentro do colégio, não precisa ter pressa.
Pegando minhas roupas, voltei ao banheiro e me arrumei, também peguei minhas duas espadas e por cima do uniforme, coloquei um dos meus casacos, de cor preta.
— Vamos, falei me dirigindo a porta.
— Espere, você vai assim mesmo?
— Vou.
— Olha... Esse uniforme é tão bonito, branco com esses detalhes em azul marinho, mesmo assim você coloca esse maldito casaco preto por cima... Você tem problema? — Questionou após um suspiro.
— Eu não li-
— Não é só isso! Qual é o motivo de você estar carregando esse pedaço enorme de lixo!? — Apontou para a espada que eu carregava nas costas.
— A Uzuel?
— Sim! Por acaso você acha que essa é a verdadeira Uzuel?
Nesse momento, por frações de segundos, me veio à mente uma sensação de dejá vu.
— Não, é somente um pedaço enorme e pesado de ferro.
— Exatamente! Se sabe disso, pra que carregar ela pra todo canto?
— Eu já disse, mesmo se essa não for a verdadeira, deve ter algum valor ou utilidade, pare de desperdiçar nosso tempo, você não estava com pressa?
— Uau, esse colégio é realmente para a elite... — Disse Edron enquanto caminhávamos.
— O que está olhando no celular?
— O ensalamento do colégio... Como o próprio Praefectus disse, estamos na mesma sala.
— Reconhece algum nome? Alguém forte?
— Somente os sobre nomes, inclusive parece que tem algo muito errado aqui... Mas não consigo lembrar o que.
— Tsc, tanto faz.
Chegando no saguão principal do colégio, havia um grande telão, contendo informações sobre onde cada classe iria se reunir. Eu e Edron, que estávamos na Sala 5, deveríamos ir para uma das quadras do colégio.
— Quadra B... Parece que é aqui. — Afirmou.
Não muito depois de nossa chegada, o professor responsável por nossa classe chegou e iniciou seu discurso.
— Eu sou Rilp Mahar, o professor responsável por vocês.
Pela aparência, o professor tinha por volta de 30 anos. Sua voz rouca e firme rapidamente chamou a atenção dos alunos, para seu discurso.
— Há 7 anos atrás eu era um blaster, lutando em uma das várias batalhas da guerra. Vi muita gente morrendo de forma idiota e banal, por isso decidi me tornar professor. Dito isso, tenho muita expectativa em vocês, a elite do país, vocês estão no último estágio para se tornarem blaster portanto fracassos não serão tolerados.
“Mas que besteira...”
— Irei chamar seus nomes por ordem alfabética, quando ouvirem seu nome, se dirijam para o fundo da quadra para se apresentarem. Se desejarem poderão utilizar alvos que serão repostos sempre que necessário para mostrarem sua habilidade. Olhem atentamente para o fundo da quadra. — Continuou retirando seu SPB* do bolso.
O olhar dos alunos rapidamente foram direcionados para o local dos alvos, que emergiram de uma plataforma que ali estava. Eles tinham a forma de um manequim articulado, mas estavam fixo a plataforma. Além disso não pareciam resistentes portanto eram alvos bem simples.
— Alguém tem dúvida? — Questionou o professor.
— Professor, no site do colégio dizia que a formação das equipes seria livre, inclusive seria possível a troca de membros no primeiro mês, perante acordo mutuo. É isso mesmo?
— Sim, vocês estão em 20 nessa classe, deverão ser formadas 4 equipes de 5 pessoas. Respondi sua questão?
— Sim, muito obrigado!
— Mais alguma dúvida? Ninguém? Bom, visto o silêncio, começarei a chamada. Aller Deim.
Aller, o primeiro da lista me chamou a atenção. Minha primeira Impressão dele foi de uma pessoa confiante e dissimulada, seu cabelo escorrido e prateado escondia seu olhar mas seu largo sorriso me deixou desconfortável e irritado, sentimento que se reforçou ao ouvir sua voz. Seu tom de voz parecia que cada palavra que saia de sua boca estava repleta de sarcasmo.
— Primeiramente, quero desejar um bom dia a todos, eu sou Aller e tenho 16 anos. Acho que todos já devem saber, mas eu sou o herdeiro de uma das maiores empresas do país e meu pai é o grande responsável pelo CDA*. Sobre meu poder, eu controlo vários gases, ou seja, vários elementos químicos que formam vários tipos de gases com efeitos variados.
Esticando seus longos braços e mãos horizontalmente, Aller fez surgir uma névoa amarela que cercou os alvos e começou a derrete-los a uma velocidade considerável.
“Isso é ácido?”
— Eu espero do fundo do meu coração que possamos nos dar bem... O que não é algo difícil, é só cada um saber seu devido lugar...
— Ei Rinigo, o que achou do poder dele? — Perguntou Edron me cutucando.
— Não é grande coisa, o poder dele provavelmente não é tão simples quanto ele diz ser e há muitas contramedidas possíveis se o poder dele for tão chamativo assim. Resumindo, lixo.
— Infelizmente, não poderei ver a apresentação do restante da classe, tenho que ir, afinal sou uma pessoa ocupada. — Continuou com seu sorriso dissimulado.
— Espere, onde pensa que vai? — Questionou o professor.
— Como é?! Onde eu penso que vou? Quem você pensa que é?! Como eu disse, sou uma pessoa ocupada, infelizmente sou obrigado a perder meu tempo vindo aqui frequentemente, mas não hoje!
— Espere Aller! — Gritou uma garota, saindo do aglomerado de alunos. — Você é realmente patético, acha que está no direito de agir assim?
— Luna?! Então você está nessa classe... É só um mal entendido... Não se irrite por favor, me desculpe... Acho que meu compromisso pode esperar.
“Cada aquele ar de superior de momentos atrás? Isso é sério?”
Após Aller, o professor chamou mais 5 nomes, com personalidades aparentemente entediantes e habilidades medíocres que não prenderam minha atenção, com exceção de uma garota chamada Hanzi, cuja habilidade era unicamente produzir pequenas quantidades de Hélio, e ainda assim ela sonhava em ser útil em batalha. Certamente tola.
— Edron Merinde...
Eu já conhecia muito bem a habilidade de Edron, era algo que o colocava em pé de igualdade comigo em questão de força, além de ser um poder muito dinâmico com inúmeras possibilidades de utilização, por isso criei expectativas na forma em que ele iria se apresentar.
— Eu sou Edron, tenho 16 anos e bom... Diferente da maioria aqui, eu não tenho uma família famosa e incrível, nem o desejo intenso de ser blaster. Vejamos, se fosse para colocar em palavras, eu diria que meu desejo seria ficar forte o suficiente para proteger tudo que me é importante. Ultimamente, tenho tido a impressão de que perdi algo importante e isso me irrita, então não quero que isso se torne real eu acho... — Falou com uma expressão triste. — Bom, acho que já falei muito sobre mim, vamos ao que realmente interessa. Basicamente, eu posso controlar todos os elementos químicos do meu corpo, alterando a formação celular, ou as multiplicando. Eu não sei se fui claro o suficiente, mas acho que demonstrar é mais simples...
Se aproximando de um dos manequins, Edron estendeu seu braço direito o deixando a mostra de todos que o observavam.
— Em cada célula sanguínea existem pequenas quantidades de ferro, tendo isso como base, é possível realizar algo como isso.
Seu braço estendido, começou a ser coberto por uma camada de ferro, até chegar nos dedos, como uma fina luva. Em seguida, Edron usou o membro transformado e agarrou a cabeça do manequim mais próximo.
— Eu não deveria mostrar isso dessa forma...
Em um único instante, a cabeça do manequim que Edron segurava foi esmagada, o que causou um pequeno choque em quem via
“Bom, isso é o mínimo.”
— É... Como eu digo isso... Apesar de meu poder ser ridiculamente forte em uma luta, eu não sou uma pessoa de brigar ou algo do tipo. Na verdade eu odeio me envolver em lutar sem sentido, então espero que todos possamos nos dar bem e aproveitar esse ano! — Completou abrindo um largo sorriso em seu rosto achatado.
Mesmo estando um pouco afastado dos demais alunos, eu pude escutar meninas com Edron, cochichando coisas como: — Essa não, acho que me apaixonei; — Não é? Esse corpo, essa pele, esse sorriso, e além de tudo parece ser confiável e um amor de pessoa!; — Ele possui um grande poder mas não é arrogante, por favor me proteja também!
— E ai? Como eu fui? — Questionou Edron se aproximando.
— Bem, bem até demais.
— Sério? Muito bom! — Exclamou contente.
Mais nomes da lista foram chamados, mas novamente, nada realmente interessante estava sendo demonstrado, o que me fez pensar na grande perca de tempo que aquilo estava sendo. Até que o professor chamou um nome que ganhou a atenção pelo ocorrido de mais cedo.
— Luna Sidric...
Baixa, cabelos longos e loiros e brilhantes olhos azuis, Luna a garota que havia dado um sermão em Aller mais cedo, se dirigiu ao fundo da quadra e iniciou sua apresentação.
— Meu nome é Luna Sidric, tenho 16 anos. Tenho certeza que todos aqui conhecem a família Sidric então irei direto ao ponto. Eu não estou aqui para brincar de amizade, tenho o objetivo de criar a equipe mais forte, me tornar blaster e honrar o nome de minha família. Não sei se todos aqui possuem esse conhecimento, mas equipes que se destacam aqui, se tornam unidades de blaster com grande valor para país, sendo assim esse é meu objetivo máximo aqui. — Disse com um olhar firme e confiante.
— Você sabia disso Edron? — Questionei.
— Não, é a primeira vez que escuto algo do tipo.
— Sobre minha habilidade, ela vem de uma anomalia genética. Eu controlo moléculas de H20, porém essa anomalia resfria tais moléculas em temperaturas baixíssimas, criando um gelo resistente ao calor e a choques.
Sem demora, Luna demonstrou seu poder, criando várias estacas de gelo, que perfuraram os alvos com facilidade e rapidez. A forma com que ela manipulava o gelo era elegante e precisa, seu corpo tinha total sincronia com sua habilidade, e seus olhos brilhavam juntamente com o gelo. Ela fazia parecer simples o processo de controle de tal habilidade.
— Para ser sincera, estou decepcionada com o nível da classe, e acredito estar vários níveis acima de todos, mas espero termos uma boa relação com todos. — Concluiu.
— Se interessou? — Perguntou Edron.
— Ela é forte, e o que ela disse não foram somente palavras vazias, porém ela está sendo presunçosa demais achando que é tão superior aos demais.
— Não foi o que perguntei, mas ok.
Logo em sequência, outra garota interessante foi chamada, garota esta que acabou chamando muito a atenção de Edron.
— Lutic Heliel...
Ao ouvir o nome da garota, o resto da classe pareceu em pânico, incluindo Edron.
— Era isso! Se lembra quando falei que parecia que havia algo estranho na lista? É isso! A família Sidric e a família Heliel são inimigas juradas! Isso com certeza não vai prestar.
— HAHAHA! Vocês deveriam se olhar no espelho, sério! — Disse Lutic gargalhando. — Eu sou Lutic Heliel, tenho 15 anos e primeiramente, vou desfazer o mal entendido que suas mentes criaram... Eu e aquela garota metida e prepotente que se apresentou a pouco somos melhores amigas! HAHAHA! Olha a cara de espanto de vocês! Isso é muito hilário!
“Qual é a dessa garota?”
— Nossas famílias são inimigos mortais? Eu não ligo! Ela não liga! Na real, NINGUÉM LIGA! Quer dizer, nossas famílias ligam, mas é, vocês entenderam. Meu objetivo aqui é me divertir ao máximo possível, mas não me levem a mal, isso não quer dizer que estou aqui de brincadeira. Quero me tornar blaster? Sim! Quero trazer honra a minha família? Claro! Mas eu quero fazer isso me divertindo! — Disse sorrindo.
Lutic, que tinha longos cabelos escorridos e negros e olhos dourados, parecia totalmente despreocupada enquanto ria de toda classe, que parecia bem confusa.
— Cara... CARA... — Disse Edron.
— O que foi?
— Eu quero proteger esse sorriso!
— E o que eu tenho com isso? — Questionei olhando para seu rosto. — Você está babando! Se porte como um humano, idiota!
— Isso é tudo! A, espera... Eu não falei nada sobre minha habilidade, já ia me esquecendo... Aproveitando a explicação que se apresentou mais cedo, acho que o nome dele era Edron? O cara que esmagou a cabeça do manequim, vocês deve lembrar! Aproveitando a explicação dele eu vou falar sobre a minha habilidade. Controle de células, blá blá blá, é basicamente o mesmo, mas não posso modificar meu corpo com tanta liberdade... Porém posso fazer isso!
Dois amontoados do que pareciam ser células apareceram do lado de Lutic naquele momento, e em uma velocidade absurda foram tomando forma até se tornarem clones, vestidos em mantos vermelhos. Com seus clones, Lutic partiu pra cima dos alvos e os derrubou na mão, abusando de sua agilidade.
— A propósito, a roupa que meus clones usam, vem do próprio sangue delas, e não! Elas não possuem genitália. Espero me dar bem com todos e fazer deste ano o melhor ano de nossas vidas!
— Ela é incrível... E você ouviu? Ela lembrou do meu nome!
— É uma habilidade impressionante realmente, mas estou curioso sobre a foice que ela carrega, não é todo dia que você vê alguém carregando algo como aquilo.
A partir disso, não demorou muito até eu ser chamado. Sem enrolar, me dirigi ao fundo da quadra para minha apresentação. Apresentação essa que tinha um objetivo bem claro, me colocar em uma zona de conforto, bem longe de qualquer futilidade.
— Eu sou Rinigo Layer, tenho 16 anos e vou ser bem claro. Todos vocês que pretendem ser blasters, todos sem exceção, não importa qual o motivo. Todos vocês não passam de tolos! Proteger o país? Honrar suas famílias? Eu não escuto tanta merda a um bom tempo! Todos se encheram de confiança pra despejar tamanha besteira aqui, sem ao menos entender a realidade! Vocês não passam de lixo! Não podem nem sonhar em chegar no meu nível! — Falei em alto e bom som.
Saquei minha katana, feita com ligas de tungstênio para resistir ao calor de minhas chamas e então a encobri, utilizando minha habilidade.
— Esse é o meu poder... Eu produzo e controlo chamas negras! É um poder inexplicável, chamas que queimam tudo que tocam, sem exceção.
Usando minha katana, coberta pelas chamas, me aproximei dos alvos e os acertei com leves golpes. As chamas rapidamente impregnaram os bonecos que derreteram com facilidade.
— Eu não espero nada de vocês, se alguém ousar me incomodar, irá queimar como aqueles manequins, fim.
Enquanto voltava para onde estava, todos me encaravam com receio, uma reação normal. Todavia, não demorou muito até que eu fosse surpreendido.
Saindo do meio do restante dos alunos, Luna veio ao meu encontro. Sua expressão mostrava o quão irritada ela ficou ao ouvir minhas palavras.
— Olhem para mim! Eu sou o lorde das trevas, controlo chamas negras e irei queimar todos! Me temam lixos imundo! ... Sério mesmo? Quantos anos você tem? 10? Tem alguma noção de ridículo? — Falou em tom de deboche.
— Essa não! Isso é muito engraçado! — Disse Lutic também saindo do meio do restante. — Lu, tome cuidado! O lorde das trevas não parece feliz!
“Irritante”
— Saia do caminho. — Falei olhando em seu olho e dando um passo à frente.
— Vai me ignorar? Que estranho, achei que qualquer um que lhe incomodasse ria ser queimado...
— Qual era seu nome mesmo? Luna?
— Oh! E pensar que o grande lorde das trevas se lembraria do nome de uma tola que quer se tornar blaster... Estou honrada!
— Entendo... Então era isso, ficou irritada com o que eu disse? A realidade machuca, não?
— A única coisa que machuca são meus olhos quando vejo você. Cabelo, olhos, katana, casaco, tudo preto. Isso é algum tipo de fetiche com a cor?
— O que pensam que estão fazendo! — Gritou o professor de longe.
— Se acalmem... Veja o professor está ficando irritado. — Disse Edron se aproximando.
— Nesse caso serei direta. Rinigo Layer, se junte a minha equipe! — Disse Luna dando mais um passo em minha direção.
— Hã? Você é idiota?
— Sabe... Você não está exatamente errado, seguir o caminho de um blaster é tolice. Mas diante de um cenário de guerra, é algo necessário. É algo muito além de honra, patriotismo. As pessoas lutam para proteger algo. Se você é uma pessoa vazia, que não possui nada, não tem o direito de zombar das pessoas que estão aqui.
— Besteira! Se sacrificar pelo país não vai proteger nada!
— Pode ser verdade. Deveríamos nos focar em como evitar uma guerra e não em como lutar em uma. Mas nesse caso, o que você está fazendo? Debochar de outros não vai ajudar.
“Essa garota não é tão superficial quanto parece...”
— Eu não estou fazendo nada, eu não ligo! Por mim que todos se explodam juntos com a merda desse país! Como você disse, eu sou uma pessoa vazia não é?
— Sim, e é por isso que eu quero que se junte a equipe. Mudarei sua mentalidade, farei você enxergar a realidade.
— Boa sorte com isso, irá precisar! Tudo bem, irei me juntar, na verdade isso é bem conveniente... “Parece que resolvi um grande problema...”
— Inacreditável! — Exclamou Edron espantado.
— O que é inacreditável? De toda forma, somos 4 agora Lu! Quer dizer... se estiver tudo bem pra você... — Disse Lutic encarando Edron.
— Tudo bem? Está tudo ótimo! Maravilhoso! Sério, isso só pode ser um sonho...
— Eu já tenho em mente quem vai ser a última pessoa, mas pelo visto ele não está aqui... — Disse Luna observando os arredores.
“Não está? Achei que seria Aller, mas pelo visto estava enganado.”
— Professor, desculpa toda essa confusão, mas tenho uma pergunta. Sillion Yuudai faz parte dessa classe, não?
— Não faço ideia de como tem acesso a essa informação, afinal seu nome não está na lista divulgada, mas sim, faz. Se acabaram de discutir, voltem para seus lugares, estão atrapalhando. — Disse o professor em tom de irritação.
— Ei Edron, vou voltar pro dormitório, preciso processar o que aconteceu aqui... — Disse cochichando enquanto o professor chamava o próximo nome.
— Provavelmente depois disso teremos a apresentação do colégio, mas tudo bem, lhe darei cobertura.
— Deixo isso com você, até.
“Tsc, o que raios foi isso... Que besteira”.
Fale com o autor