Era você

4 Your eyes.


Notas iniciais
Mais um capítulo! *----* Espero que gostem.

LEGENDA:

Itálico — pensamento

Negrito — sonho/lembrança

...x...x...x...x...x...x...x...x...x...x...x...x...x...x...x...x...x...x...x...x...x...x...

Olhei para aquela maldita carta mais uma vez. Estava incomodada e sabia que não podia me dar ao luxo de usar a desculpa de que não podia escrever, porque era destra.

Sentei na escrivaninha e puxei um caderno qualquer que estava lá.

...

— Sabe o que eu acho engraçado? — comentei enquanto entrava na cozinha.

— Não querida, eu não tenho o dom da adivinhação. — minha mãe estava de costas para mim, lavando a louça.

— O fato de ninguém me levar até o meu apartamento. Não faço ideia de onde fica! E por que vocês não me contaram? — percebi que ela parou e respirou fundo.

— Nós não apoiamos sua decisão. Nos acostumamos, mas não apoiamos. Estávamos esperando você se recuperar totalmente para lhe contar.

— Por que não apoiaram? É uma conquista muito grande, achei que ficariam felizes.

— Você saiu de casa sem razão aparente. Simplesmente chegou um dia aqui em casa, empacotou suas coisas e foi embora dizendo apenas "vocês estarão melhor sem mim". — ela voltou a lavar a louça e nenhuma palavra foi dita.

...

Vocês estarão melhor sem mim.

Essas palavras não saiam da minha mente. O que raios, eu quis dizer com isso? Me ajeitei melhor entre as raízes da árvore sagrada e voltei a acariciar Buyo. Preciso de mais informações.

...

— E então? — esperei o mais pacientemente que a minha impaciência permitiu.

— Não sei do que esta falando. — ele desviou o olhar, então percebi que ele estava mentindo.

— Hey!

— Se reclamar vai ser pior! — segurei sua orelha esquerda e o puxei para a escada nos fundos da casa. — Conte logo Taisho InuYasha. — ordenei. Ele esfregou o local dolorido.

— Poxa Ka! Você sabe que as minhas orelhas são sensíveis! — ele fez muxoxo. Continuei encarando-o. Ele respirou fundo e olhou pra mim. — Não sou a melhor pessoa pra falar sobre isso, mas você mudou muito desde que começou a trabalhar no estúdio e a namorar Banryu. O real motivo de você ter saído de casa, eu não sei, mas talvez Sesshoumaru saiba.

— O que eu comentava sobre?

— Não muita coisa. Nesses meses que você morou lá, só fui duas vezes no máximo. Você preferia vir aqui em casa.

— Você me leva lá?

— Claro! Você tem a chave?

— Não. Mas eu sei quem tem.

...

— Vamos logo, Sango! Pare de me enrolar! Eu sei que você tem uma cópia da chave! — estávamos na pequena sala de estar da casa dela, todos sentados no tapete.

— Por que você acha que nós temos Kagome?

— Por que seria uma coisa que eu faria, sem pensar duas vezes Miroku. — ouvi Sango bufando mais uma vez.

— Eu não tenho chave nenhuma, mulher! Até brigamos por causa disso. — ela olhou zangada pra mim.

— Eu tenho da sua? — perguntei. Ela balançou a cabeça em negação. — Então estamos quites. — fechei os olhos e apertei o osso do meu nariz.

— Sesshoumaru. — ouvi ela dizer. — Ele tem.

...

— Senhor Taisho? Senhorita Higurashi? — Keiko-sam, a governanta da casa de Sesshy e Rin, se espantou quando nos viu.

— Boa noite Keiko! — Inu tomou a frente da situação. — Meu irmão ou minha cunhada estão?

— Não. — ela nos deu passagem e nos guiou até a sala de estar. — Eles foram a um evento beneficente, já devem estar chegando.

— Entendo. — ele balançou a cabeça concordando.

— Se vocês quiserem esperar, posso trazer chá e biscoitos. — ela ofereceu.

— Seria ótimo, obrigado. — disse. Ela fez uma pequena reverência e saiu. Fechei os olhos e recostei no encosto do sofá.

— Não fique assim, Ka. — Inu passou o braço pelos meus ombros e eu recostei minha cabeça em seu ombro. — Vamos descobrir o que você tanto escondia. — ele brincou tentando me animar, mas só fez com que eu me aconchegasse ainda mais nele, procurando apoio. Ouvi a voz de Rin no Hall.

— Ei cunhadinha!

— Inu-kun! Ka-chan! — ela nos abraçou enquanto nos cumprimentava.

— Traste. — Sesshy cumprimentou Inu, sem fazer nenhum movimento.

— Idiota. — Inu respondeu sorrindo. Terminei de abraçar Rin e encarei Sesshoumaru. Ele olhava pra mim.

— Viemos saber se vocês tem a chave do apartamento da Ka.

— Nós temos? — Rin perguntou ao esposo. Ele continuou olhando pra mim por alguns segundos, para logo em seguida nos dar as costas e sair da sala.

Olhei para Inu e Rin, mas eles estavam tão perdidos quanto eu.

...

— Não parece que está abandonado a quase seis meses. — comentei assim que entrei no pequeno apartamento localizado em uma área relativamente boa no Centro de Tóquio.

— Keiko vem aqui uma vez por mês e limpa tudo. — Sesshoumaru respondeu.

— Como eu não sabia disso? — Rin se virou para o esposo.

— Nem Kagome sabia. — percebi que enquanto falava Sesshoumaru olhou para InuYasha, como eles sempre faziam quando 'conversavam'.

— Cunhadinha, vamos ver se tem alguma coisa pra comer aqui? — InuYasha começou a puxar Rin pela mão.

— Por que eu? — ela estava tão confusa quanto eu — A casa é dela!

— Eu sou ótimo pra achar comida e você é a melhor cozinheira que conheço. — ele respondeu a pergunta dela.

— Hey! — foi a minha vez de protestar.

— Você é instável, Ka! Eu sei que posso confiar no dom da Rin porque é garantia de comida boa! — ambos sumiram pela sala de jantar. Voltei minha atenção para Sesshy, ele era o único que poderia me dar respostas. Caminhamos até a pequena varanda.

— Eu preciso esperar que Bankotsu volte, para que ele te esclareça as partes que eu não sei. Mas o pouco que você me contou foi que, por estar envolvida diretamente com ele, você estava sendo alvo de ameaças, ou algo assim.

— Você não tem certeza?

— Tive que te embebedar para conseguir isso. — o encarei abismada e lhe dei um tapa no braço, porém não fez com que aquela expressão de calma e frieza saísse de seu rosto.

Olhei para a vista que a varanda nos proporcionava. Então, eu sai de casa porque estava sendo ameaçada? Isso não faz sentido. Eu ficaria mais segura em casa.

— Assim que Bankotsu chegar, vamos resolver isso. Também estive preocupado esse tempo todo e sei que vocês estão escondendo algo de mim.

— Pena que eu não sou mais útil. — cruzei os braços e olhei para Sesshoumaru — Pare de me olhar assim! — ele continuou me encarando. Não aguentei e entrei à procura de InuYasha, passei pela sala de jantar e assim que cheguei à cozinha, parei.

Novamente a sensação de estar vendo um filme voltou, fazendo com que a visão de Rin e InuYasha se confundisse com a minha própria.

— Dois dias seguidos! — vi ele entrar na cozinha e me abraçar por trás — Posso saber o motivo de tanto bom humor? — recebi um beijo estalado no pescoço.

— Ban, não! — aquela eu tentou se desvencilhar, mas foi em vão. Ouvi a risada dele mais uma vez — Eu estou cortando as coisas, não faça isso novamente, por favor.

— Isso o quê?

— Me abraçar por trás enquanto estou cortando coisas! — ouvi, novamente, a risada grave dele.

— Tudo bem, tudo bem. — ele se afastou de mim e recostou na pia, ao meu lado — O que está preparando?

— Frango Xadrez.

— Kagome? — ouvi, distante, a voz de Sesshoumaru.

— Ka! — ele retirou os utensílios de minha mão, me segurou pela cintura, enquanto me rodava pela pequena cozinha. Ouvi minha própria risada se misturando à dele — Frango xadrez? Frango xadrez? — ele parou e começou a fazer cócegas em mim.

— Para Ban! — me vi tentando desvencilhar de seus braços, rindo ainda — Preciso terminar se quiser que tudo esteja pronto pra quando Sesshoumaru e Rin chegarem!

— Você está preparando o meu prato favorito! Acho que eles podem esperar. — ele se aproximou de mim e me beijou.

— Kagome? — senti meus ombros serem levemente balançados. Fechei os olhos, tentando fazer com que meus pensamentos se organizassem e quando os abri novamente, Sesshoumaru estava parado na minha frente.

Encarei aqueles olhos âmbar por segundos e voltei a olhar para a cozinha, mas ao invés de ver Bankotsu e eu, vi Rin e InuYasha me olhando preocupados.

— O quê houve? — perguntei.

— Eu que te pergunto. — InuYasha saiu detrás da bancada e veio até mim — O quê houve? Você ficou parada, feito uma árvore. Achei que fosse desmaiar ou coisa do tipo.

— Frango xadrez. — sussurrei.

— Frango xadrez? — InuYasha perguntou — Ka, vem aqui. — ele apoiou os braços em meus ombros e começou a me guiar para fora da cozinha.

— Do que você se lembrou? — a pergunta de Sesshoumaru me fez parar. Olhei para onde ele estava e Rin o havia alcançado.

— Como?

— Você se lembrou do dia em que viemos aqui e você fez frango xadrez? — Rin estava esperando ansiosa por minha resposta. Abaixei os olhos.

— Acho que sim, não sei. — apoiei a testa na palma de minha mão. Deixei que InuYasha me conduzisse até a sala, me sentei no sofá, fechei os olhos e repassei a cena que tinha presenciado. Senti que Inu ainda estava ao meu lado porém nada falava — É muito estranho isso. — sussurrei.

— O quê?

— A lembrança que tive... — parei e abri meus olhos encarando o chão — É tão banal, tão corriqueira. Não é aquele tipo de lembrança que te faz rir ou chorar... é simples. — ele me abraçou e eu respirei fundo.

— E você esperava o quê? — ele soltou uma curta risada — Que ele tivesse feito uma serenata pra você com Mariachis tocando músicas de anime ao fundo? — até eu sorri imaginando a cena e me aconcheguei melhor nele — Quando se ama alguém, até as mínimas coisas são marcantes.

— Desde quando você se tornou tão sábio?

— Desde que eu me tornei memoricamente mais velho que você. — não consegui segurar a risada.

— Memoricamente?

— Sim, você perdeu a memória e voltou a ter 22 anos. Eu tenho 24 anos de memórias completas, logo, sou mais velho que você memoricamente.

— Meu Kami! — dei um tapa em minha testa enquanto ria das besteiras que saiam da boca de Inu.

— Quer conhecer o restante do apartamento? — ouvi Rin e aceitei.

Fomos para o pequeno corredor e logo viramos à esquerda. Logo percebi que estava em meu quarto. Tons pastéis eram contrastadas com objetos de cores vibrantes. Uma escrivaninha e estante com pilhas de livros, cortina blackout e uma cama lotada de travesseiros — Agora sim estamos falando a minha língua.

— Você parecia estar preparada para passar várias horas por aqui. — Rin comentou enquanto analisava os livros. Abri o guarda-roupas e vi algumas de minhas peças favoritas ali.

— É bem provável. Posso ficar horas aqui e nem ver o tempo passar. — ela balançou a cabeça em negativa à minha afirmação.

— Não consigo ficar trancada assim. — ela mexeu os ombros — O restante da casa você já viu. Vamos ver se os rapazes estão vigiando a comida?

...

— Cheguei!

— Papai e mamãe já foram dormir.

— E você ainda acordado? — me sentei ao lado de Souta.

— Amanhã é sábado, mana! — ele respondeu concentrado no filme que passava. Fui até a cozinha, fiz pipoca e voltei à sala pra passar um tempinho com uns dos meus caçulas favoritos.

...

— Bom dia! — cumprimentei a todos que já estavam tomando café.

— Bom dia. — minha mãe me cumprimentou — Dormiu bem?

— Sim. — respondi enquanto bocejava.

— Que bom! Preciso que você vá à mercearia e compre algumas coisas para mim, por favor.

Fiz meu desjejum tranquilamente e segui para o pequeno mercado próximo ao templo. Espinafre, tomate e cenoura. Lembrava os itens que precisava comprar.

— Vamos lá, Hikahi-sam! Sei que você tem coisas fresquinhas pra mim, não tem? — vi um rapaz de costas para mim, conversando com a Hikahi-sam. Ele era da altura de InuYasha e cabelo preto preso em uma longa trança. Eu já ouvi essa voz antes. Parece com a do...

— Higurashi! — olhei para Takahashi-sam, esposo de Hikahi-sam.

— Bom dia Takahashi-sam. — fiz uma pequena reverência.

— Posso te ajudar em alguma coisa?

— Sim, — olhei para o local que eles estavam e não os vi novamente. Mas... Fiquei parada olhando.

— Higurashi? — virei assustada.

— Sim?

— Me fale em que posso te ajudar. — ele insistiu. Dei uma rápida olhada para o local novamente. Pare de achar que qualquer cara é ele. Respirei fundo e pedi as verduras e os legumes que precisava. Ele me entregou as coisas e eu o agradeci pelo atendimento.

— Obrigada Takahashi-sam. — fiz uma reverência e saí da pequena mercearia. Não recebi resposta da carta ainda... Claro! Mandei semana passada! Idiota! Pare de ficar se xingando!

— Estava com saudades das suas caretas. — parei e encarei um rapaz com cabelos escuros na altura da nuca. Ele estava parado, escorado na parede, com os braços cruzados e uma das pernas dobradas, apoiando na parede — Não se lembra de mim, Higurashi?

— Não, me desculpe, mas não me lembro. — vi ele se desencostar da parede e minha mente ligou um alerta. Ele se movia de forma muito calculada e fazia com que o meu corpo se preparasse para uma corrida — Poderia me ajudar a lembrar? — tentei soar o mais natural possível, mas minha voz falhou na última palavra. E pela forma que ele me olha, acho que percebeu meu estado de alerta.

— Tem certeza? — ele deu um passo em minha direção e eu automaticamente me afastei — Pois a impressão que eu tenho é que você se lembra. — dei mais um passo pra trás, me choquei com algo sólido e gelei. Outro?

— Suikotsu. Fazia tempo que eu não o via. — essa voz... A pessoa em que eu havia esbarrado passou o braço protetoramente pelos meus ombros — Voltou quando?

— Sempre estive por aqui. Sabe qual é o meu trabalho, Banryu. — Banryu...? Ouvir aquele nome fez com que meu coração falhasse uma batida. — Além do mais, sabe que continuam de olho nela.

— Já resolvemos isso. Não há motivos para que continuem.

— Ordens são ordens. — Suikotsu mexeu os ombros — Assim que tiver um tempo, passe por lá. O chefe vai gostar de vê-lo.

Vi o rapaz virar e se afastar, mas mesmo assim não consegui relaxar. Senti que Banryu também estava inquieto, me distanciei dele e olhei diretamente em seus olhos. São os mesmos que vi em minhas lembranças. Ele passou a mão pela franja e deixou um resmungo escapar. Ele continuou inquieto e eu esperei. Esperei que ele me desse uma resposta convincente, que me explicasse o que ele estava fazendo ali, mas tudo que ele se fez foi evitar olhar pra mim.

— Não precisa me olhar dessa forma. — ele mexeu no cabelo mais uma vez.

— Como?

— Como se visse um fantasma.

— E como você esperava que eu reagisse? Faz quanto tempo que você voltou? — ele olhou para os dois lados da rua, segurou minha mão e começou a me puxar em direção ao templo — O que você pensa que está fazendo? — continuei sendo ignorada e decidi que também o ignoraria.

Subimos boa parte da escadaria e antes que chegássemos ao topo, curvamos para esquerda entrando na vegetação. Banryu só parou quando chegamos a uma clareira que ficava atrás da casa do poço. Puxei meu braço com força, coloquei as sacolas no chão e o observei. Ele estava da mesma forma que me recordava, tanto dos meus sonhos quanto de minhas lembranças. Não sei quanto tempo ficamos ali, mas por fim eu desisti de ficar quieta enquanto ele andava de um lado para o outro.

— Vai continuar cavando o chão ou vai responder as minhas perguntas? — cruzei os braços e ele bufou.

— Não é tão fácil quanto parece. Justificar o que fiz ou o porquê fiz. — ele olhou pra mim rapidamente sem perder o ritmo do vai e vem.

— Se você se acalmar talvez consiga me explicar. — ele sorriu. Mas não era como antes, um sorriso descontraído, e sim sarcástico. Como, raios, eu sei quais os tipos de sorriso dele? Balancei a cabeça de um lado para o outro.

— Eu nunca voltei pra Londres. Estou aqui desde o seu acidente. — ele nem se quer olhou pra mim ao falar, o que me deixou irritada, brava e frustrada.

— PARA! — ele olhou assustado pra mim. Andei até ele pisando duro e o empurrei — Eu fiquei 2 meses em coma e faz quase 4 meses que eu saí do hospital e esse tempo todo — senti minha garganta fechar, mas eu não ia chorar, não agora — você nunca apareceu! Onde você estava?

— Aqui. — essa simples resposta fez com que algo explodisse dentro de mim. Nem eu me reconhecia mais. O empurrei novamente, e de novo, e de novo, até que por fim ele segurou meus pulsos — Que droga Kagome! — eu forcei meus braços novamente e ele segurou com mais força — Eu não podia simplesmente aparecer! Deu um trabalhão conseguir forjar a minha volta para Londres. E você acha que foi fácil ficar só observando?! Eles precisavam acreditar que eu estava longe, que eles fossem atrás de mim. — ele me soltou e se afastou.

— Eles quem? — ele ignorou minha pergunta. Respirei fundo. Lá vem aquela maldita enxaqueca. — Alguém sabia que você estava aqui?

— Só Miroku. — foi minha vez de bufar. Isso está confuso demais... Eles...? Quem são 'eles'? Procurei uma raiz qualquer e me sentei, sentindo que o esforço fazia com que a enxaqueca aumentasse. Tirei os óculos e apertei o vão entre os meus olhos — Você está bem? — levantei a cabeça e olhei pra ele.

— Só enxaqueca. — coloquei o acessório e voltei a apoiar a testa em minhas mãos. Continuei ouvindo seus passos e me concentrei no ato de respirar.

— Miroku me falou que você perdeu a memória.

— Parte dela. Só a recente.

— Então você sabe quem eu sou?

— Só sei por fotos ou pelo que me falaram. — levantei a cabeça e olhei diretamente pra ele — Mas você continua sendo um estranho. — sei que minhas palavras foram duras, mas não estava com paciência para florear diálogos. Ele parou e me encarou. Golpe baixo, Kagome. Golpe baixo.

— Entendo. — ele passou a mão novamente pelo cabelo — Não posso explicar tudo agora, tenho que resolver o acontecimento de hoje.

— Quando?

— Hãm?

— Quando você vai poder me explicar?

— Assim que resolver isso. — ele pegou minhas sacolas e me entregou.

— Vai ser assim? Você vai simplesmente virar as costas e sair como se nada tivesse acontecido?

— Tudo ao seu tempo, Higurashi. — ele disse já saindo da clareira e se embrenhando na mata. Fiquei alguns minutos tentando regularizar minha respiração. Calma Kagome. Respira. Não faça escândalos, nem drama... Ele apareceu. Fique feliz. Passei novamente a palma da mão sobre a testa. Não vou ganhar nada ficando aqui.

Notas finais
Olá pessoas! Aleluia! o/ Finalmente o nosso Bandelícia apareceu na área! *Momento Jhully YouTuber* Caso tenham alguma dúvida, sugestões, críticas (peguem leve #Please) ou comentários, podem mandar pra mim que responderei o melhor que conseguir :D P.s.: E se tiver algum erro, por favor, me avisem ^^' Até a próxima ;* #Beijos