Era uma vez uma princesa
7 Regina
Notas iniciais

“Regina isso é uma ótima notícia!” eu conto ao rei que espero um filho dele, ele fica feliz e devo dizer que Branca também. Eu saio e deixo os dois sozinhos, vou para o meu quarto, afinal era hora de mais uma lição de magia. Dou a notícia ao meu professor “Me parece que você está fazendo o mesmo que sua mãe” devo dizer que quase incinerei o crocodilo, como ele ousa nos comparar? Tudo bem uma criança muda as coisas, mas eu ainda queria acima de tudo minha vingança.
Os messes foram se passando e a noticia logo se espalhou por todo o reino, o que era totalmente previsível e sinceramente eu não me importava. Continuei com minhas aulas de magia, um fato interessante era que durante minhas lições de magia aquela criança parecia se agitar em meu ventre, contudo não contei tal fato ao meu desprezível professor.
Chegou o dia do nascimento, por Deus como é difícil pôr uma criança no mundo, mas devo dizer que quando a peguei no colo pela primeira vez, eu senti algo que a tempos eu não sentia e até mesmo me esqueci como era: amor. Como era possível amar uma criatura tão pequena assim a primeira vista? Eu realmente não sabia, apenas sentia.
Aquela criança estava me enfraquecendo, não apenas eu sabia, como Rumple também. Certa noite ele me visitou, eu estava no quarto de minha filha tentando faze-la dormir, “Vejo que vossa majestade encontrou uma nova fraqueza” ele disse em deboche, “Você está enganado meu caro Rumple, eu estou apenas acertando os últimos detalhes do meu plano contra o rei” o que de fato era verdade, porém esse plano era para ter sido posto em pratica vários meses atrás. “E posso saber qual o seu plano majestade?” eu ergui a sobrancelha “Vou matar obvio” ao som dessa frase minha filha soltou uma risadinha inocente “Vejo que vossa princesa aprecia sua maldade”.
O que eu fiz? Matei o rei, e não muito tempo depois dei um jeito de pôr o reino contra Branca de Neve. Contudo toda magia tinha um preço e eu estava pagando o meu agora, “Então eu quero que você a leve para longe” eu disse ao senhor das trevas “Vejo que o poder lhe deixou má vossa alteza” ele debochou. “Isso não é da sua conta, então temos um acordo?”
“Regina acorde!” Sou tirada daquele sonho por uma voz muito conhecida, “O que foi mãe?” eu perguntei ainda sonolenta, “Você estava tendo um pesadelo.” Oh sim um pesadelo, “Você está bem?” eu assenti “Acho que sim, era apenas uma lembrança”. Ela sentou-se ao meu lado “Posso saber qual era?” “Eu estava me lembrando da minha filha” com essa simples frase ela pareceu ficar tensa, “Eu soube que ela desapareceu” ela disse o que de fato me surpreendeu, “Como a senhora soube dela? Eu nem mesmo lhe disse que estava gravida”. “Ora Regina a notícia que a rainha esperava um herdeiro não se espalhou apenas em seu reino. Sabe eu queria ter conhecido essa menina”. Eu a encarei “E desde quando a senhora gosta de crianças?” eu disse reabrindo uma ferida antiga. “Isso não é verdade Regina” eu não resisti a ironia “Jura!?” “Talvez a senhora deva saber que eu dei minha filha ao Rumple por sua causa!” eu me exaltei. “Caso você não se lembre Regina, eu não estava lá, eu não poderia fazer mal nenhum a essa criança mesmo se eu quisesse”. “Você não, mas eu sim” acabei por confessar meu medo, “Eu estava com tanto medo, eu tinha tanto poder, e se depois de minha vingança eu não conseguisse me controlar? E se aquela menina atrapalhasse meus planos? E o maior de todos e se eu fosse uma mãe como você?” Eu despejei todas as minhas inseguranças e meus motivos que justificavam tais atos. “Me desculpe minha filha, mas eu lhe prometo que quando acabarmos com Rumple, podemos tentar encontra-la”. Eu sorri “Obrigada mãe” e a abracei.
A verdade é que eu estava tão quebrada, que quando me juntei a minha mãe nem mesmo ligava com o fato dela ter me proposto matar qualquer um, mas pelo fato de estar farta de me sentir sozinha e inútil. Obviamente pensei em matar a doce Mary Margareth, porém eu sentia já não me importar mais com ela, mesmo ela sendo irritantemente boa.
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