Era uma vez uma caçadora...

2 Capítulo 2 - Conhecendo a faculdade


Notas iniciais
Faz tempo que não escrevo, então espero que gostem. E como todas as fics curtas, essa é movida por comentáros. Obrigada!

– Não vai se atrasar se continuar na cama? — Perguntou Asheley. Meus olhos piscaram devagar na tentativa de adaptação à luz solar. O que foi completamente em vão — Prometi ao seu primo que você não ia se atrasar para a aula.

– Não posso nenhuma vezinha? – Perguntei com uma voz sonolenta e esperançosa. Acredito nem ter ouvido a resposta inteira, só entendi a parte que dizia:

– Nem no primeiro dia de faculdade!

– Ok... — Murmurei. Ouvi seus passos se distanciando e me levantei. Ainda sem abrir os olhos atravessei o closset e fui ao banheiro. Tomei um rápido banho, me enrolei na toalha e escolhi uma roupa no closset: jeans escuro e uma blusa azul com gola em V.

Troquei de roupa peguei uma mochila preenchida apenas com o estojo. Eu não tinha o material escolar ainda, fazer tudo por mim mesma era difícil. A única coisa que me ajudava era o fato de ter a quantidade de dinheiro que eu tinha, apesar de não usá-lo como muitas das garotas que conheço usam. Desci para a cozinha, coloquei o leite para ferver e fiz um sanduíche com o material que encontrei na geladeira.

– Posso pegar seu carro hoje, durante o dia? — Olhei para a Ashley que estava atrás do jornal. — Vou tomar conta das crianças dos Marvins.

– Por que você trabalha? Você tem dinheiro suficiente para mesmo depois da faculdade não precisar de tanto.

– Não sei, talvez por que quando eu tinha doze eu precisava. Acabei gostando das crianças e elas de mim... Não parecia certo parar. — Sorri e peguei a chave da Picape. — Até a noite.

– Não volte muito tarde! — Ela gritou um pouco antes de eu fechar a porta.

Quando está de manhã todas ruas são lotadas, não precisaria me preocupar em ir andando, se não fosse muito longe. A Picape estacionada na garagem era prata, portanto, quando o sol batia na lataria, refletia bastante luz, que deixaria qualquer um cego. Atingiu meus olhos, me fazendo piscar até chegar perto o suficiente para haver alguma sombra.

– Hey, vizinha! Quer me dar carona? – Procuro de onde veio esta voz familiar e olho para a cerca. E semelhante a quando iamos para a escola juntos, vi o Victor pulando-a. Meu vizinho e eu tínhamos combinado seguir a mesma faculdade. Porém, para diferentes especialidades. — Esta indo para a ACWane?

– Estou sim — Abri a porta e sentei no banco do motorista. — Pode entrar! — Gritei para Victor.

Victor Clark tinha dezenove anos, lindos cabelos e olhos negros, assim como os meus. Alto, forte, bonito, inteligente e atlético. Minha tia dizia que ele é perfeito para qualquer garota que quer um príncipe, e se não fosse Sebastian, ela iria querê-lo. Olhando-o de corpo inteiro e sabendo tanto de sua vida, eu concordei silenciosamente. Depois de dar-me um beijo no canto da boca, bagunçou meu cabelo e se ajeitou no banco.

– Você já foi nessa faculdade pessoalmente, Elizabeth? – Victor apontou para o simbolo do colégio que tinha estampado no papel em suas mãos. – Eu não. Disseram-me que são muito seletivos.

– Se fossem verdadeiramente seletivos, por que escolheriam um de nós dois? – Não tirei minha atenção da rua, nem quando o sinal ficou vermelho. – Afinal, toda faculdade é seletiva, o que faz dessa diferente?

– Não sei. – Dando de ombros, Victor passou o dedo por cima do desenho. – É estranho esse simbolo. Aqui na California a maioria dos emblemas das faculdades são suas iniciais, contudo a ACWane não...

– O que você quer dizer? – Peguei com a minha mão livre o papel e segurei perto do volante.

Um simbolo redondo com um lobo ou um cão no meio. Era principalmente preto e branco. O fundo da imagem era negro e seus desenhos brancos. Dava para ver algumas linhas por debaixo do animal e olhando rápidamente parecia um simbolo celta. Tinha alguns traços em cores, mas o desenho principal era o lobo.

– Não temos que usar uniformes, ou temos? – Assim que fiz a pergunta, não tinha certeza qual seria sua resposta dessa vez.

– Pelo o que diz no site temos uniforme na educação física, se quisermos fazer parte de algum time da faculdade e fora a isso... – Victor coçou a cabeça como se estivesse tentando se lembrar de todos os itens. – Acho que temos que usar jeans durante as aulas. Afinal, por que você não sabe de nada? Pensei que tivesse se preparado para a faculdade, como eu. – Ele olhou pela janela e isso me fez soltar sem querer:

– Amigos gays são para lembrar vocês dessas coisas...

– Linda – Victor falou sem olhar para mim. – Quantas vezes tenho que dizer que apesar de eu não ser um canalha, eu não sou gay? Terei que te provar que tenho certeza que sou homem? Porque, sinceramente, eu não me importaria. Não é só por que eu não te agarrei ou algo assim, que eu não tenha pensamentos nem um poucos romanticos na minha mente.

– Certo... Certo. – Passei pelo portão de ferro e segui alguns carros até o estacionamento. – Mas o que eu quis dizer é: você é quem me lembra das coisas. Nem sei como eu consegui vir até aqui sem me perder. – Dei de ombros e estacionei em uma vaga não tão proxima a entrada da escola. – Por acaso, você não saberia quais são minhas aulas, ou algo do gênero, saberia?

– Está pedindo demais, garota. – Saindo do carro, bateu a porta e se apoiou na janela. – Tenta ser mais atenta, não estarei por aqui te lembrando sempre de tudo.

– Sei disso... – Resmunguei e sai do carro.

Olhando ele se distanciar notei seu jeans escuro e sua blusa Polo azul escura. Se Victor comparasse meu carro aos demais carros em torno de mim, ele veria que o meu, se não era o mais antigo, era o mais barato. ‘Você pode ter tudo o que quiser”, era o que minha mãe sempre dizia apesar de sua frase acompanhar um “mas, apenas se seu pai permitir”. Tranquei o carro e coloquei a mochila em um dos meus ombros. Passei por alguns grupos que estavam no patio e fui na direção do lugar em que eu achava ser a diretoria.

Entrei em uma sala parcialmente vazia, tinha apenas a secretária sentada à mesa lendo um livro e um gato dormindo no parapeito da janela. Ambos pareciam bastantes ocupados. Sem querer interromper nem um dos dois, eu passei pelos dois e pela porta que dizia ‘diretoria’ em uma placa. Já que ninguém me interrompeu, não parecia grande coisa.

– Sim, de manha é para um tipo de estudante e a noite para outro. – Ouvi a voz de uma moça ao telefone. — Sim. Não, nós avaliamos se seu irmão é ou não... Sim, mas ele faz o teste como todos. Sim. É, ele não tem como sabe quando nem onde é o teste, apenas acontece. Não, é diferente das outra avaliações. Certo. Só depois de alguns dias de aulas normais é que começa os verdadeiros testes.

Me possicionei encostada na porta e esperei.

– Não importa se você fazia parte dos escolhidos para a noite. Sim. Talvez, se ele conseguir. Sim, mas só se ele passar para de noite, contudo, eu não tenho como reservar um quarto para ele aqui. – A moça olhou para mim e refez sua postura. – Manteremos contato de acordo como o Sr. Wans estiver se saindo. Tchau, tenha um bom dia. – Desligando o telefone os olhos penetrantes azuis da mulher me encaram. – Pois não?

Notei que eu também a encarava. – Ahr... Desculpa interromper. Só queria pedir meus horarios e todo o resto.

– Você só precisa preencher algumas das atividades que tiver opção, outras são obrigatórias. – A moça se levantou. Seus cachos eram ruivos e seus olhos eram tão azuis quanto o mar. Não parecia ter mais de quarenta anos e seus óculos estavam localizados em cima da cabeça, parecia mais que era um enfeite do que um objeto de necessidade. Depois de mexer em alguns papeis me entregou um. – Aqui está. Leia, e grave-o. Esse será o seu horário, qualquer dúvida pergunte a senhorita Linda, na secretaria. Só precisa escolher as atividades opcionais até o final do mês, logo não precisa se preocupar com isso agora.

– Obrigada. – Acenti, com a cabeça, a tudo o que a Sra. disse e depois me encaminhei até a porta.

– Meu nome é Rosett, você não me perguntou. – Ela apressousse a dizer. – Você está na terceria casta. Seu simbolo é o touro, está ai no papel. A faculdade termina na sétima casta. Seu nome é Elizabeth Katsu?

Concordei com a cabeça, este é o sobrenome da Asheley, e me virei para encara-la antes que Rosett pensasse que eu não estava ouvindo. – Mais alguma coisa?

– Eu darei a sua aula de Biologia, então nos veremos na quinta. – Rosett voltou para atrás da mesa e se sentou, levando o telefone ao ouvido, mas antes de falar algo acenou com a cabeça para mim, indicando que eu estava sendo liberada.

Parece que estou com doze anos de novo, entrando na escola nova. Sendo a aluna nova e esquisita. Pensei e ao sai pela porta notei que ela fez um barrulho fino, contudo nem o gato acordou, nem a secretária tirou o olhar da sua leitura.

Olhando para o horário conferi meus horários de segunda feita, que era hoje.

Primmeira aula – Quimica ------ Kevin Poll

Segunda aula – Arte ------ Lia Jey

– Teatro ------ Jack Diun

– Esgrima ------ Charles Fox

Terceira aula – Física ------ Eddy Crew

Quarta aula – Matemática Especifica ------ Ema Sheppy

Quinta aula – História Geral ------ Christoper Alan

Apenas cinco aulas. — Poderia ter sido assim durante toda a minha vida. — Murmurei.

Olhando em volta percebi que a faculdade não era tão diferente assim da escola. Armários nos longos corredores e grupos dividídos ao longo dele. O lado bom era as salas com nomes da matéria em vez de números. Aleluía! Eu não iria me perder.

Posso não ser como a minha família, e as famílias amigas do meu pai, mas tenho bons instintos. E quando vi aquela loira oxigenada vindo em minha direção... eu já estava pronta para me defender.

– Samantha Prades. – Sorriu a garota, com muito brílho labial e gloss. – E essas perfeitas ao meu lado são as mais lindas das líderes de torcida.

Cumprimentei cada uma delas com o sorriso mais amigável que consegui até voltar a encarar a garota na minha frente. Vestida de blusa rosa flusflorecente e uma saia justa. – É um prazer. – Completo com o que elas querem ouvir. – São realmente muito bonitas.

– Nós sabemos. – Diz a mais alta. Apesar do corpo definido, não tinha um rosto tão bonito assim. – Nós descobrimos que tem uma Pulante, então viemos dar uma olhada.

– Uma Pulante? – Meu rosto trasparece a minha dúvida.

– É nome que damos àquelas pessoas que entram em castas superiores. – Samantha tentou continuar com o sorriso, mas era vizivel que ela não era uma dessas pessoas.

– Então... Como você subornou Rosett? – Soltou a única loira natural das seis garotas na minha frente. – A propósito, meu nome é Alma.

Vi que todas as meninas olharam para ela com ódio estampado no rosto. Senti pena. – Ninguém liga para o seu nome, idiota. – Murmurou uma das garotas, porém, fingi não ver.

Como boa Caçadora, tenho instintos. Animalescos, para ser sincera. Como dizer isso de uma maneira bonita... Cada um de nós tem dom de rastramento para um tipo especifico de espécie. Você deve está perguntando se é para espécie como cães, tigres e lobos. Mas, não é bem assim. Caçamos seres do submundo. Todos os tipos. Apenas temos dons para caçar um tipo de raça, então, tentamos não nos meter com outras. Porém, caso isso aconteça, sempre estamos preparados. Lutamos desde cedo, e assim que os nossos superiores percebem que estamos preparados, nós saimos em “viagem”. Não sei por que exatamente digo nós, já que diferente deles, sou quase normal.

Já caçei, é claro. E com a bença de meu pai, se não, isso não seria possível. Acontece, que também já passei por uma fase em que eu fui a presa. O que aconteceu? Me tacaram na selva, e eu tive que fugir por quase um mês. Não me caçaram por ser apenas um teste. Poucos eram os que gostavam de mim no começo. Afinal, quando fui a caça, eu tinha sete anos. E meus caçadores? Bem, tinham que ter mais de treze anos no minimo, e não havia um numero máximo de idade. E eu sobrevivi. O que isso mostrou? Que eu não era apenas filha de meu pai, mas que realmente pertencia ao grupo.

O cheiro que senti, a sensação que pulava pela minha pele, o som que vinha dentro daquele animal, me dizia uma coisa bem clara: “Não está aqui por que você pode estar, você continua conosco por que deixamos”. Samantha olhou para mim e seu sorriso continha um “Se você correr será mais divertido”.

– Então, Pulante. – Continuou a loira alta, a qual eu ainda não sabia o nome. – Você deu o que para estar aqui?

Minha vontade era de ser grossa, rude e tudo o que eu poderia ser de ruim para uma menina dessas. Mas, para quê?

– Não dei nada, simplesmente pedi meu horário, e a diretora me disse em que casta eu estava. Afinal, para me rotularem como Pulante, vocês devem estar aqui a um tempo. Em que casta estão?

– Somos da quinta casta, é claro. – Diz Samantha rindo. – Não acha que estaríamos em uma casta mais baixa que esta não é?

– Todas vocês? – Perguntei querendo me matar por continuar a conversar com as líderes de torcida. Estava sentindo que elas sugavam minha inteligência. – Impressionante.

– Não todas. – Disse a mais alta olhando para a Alma. – Essa ai é da terceira casta. Como dá para perceber, ela não é como nós, exatamente. Na verdade, está aqui por causa de sua herança na nossa irmandade.

Antes que eu queira perguntar se isso realmente existia em faculdades, me ocorreu a idéia que eu estava sozinha no meio de líderes de torcida que pareciam se alimentar da fraqueza alheia. Clark estava bebendo água no final do corredor e antes mesmo das garotas me verem olhando-o, eu me despedi. Andei rápido pelo corredor até esbarrar com ele.

– Ainda bem que te encontrei! – Digo e escuto o sinal do corredor tocar. O barulho era muito fino e parecia não ter fim.

Antes mesmo de podermos continuar a conversar, ele apontou para o sinal vermelho e deu de ombros. Sabia que não o veria até chegar em casa. Segui pelo mapa que tinha atrás da folha dos horários e finalmente cheguei a sala de Química. Na realidade era um laboratório, muito bem equipado.

– A vida selvagem é realmente muito diferente do nosso convívio doméstico. – Dizia o professor Poll escrevendo no quadro “revisão” — Os animais selvagens normalmente caçam diariamente e se alimentam de outros animais de menor porte que o seu, constituindo a famosa cadeia alimentar. – Quando se virou para a classe todos estavam sentados, menos eu. Não me deixando o interromper, apontou com os olhos para o outro lado da sala, onde havia um lugar vazio. — Devido à sua natureza, todos os animais selvagens precisam constantemente de novas caças. Há de se entender que fazem isso por instinto e não por maldade, como pensam muitas pessoas leigas.

Kevin Poll, um professor quarentão, continuou a falar sobre predadores e suas caças por mais um tempo. Todos estavam com seus livros e cadernos abertos, menos eu, de novo. Já que eu não tinha o material ainda, nem me importei pelo olhar feio que ele me fez. Ainda falando, Sr. Poll veio em minha direção trazendo um livro grosso e antigo, bateu com ele na minha mesa e continuou seu monólogo sobre o assunto.

Sozinha, tentei encontrar onde ele estava por longos cinco minutos. Ás vezes eu voltava minha atenção para ele, mas honestamente, sua voz era lenta e cansada. Eu não consegui prestar atenção em nada. Até ele perguntar ao meu lado, bem baixo: — Qual o seu nome?

– Liz. – Respondi no mesmo tom, mas quase cai da cadeira quando ele gritou.

– Porque a senhorita Liz não está anotando tudo o que estou dizendo? – Seu grito realmente me acordou, mas fiquei tão parada que provavelmente Sr. Poll achou que eu ainda estava dormindo. – Você não me escutou?

– Escutei, senhor. – Respondi de prontidão. – Só pensei que seria aula de química, não biologia. – Pelo tom de vermelho que ficou a cara do professor, preferi não continuar a falar.

– Acha que biologia não tem haver com química? – Perguntou, quer dizer, gritou.

– Com certeza tem, Sr. Poll. – Digo quase sem respirar. Parecia que eu estava no exército. – Apenas não esperava que o assunto da primeira aula fosse “caças”. – Olhei de novo em seus olhos, e parecia que eu estava provocando uma onça. Mas, na realidade, eu só não queria falar sobre um assunto que sou tão fluente.

– Você parece ter todas as respostas para as minhas perguntas, senhorita Liz. – Murmurou ele ainda vermelho de raiva. – Me explique então: Como um predador consegue pegar a sua presa?

A resposta estava na ponta da lingua, e eu não consegui me segurar ao dizer: — À medida que o tamanho da presa aumenta em relação ao do seu predador, a presa acaba se tornando mais difícil de ser capturada, e os predadores tornam-se mais hábilidosos e especializados em perseguir suas caças. – Minha voz estava no controle, pois era uma das poucas coisas que eu sabia desde criança. Uma das poucas coisas que meu pai me ensinou. – Porém, acima de certo valor os caçadores carecem de uma enorme força e velocidade suficientes para capturar presas em potencial. Os leões, por exemplo, atacarão animais de um tamanho um pouco maior que o seu, ou equivalente, mas eles não são páreos para elefantes adultos. Com as suas poderosas garras e mandíbulas, os leões podem matar e degolar presas bem maiores do que eles próprios, mas como não conseguem manter altas velocidades por distâncias muito longas, a caça bem sucedida se baseia no segredo e na surpresa. Umas poucas espécies, como, por exemplo, as hienas, os lobos e até algumas formigas caçam em equipes e, com isso, podem perseguir e pegar suas presas substancialmente maiores do que elas. – Sorri envergonhada ao notar que todos pararam de escrever para me olhar e então eu terminei: — Resumindo, os predadores conseguem suas caças por que esperam, pacientemente, e as vezes demora horas, até sua presa estar desprevinida.

Eu já achava que Kevin Poll estava muito irritado comigo, mesmo assim, alguém no fundo da sala bateu palmas, e essa atitude tomou conta da sala. Em poucos segundos todos os alunos estavam batendo palma em coro. Tive a certeza que não era pelo fato de uma novata saber a matéria, e sim, por que o Sr. Poll estava quase saindo do próprio corpo.

– Senhorita Liz – Gritou o professor acima das palmas. – Espere depois de o sinal tocar.

E foi o que eu fiz. Cada aula tinha o intervalo de meia hora, e eu tive a certeza que eu ficaria presa nessa sala durante esse período. Nesse momento tive a oportunidade de olhar para o meu futuro assassino. Ele tinha um pouco mais de um metro e oitenta, seu cabelo era bem negro e sua pele bem morena. Tive a sensação que dar aula de química não era a escolha dele para a vida. Seus olhos negros se fixaram em mim por longos minutos. Ele estava apoiado em sua mesa me encarando e por um longo momento achei que seria expulsa no primeiro dia. Mas, me equivoquei.

Sr. Poll começou a bater palma, devagar e com harmonia. E efim o vi sorrindo. Ele se virou de costas para mim e procurou entre as folhas em sua gaveta alguma coisa de plastico. Depois de encarar a folha plastificada, Kevin me entregou.

– Você não precisa saber para o que é isso. – Sua voz cansada disse. – Apenas de a folha a cada professor ao inicio da aula, e eles devolverão ao final. Terá carimbos, provavelmente, ao longo dessa folha. Na segunda-feira que vem, espero que além do fato da senhorita chegar na hora, me de esse papel com os carimbos e eu saberei o que fazer.

O pedido foi simples, entregue o papel, pegue-o mais tarde, e no final eu descobrirei qual é o seu destino, e tinha uma risada maléfica ao final. Ou meu resumo pareceu bem mais sombrio na minha mente? Independente do que fosse, eu fiz o que ele me pediu e segui para uma das minhas eletivas.

Notas finais
Vejo vocês nos comentários!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.