Era uma vez... de novo.
7 Poções da memória são um ótimo sonífero.
Notas iniciais
Ai,ai.... É, ainda estou rindo do "modo tartaruga" da Dodô. Ainda mais depois que descobri que agora eu estou um tanto mais alta que ela (não é tão pouco assim! E tira a mão do meu chocolate!), tive que rir mesmo. Quem é mesinha agora, hein? Bom, depois que nós saímos do palco, nem tive a chance de zoar com ela, porque Mary Margaret me chamou:
–- Olá! Eu só queria saber se você já se lembrou de tudo.
–- Pra falar a verdade, só do que eu vi naquele sonho.
–- Acho que podemos dar um jeito nisso....- ela olhou por cima do meu ombro e viu Hook entrar na lojinha do Sr. Gold com a Dodô (eu já falei, só vou te chamar assim! Posso continuar? Obrigada)- Na verdade, acho que o pirata e o Sr. Gold já vão fazer isso. Pode ir para o seu quarto. Até amanhã!
Não pensei duas vezes. Corri pra Vovó,fui direto pro quarto e me joguei na cama. Por sorte eu tinha ficado com a chave. Entrei no banheiro e acidentalmente me olhei no espelho. Era impressão minha ou meu cabelo estava bem maior?
Ok, aquilo me assustou. Respirei fundo e liguei aquilo a magia da cidade.
Tomei um bom banho, apanhei um pijama que estava em uma das sacolas e comecei a pentear os cabelos. Definitivamente, eles estavam bem maiores. Costumava usa-los na altura da cintura, e eles já estavam perto dos meus joelhos. E eles provavelmente cresceriam mais. Estava na metade do trabalho de fazer uma trança neles quando alguém bateu na porta.
Abri e tive a visão da dodô, mas com uma sacolinha e... Um par de saltos cor de rubi? Bom, só sei que eles a deixavam com a minha altura. Droga. Ela abriu um sorriso:
–- Pronta pra lembrar de tudo loi.... Que cabelo é esse?
–- Não sei, ele comecou a crescer. Mas me explica: como pretende me fazer lembrar de tudo e de onde vieram esses sapatos?
–- O Sr. Gold me deu dois frascos de uma poção que vai nos apagar a noite toda e vamos lembrar de tudo nos sonhos. E quanto aos sapatos, eles eram meus vans. Por isso eu gostava tanto deles.
–- Ok. Vamos lá.
Dodô tomou um banho, colocou um pijama (detalhe: os saltos não saíram dos pés dela) e se sentou na cama.
–- Pronta? Um,dois,três e...
Virei tudo de um gole.
O que posso dizer?
Não vou contar tudo, apenas algumas partes.
Parte I: eu andava pela floresta, arrastando meus cabelos, quando vi uma carruagem totalmente preta. Dela saiu... Regina?
–- Olá querida. Parece cansada, não? Deve estar perdida. Venha, pode ficar no meu castelo.
Meus instintos gritavam pra que eu fugisse, mas a fome me superou. Entrei e ela me tratou muito bem. Foi quando a carruagem parou. Avistei uma comitiva de soldados, e na frente deles, vinha uma senhorinha: minha madrasta. Saí correndo, mas eles me cercaram. Com um giro, meus cabelos agiram como um chicote (cala a boca Dorothy!) indestrutível e, ao mesmo tempo que jogava as espadas longe, derrubou todos os homens.
É. Meu cabelo tinha poderes. E era uma arma.
Parte II: estava sentada embaixo de uma árvore bebendo água quando ouvi um barulho. Imediatamente fiquei alerta, mas só o que surgiu foi um cara de uns 18 anos. Ele tinha cabelos escuros, boca perfeita e olhos verdes
–- Você é a moça que dizem andar por aqui perdida?
–- Não estou perdida. Estou fugindo.
–- De um jeito ou de outro. Inventaram algumas histórias sobre você, sabia?
–- Que tipo de invenções? -perguntei, já de má vontade.
–- Ah, quando contei que estava atrás de uma donzela aventureira para casar, me disseram que você estava fugindo a dois meses, e que derrubou todo o destacamento da rainha com um golpe... Mentiras assim.
–-Pois fique sabendo que todas essas histórias são verdade.
–- Ok, podemos fingir que sim. É bom pra fama, não? Mas cá entre nós, é impossível uma MULHER sobreviver todo esse tempo, e ainda derrubar os guardas da rainha.
Nesse ponto, eu já estava furiosa. Já tinha percebido que ele era um babaca.
–- Já que pensa assim, me dê uma espada e lute comigo.
–- Tudo bem. Já que quer perder, docinho.
–- Não. Me. Chame. De. Docinho.- disse, rangendo os dentes.
Ele me jogou uma espada. Ficou razoavelmente equilibrada na minha mão. Lutamos um pouco e em alguns golpes eu o desarmei. Ele era muito ruim, e eu tinha conseguido um bom treinamento fugindo.
–- Satisfeito?
–- M-mas isso é...
–- Impossível? Se ainda pensa assim, pode dar o fora.
–- Você perdeu uma grande chance, garota! Eu teria sido o seu príncipe prefeito!-gritou enquanto corria.
E foi assim que eu perdi o meu (suposto) príncipe.
Não vou contar o resto, era basicamente eu fugindo, lutando e caçando.
Se ignorarmos os sonhos, dormi feito pedra.
Acordei no dia seguinte e me lembrei de tudo o que eu vi. Minha vida... Lutando, caçando, sobrevivendo. Nada parecida com a das princesas da Disney.
Pulei da cama e vi Dodô ainda dormindo, então corri até ela e bati em sua cabeça com o travesseiro.
–- Ai! Rachel, eu esta... Ah... olha pra trás.
Segui seu conselho, e me assustei. As camas ficavam a cerca de um metro de distância, e meus cabelos se estendiam por todo esse pedaço e ainda tinha uma porção beeeem grande na cama.
Oh-oh.
–- Hum... Acho que posso começar meu banho.
Fui até o banheiro e coloquei toda a trança pra dentro. Soltei-o e entrei no box. Foi surpreendentemente fácil lavar aquilo tudo, era como se eu já estivesse acostumada. Coisa que é claro, eu estava. Terminei o banho e, enquanto eu desembolava as mechas, Dodô entrou no banho (larga meu cabelo! Não vou te chamar de Doti!)
Assim que terminei de fazer uma longa trança, passei umas fitinhas verdes (que estava na sacola, e eram do tamanho exato. Vai entender) por ela. Coloquei uma calça jeans, uma blusa da mesma cor das fitas e uma sapatilha. No minuto seguinte, Dorothy saiu do banheiro. Usança um jeans com uma blusa preta e coturnos vermelhos. Ergui as sombrancelhas ao ver os sapatos, e ela deu um pulinho: os coturnos viraram os saltos, depois os vans e os coturnos de novo.
–- Legal.
Saímos pela rua, e Dodô arrastando os pés. Quando abri a boca para reclamar, algo puxou meus cabelos (que estavam meio que totalmente arrastando no chão, por que eu já tinha desistido de tentar evitar isso). Quando me virei, vi um cãozinho yorkshire brincando com a ponta da trança.
–- Acho que é sua vez de olhar pra trás, Dodô...
Ela se virou e o cãozinho correu pro colo dela.
–- Totó! Oi garoto!
–- Acho que o seu arrastar dos sapatos trouxe ele aqui. -disse Henry, saindo do nada- A propósito, gostei do cabelo.-disse ele. Como sou muito madura, mostrei a língua.
Observei Dodô e Totó brincando, e tive uma ideia.
–- Isso não é justo. Também quero um bichinho...
Saí arrastando os dois até a lojinha de animais, e não demorei a escolher. Peguei uma persa branca com os olhos azuis. Sempre quis um assim, mas minha madrasta não deixava. Comprei ração, areia, casinha, brinquedos... Me custou tudo o que eu tinha nos bolsos, mas valeria a pena. E depois eu podia sacar mais, tinha a herança dos meus pais (não sei se mencionei isso antes. Estava guardando pra facul, mas...) Levei ela até a Vovó e a coloquei na cama.
–- Bem vinda, Nina.
–- Nina?- claro que era a implicante da Dodô (é, implicante sim! E fica quieta!).
–- Mais criativo que Totó.
–- Ei- disse henry, provavelmente pra apartar a briga -- estou indo lanchar com o meu pai, querem vir?
–- Claro-dissemos juntas.
Coloquei comida pra gata e seguimos para o apartamento do Neal, não muito longe dali.
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