Era uma vez : O Livro da Vida

1 Foi assim que o problema começou


Notas iniciais
Oiii gente!!!! Está aqui minha nova fic.. Espero que gostem!!!!

Na noite passada, Emma foi convidada por Hook para um jantar em seu “apartamento” na pensão da vovó. Assim que chegou, ele estava esperando -a na porta segurando uma rosa e com suas novas roupas contemporâneas. Eles entraram e por dentro do imóvel, parecia um restaurante 5 estrelas. Havia sido incrível : o pirata era realmente um exímio cozinheiro. E é claro, que quando terminaram o jantar, Emma e Hook deram uns beijos, mais nada de mais já que a loira não permitia.

Emma acordou com a melhor sensação do mundo. Ela se virou e se assustou ao ver Killian dormindo ao seu lado. Sua pele pálida brilhava com a suave luz que entrava pela pequena fresta da persiana. Seu cabelo negro como a noite estava bagunçado o que fazia lembrar um garoto de 18 anos, mas a cicatriz na bochecha indicava que havia passado por muito mais do que aparentava.

Demorou muito, mas parecia que finalmente o final feliz havia chegado : Ela tinha Henry, o filho que tanto amava;Uma família com pai, mãe e um lindo irmãozinho e Hook, além dos amigos que havia conquistado. Não havia mais maldições, encantamentos ou qualquer outra coisa que interrompesse sua vida quase comum, já que não é pra qualquer um ser a Salvadora e ter uma vida envolvida nos contos de fadas e mágica.

Seu único temor era de que aquele relacionamento se tornasse sério. Todas as vezes que tinha sentimentos por alguém, algo trágico acontecia, foi assim com Graham, Neil e August (que se não fosse pelo “Clã das trevas'', continuaria sendo criança e talvez eles nunca poderiam se encontrar de novo). Talvez isso havia sido apenas um infortuno do destino e que talvez estivesse adiando à toa entregar -se de uma vez por todas a Hook.

Foi então que, depois de pensar em tudo isso, ela o viu dar os primeiros sinais de estava acordando : Se espreguiçou esticando os braços, soltou um bocejo profundo e por ultimo muito lentamente abriu as pálpebras revelando seus belos olhos azuis como o céu claro de verão. Ele não falou nada, apenas abriu um sorriso torto e se aproximou da moça.

– Bom dia.. — Ela falou a moça.

– Bom dia, princesa... — O pirata respondeu em um tom que mal poderia ser ouvido – Faz tempo que acordou?

– Um pouco... Porquê estou no seu quarto?

– Fui o cavalheiro que sempre sou : trouxe pra cá ontem depois que desabou de sono. Se tivesse dormido naquele sofá, Swan, estaria com dor nas costas. — Ele tirou uma mecha de cabelo e colocou atrás da orelha de Emma a fazendo sorrir – E eu nunca sou mau com uma dama.

– Preciso ir embora... — Emma respirou fundo e tentou se sentar mas os olhos de Hook não deixaram. Como queria ficar e estar junto dele – Meus pais devem estar preocupados...

– Fica, Swan... -Ele pediu, encostando o toco de sua mão esquerda na da moça, dando seu sorriso diabólico. Ele havia tirado o gancho e deixado no criado mudo com medo de machucá -la enquanto dormia. — Somos adultos e além do mais Henry está com Regina e podemos concluir que temos todo o tempo do mundo pra ficarmos juntos... — Ele tocou -lhe o rosto. Ela pode sentir a cicatriz onde deveria haver uma mão.

– Tem razão... Já faz um tempo que as coisas não ficam calmas... -Emma se sentou na cama segurando o toco de Hook.- Que tal tomarmos um café ? Só eu e você?

– Claro, amor... — Ele sorriu e se sentou, descobrindo seu peitoral mostrando seus pelos negros que tentavam esconder algumas pequenas marcas de facadas. — Me espere, ok? — Emma acenou concordando. Ele pegou o gancho.

Hook se levantou do leito em direção ao banheiro, Emma colocou uma mão na boca contendo uma risada, após perceber que o homem usava uma cueca box cinza. Ela gostava de vê -lo daquele jeito, com seu peito à mostra deixando -o mais sexy do que já era. Parecia que ele estava feliz aceitando a nova realidade.

Se passaram alguns minutos. Enquanto ele estava trancado no banheiro, Emma escovava seus cabelos com uma escova de madeira e se olhava num espelho atrás da porta e pegava sua velha jaqueta vermelha. No criado- mudo à beira da velha cama, uma foto deles juntos em uma moldura cor de tabaco com runas entalhadas que diziam : Somos apenas um. Era certo de que estava apaixonado.

Assim que saíram, foram ao restaurante da Vovó. As sete da manhã, o velho dinner estava quase vazio, com apenas Ruby fazendo café conversando com Leroy que estava um tanto espantado por algo que tinha visto.

Sentaram -se em no ultimo compartimento e fizeram seus pedidos rotineiros : Waffles e cappuccino para Emma e uma xícara vazia para Hook colocar seu rum. Eles conversaram e deram risadas como se fossem recém -casados felizes. Quando terminaram o desejum, o pirata resolveu levar a namorada até em casa.

Depois andaram alguns metros de mãos dadas, uma voz feminina chamou por Emma. A loira se virou e viu que era Regina acompanhada por Henry :

– Emma, você tem usado algum feitiço para reviver pessoas ou coisas ultimamente?

– Não, Regina... Não sei como essa magia funciona — Regina franziu o cenho irônica- O quê aconteceu?

– Eu vi o Graham...

Regina contou com todos os detalhes de como o tinha visto: Ela estava no parque com Henry quando o viu dirigindo uma caminhonete. Foi muito rápido mas tinha certeza que era o Caçador. A loira encarou para os olhos azuis de Hook com aquelas palavras borbulhando em sua mente. A moça ficou atônita com a noticia. Como seria possível aquilo?

– Mas você o matou... Você me disse que esmagou o coração dele...- Ela estava boquiaberta.

– Eu sei...- Falou a morena irônica bufando. Ela não gostava de lembrar do lado mau — Ele caiu morto depois que fiz isso na cripta... Logo mandei o hospital buscar o corpo...

– Quer dizer que temos outro mistério, mãe ? — Perguntou Henry curioso que até agora tinha apenas ouvido a conversa.

– Sim, garoto... — Disse Emma olhado para ele, que sorriu empolgado para montar uma nova operação.

– Devemos ir com calma...- Advertiu Regina ao menino antes que ele desse um nome para a nova missão – Não sabemos de nada ainda ou quem pode ter feito isso. Temos que investigar isso.

– Tudo bem... — Aceitou o menino.- Por onde começamos?

O primeiro passo foi conversar com Mary, David e Robin se eles tinham visto alguém estranho pela cidade. Os quatro foram ao pequeno loft do casal que também era a casa de Emma. Depois de contar o que estava acontecendo, então Mary disse:

– Eu vi o Jefferson , saindo da loja de penhores do Gold... — Mary olhou para a filha e em seguida para Regina.

– Eu também vi Graham esta manhã indo caçar numa caminhonete indo para a floresta... — Falou Robin justificando o que a rainha tinha visto.

– Se não é a minha mãe, quem pode estar fazendo isso? — Questionou Henry.

– Talvez seja Rumple? — Falou David austero com os braços cruzados tentando imaginar algo.

– Não... A cadeia está selada para impedi -lo de fazer qualquer feitiço... — Respondeu Regina olhando um de seus livros. — Apenas eu e Emma conseguimos desfazê -lo e...

O celular de Emma tocou e ela saiu para atendê -lo. Ela ficou alguns minutos para fora conversando entrou com uma feição séria como a de David fazendo todos se levantar.

– Vamos para o restaurante... — Falou a loira colocando o celular no bolso.

– O que aconteceu, amor? — Perguntou Hook. David olhou -lhe como se estivesse dando uma advertência.

– Era Ruby... Neal está tomando café no Granny's.

Eles correram até o estabelecimento. Emma pediu para entrar primeiro para não assustá -lo e quando entrou, viu o no balcão com um xícara de café. Fisicamente parecia normal : usava um agasalho, um cachecol e calça jeans. Sua fisionomia era a mesma da ultima vez que Emma o viu .

– Neil ? — Emma gritou e o homem se virou e se aproximou em passos lentos até ficar frente a frente com ela.

– É bom te ver Emma... — Ele sorriu e a abraçou. Seu abraço, de modo estranho, a fez aquecer por dentro. Ele se soltou e segurou seu rosto e deu um rápido beijou em seus lábios. O gosto esquecido voltou à sua memória e a fez corar assim que separaram.

– Como você... — Falou Emma atordoada com o ato.

– Não sei... Apenas acordei na minha cabana com essas roupas. Mas o que importa é que tem algo muito estranho acontecendo... E temos que resolver rápido...

Henry entrou às pressas no restaurante. Neil abriu um sorriso contagiante em ver como o filho havia crescido, mas o garoto parecia mais espantado do que feliz, mas mesmo assim, se abraçaram por um tempo e depois chamaram todos para uma longa conversa.

Notas finais
e ai o que vocês acharam? Será que continuo?