Era uma vez : O Livro da Vida
1 Foi assim que o problema começou
Notas iniciais
Na noite passada, Emma foi convidada por Hook para um jantar em seu “apartamento” na pensão da vovó. Assim que chegou, ele estava esperando -a na porta segurando uma rosa e com suas novas roupas contemporâneas. Eles entraram e por dentro do imóvel, parecia um restaurante 5 estrelas. Havia sido incrível : o pirata era realmente um exímio cozinheiro. E é claro, que quando terminaram o jantar, Emma e Hook deram uns beijos, mais nada de mais já que a loira não permitia.
Emma acordou com a melhor sensação do mundo. Ela se virou e se assustou ao ver Killian dormindo ao seu lado. Sua pele pálida brilhava com a suave luz que entrava pela pequena fresta da persiana. Seu cabelo negro como a noite estava bagunçado o que fazia lembrar um garoto de 18 anos, mas a cicatriz na bochecha indicava que havia passado por muito mais do que aparentava.
Demorou muito, mas parecia que finalmente o final feliz havia chegado : Ela tinha Henry, o filho que tanto amava;Uma família com pai, mãe e um lindo irmãozinho e Hook, além dos amigos que havia conquistado. Não havia mais maldições, encantamentos ou qualquer outra coisa que interrompesse sua vida quase comum, já que não é pra qualquer um ser a Salvadora e ter uma vida envolvida nos contos de fadas e mágica.
Seu único temor era de que aquele relacionamento se tornasse sério. Todas as vezes que tinha sentimentos por alguém, algo trágico acontecia, foi assim com Graham, Neil e August (que se não fosse pelo “Clã das trevas'', continuaria sendo criança e talvez eles nunca poderiam se encontrar de novo). Talvez isso havia sido apenas um infortuno do destino e que talvez estivesse adiando à toa entregar -se de uma vez por todas a Hook.
Foi então que, depois de pensar em tudo isso, ela o viu dar os primeiros sinais de estava acordando : Se espreguiçou esticando os braços, soltou um bocejo profundo e por ultimo muito lentamente abriu as pálpebras revelando seus belos olhos azuis como o céu claro de verão. Ele não falou nada, apenas abriu um sorriso torto e se aproximou da moça.
– Bom dia.. — Ela falou a moça.
– Bom dia, princesa... — O pirata respondeu em um tom que mal poderia ser ouvido – Faz tempo que acordou?
– Um pouco... Porquê estou no seu quarto?
– Fui o cavalheiro que sempre sou : trouxe pra cá ontem depois que desabou de sono. Se tivesse dormido naquele sofá, Swan, estaria com dor nas costas. — Ele tirou uma mecha de cabelo e colocou atrás da orelha de Emma a fazendo sorrir – E eu nunca sou mau com uma dama.
– Preciso ir embora... — Emma respirou fundo e tentou se sentar mas os olhos de Hook não deixaram. Como queria ficar e estar junto dele – Meus pais devem estar preocupados...
– Fica, Swan... -Ele pediu, encostando o toco de sua mão esquerda na da moça, dando seu sorriso diabólico. Ele havia tirado o gancho e deixado no criado mudo com medo de machucá -la enquanto dormia. — Somos adultos e além do mais Henry está com Regina e podemos concluir que temos todo o tempo do mundo pra ficarmos juntos... — Ele tocou -lhe o rosto. Ela pode sentir a cicatriz onde deveria haver uma mão.
– Tem razão... Já faz um tempo que as coisas não ficam calmas... -Emma se sentou na cama segurando o toco de Hook.- Que tal tomarmos um café ? Só eu e você?
– Claro, amor... — Ele sorriu e se sentou, descobrindo seu peitoral mostrando seus pelos negros que tentavam esconder algumas pequenas marcas de facadas. — Me espere, ok? — Emma acenou concordando. Ele pegou o gancho.
Hook se levantou do leito em direção ao banheiro, Emma colocou uma mão na boca contendo uma risada, após perceber que o homem usava uma cueca box cinza. Ela gostava de vê -lo daquele jeito, com seu peito à mostra deixando -o mais sexy do que já era. Parecia que ele estava feliz aceitando a nova realidade.
Se passaram alguns minutos. Enquanto ele estava trancado no banheiro, Emma escovava seus cabelos com uma escova de madeira e se olhava num espelho atrás da porta e pegava sua velha jaqueta vermelha. No criado- mudo à beira da velha cama, uma foto deles juntos em uma moldura cor de tabaco com runas entalhadas que diziam : Somos apenas um. Era certo de que estava apaixonado.
Assim que saíram, foram ao restaurante da Vovó. As sete da manhã, o velho dinner estava quase vazio, com apenas Ruby fazendo café conversando com Leroy que estava um tanto espantado por algo que tinha visto.
Sentaram -se em no ultimo compartimento e fizeram seus pedidos rotineiros : Waffles e cappuccino para Emma e uma xícara vazia para Hook colocar seu rum. Eles conversaram e deram risadas como se fossem recém -casados felizes. Quando terminaram o desejum, o pirata resolveu levar a namorada até em casa.
Depois andaram alguns metros de mãos dadas, uma voz feminina chamou por Emma. A loira se virou e viu que era Regina acompanhada por Henry :
– Emma, você tem usado algum feitiço para reviver pessoas ou coisas ultimamente?
– Não, Regina... Não sei como essa magia funciona — Regina franziu o cenho irônica- O quê aconteceu?
– Eu vi o Graham...
Regina contou com todos os detalhes de como o tinha visto: Ela estava no parque com Henry quando o viu dirigindo uma caminhonete. Foi muito rápido mas tinha certeza que era o Caçador. A loira encarou para os olhos azuis de Hook com aquelas palavras borbulhando em sua mente. A moça ficou atônita com a noticia. Como seria possível aquilo?
– Mas você o matou... Você me disse que esmagou o coração dele...- Ela estava boquiaberta.
– Eu sei...- Falou a morena irônica bufando. Ela não gostava de lembrar do lado mau — Ele caiu morto depois que fiz isso na cripta... Logo mandei o hospital buscar o corpo...
– Quer dizer que temos outro mistério, mãe ? — Perguntou Henry curioso que até agora tinha apenas ouvido a conversa.
– Sim, garoto... — Disse Emma olhado para ele, que sorriu empolgado para montar uma nova operação.
– Devemos ir com calma...- Advertiu Regina ao menino antes que ele desse um nome para a nova missão – Não sabemos de nada ainda ou quem pode ter feito isso. Temos que investigar isso.
– Tudo bem... — Aceitou o menino.- Por onde começamos?
O primeiro passo foi conversar com Mary, David e Robin se eles tinham visto alguém estranho pela cidade. Os quatro foram ao pequeno loft do casal que também era a casa de Emma. Depois de contar o que estava acontecendo, então Mary disse:
– Eu vi o Jefferson , saindo da loja de penhores do Gold... — Mary olhou para a filha e em seguida para Regina.
– Eu também vi Graham esta manhã indo caçar numa caminhonete indo para a floresta... — Falou Robin justificando o que a rainha tinha visto.
– Se não é a minha mãe, quem pode estar fazendo isso? — Questionou Henry.
– Talvez seja Rumple? — Falou David austero com os braços cruzados tentando imaginar algo.
– Não... A cadeia está selada para impedi -lo de fazer qualquer feitiço... — Respondeu Regina olhando um de seus livros. — Apenas eu e Emma conseguimos desfazê -lo e...
O celular de Emma tocou e ela saiu para atendê -lo. Ela ficou alguns minutos para fora conversando entrou com uma feição séria como a de David fazendo todos se levantar.
– Vamos para o restaurante... — Falou a loira colocando o celular no bolso.
– O que aconteceu, amor? — Perguntou Hook. David olhou -lhe como se estivesse dando uma advertência.
– Era Ruby... Neal está tomando café no Granny's.
Eles correram até o estabelecimento. Emma pediu para entrar primeiro para não assustá -lo e quando entrou, viu o no balcão com um xícara de café. Fisicamente parecia normal : usava um agasalho, um cachecol e calça jeans. Sua fisionomia era a mesma da ultima vez que Emma o viu .
– Neil ? — Emma gritou e o homem se virou e se aproximou em passos lentos até ficar frente a frente com ela.
– É bom te ver Emma... — Ele sorriu e a abraçou. Seu abraço, de modo estranho, a fez aquecer por dentro. Ele se soltou e segurou seu rosto e deu um rápido beijou em seus lábios. O gosto esquecido voltou à sua memória e a fez corar assim que separaram.
– Como você... — Falou Emma atordoada com o ato.
– Não sei... Apenas acordei na minha cabana com essas roupas. Mas o que importa é que tem algo muito estranho acontecendo... E temos que resolver rápido...
Henry entrou às pressas no restaurante. Neil abriu um sorriso contagiante em ver como o filho havia crescido, mas o garoto parecia mais espantado do que feliz, mas mesmo assim, se abraçaram por um tempo e depois chamaram todos para uma longa conversa.
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