Era uma vez
9 Capítulo 9 “Qual vai ser?”
Notas iniciais
A Rainha ria-se de ver o sofrimento de Victor, que desmaiou.
Higor chorava em desespero. E se ele fosse o único vivo? Ou... Se ele fosse apenas o último a morrer?!
–Entrem. Conheçam o castelo. Conheçam meu filho. Fiz este 'livro' para ele. O
coitado dizia que queria a história mais real de vocês possível. Pois aqui estão! O caixa da mercearia está desmaiado, possivelmente morto. A novata virou minha filha , e vocês... ah... Pobres camponeses que tudo tinham e hoje nem um pão para comer. E saiba que nada daqui foi 'inventado'. Se Victor achou as garotas e as
adotou. Victor realmente já teve 'irmãs' na sua vidinha. Será que ele as matou? … — e rindo baixo disse – … os que sobrarem morreram também.
Higor olhava em volta e tentava pensar em uma maneira mirabolante para tirar
Juliano da guilhotina.
– Juliano. Ah... Você lembra de mim ainda né? — Perguntou Higor desesperado
– Claro que lembro! — respondeu.
– Ótimo. Você deve se lembrar da Tech F né? A empresa dos seus pais... Como eles cortariam essa madeira sem que alguém perceba – disse quase cochichando à uns 3 metros dos 'reis' .
Aquele corredor escuro de pedras fazia barulho de goteiras e via-se aranhas nos
tetos. Era assustador.
– Com laser? — Perguntou Juliano , mesmo que já respondendo.
Victor acordou e pensou que precisava se salvar , ou morrer de uma vez (o que era melhor em sua opinião que ficar sofrendo)
Gritou por socorro mesmo sabendo que de nada adiantaria. Uma matilha de lobos chegou e arrancou a armadilha, e começou a lamber seu machucado. Decidiu ir direto ao pronto socorro. O lugar era minúsculo, sujo e com bolor por todas as paredes. Ao ser atendido (sem senha nenhuma, ou cadastro) recebeu álcool por todo o machucado e fita adesiva.
“Desse jeito morro hoje mesmo” pensou.
Então, Juliano pegou um laser do bolso e ao acender viu que nem luz saía de lá. É claro! Século 18!
Higor só pensava em fugir já que era o único não ameaçado , não estava sendo
perseguido , muito menos forçado. E não queria deixar seu amigo sozinho.
Em frente a padaria, todos perseguiam Júlia de um jeito assustador até para os
mais valentes. Com tochas por todo o lugar , queriam matá-la e nem ela (nem eles) sabia o porquê.
Júlia corria e não chegava à lugar algum. Correu para o castelo e bateu os portões de ferro. Agora o objetivo da população era demolir o castelo.
Assim que Júlia viu Juliano pensou no ponto que tinham chego. Decidiu ferir era
seus pais, pois nem pais dela realmente eles eram.
Andava calmamente até que apertou o pescoço do psicopata Teodoro, que virou, e apertou um facão em seu peito.
–DESGRAÇADOOO!! — urrava a garota – VOCÊ VAI SE ARREPENDER SEU FILHO DA MÃE!! — e a garota caiu no chão , morta.
Juliano começou a chorar e disse com bravura – Você não sabe a burrada que
você fez. Ela não era sua filha. Você matou meu amigo. Você matou minha amiga. Você quer me matar. Você é um monstro psicopata e depressivo. Você não sabe nem quem você é. Seu infeliz. Fala com seu 'amiguinho imaginário' e faz isso conosco. Sabe o que você é? UM FILHO DA PU...
Neste momento Teodoro estava indo cortar a corda da guilhotina e Victor
empurrou Téo com uma faca no pescoço dizendo:
– Ou você morre, ou perde o castelo. E aí? Qual vai ser?
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