Era uma vez

6 Capítulo 6 “Banho de rio”


Notas iniciais
Calma. Os núcleos são diferentes dentro do livro. :v

o Padre mirava Higor com atenção indiscritível dos pés a cabeça. Confuso, Higor deu um jeito e perguntou ao Padre sobre o Rei.
–Oh! Haha... Estás me confundindo com o Rei? Ora... Você nunca imaginaria que
eu, humilde que sou, nestes trapos, seria o Rei de tão majestosa cidade meu caro.. Ah... Onde estudas?
Higor suava frio, e percebeu que havia um frequentador da Igreja católica muito
seu conhecido... Resolveu sair da igreja para procurar Juliano , Victor ,e obviamente , Júlia.
Saiu andando pela rua de paralelepípedos e achou gozado a ausência de
outdoores , cartazes, TV's , celulares ou alguma radiação senão a do sol , e das
lamparinas , à noite. Se sentia um tanto “nu” pela ausência do celular e dos fones.
Sentia que devia estar ouvindo algo no momento que estava perdido.
Procurava,procurava e lembrou-se que não devia ter pulado, pois quem estava do lado de fora, conseguia enxergar o que se passava dentro do livro... Que burrada!
Caminhou cada vez mais , e estava suando debaixo do sol quente , sem água pra beber... Parou uma garota e a-perguntou onde poderia beber água , ou tomar banho... A garota o respondeu que água , no poço à alguns quilômetros e banho , apenas no rio.
Banho no rio? Ele não havia trazido roupa de baixo extra, ou alguma sunga ou
toalha. Decidiu procurar seu núcleo dentro daquele mundo , antes de achar
Juliano.
Colocou fotos (pinturas) nos postes de lamparina com sua foto escrito “Procura-se família do garoto perdido” , e se não achasse naquele dia , era tomar banho de rio mesmo. Após espalhadas saiu pela cidade, procurando o tal poço indicado.

Ao caminhar mais um pouco, deparou-se com portões próximos aos de um condomínio residencial com os escritos em metal “Reino Teodoro e Flor” com dois seguranças de preto lá. Pensou em como se identificar antes que alguém lhe perguntasse algo. Deu a volta nos muros e lá estava o poço , era só puxar a cordinha. Ao puxar a corda, antes que virasse o balde em seus cabelos, e na sua boca uma vozinha gritava insistentemente.
“Ei! Ei!! Não beba!! Não desta água! A Rainha Flor é cheia de surpresas”
Riu-se por serem duas vozes na verdade, de crianças. A voz vinha das àrvores.
Olhou e procurou , até que encontrou Maria e Clara, as garotinhas gêmeas que uma era loira e cacheadinha como uma anjinha , e outra de cabelos lisos e castanhos entorno dos ombros e com mechas roxas. Penduradas como macaquinhas pularam e perguntaram-no.
–Você é novo por aqui?
Ele pensou antes de responder. E se elas o- tivessem testando? Pois bem , ele
disse que não , mas morava na rua e precisava de alguma “vida” naquele lugar.
Alguma comida, roupas, lugar para tomar banho enfim... Talvez entre ele, Júlia ,
Juliano e Victor , apenas ele tivesse memória do outro mundo sabe se lá Deus por que. As garotinhas disseram-no para ficar uns tempos em sua casa, e que seu pai era tão jovem quanto ele, e que mais parecia irmão mais velho. As garotas, tinham entorno de 5 , já Victor , possuía uns 14/15...
Higor entrou na trilha a achou uma casinha muito simples de madeira e papelão
com neve nos telhados. Entrou, e lá estava um cheiro delicioso de sopa que Victor preparava. O problema era Higor se lembrar, e Victor não. Talvez Victor encontrou seu destino, e Higor não.
As garotas disseram-no que ele estava no banho , do banheiro ao lado de fora da casa e que ele , como visita , teria de conversar primeiramente com o chefe da casa para negociar sua estadia.
O pai das garotas entrou , e Higor se sentiu mais aliviado por finalmente encontrar um dos seus amigos. Victor perguntou quem ele era , e como nem ele sabia, ficou mudo. Victor , desconfiado da Rainha , o mandou para fora de casa, e trancou a porta.

Banho de rio.

Notas finais
Banho de rio: Pedras, terra e peixes... MEU DEUS!! PORQUE SÓ O HIGOR LEMBRA? E aliás: Cadê o Juliano?