Notas iniciais
Olá pessoal, estou com mais um cap e em breve os últimos serão escritos, assim pretendo, mas não fiquem triste porque tem mais á frente. *Destinado á você* Livro 2. Boa leitura... Nosso objetivo é satisfazer ^^

Estávamos no dia da formatura, eu nem conseguia acreditar que já está tudo acabando, mal podia esperar para iniciar a outra fase. A vida é um jogo, nós somos manipulados e o que nos panipula é nosso cérebro, a máquina engenhosa; isso é algo realmente incrível se parar para filosofar. Mas enfim, a questão aqui é:

A) a festinha que o Logan e mais alguns caras do time estão organizando pós-formatura.

B) a festa que os pais do Christoph estão preparando para o Natal, será uma confraternização familiar e amigável. Na noite do dia 25, já que na véspera após a ceia iremos ver o show de fogos.

C) a forma irracional de como minha irmã está conseguindo me tirar do sério com esse assunto do baile de formatura.

Desde que anunciaram o tema ela está eufórica, pensei em ir com o mesmo vestido que usei no meu aniversário, afinal era novo e eu só tinha usado uma vez, não achei necessário comprar outro. O tema era livre, podíamos ir até de pijama se quiséssemos.

—Pietra a festa vai ser na praia, você vai? -minha irmã perguntou.

—É! -respondi de boca cheia.

—Por que não está se arrumando? Daqui a pouco temos que sair, precisamos pegar a beca antes de acharmos nosso lugar.

—Estou com fome, em meia hora me arrumo.

—Argh! -ela bufou e me deu as costas.

Continuei comendo meu cereal sem pressa, passava uma reportagem da segunda guerra que prendeu minha atenção. Até que minha mãe apareceu eufórica na escada me assustando.

—Pietra vá se arrumar agora. Nós vamos sair em meia hora, apure.

Deixei minha tigela na mesa de centro e fui tomar um banho. Depois que terminei de me arrumar fomos direto pro ginásio da escola, onde tudo estava perfeitamente lindo e organizado para a entrega dos certificados; as cadeiras foram organizadas por ordem alfabética, o lugar estava todo decorado, o palco montado bem no centro onde o diretor fazia as apresentação e agradecimentos, uma das alunas fez seu discurso e em seguida os alunos foram chamados. Quando o nome da Ennye e o meu foi chamado, meu pai gritou eufórico se levantou e não parava de aplaudir, foi a melhor sensação que já senti, realização, dever cumprido, orgulho e felicidade tudo mesclado. Assim que todos foram chamados jogamos nossos quepes para cima e gritamos em comemoração.

—Parabéns formanda. -o Christoph me abraçou me erguendo do chão.

—Só me dei bem graças ao meu colega de laboratório. -sorri.

—Eu sabia que você fazia tudo às minhas custas. -ele colocou a mão no peito fazendo pose de ofendido com um sorriso brincalhão no canto da boca.

—Claro, você tirava tanto a minha atenção que eu não conseguia prestar atenção na aula do senhor Orth.

—Falando nele, olha quem vem aí. -Christoph apontou com a cabeça.

—Sr.Voughan, Srta.Uckermann, estou muito orgulhoso de vocês, eram meus melhores alunos não me surpreende terem tirado nota máxima no exame de admissão. Já decidiram a faculdade que irão?

—Meu pai quer que eu vá para Oxford, mas é algo a ser analisado ainda, tenho mais algumas opções a escolher.

Christoph falava tão sereno, ainda não tínhamos conversado sobre a outra fase, eu nem abri as cartas ainda, pois a verdade, é que estou com medo. Ansiosa, mas com medo.

—E você Srta.Uckermann? -professor Orth perguntou.

—Bem... não abri as cartas ainda. Mas acredito ter algumas opções.

—Com certeza vocês saberão o que será melhor. Pois são os melhores, só espero que depois que se formarem não esqueçam do lar, e não se percam da Ilha. O mundo pode ser lindo e há muito o que explorar, mas sua casa é o melhor conforto. Meus parabéns. -ele sorriu e então saiu.

—Own. Meu docinho estou tão orgulhosa, e você Christoph meus parabéns. -mamãe disse com os olhos cheios d'água.

—Obrigado Sra.Uckermann.

—Sem formalidades Christoph. Venham seus pais estão junto do Peter.

Caminhamos até onde papai estava junto dos Voughan. Eles nos parabenizaram, estavam rescendendo orgulho, me senti muito feliz por isso. Quando fui entregar a beca encontrei minha irmã junto das amigas.

—Quem não cola, não sai da escola. Não é mesmo Ennye? -dei uma piscadela e sorri.

—Ahhhhhh... -assim que ela se virou para mim deu um grito de empolgação e então me abraçou. -Isso é tão...

—Eu sei.

—Nós já...

—É mesmo.

—Estou tão...

—Feliz por você. -completamos a frase em uníssono, e então rimos.

—E agora Pietra? -ela perguntou.

Eu sabia exatamente ao que minha irmã estava se referindo. Mas como eu havia dito. Estou com medo, ansiosa mas com medo, apesar de já termos viajado quase o mundo, eu nunca havia feito isso sem minha irmã, e com certeza iríamos pra faculdades diferentes, em cidades diferentes. Ao mesmo tempo que isso era empolgante eu me sentia meio vazia em deixar minha metade da laranja perdida sem mim.

—Somos inseparáveis Ennye, mesmo que estejamos distantes. -sorri e a abracei. -Vamos realizar todos nossos sonhos.

—Hei princesas, vamos pra praia agora? -uma das amigas da Ennye perguntou, a morena.

—Vou devolver minha beca primeiro, daqui a pouco apareço por lá. -disse.

—Tudo bem, vem Ennye.

—Até daqui a pouco Piet. -minha irmã foi com as amigas encontrado o Ian logo a frente.

Nós duas sempre dissemos que depois que entrassemos pra faculdade seríamos colegas de quarto, meus pôsteres do Leonardo DiCaprio estariam na cabeceira da minha cama, enquanto os pôsteres do Brad Pitt ficariam do lado dela do quarto. E além da Ennye agora tenho o Christoph, e com certeza eu não tenho QI pra Oxford.
Devolvi a beca e fui me encontrar com ele, que estava me esperando no estacionamento, fomos com o carro do Christoph já que vim com meus pais, assim que entrei no carro ele estava distraído lendo algum manual, a música tocando baixa, Sinatra, logo reconheci.

—Gosto da adaptação do Elvis pra essa música. -eu disse o fazendo olhar pra mim.

—Prefiro a nossa música na voz do Elvis ma chéri. -ele sorriu, seus olhos brilhando sobre a luz do poste que refletia a janela do carro.

Ele deu a partida e saímos dali, ele parecia descontraído, feliz, e estava explendorosamente lindo com aquela camisa azul, e seu perfume era enibriante como sempre.

—Christoph. -sussurrei.

Eu queria conversar sobre a universidade , isso estava me deixando meio encomodada, não queria ficar milhas de distância, só de imaginar isso meu coração apertava, doía.

—Eu sei Pietra. Também não quero ficar longe de você, temos mais algumas opções até irmos pra universidade.

Como ele tinha o dom de saber sobre o que eu estava pensando, antes mesmo de dizer. A hipótese dele ser um telepata ainda estava valendo pra mim.

—Podemos conversar sobre isso mais tarde? Depois que você abrir as cartas e até quem sabe irmos pra mesma universidade. -ele pegou minha mão e beijou meus dedos, seus olhos fixos na estrada outrora me analisava de canto.

—Tudo bem.

Ao chegarmos na praia tinha uma lareira acessa, eles em volta, uma música tranquila ecoando de um carro, alguns já esquentavam seus marshmellows no fogo, Dom, irmão da amiga da Ennye estava tocando violão e todos cantavam como um coral em volta. As ondas do mar estavam calmas e a lua cheia clareava seu reflexo, o céu estrelado fazia companhia pra lua e o show era incrível. Ficamos um tempo ali, até arrisquei uma música e comi alguns espetinhos de peixe que fizeram, e um flash back da primeira vez que comi o espetinho de peixe passou como um filme, e automaticamente fiquei um pouco entristecida, pois lembrei do tempo que passei longe do Christoph, e de quando descobri o que sentia por ele.

—Vamos dar uma volta ma chéri? -ele sussurrou no meu ouvido e pegou minha mão.

Fomos caminhando em silêncio até uma pedra que estava um tanto distante, desse lado as ondas brincavam batendo na pedra, nos sentamos enrosquei meu braço no dele e encostei minha cabeça em seu ombro, meus olhos ardiam e eu não conseguia entender porque a vontade de chorar me envadia.

—Estou com um pressentimento ruim. -sussurrei. -Meu coração está apertado, um nó na minha garganta. Eu não sei o que é.

Ele olhou pra mim, seus olhos estavam escuros, uma lágrima escorreu do meu olho direito, ele passou o polegar para secar e beijou minha testa. Fechei os olhos, respirei fundo sentindo seu perfume.

—Estou aqui. Amo você, não vamos ficar longe um do outro ma chéri. Vou com você prós quatro cantos do mundo, e não vai ser uma Universidade que vai nos separar. Não se preocupe.

Meu coração estava apertado, e algo me dizia que alguma coisa iria acontecer, um sexto sentido. Não sei o que é, nem imagino, as vezes pode ser por esse medo, a angustia de ficar longe dele, da minha irmã, até dos meus pais.

Christoph me abraçou, a brisa trazida pelas ondas do mar sopravam nossos rostos, tentei me desligar dos pensamentos e desse pressentimento ruim. E deu certo, fechei meus olhos e por minutos eu não senti mais nada, apenas tranquilidade, e esperança. Mas no fundo, bem la no fundo eu sabia que algo aconteceria.