Notas iniciais
Desculpem a demora pra postar, mas eu esqueci, tolice eu sei, mas eu esqueci mesmo da fic hauehaue Bem, como sempre, vou postando de 5 em 5 capítulos, espero que estejam gostando, porque eu tenho uma novidade. Estou pensando em escrever a segunda temporada, e pelos meus planos vai ficar supimpa haahaue (assim espero) mas, não tem data, e eu ainda preciso terminar de escrever esta. Boa leitura, nosso objetivo é satisfazer baby ^^

—Como eu fui? –o menino perguntou pro Logan.

—O melhor. –ele disse abraçando o irmão. –Matt, essa é a Pietra. Pietra esse é o Matt.

—Oi... Você jogou muito bem. –eu disse sorrindo pra ele.

—Valeu. Você é mais bonita do que eu ouvi dizer.

—Hei. –o Logan agarrou a cabeça do irmão, e fez uma careta engraçada pra mim.

—Me solta. –o garoto disse se soltando do Logan.

Eu fiquei meio sem jeito, sorri e não disse nada. Não sabia o que fazer, e também não tinha como pedir a ajuda do Christoph. Nem sabia se ele estava por perto ou não.

—Vamos comer, eu to faminto. –o menino disse.

—Claro. –eu falei um pouco animada demais.

Fomos até a lanchonete, o Logan pediu três Milk shake’s e sanduíche para cada. Ele tratava o irmão dele tão bem, confesso que era uma coisa difícil de se ver, pelo menos pra mim. Do nada eu ouvi um sussurro no meu ouvido.

—Oi... Com licença eu quero um café e... Só café. Com leite.

O Christoph deveria estar falando com alguma garçonete, isso significa que ele deveria estar aqui.

—Então Pietra... –o Matt me tirou a atenção e fez voltar a falar com eles.

—Sim? –eu disse com um sorriso no rosto.

—Meu irmão disse que você viaja muito. Em quantos lugares você já foi? –o menino perguntou me parecendo curioso.

—Vários. –eu coloquei os braços na mesa e falei com ar de mistério. –Já morei em vários lugares da Europa, e alguns na América do Norte, até que meu pai descobriu este lugar e, cá estamos.

—Mas por que vocês se mudam tanto? –dessa vez o Logan é quem me parecia curioso.

—O trabalho do meu pai, ele é uma espécie de faz tudo, ele é dono de uma empresa, mas prefere ficar viajando de lugar em lugar, acho que pra conhecer o mundo ou coisa do tipo. Então acaba levando o trabalho pra onde quer que viajemos.

-Aqui, frango pra você, carne pra você e... Você.

A garota entregou a do Logan por ultimo, e olhou com a maior cara de cínica pra ele, com um sorriso e saiu dando uma piscadela. Eu bati no copo sem querer e acabei derrubando todo o Milk shake no colo do Logan.

—Ah minha nossa, me desculpa, foi sem querer, eu não vi.

—Tudo bem, foi um acidente. Calma Pietra. –ele disse rindo, enquanto pegava guardanapo em cima da mesa.

—Eu sou tão desastrada. –peguei alguns guardanapos e fui limpar a camisa dele.

A garota começou a rir, e eu me irritei.

—O que foi? Não tem nada melhor pra fazer? Vai atender outra mesa. –eu disse furiosa.

—Calma irritadinha, ta tudo bem. –o Logan disse baixo, acho que só eu pude ouvir.

Pedi licença pra ir ao banheiro, me levantei e sai. Pude ouvir o Christoph rindo baixo, no meu ouvido. Entrei no banheiro, fui lavar as mãos e fiquei me olhando no espelho, o banheiro estava vazio.

—Não tem graça. –eu disse, achando que ele pudesse ouvir.

—Tem sim.

—Argh... –eu saí do banheiro e caminhei até a mesa.

—Vamos? –o Logan perguntou assim que eu cheguei.

—Claro. –eu disse com um sorriso.

Andamos até o carro, e eu levei um susto ao ouvir a voz do Christoph no meu ouvido.

—Onde estão indo? –ele perguntou.

—Onde vamos? –eu perguntei pro Logan.

—Vou deixar o Matt em casa, e tava pensando em te levar a ponte.

—Ponte?

—É. –ele abriu aquele sorriso maravilhoso pra mim.

Deixamos o Matt na frente da casa, ele desceu e apareceu na janela do meu lado.

—Foi um prazer te conhecer Pietra, só não se assuste com o idiota do meu irmão, no fundo ele é um cara legal.

—Obrigada Matt... O prazer foi meu em te conhecer.

Assim que o menino entrou na casa, o Logan ligou o carro e saiu.

—Não liga pra ele...

—Ta tudo bem. –eu disse rindo.

Ele estacionou o carro perto de uma árvore, fomos caminhando até eu avistar uma ponte. Ele parou bem no meio dela e ali ficamos.

—Você não ta querendo me jogar daqui, pra depois dizer que foi um acidente, não?

—Claro que não. –ele disse rindo. –Daqui a pouco você vai ver, porque te trouxe aqui. –dessa vez ele disse sério olhando pra mim.

—O Tommy não vai aparecer de trás daquelas árvores com uma serra elétrica na mão. Ou talvez o Scream Face pule na ponte com uma faca e pergunte qual meu filme de terror predileto, pra depois que eu errar a resposta ele sair correndo atrás de mim.

—De onde você tira essas coisas? –ele disse rindo. –Não é nada disso, você não vai morrer, não hoje.

—Ufa, isso me deixa mais confortável.

—Você é engraçada Pietra, e inteligente, linda...

—Obrigada. –eu senti minhas bochechas corarem, e olhei pra água que começava a refletir as estrelas que iam aparecendo.

De repente começou a fazer uns barulhos eu olhei pro céu, eram fogos de artifício.

—Lindo não é? –o Logan sussurrou perto do meu ouvido.

—Muito. –eu disse ainda olhando pros fogos.

Mas o que eu estava fazendo? O Logan estava perto o suficiente de mim, é só eu virar o rosto e beijá-lo. Eu to pirando, isso sim. Nunca fui do tipo romântica, e essa agora. Ta aí, eu não sei lidar com coisas do tipo. Romantismo? Só conheço nas escrituras do Nicholas Sparks nada que seja real pra mim. E por isso, não sei o que fazer, muito menos como agir nessa situação. Cadê a voz rouca e adorável do Christoph essas horas? Ah caramba, com certeza ele não está aqui. Respira fundo Pietra.

—Você parece nervosa. –o Logan disse, agora um pouco mais longe.

—Eu não sei nadar. –disse olhando pra ele.

—E o que isso tem haver? –ele me olhava com aquele sorriso de canto.

Como ele é lindo, e eu acho que estou gostando dele, o que me apavora ainda mais.

—Vai que eu caio. –disse erguendo as sobrancelhas.

—Só se você se jogar, o que eu acho difícil de acontecer.

—É. –eu voltei a olhar pra baixo.

Senti a mão dele no meu rosto, eu olhei pra ele, que estava olhando fixamente nos meus olhos. Ele ia colocar a mecha do meu cabelo atrás da orelha, daí lembrei que era nessa orelha que estava á escuta, e vai que ele vê.

—Ahm... ta ficando tarde. –eu disse rápido, e dando um passo pra trás.

—Tem hora pra voltar?

—Na verdade, tenho sim.

Como meus pais não sabiam onde e nem com quem eu tinha saído, eu tinha que voltar pra casa. Mas a desculpa foi mais pra ele não ver a escuta.

—Tudo bem, eu te levo.

—Obrigada.

Caminhamos até o carro, ele abriu a porta pra mim, e eu entrei. Enquanto ele dava a volta no carro eu coloquei o cinto. Ele entrou e ligou o rádio, na verdade eu nem prestei muito atenção na música, não conversamos muito no caminho. Ele parou o carro em frente ao portão, desceu e abriu a porta pra mim.

—Desculpa de novo por ter derrubado o Milk shake em você.

—Ta tudo bem, nada que uma máquina não lave. –ele disse rindo, e eu ri também.

Ele se aproximou de mim, eu fechei os olhos, e então ele me beijou. Depois do que pareceu muito tempo para mim, ele separou nossos lábios e eu continuei com os olhos fechados.

—Boa noite. –ele disse e então eu abri os olhos.

—Boa noite. –ele sorriu pra mim, entrou no carro, e eu fiquei vendo ele ir.

Assim que ele saiu da minha vista, eu coloquei a mão na orelha, onde estava a escuta, e chamei pelo Christoph, ele não disse nada, mas apareceu não sei de onde.

—Onde você estava? –eu perguntei olhando pra ele.

—Te esperando.

—Você não foi na ponte?

—Não. Vim direto pra cá, e pelo visto seu passeio foi bom.

Eu fiz minha dancinha ridícula da vitória, com um sorriso no rosto, e depois comecei a dar pulinhos de alegria. Dei um abraço no Christoph.

—Valeu, você daria um ótimo Hitch.

—O quê? –ele disse depois que eu o soltei.

—Hitch, conselheiro amoroso. Dãaar.

—Você é pirada sabia?! –eu revirei os olhos.

—Quer entrar?

—Acho melhor não, eu já tenho que ir.

—Tem certeza? Não são nem oito horas ainda.

—Tenho, fiquei de ajudar minha mãe com algumas coisas.

—Tudo bem. E obrigada de novo, você tem sido um amigão.

—Ajudar os necessitados, está na minha lista do que quero fazer antes de morrer. –ele disse rindo.

—Eu não estou necessitada.

—Claro que não. –ele continuou rindo.

—Vá embora Christoph, sua mãe deve estar te esperando. –disse meio sínica.

—É brincadeira novata.

—Vai querer carona?

—Não.

—Nem sei por que eu tento ser educada ainda.

—Eu estou com o meu carro, não precisa.

—Melhor pra mim, assim não gasto gasolina.

—Boa noite.

Ele se virou e foi, assim que eu entrei em casa, meus pais estavam na cozinha preparando o jantar, e a minha irmã estava espatifada no sofá, vendo algum programa de moda na tevê.

...