Notas iniciais
Eu bem desastrada postei duas vezes o mesmo capitulo hauehau ainda bem que vi. Bem, boa leitura ... Nosso objetivo é satisfazer baby ^^

A semana custou a passar, já era sexta, eu o Christoph combinamos de passar na minha casa durante á tarde para planejar como faríamos amanhã, minha ultima aula foi educação física, e pra minha sorte é a mesma que a do Logan. Quando entramos no ginásio eu fui direto pro vestiário, depois que sai fiquei sentada na arquibancada, eu não sabia jogar nenhum tipo de esporte, os grupos montaram o time de vôlei, eu tentei escapar dessa mas o professor praticamente me obrigou a jogar, e me colocou justamente no time de quem? Isso aí, Logan Fletcher.

A única coisa que eu fazia, era desviar da bola, de repente eu vi a bola vindo direto no meu rosto, e com um reflexo rápido bati nela, e foi direto na cabeça do Logan, que estava na minha frente. Eu fiquei me desculpando, e ele só disse que tava tudo bem. Depois de muito implorar eu fui substituída do time. Quando finalmente o sinal bateu, fui até o vestiário me trocar, quando sai de lá, o Logan estava sentado no banco, quando passei perto ele se levantou.

—Você tem uma ótima mira. –ele disse rindo.

—Imagine se eu não tivesse mirado. –disse meio irônica, mas num tom de brincadeira.

—Você vai querer ir comigo amanhã no basebol? –ele perguntou, agora sério.

—Se eu dizer não, você já tem outra companhia? –disse rindo.

—Claro que não. Mas seria pior sem a sua companhia. Então...?

—Sim, eu vou com você no jogo amanhã. –disse com um sorriso no rosto.

—Ótimo, te pego amanhã por volta das três. –ele disse com um sorriso de orelha a orelha.

Não era difícil manter a atenção no Logan, ele tinha um sorriso perfeito. Ele me acompanhou até minha picape, então eu entrei liguei a chave e sai. Assim que cheguei em casa, fui direto na cozinha, o cheiro que vinha de lá estava maravilhoso.

—Eu to morrendo de fome.

—Já está quase pronto docinho. –minha mãe disse.

—Mãe, um colega meu vem hoje pra fazer um trabalho. Tudo bem?

—Claro. –ela disse sorrindo.

Claro que eu não iria falar pra minha mãe, que o meu colega estava vindo pra tramar um plano pra mim se sair bem no meu encontro de amanhã. Então o jeito era dizer que tínhamos um trabalho para fazer. Meu pai chegou pro almoço, comemos todos juntos, depois que terminamos, ajudei minha mãe a arrumar a cozinha, lavei a louça, depois subi para tomar um banho. Depois que eu terminei meu banho, desci. Quando cheguei na sala, meu pai estava conversando com o Christoph.

—Oi... –eu disse olhando do Christoph pro meu pai.

—Oi filha, eu estava conversando com o seu amigo...

Meu pai virou pra trás e olhou pra mim, o Christoph fez o mesmo e sorriu.

—Ele veio fazer um trabalho. –eu disse, sem saber o por que estava dizendo.

—Tudo bem. É uma honra receber um Voughan na minha casa.

—Imagina senhor, a honra é minha em lhe conhecer. –o Christoph disse sorrindo para o meu pai.

Opa, opa, opa... O que estava acontecendo aqui? Eu só subi pra tomar um banho e de repente meu pai se torna o melhor amigo do Christoph?

—Pietra, sabia que o tataravô do Christoph fundou esta cidade!

—Hein? –eu disse agora não entendendo nada mesmo.

—Continue me contando a história meu jovem. –meu pai disse animado.

—Essa casa, foi do meu tataravô, foi uma das primeiras casas da cidade. Assim que eles imigraram da Itália, vieram parar nessa ilha, meu bisavô nasceu aqui, e recebeu o nome de Christoph Voughan, deu o nome do seu filho de Christoph Voughan ll, mas meu avô não quis colocar ‘Christoph’ como nome dos filhos, colocou o nome do meu pai de Edward Voughan, então meu pai colocou meu nome de Christoph Voughan lll.

Eu só fiquei ouvindo a conversa deles, sem saber como me intrometer, e eles não paravam de falar.

—Quer que eu traga chá? –perguntei, mas nem me deram ouvido.

—Então foi o seu tataravô, quem deu o nome a Vough-Island?

—Sim senhor.

—Muito legal isso. E tem algumas lojas na cidade com o nome de Vough’s.

—Ah sim, algumas dessas lojas pertencem ao meu pai, outros para o irmão do meu pai.

—Seu pai só tem um irmão?

—Não senhor, ele tem outro irmão que foi morar na Itália. E uma irmã que mora em Chicago.

—Entendi. E eles não quiseram se mudar.

—Minha tia se casou com um rapaz de lá, e meu tio tem negócios na Itália, que também são os negócios da família, já que viemos de lá. Então meu pai e meu tio preferiram continuar cuidando dos negócios daqui.

—E você tem irmãos?

—Não senhor, sou filho único.

—Entendo...

—Já é quase cinco, querem que eu já traga o chá? –disse os interrompendo.

—Tenha bons modos com a visita Pietra.

—Tudo bem senhor, já estou acostumado. –Christoph disse sorrindo.

—O que é que vocês tem que fazer? –meu pai perguntou.

—Trabalho de inglês. –eu disse antes que o Christoph dissesse alguma coisa.

—Tudo bem.

—Vem Christoph. –eu disse me dirigindo até as escadas.

Ele veio logo atrás de mim, meu pai ficou na sala vendo tevê. Assim que entramos no meu quarto eu disse.

—Você está querendo ficar melhor amigo do meu pai, ou o quê?

—Ta com ciúmes? –ele disse rindo.

—Você veio aqui pra me ajudar, não pra ficar contando histórias pro meu pai.

—Ele é um cara bacana, mas não se preocupe, não vou roubar seu pai. –ele ainda estava rindo.

Meu pai era o meu melhor amigo, minha mãe também, sempre foram, então eu confesso que tinha um pouco de ciúmes deles, menos com a minha irmã é claro. Mas isso não vem ao assunto.

—O que você ta pensando? –eu perguntei mudando de assunto.

—Lembra aquele dia que nos encontramos na loja do meu tio?

—Eu não sabia que a loja era do seu tio, mas lembro do dia... O que, que tem?

—Meu primo trabalha com aparelhos eletrônicos...

—Espera... –eu disse interrompendo-o –seu tio é muito velho, eu diria que é seu avô.

—O que, que isso tem haver Pietra?

—Nada, é só uma observação. Eu achei ele meio velho, só isso.

—Ele é o irmão mais velho do meu pai.

—Ata... E seu pai é o segundo?

—Não, ele é o terceiro, e minha tia a mais nova. Mas o que a ordem de nascença do meu pai tem haver com eu te ajudar?

—Nada, eu só fiquei curiosa. Continue... Seu primo trabalha com aparelhos eletrônicos e...?

—E... –ele ergueu a sobrancelha e respirou fundo. –Eu pensei em pegar com ele uma escuta.

—Como assim? –eu perguntei confusa.

—Uma escuta. Você fica com um pequeno aparelho no ouvido, e eu com outro. Eu posso te ouvir, e você ouve o que eu vou te falar. Assim eu posso te ajudar, vou estar lá, mas a distância.

—Entendi... E você acha que vai dar certo?

—Tenho certeza. É só você não ir pra água, querer nadar ou esquecer que está com o aparelho no ouvido e tomar banho. –ele disse de modo brincalhão.

—Certo. –eu me joguei na minha cama e olhei pro teto. –Estou ansiosa pra amanhã. Senta na cadeira aí Christoph. E me diga, como vamos fazer pra você me entregar a escuta?

—Eu pego com o meu primo, e amanhã, quando você tiver chegando ao jogo me avisa, e damos um jeito.

—O Logan disse que passaria por volta das três.

—Beleza.

Ficamos ali conversando sobre o plano, sobre como era nascer numa cidade onde seus antepassados haviam fundado, e como é não ter um lugar fixo para morar. O tempo passou e quando já fomos ver era tarde. Eu acompanhei o Christoph até a sala.

—Fica pro jantar Christoph. –meu pai disse da entrada da sala.

—Obrigado senhor, mas já vou indo.

—Eu não vou deixar você ir sem o jantar.

—Obrigado mesmo senhor, mas já está ficando tarde.

—Eu te levo depois. Não se preocupe com isso. Vem á mesa já está posta.

Eu não disse nada, não adiantaria contrariar meu pai. O Christoph acabou aceitando, fomos até a cozinha, minha irmã estava ajudando minha mãe a colocar os talheres na mesa, então meu pai sentou no lugar dele, na ponta da mesa, minha mãe a sua direita, o Christoph ao lado dela, minha irmã a esquerda do meu pai, e eu me sentei de frente pro Christoph. O jantar estava uma delícia, depois que terminamos, eu fui com o meu pai leva-lo ele até a casa dele.