Notas iniciais
Vou postar uns 5 capitulo de uma vez. O que acharam do primeiro capítulo? Legal, ruim, bom péssimo?? tô nervosa, ansiosa e feliz. Espero que gostem !! hauehau nosso objetivo é satisfazer baby ^^

Na manhã seguinte eu acordei de um pulo, com o despertador gritando no meu ouvido, eu desliguei e coloquei o travesseiro no rosto, tentando dormir mais um pouco, até que lembrei que hoje começava a nova tortura de ir para mais uma escola nova. Me levantei sem muito ânimo e me arrumei. Desci e meus pais já estavam na cozinha.

—Bom dia docinho. –minha mãe disse quando sentei, na mesa.

—Não tão bom assim. –eu resmunguei ainda com sono.

—Ansiosa para o primeiro dia de aula? –meu pai perguntou enquanto lia o jornal.

—Nenhum pouco.

—Aposto que você vai fazer novos amigos. –minha mãe disse colocando café na minha xícara.

—Eu duvido muito, não sou a gêmea simpática e amigável. Falando nisso, onde ela está? -perguntei levando a xícara na boca.

—Deve estar se arrumando. –minha mãe falou se sentando.

—Falando mal de mim? –minha irmã disse entrando na cozinha.

—Por que se enfeitar tanto pra ir para a escola? Não estamos no Halloween. Pode tirar a fantasia fada madrinha.

—Não enche Pietra. –ela falou mostrando a língua pra mim.

Enquanto eu estava indo para a escola, parei no sinaleiro, eu estava bem concentrada esperando o sinal ficar verde, e escutei um som alto vindo do carro que parou do meu lado. Eu virei á cabeça para olhar quem dirigia, e vi ele. O gato cujo, o nome eu não sabia, que quase me atropelou no outro dia, eu fiquei paralisada olhando pra ele, que balançava a cabeça no ritmo da música. Eu estava babando por ele, quando outro motorista buzinou atrás de mim, me tirando da minha paranóia. Eu olhei para o sinal e já estava liberado, pisei no acelerador e o gato já estava bem longe de mim. Estacionei o carro em uma vaga qualquer, assim que entrei na escola, percebi vários pares de olhos me seguindo enquanto eu caminhava. Fui até a secretaria para pegar os horários das minhas aulas. E quando saí me esbarrei com tudo em algum imbecil.

—Olhe por onde anda imbecil. –quando eu ergui meus olhos do papel, olhei diretamente naqueles olhos pretos, as mãos dele seguraram meus ombros, e ele estava com um sorriso torto no rosto.

Eu não queria nem ver a minha cara de abobada nesse momento, eu estava sentindo minhas bochechas vermelhas, com os olhos arregalados, como se fosse uma criança olhando pra uma pilha de doces.

—Cuidado irritadinha. –ele falou soltando meus ombros.

Novamente eu fiquei sem dizer nada, alguém chamou seu nome e ele olhou para o lado e depois saiu. Logan, eu descobri que seu nome é Logan, ótimo, agora o Logan deve me achar a garota mais idiota do universo. Depois que eu acordei do meu devaneio comecei a caminhar até a sala de aula. Biologia, era minha primeira aula, demorei pra achar a sala, já que não conhecia nada por aqui, quando finalmente achei, a sala já estava cheia e o professor estava lá.

—Com licença. –eu disse parada na porta.

—Claro, senhorita?... Uckermann –ele disse depois que eu entreguei minha folha a ele.- Pode se sentar ali. – o professor disse apontando para uma mesa vazia.

Enquanto eu caminhava até minha solitária mesa, eu vasculhei a sala com meus olhos até eles pararem naquele rosto lindo, olhos pretos. Ai minha nossa, o gato do Logan estava na minha sala, ou melhor, eu estava na sala dele. Eu me sentei de uma vez me virando pra frente.

—Bom turma, temos uma nova integrante. Senhorita Uckermann, poderia se apresentar a turma por favor?

Mas que palhaçada é essa? Por acaso estávamos no presinho e ninguém me avisou. Eu fiquei olhando com uma cara estranha pro professor, que deve ter percebido.

—A cidade é pequena, todos conhecemos todos. Seria bom se você se apresentasse.

—Tenho certeza que daqui a meia hora todos na cidade vão saber quem sou. –rebati ainda olhando pro professor.

Ele ficou me olhando, e cruzou os braços, como se tivesse dizendo ‘’estou esperando’’, então eu não tinha nada o que fazer, me levantei e comecei a falar.

—Eu sou alguém que vocês não vão querer conhecer, nem ser amigos. Nos mudamos umas três vezes por ano, então vocês não terão tempo de lembrar meu nome, e muito menos eu o de vocês, então não se dêem ao trabalho. –depois que terminei, me sentei e todos ficaram em silêncio.

—Está atrasado senhor Voughan. –o professor disse para um garoto parado na porta. –Sente-se. –ele ordenou. Então o garoto caminhou e se sentou ao meu lado.

E eu pensando que ficaria o tempo que fosse passar aqui, sozinha. Olhei de canto de olho pro garoto, ele tinha os cabelos marrom escuro, mas não consegui ver a cor dos seus olhos, ele estava olhando para o caderno na mesa.

—Belo discurso novata. –ele falou sem olhar para mim.

—Hein? –eu disse me perguntando se ele tinha falado comigo.

—Agora o senhor Orth não vai implicar só comigo. –ele disse agora olhando para mim.

—É uma pena. –eu disse olhando nos olhos dele.

Eles tinham uma cor acinzentada, com pontinhos verdes escuros. Até pareciam lentes, mas eu duvidava que fosse, era uma cor exótica. Eu fiquei olhando fixamente nos olhos dele, que deve ter percebido, ele franziu a testa, e piscou algumas vezes voltando a olhar pro caderno. Eu e minha mania de olhar nos olhos das pessoas. Ele não falou mais nada, e eu claro, permaneci da mesma forma. Assim que o sinal tocou, peguei minhas coisas e sai da sala, fui para aula de Literatura Inglesa, na hora do intervalo eu fui para o refeitório, como todo refeitório estava lotado, e não encontrei minha irmã em lugar algum. Ela já deve ter feito amizades, é do tipo amigável, popular, muito diferente de mim é claro. Comprei uma lata de refrigerante e me sentei em uma mesa isolada que estava vazia. Na hora de ir embora, eu caminhei até minha picape, abri a porta e entrei, dei partida e troquei a marcha para a ré. De repente um carro parou atrás de mim impedindo que eu pudesse sair.

—Você se importa? –eu gritei pro rapaz que estava saindo do carro.

—Nem um pouco. –ele disse dando de ombros.

Então em um súbito momento de raiva eu pisei no acelerador e ele foi para trás acertando em cheio o carro do loiro idiota.

—Sua louca, o olha o que você fez! –ele gritou levando as mãos até a cabeça e voltando em direção do carro.

—Ops. –eu disse rindo.

—Você vai pagar por isso. –ele continuou gritando.

—É só passar o número da sua conta.

Ta legal, eu poderia ter exagerado, mas ele viu que eu estava saindo, é loiro mesmo, um completo imbecil, ele entrou no carro e saiu de trás do meu. Eu dei a ré e sai dali o mais rápido que pude. Meu pai iria me esganar por ter que pagar o carro do loiro idiota, mas eu pensei que se não comentasse sobre o ocorrido ele não ficaria sabendo. Mas do jeito que essa cidadezinha é pequena, ele acabaria descobrindo mais cedo ou mais tarde. Na hora do jantar, estávamos todos na mesa, por sorte minha irmã não havia comentado nada sobre o assunto, e nem meu pai. Então pensei que ninguém soubesse e resolvi ficar em silêncio.

—Como foi o primeiro dia de aula? –meu pai perguntou cortando a carne.

—Normal. — Eu disse, ao mesmo tempo que minha irmã falou ‘’bom’’.

—Fizeram amizades? –ele continuava olhando pro seu prato.

—Não. –eu disse ao mesmo tempo que minha irmã falou ‘’sim’’.

—E o que mais vocês fizeram?

—Estudamos. –eu disse depressa e dessa vez minha irmã não disse nada.

Meu pai estava calado e sério demais, na hora passou pela minha cabeça que ele tivesse descoberto que iria gastar uma grana pro loiro idiota, ele nunca ficava sério assim, a não ser que tivesse acontecido alguma coisa, e foi o exatamente o que pensei.

—E o que mais? –ele continuou com aquele interrogatório.

—Nada. –minha irmã disse com a mais repleta calma.

—Não atropelaram ninguém?

—Claro que não pai. –minha irmã falou rindo.

Ela deve ter achado uma piada, mas eu achei que meu pai tivesse descoberto e eu estava ferrada. Mas não deu outra, eu só não sei como ele descobriu, ou quem contou a ele. Mas que ele sabia, ah... Ele sabia.

—Tem certeza? –ele disse olhando diretamente pra mim.

—Em minha defesa, ele viu que eu estava saindo com o carro, e eu pedi pra ele tirar, ele não tirou então...

—Então eu é quem vou ter que pagar o prejuízo. –meu pai disse me interrompendo. -Meu seguro não paga TPM .

—Então diga que eu tive um mal súbito. –tentei fazer uma piada, mas acho que não deu muito certo.

—Não venha com piadinhas agora Pietra. O pai do rapaz veio me cobrar no meu emprego, sabe quanto eu tive que pagar por aquele carro? –meu pai parecia furioso.

Eu fiquei em silêncio, assim como minha mãe e minha irmã. Meu pai furioso não era uma coisa muito comum de se ver, então eu palpito que ele deve ter pago uma bela grana pelo concerto do carro.

—Eu só não vou tirar o carro de você, por que eu acredito na sua defesa. Mas se você fazer alguma coisa do tipo novamente, pode esquecer este carro. Estamos entendidos? –ele me fitou de um jeito que me deu medo.

—Sim senhor. –eu disse olhando para o meu prato logo em seguida.

Eu sabia que meu pai ficaria bravo, mas não da maneira como ficou. Oh povinho fofoqueiro dessa cidade. Ainda bem que meu pai acreditava em mim, depois de lavar a louça eu fui para o meu quarto. Amanhã eu estaria na boca do povo como a vândala atropeladora, como essas pessoas, ainda mais de cidade pequena me irritavam. Vough-IsLand, mas que nome para uma cidade? E pelo visto não era muito velha, nem muito conhecia, já que eu nunca tinha ouvido falar nela antes.

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