Era Uma Vez... [hiatus]

1 Foi muito sem querer...


Notas iniciais
Desculpa a demora, é que minha diva Isabelle Fuhrman estava aqui em São Paulo e eu necesitava ver ela... E acabei abraçando ela *o*... Boom, nos vemos lá embaixo õ/

POV. Polly

– Polly, como você consegue estragar as coisas assim, tão rápido? – gritou minha mãe no meu ouvido.

– Ai mãe, relaxa que eu já juntei tudo. – eu disse recolhendo a tigela de frutas que eu acidentalmente deixei cair.

– Você vai ao festival hoje? – ela perguntou mudando muito rápido de assunto.

– Se o Edward for, eu posso pensar no caso. – eu disse suspirando.

– Eita, então está apaixonada por ele em?

– Não mãe, eu só tenho uma pequena queda por ele desde...

– Que você era uma bebê?

– É, isso é verdade. – eu disse e nós duas caímos na gargalhada. Depois de ajuda-la a arrumar tudo, eu resolvi sair, ficar dentro de casa era uma coisa que eu odiava.

Sai da nossa pequena casa em um vilarejo de Avalon, o reino das fadas. Oi! Meu nome é Polly Gomez, eu tenho 14 anos e sou uma fada da primavera. Nós, fadas da primavera, somos as mais comuns, mas eu nem ligo, eu adoro os meus poderes, poder controlar a terra e a flores, cara, é muito legal isso.

Comecei a andar pelo vilarejo, era uma parte meio que “pobre” do reino, mas era tão fofo e pequeno que eu me sentia confortável sempre. As flores que brotavam do jardim eram tão lindas que pelo amor de Deus. Em Avalon, existe uma área para cada fada e elfo. As fadas e elfos do inverno, que são os mais raros, são normalmente da realeza, então, quase todos moram no castelo; depois vêm as fadas e os elfos do outono, eles moram bem próximos ao reino, quase do lado das plantações; as fadas e os elfos do verão moram, normalmente, a beira mar, eles se sentem mais confortáveis lá; e por último as fadas e os elfos da primavera moram a onde sobrar espaço, porque somos os mais numerosos, então você pode encontrar a gente em qualquer lugar, menos no reino.

Minha vila é perto do riacho e do portal de Avalon, que dá para uma floresta onde o proprietário é o pai adotivo de uma das nossas fadas, Lauren se não me engano, eles se maduram há algum tempo, mas Lauren conseguiu fazer seu pai não vender as terras para os Trolls. Agora vivemos quase em paz, mas mesmo assim, estão tendo mais sentinelas do que o normal nas florestas, bom digamos que os trolls e outras criaturas gostam de matar fadas como esporte favorito... Bom, não vamos tocar nesses assuntos. Agora eu só queria pensar em coisas legais, como... OMG é o Edward nadando no mar?! (Sim, Edward é um elfo do verão... Tão quente... Tão Hot... Tão Edward...).

Eu estaquei na areia, sentindo o cheiro salgado da água e quase chorando com a visão. Ele era quase um deus grego, só que mais bonito! Aqueles olhos azuis dele me deixam tão... Sei lá! Eu sei que pareço uma idiota parada desse jeito, mas eu não consigo mais me mexer... Bom, conseguir eu consigo, porque parece que Edward está mais próximo de mim...

– Eai Polly, tudo de boa? – Edward disse bagunçando o cabelo molhado.

– Hã? Ér... Oi Edward, tudo e ai? – eu disse gaguejando.

– Só cansado, estou treinando aquecer algumas coisas, mas isso tira muito minha energia... Quer ver?

– C-claro, vai ser legal. – ele pegou minha mãe (OMG EDWARD LERMAN PEGOU MINHA MÃO!!!!!ONZE!!!!!!!1111111111!!!OOONZE) e me levou até onde tinha umas pedras, perto da estrada, lá existia um mini lago... Ou uma poça muito grande, enfim. Ele levantou sua mão e apontou para o mini lago (ou poça gigante) e começou a aperta-la, eu achei aquilo estranho de começo, mas logo pude ver algum vapor saindo da água. – Uau, realmente impressionante Ed.

– Não é tanto, só consigo aquecer a água, eu gosto mais dos seus poderes, é verdade que você pode fazer nascer uma flor em qualquer terreno?

– Bom, é sim. Mas é um poder idiota comparado ao seu... Quer dizer, você é um elfo do verão... E eu apenas uma fadinha medíocre da primavera...

– Não fale isso, seus poderes são incríveis. – ele disse me abraçando... Acho que eu esqueci de contar mas Edward era meio que meu melhor amigo; é eu sou apaixonada pelo meu melhor amigo... É, eu sei que é trágico! – Ei Polly, vai ao festival hoje?

– Você vai?

– Uhum, o Rony está insistindo, então... Você vai? Haha.

– Vou né, vai ser legal.

– Beleza, então eu te encontro lá jardineira. – ele disse me beijando na bochecha.

– Vai lá salva-vidas. – eu disse dando um tapa no ombro dele e sentando em uma das pedras, meio que observando o Edward começar a brincar de lutinha com o Rony, tão crianças esses dois... Mas são os meus idiotas... Quer dizer, o MEU idiota!

– Eu vi isso direito? – uma voz aguda perguntou atrás de mim, e quando me virei meu corpo tremeu. – Edward Lerman, o cara mais hot de Avalon falando com você?

– Ele é meu amigo Beca. – eu disse encarando aquela figura loura com ódio e medo. Um ar gelado flutuava envolta dela, ela era mais branca que a própria neve.

– Ata! HAHAHA Você acha mesmo que uma menininha como você vai ser amiga dele? Nos poupe Polly. – ela disse e suas amiguinhas idiotas fizeram coro na risada.

– Se você não quer acreditar... – eu disse dando de ombros e levantando para sair dali.

– A onde pensa que vai idiota?

– Pra minha casa. – eu disse respirando fundo. Realmente não deveria ter dito isso, senti um vento frio passar por mim, e quando fui ver Beca estava na minha frente, apertando meu braço com suas garras.

– Me trate com respeito idiota! – ela disse cuspindo em mim. – Sou a princesa de Avalon, você só deve se retirar quando eu mandar!

– Pelo que eu saiba você é só a princesa, quem realmente manda é sua mãe! – eu disse fazendo força pra controlar minha voz.

– Por enquanto fadinha... Por enquanto. – Beca disse apertando ainda mais meu braço e me jogando no chão. Cai de cara na areia, ouvi risadinhas e aplausos. Aquela Beca me paga um dia...

Eu estava com tanta raiva, mas tanta raiva que nem levantar levantei. Queria continuar assim até aquele projetil de Barbie ir embora... Mas pera ai... Que gritos são esses? Quando levanto a cabeça vejo o motivo de tanta gritaria, Beca e sua amiga Jady estavam quase sendo engolidas por uma gigante planta carnívora que cresceu do nada nas pedras. Olho assustada em volta, todos estavam em pânico. Edward passou por mim correndo e apontou sua mão para a planta, uma grande luz dourada passou por entre seus dedos, a luz era igual os raios do Sol, isso fez a planta se encolher e começar a murchar e murchar e murchar.

Beca quase pulou no colo de Edward quando viu que não estava mais em perigo. Jady também abraçou Rony, que também ajudou. Me levantei devagar e fui embora de fininho, mas o pessoal começou a gritar meu nome e logo percebi que estava enrascada.

– COMO VOCÊ PODE FAZER ISSO COMIGO POLLY? – Beca gritava com lágrimas nos olhos e tremendo. – ACHEI QUE A GENTE FOSSE AMIGAS!

– Eu... Eu... Beca, me desculpa, eu não fiz de... Não consegui... – fui me enrolando mais e mais com minhas palavras, queria sair o mais rápido possível dali, olhei desesperada pro Edward que também estava com um olhar espantado. Comecei a entrar em desespero quando vi alguns guardas chegando, caramba, me ferrei agora. Edward e Rony saíram de perto das meninas e vieram até mim.

– Venha Polly, vamos sair daqui. – Rony disse e os dois me levaram para longe da confusão. – Você está bem?

– To, obrigada Rony. – eu disse sorrindo afetada. – Vocês não acham que... Que vai acontecer alguma coisa, não é?

– Não, Beca nunca envolveria a rainha nisso, por mais que ela seja a princesa, ela sabe a hora certa de parar. – Edward disse rindo pelo nariz.

– Agora me diga uma coisa... – começou Rony.

– Como você pode fazer uma coisa tão foda?! – Edward perguntou gritando e os dois caíram na gargalhada; eu demorei um pouco para entender o que estava se passando ali.

– Cara, uma planta carnívora é demais, como eu queria ser um elfo da primavera pra fazer aquilo. – Rony disse suspirando. – Ainda não sei por que salvamos as duas, eu sei que elas são gatas, mas seria legal ver a planta mastigando elas... Não leve na malicia Ed.

– Não fale assim... E eu não levei na malicia! u_u. Nós a salvamos porque se as duas fosses comidas vivas... – Edward começou e Rony deu um sorriso malicioso. – Depois sou eu que levo na malicia, como eu ia dizendo, se aquilo acontecesse a nossa jardineira Polly estaria muito enrascada. Entendeu agora ninfomaníaco por morte? – Ed disse batendo na cabeça dele.

– É, tem razão... Polly, acho melhor você ir pra casa, sei lá, você sabe que mesmo se a Beca não levar isso pra mãe dela, ela vai contar pros guardas, que vão querer explicações. – Rony disse e nem precisou repetir e eu já estava correndo pra minha vila.

– Vejo vocês no festival. – eu gritei acenando eles responderam, mas eu já estava literalmente voando pra ouvir os dois.

Cheguei em casa em poucos minutos, minha mãe estava arrumando o jardim, plantando algumas novas flores. Não sei por que ela faz isso, quer dizer, uma planta pode crescer rapidinho, é só ela balançar a mão.

– Oi querida, como foi lá na praia? – ela disse levantando e me encarando. Eu comecei a suar, só pelo fato de eu não ter contado pra ela que ia na praia.

– Ah, foi tudo bem, você sabe. Os mesmo elfos nadando, as fadinhas montando castelos de areia... Tudo normal. – eu disse entrando rápido em casa, ela claro me seguiu.

– Se foi tudo normal, então porque eu já recebi um memorando pedindo para eu comparecer no departamento local das F&EDP? – ela disse me mostrando uma carta verde primavera.

– Hm, mãe, a senhora sabe que meus poderes só estão começando a aparecer, e eu não tenho total controle sobre eles...

– Sem demora, só me fale o motivo, pra mim preparar a punição.

– Beca me empurrou no chão, eu fiquei com raiva e digamos que uma misera plantinha carnívora cresceu e quase devorou ela e a Jady. – eu disse fazendo cara de anjinho e dando uma mordida na minha maçã verde.

– E porque ela te empurrou?

– Porque ela não gosta de mim, você sabe disso. Todo mundo sabe.

– Oh querida, você tem que se controlar, você é muito poderosa... Não pode se deixar levar por briguinhas de crianças!

– Então me diga por que eu sou assim! A Beca sabe, por isso ela me odeia! Por favor, porque eu consigo fazer tudo isso, sendo que nem as fadas mais velhas da primavera conseguem?! – eu gritei e as flores que ficavam na janela murcharam e caíram duras. – Viu?

– Eu não... Eu não posso te dizer isso. – ela sussurrou bem fraquinho e olhou para baixo.

– Legal mãe, muito legal mesmo! – eu gritei mais alto e percebi que um monte de plantas venenosas começaram a entrar em casa, como se estivessem se rastejando.

– Polly, chega! – ela gritou também, e as plantas evaporaram da nossa casa, tanto as que eu criei quanto as do jardim. – Você vai subir para o seu quarto e não vai sair dele até eu chegar do departamento.

– Ótimo, e que horas vai ser essa coisa? – eu perguntei cruzando os braços e a olhando com raiva.

– Às sete da noite, possível eu voltar depois das dez.

– Mas mãe, o festival é as oito! – eu disse chocada, ela sabia que eu queria muito ir.

– E quem disse que você vai nele? Você sabe que deve merecer as coisas, e acha que merece, depois do que você fez?!

– MAS FOI SEM QUERER!! – eu gritei começando a chorar.

– Não importa! – ela disse mantendo a voz calma e simpática. – Agora suba logo, antes que sua situação piore comigo.

Eu sai chutando tudo e subi pro meu quarto! Essa Beca esta destruindo minha vida... Ah, mais isso não fica assim não. Ela me paga por tudo que já fez passar e sofrer... Ah se me paga!

Notas finais
Eai, oq acharam? Eu sei que no livro as fadas não voam, mas é chato ser uma fada e não voar u__u. Enfim, comentem e me deixem feliz *--*