Notas iniciais
Olá, como vão? Boa leitura.

Eu e Nina sorrimos uma pra outra. Fomos ao desembarque e minha madrinha já estava lá. Larguei a mochila no chão e fui correndo abraçá-la, e a abracei forte.

Nina chegou depois carregando minha mochila na mão e eu peguei. As apresentei.

- Dinda, essa é minha namorada, Nina. Nina, essa minha madrinha, Michelle.

Elas se cumprimentaram.

Fomos pegar nossas malas e seguimos até a casa da minha madrinha. Ah, Los Angeles...

Chegamos lá e meu tio foi falar conosco. Instalamos-nos no quarto de visitas e já saímos com a minha madrinha. Meu tio nos encontrou mais tarde e jantamos fora. Chegamos em casa cedo.

- Olha meninas, sei que vieram pra se divertir, então vou dar a dica da melhor balada daqui, fica perto daqui de casa e vocês podem voltar de taxi com um amigo meu – minha madrinha me entregou um cartão com um telefone e escrito “Jorge” em cima – é só ligar pra ele e falar que é afilhada da Chelle.

- Ok – sorri.

Ela nos indicou o caminho.

Fomos nos arrumar e saímos. A balada era incrível mesmo. Entramos e a energia era contagiante. Nina me puxou pela mão pro meio da pista e nós dançamos conforme a música. Fui buscar uma bebida pra gente e continuamos dançando. Ela acariciava e puxava meu cabelo e eu beijava o pescoço dela deslizando minha mão pela coxa dela, até que... Um garoto parou atrás dela e a cutucou.

- Te conheço? – Ela virou o rosto pra ele.

- Ainda não, mas é uma questão de tempo. Prazer sou Tim. – Ele sorriu e estendeu a mão.

E me deixou puta.

- Aqui amigo, você ta cego ou o que? Ta difícil de ver que ela ta comigo? – Me pus na frente de Nina, encarando o canalha.

- Ei, calma linda, tem espaço pra nós três, não tem?

- NÃO FODE! – Puxei a Nina pro outro lado da boate. Era só o que me faltava.

- Que canalha. – Ela comentou.

Dei um gole na bebida. – Deixa pra lá.

Ela beijou meu queixo e voltamos a nos divertir.

Quando eram umas 4:30, resolvemos ir embora. Saímos da boate e eu ia ligar pro tal Jorge, quando olhei de longe um cara que me era familiar. Foquei nele até tentar ver melhor. Quando percebi quem era, arregalei os olhos.

- Volta, volta, vamos entrar e ficar mais um pouco. – Fui entrando e puxando Nina.

- Por quê? – Ela freou.

- Vem, lá dentro te explico.

Voltamos.

- O que foi? – Ela me olhou.

-Vi Alex lá fora. Tenho a impressão de que ele me viu também.

-ALEX? Não acredito!

- Pois é...

- Caralho, esse filho da puta!

-Vamos pro banheiro, vou ligar pro cara lá e a gente espera aqui dentro.

Fomos ao banheiro e eu liguei pro cara. Ele disse que logo estaria lá e me deu o prazo de 20 minutos. Quando saímos do banheiro...

- Ora, ora, ora. Quem eu encontro aqui? – Ele deu uma risada estranha. Estava cheio de olheiras e a pele pálida e mais magro do que já era. Estava assustador. Era ele mesmo, Alex.

- Deixa a gente em paz. – Nina encarou ele e depois o empurrou, nós passamos.

Ele veio atrás.

- Você me fodeu, sabia? Era pra eu ter te fodido. – Ele riu. – Já que você não deixou, eu te fodo agora. – Ele puxou a Nina pra ele.

Nem pensei. Dei um soco na cara dele com uma força que veio do além. Eu estava queimando de raiva.

- FICA LONGE DELA!

Ele ia me bater. Pensei na vez que ele tinha me batido. Mas, dessa vez eu estava forte, a raiva me deixou forte. Antes que ele batesse, o segurança chegou e o impediu.

Nina ia argumentar, mas o segurança falou que não havia problemas conosco, ficamos mais aliviadas. Tomei uma água e Nina me acalmou. Ninguém merece esse cara aparecendo de novo.

Saímos e o taxi já estava lá, entramos e fomos para casa.

Quando chegamos, tomamos banho, comemos alguma coisa e fomos dormir. Amanha teria que contar a minha madrinha o que houve, mesmo que por alto.

Sim, eu gostava de contar tudo a ela.

Mesmo com ainda uma ponta de raiva e adrenalina, dormi.

Acordei no dia seguinte com o Ziggy, cachorro da minha madrinha, entrando no quarto e subindo na cama. Nina acordou assustada e eu ri.

Fizemos carinho nele e depois ele saiu. Levantamos-nos e fomos tomar café.

- E ai, como foi ontem? – Minha madrinha perguntou quando sentamos-nos à mesa.

- Ah, foi bom – sorri – Menos no final que não foi muito legal... Mas acontece.

- O que houve? – Ela se preocupou.

- Um menino puxou a Nina, e ai eu fiquei com raiva até demais e acabei batendo nele.

- ISABELLA!

- Não controlei. Mas ai o segurança chegou e disse que o encrencado era ele, deve ser um marginalzinho.

- Mesmo assim, não se deve bater, ok? Sei que é difícil, mas tenta se controlar. Esse tipo de gente é perigoso.

- Eu sei...

Continuamos o café.

- E ai, o que vão fazer hoje?

- O que sugere?

- Ta um sol lindo, podemos ficar na piscina. – Ela olhou pro lado de fora.

- Acho uma ótima. – Nina comentou.

Coloquei um biquine e pulei direto na piscina, Nina chegou depois. Assobiei.

- Boba. – Ela riu e entrou.

- Gostosa. – Sussurrei perto da boca dela e a beijei.

Ela sorriu entre o beijo. Amava quando ela fazia isso.

Ficamos na piscina e depois saímos um pouco pra tomar sol. Deitamos na cadeira e passamos a tarde lá. Mas, é claro, ela se lembrou de passar protetor solar... Eu não.

Quando minha madrinha chegou da rua com meu tio e nos chamou para jantar, foi que eu percebi o quão queimada eu estava.

Nina riu.

- Anda direito amor.

- Ta doendo. – Fiz bico.

- Isso que da não passar protetor. – Ela riu de novo.

Estava horrível pra me mexer. Merda!

Entramos e jantamos pizza. Tomei um banho e fiquei deitada na poltrona reclinável da minha madrinha, e ficamos na sala com ela e meu tio. Nina me deu a mão e passamos o resto da noite vendo filme.

Notas finais
Espero que gostem!
Comentem, digam o que estão achando da viagem e o que acharam da volta do Alex :3
See u.