Notas iniciais
Oie. Quem mais odeia o Alex além de mim? :@
Ai vai, leiam ai ç.ç

Ele segurava meus braços forte, estava me machucando muito e eu não parava de chorar. ESSE GAROTO É MALUCO! Só desejei meu pai naquele momento pra me salvar.

- BELLA? – Era a voz de Freddie.

Logo, ele apareceu.

- VAI EMBORA, VOCÊ NÃO TEM NADA A VER COM ISSO! – Alex gritava com raiva e apertava mais meus braços.

- VOCÊ TA LOUCO CARA, LARGA ELA! – Freddie deu um soco na cara de Alex e ele me soltou.

Sai correndo e abracei Freddie, mas logo Alex se levantou e Freddie me pôs atrás dele, eu corri pra mais longe. Eles gritavam horrores um com o outro, várias pessoas olhavam pela janela e algumas desceram. Freddie e Alex começaram a brigar feio, e eu chorava muito.

Duas viaturas chegaram lá, os policiais separaram os dois e levaram eles pra delegacia.

- Por favor, eu tenho que ir com ele. – Pedi, ainda chorando, ao policial que levava Freddie.

Ele me olhou com pena e fez sinal pra que eu entrasse. Freddie estava algemado, mas eu o abracei forte e comecei a chorar. Ele estava sangrando, e chorou comigo.

- Desculpa, não queria te meter nisso – solucei – me desculpa.

- Você não teve culpa. – Ele respirou fundo.

O sangue dele ficou na minha blusa, de quando o abracei. Mantemos silêncio até a delegacia, fui abraçada com ele e o fazendo carinho.

Chegamos a delegacia e Alex parecia o capeta quando o vimos.

Os policiais, eles dois e eu, fomos ao delegado. Freddie tentou se explicar.

- Sou testemunha, Seu delgado. – Falei com a voz ainda ruim.

-Pois então, diga-me o que aconteceu. – Ele apoiou os cotovelos na mesa e as mãos ficaram sobre a boca. Ele estava sério.

Respirei fundo. – Ele... – Apontei pra Alex – Me segurou no meio da rua, me bateu, e machucou meu braço. Quando consegui me soltar, gritei o meu amigo – pôs a mão no ombro de Freddie. – E então, o outro me segurou de novo. Pensei que ele pudesse me matar, ou me machucar mais. Por sorte, meu amigo me ouviu e chegou a tempo de me salvar. Mas então ele veio arrumando briga com meu amigo, ele só tentou se defender. – Suspirei novamente. – Só tentou me defender.

O delegado acreditou em mim, Alex passaria a noite na cadeia e sei lá o que fariam com ele. Soltaram Freddie e nos abraçamos forte. Chorei de novo.

- Obrigada Fredds, fiquei com tanto medo – o apertei forte – não sei o que ele teria feito comigo.

- Não pensa mais nisso. Ele não fez e não vai fazer mais nada, eu não vou deixar. – Ele me fez carinho e limpou meu rosto.

Respirei fundo, soltamos o abraço e o policial nos levou até em casa.

Abri a porta de casa e o abajur da sala estava aceso. Minha mãe estava sentada agoniada no sofá e com um roupão. Ela me olhou assustada e pareceu sem reação. Se levantou de pressa e me abraçou.

Fazia tempo que eu não abraçava a minha mãe. Eu estava péssima. A abracei.

- Meu Deus, o que aconteceu com você, minha filha? Quem fez isso contigo? – Ela passou a mão pelo meu rosto, que devia estar marcado. Viu as marcas nos meus braços e passou a mão também. Me olhou com os olhos cheios de lágrimas.

- Foi um menino, mãe. Um menino doente. – Suspirei. Não queria mais chorar. – Ele fez isso comigo só porque... – Olhei pra baixo. Não gostava de falar com minha mãe sobre meninas. Nos sentamos e segurei as mãos dela. – Só porque eu gosto da mesma menina que ele. E eu to ficando com ela. Ele pegou um ódio mortal de mim por isso, e eu não sei o que ele ia fazer comigo, achei que me mataria.

Ela pôs uma mão na boca e começou a chorar. Me abraçou e acariciou meu cabelo. Não conseguiu dizer nada.

- Eu gritei meu amigo, aquele que me trouxe aqui naquele dia. Por sorte ele ouviu e me salvou. Os dois foram parar na delegacia e eu fui junto. Soltaram meu amigo e o menino ta preso.

- Seu amigo está bem? – Ela disse fraco se recuperando do choro.

- Não. Ele está machucado, e acabou de brigar com o garoto que era um dos melhores amigos dele. O pior é saber que a culpa é minha. Eu estou muito mal também.

Ela não queria me soltar. E eu, sinceramente... Estava gostando daquele momento. Gostando de ter minha mãe pra me consolar, sem me julgar.

-Pensei muito no papai, mãe. – Meus olhos encheram de lágrimas e logo transbordaram. – Pensei nele ali pra me salvar. Sinto tanto a falta dele. – Chorei e nos abraçamos.

- Eu também, meu amor.

Me recuperei e me levantei.

- Vou tomar um banho e dormir. Estou exausta.

Ela concordou com a cabeça e foi se deitar também.

Fui ao banheiro, tomei um banho bem demorado, chorei muito no banho. Quando sai, olhei no espelho meu rosto marcado forte o contorno da mão de Alex. Meus braços estavam roxos, os dois. Eu estava acabada. Coloquei um pijama e deitei na cama.

“Ta acordada?” – Mandei pra Nina.

“To sim, o que foi linda?”

“Ah... Nada, eu acho melhor eu te contar amanhã. Estou exausta princesa, preciso dormir.”

“Tudo bem, mas me conte. Durma bem, até amanhã. Boa noite.”

“Boa noite.”

Virei pro lado, e dormi.

Acordei no meio da noite, estava suando frio e com a respiração ofegante. Havia sonhado com o que aconteceu. Resolvi tomar um calmante. Tomei e voltei a dormir. Minha mãe entrou no quarto as 6h.

- Filha, quer que eu fique com você?

Cocei os olhos e me toquei que era segunda. – Não precisa mãe, pode ir trabalhar.

- Promete que vai me ligar qualquer coisa?

- Ahan.

- Então ta. Se cuida, meu amor. – Ela beijou minha testa e foi.

Voltei a dormir.

13h, acordei com o celular tocando. Era Nina.

- Ei, onde você ta menina? Por que não foi a aula? O que queria me contar? Sabe por que Freddie não foi? – Ela parecia nervosa.

- Calma Nina, calma. Vem aqui em casa e eu te explico tudo, ta?

- Você ta me deixando preocupada. To indo.

Desliguei e mandei uma mensagem pro Freddie. Ele chegou antes dela. Freddie estava horrível, todo machucado. Recebi ele com um abraço e beijei o rosto dele.

- Como você ta, lindinha? – Ele acariciou meu braço.

- To péssima Fredds. – Suspirei. – Nina deve estar chegando. Vamos contá-la.

Ele concordou e nós sentamos. Pouco tempo depois, ela chegou. Respirei fundo e abri a porta.

- OoiQUE ISSO? – Seus olhos se arregalaram. Ela passou as duas mãos pelo meu rosto e me fitou. – QUEM TE FEZ ISSO?

- Entra. – Dei passagem.

Ela entrou e olhou o rosto de Freddie. Me olhou, ainda espantada e correu até o sofá, se sentou ao lado dele.

- Bebê, como você ta? – Ela beijou a testa dele e as duas bochechas. Olhou pra ele e pra mim. – Isso aconteceu ontem quando foram embora?

Concordei com a cabeça.

- Quem fez isso com vocês?

Me sentei na mesinha de centro. – Foi o Alex...

Ela se levantou e suas expressões ficaram raivosas. – AQUELE FILHO DA PUTA! EU NÃO ACREDITO.

- Ele está fora de si com isso. Não reconheci Alex ontem... – Freddie suspirou triste.

- Ei, calma. – Me levantei e dei as mãos a ela. – Senta... Vamos te contar tudo. – Nos sentamos.

Eu e Freddie contamos juntos. Falei a maior parte, ele estava muito abatido. Nina ficou indignada. Nós três choramos.

Pus as mãos no rosto enquanto chorava. – Eu tive tanto medo. – Solucei.

Nina me abraçou, e eu a abracei forte. – Eu podia ter te perdido. Eu não acredito nisso. – Ela incluiu Freddie no abraço. – Eu podia ter perdido vocês dois. – Choramos mais.

Nos recuperamos.

- Onde ele ta agora? – Ela fungou e ajeitou a franja.

- Creio que na prisão. – Freddie olhou ela. Ele balançava os joelhos, nervoso.

- É onde merece estar. Vou falar tudo o que ele merece ouvir depois. Esse não é o Alex que eu conheço, não é meu amigo. É um alucinado obsecado, que eu não quero mais na minha vida.

Olhamos para o chão e nos entreolhamos. Conversamos mais um pouco.

- Creio que agora queiram ficar juntas. – Freddie se levantou e ajeitou a roupa.

- Que isso Fredds, fica... – Nina ia se levantar mas ele impediu.

- Fica tranquila. Eu sei que querem, e eu não me importo. Quero um pouco minha casa também.

- Tudo bem... – Falamos.

Nos despedimos e ele foi. Nós duas nos abraçamos forte. Fomos pro meu quarto e ficamos deitadas na minha cama, conversando baixinho.

Notas finais
Alex teve o que mereceu, bem feito u-u
Tadinho do meu Freddie ç.ç
Comentem ai! Apareçam, fantasmas k.
Opinem, divulguem pra gente legal, etc k.
See u.