Notas iniciais
Tem um POV Freddie porque minha amiga ficou curiosa k. Viu, nem demorei, viu, viu u-u haha. Boa leitura!

-Você quer que eu converse com a sua mãe? – Nina quebrou o longo silêncio dentro do abraço.

- Não. Ela não vai ter contato contigo até que aceite. Eu falo com ela. – Suspirei e ela me olhou triste.

Pôs a mão no meu rosto e o acariciou, beijamo-nos.

- Você sabe que pode ir lá pra casa a hora que quiser, não sabe?

- Sei sim...

- Se ela te bater de novo ou te fizer tão mal a ponto de você ficar como ficou, quero que vá lá pra casa imediatamente. Se for muito tarde, me liga que meu pai te busca. Eu to falando sério.

- Ta bom meu amor...

Nós nos deitamos juntinhas e ela me acariciou.

- Gosto muito de você. – Ela sussurrou.

Eu beijei o pescoço dela e pensei um tempo. Pensei se tinha certeza no que iria dizer. Sim, eu tinha!

- Eu te amo! – Sussurrei em tom igual.

POV Freddie

Nina tinha me pedido pra chamar a Rafaella pra sair, pois ela e Bella queriam conversar. Chamei a Rafaella e ela foi. Nós saímos ambos sem assunto. O dia estava bonito, frio, mas com um sol fraco.

Olhei a menina, claro. Ela era linda. Ruiva dos cabelos cumpridos e ondulados, as sardas reluziam à luz do sol, e os olhos verdes ficavam ainda mais verdes. Ela escondia-me o sorriso quando eu falava besteiras aleatórias, dava-me apenas o sorriso simples sem mostrar os dentes. Calei-me.

Levei-a ao shopping, e continuamos tais sem assunto.

- Não me leve a mal... – Ela olhou-me tímida. – Não sou uma pessoa de fácil convívio.

- Tranquilo, se quiser ficar sem assunto, podemos ficar. – Comprei um frapuccino no Starbucks pra mim e um pra ela.

Um tempo longo se passou, e dentro dele, já estávamos sentados no banco, na parte descoberta do shopping.

- Você é linda. – Comentei.

Queria ficar com ela. Queria mesmo.

- Obrigada. – Ela deu o mesmo sorriso, escondendo-me os dentes pequenos e perfeitos.

Depois de mais um tempo, estendi minha mão até alcançar a dela. Não precisávamos ter assuntos, podíamos ter beijos.

Se ela não afastasse a mão.

- Desculpa. – Ela me olhou. – Não sei se a Bella te contou, mas... Sou lésbica.

Só o que me faltava. O que eu fiz vida? Diga-me!

Em primeiro, Nina. Depois, Bella. E agora, Rafaella. Por Deus! Sou atrativo de lésbicas?

- Ah, sem problemas. – Afastei a mão.

Agora mesmo que o silêncio absoluto entre nós reinava.

Não vi como, nem por que, mas ela pegou-me pela nuca e me beijou.

Juro, não entendi.

A beijei também. Demoramos um tanto no beijo, e nos afastamos.

Como Velhas Virgens já dizia: Ninguém beija como as lésbicas.

- O que foi? Não disse que era lésbica? – Ri falhado.

- Ah, foda-se os rótulos. – Ela me beijou de novo.

Doidinha, mas linda. E beijava muito bem.

Ficamos o resto da tarde, e quando Nina ligou, voltamos pra casa de Bella.

POV Isabella

Não sei se ela se assustou ou coisa assim. Mas tinha de dizê-lo. Ela manteve o silencio, mas afagando meu cabelo e me beijando a testa.

- Gosto muito de você. – ela repetiu.

Não esperava ouvir um “eu também te amo”, não agora. Sei que se ela dissesse, seria um tanto por pressão, e não queria isso. Quando ela sentisse que realmente me amasse e estivesse pronta, sei que diria. Ela sempre foi muito sincera comigo, uma das coisas que mais gosto dela.

Ela levantou meu rosto e nos beijamos.

Passamos uma tarde com poucas palavras e muitos carinhos, até que resolvemos chamar Freddie e Rafa de volta.

Confesso, fiquei curiosa pra saber o que eles tinham feito.

Fred era uma exceção, Rafa não ficaria com Freddie, pensei.

Nina ligou pra eles e logo eles chegaram.

- Acho melhor vocês irem. – Disse quando visei o relógio. – Não quero que vocês a encontrem. – Me referi a minha “mãe”.

Eles concordaram.

Freddie me deu um UPA, nós sorrimos e eu beijei o rosto dele, ele retribuiu.

Beijei Nina e nos abraçamos forte.

- Eu te amo — sussurrei novamente.

- Se cuida, meu anjo. – ela sorriu.

Eles foram e eu fui com a Rafa pro quarto.

- Como foi? – Ela perguntou.

- Ué, contei a ela. Contei tudo. Nós choramos juntas, ela me consolou, passamos a tarde até que bem depois disso.

- Ah, que bom amiga.

- Eu disse a ela.

- O que?

- Que a amava.

Ela me olhou como se estivesse me estudando.

- O que foi?

- Você gosta mesmo dela – Ela sorriu.

- Eu a amo. – Corrigi.

- Visível que sim. – Sorrimos

- E lá com o Freddie, como foi?

- Normal. – Ela desviou o olhar e levantou

Ah, não. Sei o que isso significa.

- Rafaella, volta aqui. – Sorri sarcasticamente.

- Ok, ok, você venceu, fiquei com ele, satisfeita?

Gargalhei na cama.

- Cala a boca, idiota, para de rir. – Ela me batia com o travesseiro e eu ria mais.

- Ai, ai. – Respirei fundo, parando de rir. – Sério isso?

- É. – Ela sentou de novo. – Olha o que você fez comigo. – Ela me deu outra travesseirada, mas riu.

- Depois diz que é sapatão. – Ri.

- Isso é mal do nome. Só pode. – Indignou-se.

- Esses Freds na sua vida... Sei não hein.

- Não, é fase, vai passar. – Ela me olhou e mordeu o lábio, confusa. – Ele é tão atraente, e mostrou que queria ficar comigo. Ah, sei lá, fiquei mesmo.

Ri. – Tudo bem amiga. Ele é um bom menino. É pegador também, mas se ele achar alguém que valha a pena, ele muda, tenho certeza.

- Cala a boca Isabella, não vou namorar ele. – Ela me bateu.

Tem tara por me bater, só pode.

- E não me venha com essa de cupido.

- Ok, ok. Pode deixar. Amanhã te apresento uma amiga então, pode ser?

- Ai você ta falando minha língua. – Rimos.

Talvez ela e Emly se dessem bem. Ou ela e Alice. Ou ela, Emly e Alice. Ri comigo mesma.

Conversamos mais um pouco, até que ouvi a porta de casa se abrindo.

- Que inferno. – Falei baixo.

- Calma amiga.

Ficamos em silêncio e as batidas na minha porta começaram.

- Isabella, eu quero que você abra essa porta e quero que abra já.

- E eu quero que você suma. E quero já!

Notas finais
Sei que ficou com muito diálogo esse capítulo e até um pouco cansativo. Mas, espero que tenham gostado.
Não se esqueçam de comentar, as vezes deixo de escrever pra esperar comentários.
Beijos, seus lindos tudo. Até mais.