Beatrice On

As três primeiras aulas já haviam passado, ou seja, já era intervalo e estávamos os seis sentados em uma das mesas do refeitório, mas não comendo, parece que hoje ninguém estava com fome, então só estávamos conversando.

—Mas eai, Tris? – Alicia começou. – O que você queria falar com a gente?

—Ah, eu queria saber se vocês podem dormir na minha casa hoje. – Falei. – Para a gente matar a saudade, colocar o papo em dia, sabe?

—Eu preciso falar com os meus pais. – Victória falou.

—É, eu também. – Erick.

—Eu também preciso falar com os meus pais. – Tonny.

—Eu vou falar com aminha mãe. – Patrick.

—Eu também tenho que falar com meu pai, mas tenho certeza que vou poder ir. – Alicia.

—Okay, então quando as aulas acabarem todo mundo vai para casa, fala com os pais e se encontram na praça para irem juntos que eu vou estar esperando vocês, ta? E quem não poder ir manda uma mensagem avisando. – Eu falei.

—Okay! – Eles responderam em coro.

Ficamos conversando um pouco e após alguns minutos o intervalo acabou e o sinal para a aula foi tocado.

As últimas duas aulas passaram rápido e nós fomos liberados às 17:30 da tarde.

—Então tá combinado hoje, não é, galera? – Perguntei enquanto caminhava para fora da escola com o pessoal.

—Sim, só não garanto nada, porque tem dias que meus pais adoram pegar no meu pé. – Victória falou.

Os outros falaram quem falariam com os pais e se encontrariam onde foi combinado.

Vi que meu motorista já estava esperando, então chamei Tonny e nós fomos.

Como Tonny não mora muito distante de mim eu falou com o Peter (meu motorista) para passar na casa do Tonny para ele ir para a escola comigo, e depois da escola ele volta para casa de carro comigo também.

Chegamos na casa do Tonny e eu me despedi dele:

—Não esquece de falar com seus pais, tá? – Falei.

—Tá bom, tchau. – Ele falou e saiu do carro.

Observei ele entrar em casa enquanto o carro dava partida para minha casa.

Chegamos em minha casa depois de 5 minutos que deixamos a casa de Tonny. Eu desci do carro, agradeci ao Peter, como sempre, e entrei em casa. Subi para o meu quarto, eu estava louca para tomar um banho e relaxar.

Coloquei (joguei) a mochila na cama e entrei no banheiro. Me despi, entrei no box, liguei o chuveiro no modo morno e entrei debaixo deixando a água cair sobre mim e molhar meu cabelo loiro fazendo-o colar no meu corpo. Que sensação maravilhosa!

Fiquei uns 15 minutos no banho, e após isso peguei uma toalha que estava pendurada do outro lado do banheiro, me enrolei nela e saí do banheiro deixando meu cabelo pingar gotas de água no chão do meu quarto.

Fui até a porta ainda enrolada na toalha e tranquei-a para ter um pouco mais de privacidade. Conferi se a janela estava fechada e finalmente tirei a toalha do meu corpo e fui até o closet escolher uma roupa simples e leve, afinal eu estou em casa e a única visita seria meus amigos, então eu posso ficar bem confortável.

Acabei escolhendo um short preto e uma blusinha branca, usando por baixo um top rosa claro, e como calçado uma sapatilha preta. Prendi meu cabelo num rabo de cavalo que ficou lindo e soltei uma mecha de cada lado para dar o toque final.

Não coloquei nenhum acessório, porque eu só uso quando vou sair ou quando tem visita muito importante mesmo.

Olhei no relógio de parede, eram 18:35, então resolvi descer parar esperar o pessoal lá na sala. Peguei meu celular na cama e desci, mas chegando lá me surpreendi ao ver todos sentados no sofá.

—Misericórdia, Beatrice, que demora do cão! – Alicia falou brava.

—Mas como assim? Eu achei que estava arrasando no tempo! – Respondi.

—Não, não estava, você se enganou lindamente! – Victória.

—Tá, mas vamos ao que interessa. – Falei. – Vocês estão com fome? Eu pedi pra Maria preparar uma janta especialmente para vocês. – Continuei. – Quem ousar dizer que não está com fome eu corto a língua fora!

—Credo! – Eles falaram juntos.

—Tá de tpm, mona? – Victória.

—Vamos logo, porque eu já estou azul de fome! – Falei e saí andando para a cozinha.

Eles vieram atrás de mim e quando chegamos na cozinha a Maria estava lá e eles cumprimentaram ela com um beijo de cada lado do rosto e sentaram-se a mesa junto a mim.

Quando a Maria nos serviu eles ficaram felizes ao ver que era macarrão ao molho brando e suco de maracujá. Todas as vezes que eles vieram jantar aqui eles praticamente imploraram para que eu mandasse preparar isso da próxima vez, mas eu nunca o faço, então acho que dessa vez foi uma surpresa.

—Meu Deus, mona, você acertou em cheio! – Victória falou já devorando a comida e todos rimos.

Assim que terminamos de comer, perguntei se queriam sobremesa e todos negaram, então voltamos para a sala.

—Então, o que querem fazer? – Perguntei.

—Que tal verdade ou desafio? – Victória sempre tomando a iniciativa.

—Você por acaso tem 11 anos?

—Meu Deus do céu, eu ouvi a voz do Patrick! Amém, irmãos? – Alicia teve um ataque básico.

—Amém! – Gritamos e rimos, menos o Patrick que estava desintegrando a Alicia com os olhos.

—Mas eai, vai ser isso mesmo? – Erick perguntou.

—Sim, eu não já falei que sim? – Victória. – Vai logo pegar a garrafa!

—Sim, mamãe! – Falei e fui pegar uma garrafa.

Alicia On

Tris saiu para pegar uma garrafa e vi que o Patrick estava me fitando.

—Que foi? Perdeu alguma coisa, Walker? – Questionei ele levantando uma sobrancelha. (N/A: Walker é o sobrenome do Patrick, gente.)

—Nada, Evans. – Ele respondeu olhando para o outro lado. (N/A: Evans é o sobrenome da Alicia.) (Alicia: Aff, me deixa narrar em paz, autora!)

Tris voltou com a garrafa e nós sentamos em círculo no chão, e Tris colocou a garrafa no meio.

—Quem gira primeiro? – Perguntei.

—Eu! – Nem preciso dizer que foi a Vic, preciso?

Vic girou a garrafa e caiu para o Tonny perguntar para a Tris.

—Verdade ou desafio?

—Verdade! – Ela respondeu.

—Onde estão seus pais? – Ele perguntou.

—Viajaram à negócios, só voltam daqui a 5 dias. – Ela respondeu.

—Ata! – Tonny disse.

—Era essa a pergunta? – Perguntei incrédula.

—Sim. – Ele respondeu.

—Oxe, Tonny é todo coisado! – Falei.

Tris girou a garrafa e caiu para eu perguntar para o Tonny.

—Verdade ou desafio, Tonnynho?

—Desafio. – Ele falou indiferente.

—Da um selinho na Vic. – Falei e ele me olhou abismado.

Ele fechou a cara e me mostrou o dedo do meio, mas se levantou e deu um selinho demorado na Vic que ficou totalmente corada.

—Você me paga. – Ela falou baixinho para só eu ouvir.

Tonny girou a garrafa e caiu para Erick perguntar pra Vic.

—Verdade ou desafio?

—Verdade.

—O que você acha do Patrick?

—Eu acho que o gato comeu a língua dele! – Ela disse fazendo careta e nós rimos (até o Patrick).

Vic girou a garrafa e INFELIZMENTE caiu para ela me perguntar.

_Verdade ou desafio? – Ela perguntou com sorriso malicioso no rosto.

—Desafio, não tenho medo de você. – Falei irônica.

—Beija o Patrick e só para quando eu mandar. – Ela falou e eu quase tive uma amostra grátis de infarto.