Era Uma Vez
2 Capítulo 2 - Lembranças - Parte I
Estava deitada na minha cama com o quarto já escuro iluminado apenas pela luz ofuscante da lua através de pequenas brechas da cortina azul,me levantei e fui em direção à janela,afastei a seda macia da cortina e fiquei ali em silêncio apenas com minhas lembranças.
Um ano atrás...
* * * *
"Era inicio das férias e eu havia ido para Los Angeles passar um mês na casa dos meus tios,minha prima Anna de dezesseis anos,uma rebelde fora de controle mas a única pessoa capaz de me entender,me pediu para que fosse com ela à um show de uma banda de rock que ela era apaixonada,saimos de casa à noite e chegamos ao local já cheio,eram tantas pessoas que mal podia-se andar mas com muito sacrificio conseguimos chegar em uma parte próxima ao palco.As luzes se acenderam e começou o alvoroço,as pessoas pareciam gritar o máximo que pudiam principalmente quando o guitarrista,o baterista e o baixista subiram ao palco começando a tocar,a música era boa eu até me animei,me animei mais ainda quando o vi,o cabelo preto destacava sua pele branca e olhos em um castanho hipnotizante,fiquei petrificada quando aquele ser entrou cantando com a voz mais doce que já ouvi tive a certeza de que era o garoto mais lindo que ja vi em toda minha vida.
Não foi dificil saber o nome dele porque era só o que todos gritavam em coral.
- Bill!!!
Isso explicava a quantidade de meninas na platéia.Quando o show acabou juro que a sensação não foi das melhores,tinha virado fã,Anna estava com os olhos inchados de tanto chorar e quase totalmente sem voz.
No dia seguinte minha prima ainda rouca já conseguia falar e isso era o bastante para ela me carregar pelas ruas de Los Angeles novamente,visitamos alguns pontos da cidade e paramos em um café,uma mulher veio nos atender,fizemos nossos pedidos e eu fui ao banheiro,segui por um pequeno corredor longo e no final haviam duas portas,meu celular tocou e eu parei para atende-lo,era minha mãe querendo saber como estava,ficamos uns quinze minutos no telefone e depois desliguei,estava distraida mechendo e no celular quando me virei e começei a andar,levei um susto quando senti esbarrar em alguém que vinha sentido contrário ao meu.
- desculpe! eu não... — parei de falar imediatamente quando percebi em quem havia esbarrado,não consegui disfarçar meu espanto.Era Bill em carne e osso,naquele momento me olhando totalmente desajeitado com a situação.
- Você está bem? — ele me olhou confuso — me desculpe,estava distraido.
- Nã-não... a culpa foi minha estava mechendo no celular e andando acho que essa mistura não combina muito — falei sem graça o fazendo sorrir,ele ficava ainda mais lindo sorrindo e era bem alto também.Nos viramos quando ouvimos um garoto se aproximando.
- Hey! Bill,você me deixou falando sozinho! — ele virou-se para mim franzindo o cenho — é... oi,meu nome é Tom — Ele ergueu o braço e nos cumprimentamos.
- Meu nome é Elize.
- Aliás,me chamo Bill — Ele apenas me olhou e abriu um sorriso ainda mais encantador que o outro.
- Bill Kaulitz certo?
- Sim.- falou apenas.
- Fui com minha prima ontem à um show de sua banda e adorei.
- Obrigada,então quer dizer que você não nos conhecia? — parecia interessado.
- Sim...
- Nossa,isso é raro,não é sempre que somos vistos como pessoas comuns,e isso é bom. — ergueu as sobrancelhas.
- Bill,temos que ir já estamos atrasados para a reunião — Tom falou.
- Sim,claro.Já estamos indo Elize,obrigada pela conversa.
- Tchau! — Tom acenou apressado.
Voltei para a mesa onde minha prima esperava já nervosa.
- Onde estava? pensei que tinha descido pela descarga.
- Desculpa! — me sentei e ela me lançou um olhar quase fatal,não pude evitar e ri.
- Do que está rindo?
- Você não vai acreditar em quem esbarrei no corredor do banheiro.
- Quem? — Ela estava curiosa.
- Bill Kaulitz.
Anna arregalou os olhos e olhou para os lados,já estava ciente que depois disso começaria o interrogatório.
- Quem?!
- Anna você ouviu muito bem e não estou à fim de soletrar.
- Me conte tudo! exatamente tudo!
Ela queria saber desde o perfume ao jeito de falar,acho que nosso dia se resumiu apenas nisso.Mas por mais que eu falasse não existiam palavras para expressar o quão perfeito ele era.
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