Era Pra Ser Só Um Passeio Na Roda Gigante...
1 One-shot
Notas iniciais
Sim eu disse que a criatividade tinha acabado... PRAS OUTRAS DUAS FICS
Mas baixou um santo em mim, e mesmo com essa one pequena espero que deixem de me odiar por deixar vocês esperando.
Boa leitura...
_Toushiro! – reclamou corada.
_O que é Kurosaki? – perguntou, mesmo que parecesse desinteressado, estava nervoso. Acidentes como aquele... Bem não eram normais.
_S-saia! Saia de cima de mim! – corada, corada, corada, corada de mais. Foi só um acidente... Ele... Não fez de propósito. Quem raios cai de propósito?!
_Não posso, desculpe, vai tirar o equilíbrio e podemos cair. – explicou sério.
Todos estavam em roda gigante aquilo era um “passeio” da escola, eles tinham ido com os amigos na roda gigante, só de brincadeira, mas como eram todos meninos e apenas uma menina, alguém teria que ir com a menina, o que ia ser meio... Constrangedor.
A menina era Karin, e o sorteado... Toushiro. Quando entraram, o ultimo se negou a colocar o sinto dizendo que não havia sentido, sendo que era um brinquedo tão lento e seguro, mesmo que tivesse as janelas abertas.
No final das contas, toda vez que parava o brinquedo balançava, e na terceira vez que isso aconteceu, o menino se descuidou e caiu ao mesmo tempo em que ela abaixava pra pegar a chuquinha que caia no chão... Coincidência não?
Resultado: Ambos caíram no chão do brinquedo, cara a cara, ele em cima dela, por sorte ou algum feitio do destino as portas eram fechadas.
Karin sorriu tentando disfarçar o nervosismo, sim, sempre tinha um bando de meninos, às vezes com uma menina, e sempre que tinha uma menina ela era tratada como um menino, geralmente porque desejava isso.
E sim na maioria das vezes que tem uma menina... Ela acaba gostando sem admitir de um deles. E aquele dia estava sendo realmente a favor do rubor em sua face.
A cota de acidentes entre os dois naquele dia fora maior do que em qualquer outro, mãos se encontraram com a pipoca, ele beijou o rosto dela quando ambos foram distraídos, tomar o bendito refrigerante, no banco ela sentou na mão dele. E pra terminar eles pararam na mesma cabine do brinquedo, e ele cai em cima dela.
Ele a encarava como se estivessem numa situação normal, ela estava preocupada, estavam muitos próximos, ele ouviria o coração acelerado, e saberia. Mas o mesmo valia pra ele, mesmo com a expressão imutável, as bochechas coravam lentamente.
Respiração tão próxima e tão descompassada.
Ela o analisava sem perceber, os olhos turquesa, os cabelos brancos, o nariz, as sobrancelhas, a boca, sim, ela passou um duradouro minuto observando cada milímetro da boca dele. E ele obviamente percebeu, com uma proximidade como tal, quem não perceberia?
Mas involuntariamente fez o mesmo, claro ele era louco pela garota, mas nunca demonstrara sentimentos positivos, ao contrário dela, que sempre demonstrava os bons. Opostos que podiam tão perfeitamente se encaixar... Apenas mais alguns centímetros.
Ninguém precisaria saber, poderia, se eles quisessem.
Ele, que antes fazia um esforço pra manter o corpo a uma distância saudável do dela, agora soltou seu corpo lentamente, deletando todo e qualquer espaço que houvesse. Ela corava cada vez mais.
Não aguentava, era demais, perto demais, perigoso, perigoso, perigoso!
Ela sentiu seus lábios serem levemente prensados após escutar um leve sussurro: “Me perdoe por isso”. Seu coração parecia que queria sair do corpo de tão rápido e forte que pulsava. Ela aceitou o beijo como se agradecesse.
Mas ele, ao contrário do que parecia, não era paciente. Sentiu uma mão em suas costas e outra em seus cabelos. O grisalho pediu passagem com a língua, aceita sem hesito. Ela enterrou os dedos nos dígitos prateados, como se sua vida dependesse daquilo.
Mas o oxigênio como sempre separando os amantes, não abriu nenhuma exceção para os dois. E claro que ambos tinham medo do que ia acontecer após aquilo terminar, medo tão grande que poderia fazê-los ficar ali pra sempre, mas o senso falou mais alto e ambos descolaram os lábios arfando.
A cor do rosto dela já não era mais vermelha, após encara-lo de novo, tornou-se branca.
Aquilo que parecia ter durado uma eternidade, apenas um minuto no máximo. Estavam a segundos do topo da roda, ele a encarou.
_Eu pedi desculpas... – bufou. – Foi você que insistiu.
_A-ah, gomen... – desculpou-se com o rosto voltando a ficar vermelho. – E-eu...
Soltou um longo suspiro.
_Kurosaki-baka. – sorriu pra ela, um sorriso que poucos tinham privilégio de ver, um sorriso que ela amou.
Ele levantou, e ela arregalou os olhos ao vê-lo estender a mão pra ela.
_Você disse... – começou.
_Eu menti. – riu gostosamente.
_Baka! Baka! Baka! Baka! Baka! – depois de levantar, começou a dar “leves” socos no braço do garoto.
_Ai, ai Karin, isso dói sabia? – apertou a bochecha dela, ela fez o mesmo com ele.
Então ambos voltaram a se sentar, ela apoiou a cabeça no ombro dele, antes de fazer a pergunta que já martelava em sua mente.
_Então... Vamos contar...?
_Por mim eu deixava em segredo, mas como segredo com eles dura pouco... Sim, vamos contar.
Ela sorriu discretamente, e ambos sofreram o sol das três horas em suas cabeças. Mas valeu a pena.
Notas finais
Vou tentar postar várias one's nesse tempo que vou ficar fora
Comentem onegai
Provavelmente nem ficou digna de reviews mas tudo bem
Kissus, jya ne o/
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