Equinox
12 Capítulo 92
Notas iniciais
Eu já estava voltando para dentro de casa com nossos pais quando minha irmã me chamou:
— Carol – diz Alice. – eu preciso contar uma coisa para você.
— Sim – digo parando e me virando.
— Eu não imaginava que Bella não iria contar para você o que eu fiz ano passado... Bem, na verdade eu vi que ela não tinha a intenção de dizer, e isso é uma prova de amizade, mas eu acho que você deveria saber.
— O quê? – pergunto curiosa.
— Depois que eu vi que os Volturi estavam vindo atrás dos Cullen eu fugi com Jasper e os fiz acreditarem que os estava abandonando.
— Mas você não estava na batalha?
— Não. Eu cheguei trazendo as testemunhas da América do Sul como Bella disse. Eles não sabiam que eu estava lá procurando uma prova. Era difícil para mim, eu não conseguia ver os híbridos muito bem naquela época. Hoje eu consigo ver melhor Renesmee, mas eu acho que é só porque convivo com ela, eu não poderia ver bem outro hibrido. Por isso uma das vampiras da Amazônia ficou comigo.
— Não estou entendendo.
— Alice está dizendo que nos fez pensar que tinha nos deixado – diz Esme. – Acreditávamos que iríamos morrer e pensávamos que ela tinha nos abandonado. Ficamos todos desolados.
— Eu sinto muito, mas era necessário – explica Alice.
— Sim filha, nós compreendemos ou pelo menos nos esforçamos para entender– diz Carlisle.
— Mas porque eu tinha que saber disso?
— Eu só acho necessário que você saiba, Carol. Não há segredos em nossa família. É melhor que saiba por mim. Acho que foi por isso que Bella não disse nada, pois poderia induzir você a certo entendimento através das emoções dela.
— Todos nós ficamos muito abalados com a sua partida, Alice – diz mamãe.
— Os Cullen não sabiam onde eu estava e que eu estava procurando mais testemunhas para nos ajudar. Eu os deixei quase que completamente no escuro, com apenas um bilhete com algumas instruções para reunir o máximo de testemunhas até a neve se acumular, seria quando os Volturi viriam.
‘Eles só souberam onde eu estava e o que eu estava fazendo quando as amazonas chegaram. Apenas Senna e Zafrina, por que eu pedi a Kachiri para ficar comigo e me ajudar a encontrar um híbrido. Era difícil tentar procurar algo que eu não conseguia ver. Kachiri me auxiliou a procurar entre as tribos indígenas da América do Sul. Eu não sabia se existia alguma criatura como Renesmee ou se as histórias eram apenas lendas.
— Mas se existem essas histórias era provável que existisse algum hibrido. Se não, não haveria motivo para terem tais histórias — comento.
— Era nessa esperança que eu apostava. Quando já estava quase acabando o tempo, eu estava vendo que a neve estava se prendendo ao chão aqui, finalmente descobrimos Nahuel e sua tia, Huilen. Por isso tivemos que vir correndo e chegamos quase tarde demais.
— Vocês chegaram bem na hora.
— Mais um minuto ou menos e os Volturi partiriam para cima dos Cullen.
— As chances de conseguirmos eram tão ínfimas que nem Alice ficou – Bella aparece de repente na varanda.
— Obrigada por ter me dado a chance de contar a história para, Carol – Alice agradece nossa irmã.
— De nada.
— Alice... – digo. – Eu gostaria de saber como você me viu.
— Foi inesperado, como essas visões acontecem. Eu vi você assim como eu vi Bella a primeira vez. Soube que vocês duas seriam parte da família, mas ainda não sabia como.
— Foi quando eu e meu marido conversamos sobre adotar mais um filho – diz mamãe.
— Nós dois estávamos lá na ilha – diz papai. – Aproveitando meus últimos dias de férias do hospital.
— Logo teríamos que voltar para os Estados Unidos foi então que eu resolvi que iríamos morar no Brasil. Eu estava procurando algum lugar para morar e me encantei com a cidade.
— Mas por que Toledo? – não que eu esteja reclamando, só quero entender.
— A cidade é pequena, o clima é ameno. Além do mais podemos ir a Foz do Iguaçu correndo sempre que necessário. Eu adorei conhecer as cataratas quando visitamos a primeira vez há dez anos, no nosso aniversário de casamento – Explica Esme.
— Só? – eu sei que o clima pode ser bem frio no inverno, mas a cidade não é a menos ensolarada nem a mais nublada do país como Forks é nos EUA.
— Na verdade, minha mãe nasceu em Toledo, Ohio – admite Esme.
Na época eu não havia percebido que ela havia falado da mãe sem nenhum pesar, como se ela ainda estivesse viva.
— Ah! – nem eu sabia que existia uma cidade com o mesmo nome ali nos EUA.
— Onde fica?
— Fica próximo de Columbus, onde eu nasci. Um dia levamos você lá.
...
31 de dezembro de 2007
Hoje faz exatamente um ano do mal-entendido que quase custou a vida de minha família. E se eles tivessem morrido eu também teria, pois não teria conhecido Esme. Todos em casa estão sentindo o mesmo. Essa data terá um significado especial além de ser a virada do ano. Para nós, Cullen, sempre será a lembrança daquele dia e que sobrevivemos. Um misto de alegria com tensão.
Amanhã eu, Esme e Carlisle vamos pegar um avião para o Rio de Janeiro, pois eles querem me levar para conhecer a ilha.
...XXX...
Na manhã seguinte fomos todos para o aeroporto de Seattle,enquanto nos despedíamos papai foi comprar nossas passagens. Viemos sem nenhuma mala e voltaremos para o Brasil com duas.
— Até mais meus irmãos – digo, sei que Rosalie não vai gostar, mas mesmo assim eu os considero como se fossem meus irmãos. Eu escolhi a família que quero ter.
— Não fique triste irmãzinha, quero ter uma boa recordação sua – diz Emmett.
Ele sabe, todos sabem, que quando eu voltar ano que vem para os Estados Unidos não serei mais humana, já serei uma vampira. Também me mudarei definitivamente para morar com eles aqui e em nossas outras casas, onde quer que eles estejam.
Viro para meu irmão, não posso viajar sem antes agradecer, embora ele provavelmente saiba que eu sou grata por ele não ter contado para nossos pais o que eu vou contar quando estiver preparada:
— Edward, obrigada.
— Não precisa me agradecer Carol.
Talvez Esme pense que nossa conversa se refira aos presentes de Natal que eu ganhei por causa do dom dele de ler a mente das pessoas. Ao menos a minha ele consegue ler, nisso não sou diferente como a Bella.
Aceno adeus até entrarmos no avião.
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Pegamos um vôo para o Rio de Janeiro e depois vamos de lancha para a ilha que papai deu de presente para mamãe em um aniversário de casamento deles há alguns anos.
...XXX...
Durante o voo de Seatlle até o Rio de Janeiro, no conforto e certa privacidade da primeira classe, Esme se volta para mim e me pergunta, não exatamente uma pergunta, mas pede uma explicação:
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— Querida você está escondendo alguma coisa de mim – ela diz com a voz suave sem ser acusatória.
Penso por um instante e concluo que ela só pode estar se referindo àquele sonho estranho que tive há alguns dias. Agora eu posso pensar nele tranquilamente, pois Edward não vai mais vasculhar a minha mente. O sonho foi tão absurdo que eu não tive coragem de contar para ela. Como eu vou encará-la depois?
Deve ser isso que ela quer saber, embora não seja a única coisa que eu tenho que contar para ela. Mas a outra eu conto mais tarde.
— Eu tive um sonho outro dia. Não, é muito... Não sei o que dizer. Eu não devia contar para você, não posso dizer. Como vou olhar para você depois?
— Pode confiar em mim, sweetie. Seja o que for. Foi um pesadelo e eu morri? Por isso você tem medo de me falar. Foi apenas um sonho ruim, não se preocupe, querida.
— Não mamãe, foi um sonho estranho. Não foi ruim, ninguém morreu – só eu tinha medo de que Carlisle me matasse. Eu sentia que ele quase fez isso e por pouco não fez.
— Então o que foi? Me conte.
— Você vai ficar zangada, mamãe...
— Prometo que não vou.
— Mãe, foi um sonho esquisito. Não sei qual o significado, se tem algum. Me perdoe qualquer coisa, não quero ofendê-la.
— Claro que eu a perdoo querida. Foi apenas um sonho, você não tem culpa. Não controlamos todos os nossos sonhos. Não muito. Talvez isso seja fruto sim de nosso inconsciente, mas de qualquer forma você não pode ser responsabilizada – diz Esme compreensiva.
— Não, mãe. Foi culpa minha e eu me sinto muito mal por ter feito isso. Como pude? – agora todo o sentimento que eu contive por alguns dias me invade completamente.
— Feito o quê?
— Está bem, eu vou dizer, mas não é nada comum.
— Já estou bem habituada a coisas incomuns acontecerem na minha vida. Um sonho é o de menos. – diz Esme. — Sonhos são assim, é esperado que sejam assim. Seríamos bobos se esperássemos o contrário – conclui sabiamente.
— Mamãe, eu sonhei que estava em seu colo... – ela ergue uma sobrancelha inquisitivamente percebendo minha pausa e me dizendo para continuar. Até ai eu sei que é normal, pois eu durmo no colo dela quase todas as noites entao eu certamente iria acabar sonhando com isso algum dia, nada inesperado. Mas... – Eu estava deitada em seu colo mãe mamando como um bebê. Eu era um bebê de colo.
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— Carol você é maluca! – ela levanta da poltrona do avião indignada.
Sabia que ela iria ficar assim, eu temia. Eu sabia. Não deveria ter falado nem se ela me torturasse. Ou deveria ter inventado outra coisa menos ‘ultrajante’.
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— Querida! – diz Carlisle ao ver a esposa exasperada.
Por um segundo eu me encolhi na minha poltrona esperando o golpe. Eu sabia que ela iria reagir dessa maneira. Eu sabia, eu disse. Mas mesmo assim eu fui imprudente ao lhe contar meu sonho absurdo. Agora o sinto de segurança que me prende ao assento está me impedindo de fazer qualquer movimento para tentar escapar. Mesmo se eu pudesse, creio que não iria muito longe... Exceto se pulasse do avião, mas eu não teria coragem. Nem com pára-quedas e muito menos sem. Então eu apenas olho para os lados esperado que Esme se controle ou que Carlisle a segure antes que ela faça alguma coisa contra mim.
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Ela percebe meu pavor e me diz mais calma:
— Você me adora tanto sweetie que chega a ser doentio!
— Esme, eu disse – tento me defender sussurrando apavorada, tão assustada que minha voz é quase inaudível, mas ela pode entender. Mesmo se ela não ouvisse a minha voz meu coração batendo diria para ela como eu estou nervosa. Ela está me assustando.
— Sim, você avisou. Me desculpe por ter reagido assim. Você está tremendo... Me desculpe, meu amor – ela ajoelha na minha frente e o meu choro que estava prestes a romper acaba por desabar. Ela sabe o que meu coraçãozinho está sentindo.
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Eu estou apavorada como quando meu pai vinha para cima de mim, eu sabia que era assim que acontecia, ele ficava bravo comigo e depois vinha para cima. Eu me sentia completamente indefesa. Tão fraca e impotente.
— Sinto muito, sweetie. Nunca mais vou assustá-la desse jeito.
— Esme... tudo... bem. – digo entre os soluços.
Ela é uma vampira, é natural que seja assim. Eu que não poderia esperar outra coisa. Eu que fui idiota de pensar que ela era a mais calma de todos os Cullen. Ela sempre pareceu tão controlada...
Esme volta a sentar no seu lugar ao meu lado e puxa minha cabeça cuidadosamente para deitar em seu peito. Eu ainda estou com o sinto de segurança e não vou tirar até que aterrissemos. Digo ainda constrangida:
— Desculpe Esme, eu acho que eu tenho algum problema na cabeça. Você e Carlisle não mereciam uma filha assim – eu olho para minhas mãostimidamente, olho para ele de relance e papai levanta o rosto quando ouve seu nome.
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— Carol, não importa como você é. Eu é que peço que me perdoe por ter gritado com você – aceno que a desculpo. – Eu já sabia que você não era perfeita. Não esperava que fosse, pois você é apenas humana. Eu sabia que você teria algum transtorno, mas não sabia exatamente qual e nem quando ele se manifestaria. Eu fui sua psicóloga, lembra? Você é apenas humana, sabíamos que não seria perfeita. Não precisa se sentir mal por causa disso.
— Mas eu não precisava ser assim tão imperfeita. Sou humana mas não justifica, não pode ser uma desculpa para eu ser tão destruída. Vocês dois mereciam coisa melhor. Eu sou ruim, vocês não merecem. Eu me sinto mal por isso. Não por mim, mas por vocês. Eu não queria ser tão ruim. Eu sabia que eu não era normal, mas não pensava que eu fosse... deficiente mental.
— Filha, não diga isso. Você não é retardada.
— Posso até não ser, mas não sou normal. Vocês mereciam alguém melhor do que eu.
— Você é perfeita, querida. Só esse pequeno detalhe e você será uma menina incrível. A melhor que eu conheci nesse seculo. Seu potencial é incrível, você só precisa de auxilio para desenvolver-se plenamente. Eu vou ajudá-la.
— Esme, eu não sou uma casa que você pode reformar – algo em meu tom de voz não é petulante, mas apenas tristeza. Desesperança por isso não ter conserto, infelizmente. Essa é a dura realidade. Dói, machuca, mas é verdade. Nada pode me curar. No fundo eu sei que ela pode mesmo me restaurar.
— Carol, me deixe ao menos tentar.
— Sim Esme, você pode ao menos tentar. Será para você mesmo que vou ser consertada, então tem razão você pode tentar.
— Oh querida! Você sabe que não é tão ruim ser deficiente intelectual, você leu o livro Tim.
— Sim, eu li. É verdade, é muito fofo. Mas eu nunca me vi como o Tim Eu não sou linda, nem de longe... – mas eu pareço um pouco com ela e ela é muito bonita, então eu sou um pouco. Claro que sendo humana eu sou menos linda que ela.
— Não digo que você é como ele.
— Eu sou feia? – pergunto insegura. Minha insegurança é tanta que eu tenho que ouvir a opinião dos outros.
— Sabe que você não é, filha. Para ter sido escolhida por mim e por meu marido você é bonita. Vampiros não escolhem humanos feios – algo em seu rosto me diz que ela está sendo sincera.
— Você sabe que é muito parecida com Esme – diz Carlisle para auxiliar a esposa. – Imagina quando for vampira também! Será uma semelhança assombrosa. Realmente podem ser mãe e filha.
— Todos vocês se parecem. Agora que eu conheci toda a familia, vocês são muito parecidos. Realmente podem passar por parentes. Mas, de todas eu acho que Bella é a que mais parece com a mamãe – olho para o chão. – Eu não acho que eu ficaria tão linda.
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Esme pega meu queixo delicadamente com a ponta dos dedos:
— Querida, você vai ficar linda, acredite em mim! – novamente eu vejo em seus olhos que ela está dizendo a verdade.
— Eu particularmente acho que Bella é mais parecida com a própria mãe e um pouco com a mãe de Edward – só Carlisle pode saber disso porque só ele conheceu Elizabeth Masen. – Claro que minha esposa também lembra um pouco a mãe de nosso filho, por isso ele também se apegou tão fácil a ela. Como você também é, querida. Eu sei que você acha sua mãe humana muito parecida com Esme também – ele olha para mim.
É verdade, quando minha mãe humana era mais nova e tinha cabelos compridos. Não gostei que ela tenha cortado quando meu irmão mais novo nasceu, mas não disse nada. Eu lá tinha que gostar? Se ela sente-se bem assim que fique como quiser.
— Talvez seja coincidência. Como pode tantas mulheres serem parecidas?
— Não é tão incrivel, criança. As mulheres tem alguns traços em comum, porque são todas mulheres, entende?
— Acho que sim.
— Por isso você é parecida com Esme também, porque sua mãe humana é.
Esme retoma o discurso de onde haviamos parado:
— Não me surpreende que você seja assim filha, tendo vivido tudo o que teve que passar. Acho que ninguem seria completamente são tendo que viver o que você viveu. Não é de admirar que você seja assim, portanto. Você não nasceu com uma doença congênita, mas acabou adquirindo esse desvio de conduta por causa do ambiente em que cresceu. O meio a influenciou – é Esme quem está falando, mas pareceu Carlisle. Acho que o tempo de convivência deles dois os afetou a ambos e os dois tem caracteristicas em comum. Embora desde o começo sempre foram parecidos e por isso deu tão certo sua união. Eles foram feitos um para o outro.
— Então você quer dizer que eu sou inteligente porque eu sou deficiente, mãe?
— Pode ser para compensar. Ou você seria tão esperta se não tivesse vivido o que passou? Jamais saberemos.
— Isso nem sempre é verdade, você e papai são inteligentes mamãe.
— Podemos dizer que eu também não tive um passado muito bom...
Carlisle interrompe a esposa, mas ela não se incomoda com isso:
— E eu também não tive uma infância muito favorável.
— Então talvez a inteligência seja resultado do sofrimento. Quem não teve muita dificuldade na vida não teve muita necessidade de cultivar o intelecto.
Penso em Rosalie e ela é o exemplo perfeito para ‘provar’ essa ideia. Ela sempre foi bonita como ela mesma disse e por isso não parece ter muita capacidade de reflexão. Ela não tinha necessidade de ser esperta, pois era e é muito bonita.
Esme também é linda, Carlisle idem, mas ela não é tão estonteante como Rosalie. Inteligência não exclui beleza. Onde há um o outro não está, não é assim. Não necessariamente.
Não estou chamando minha irmã mais velha de burra, não apenas porque ela é loira. Acho que ela tem sim um pouco de conhecimento, mas ela ainda se deixa levar pela vaidade. E eu se fosse bonita não iria me gabar disso também? Talvez.
Será que Rosalie sabe que é bonita e usa isso mesmo a seu favor? Bem, cada um usa as ‘armas’ que tem à sua disposição. Eu tenho meu cerébro e ela tem a beleza. Cada um tem de valorizar seu ponto forte; não há nada de errado nisso, há?
— Nem sempre é assim filha: “There are exceptions to every rule”.
…XXX…
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