Equilibrium
1 Paladinos
Notas iniciais
Há muitos anos atrás houve uma longa guerra em busca de poder e domínio. Os humanos buscavam incansavelmente a imortalidade e a juventude eterna, esses, conhecidos como Alquimistas. Não se sabe se por culpa deles ou não, a imortalidade e a conquista pela juventude eterna se tornaram enfim realidade. Quem os viu jurou ser uma praga dos céus, outros, uma grande dádiva de Deus. Com esse poder, só havia uma maneira de manter essa vida, matar ou morrer. (trágico não?)
Esses seres ficaram conhecidos por muitos nomes: Anjo negro, Demonios, Seres das sombras, Sugadores de Almas, Bebedores de sangue, enfim, Vampiros.
Junto com eles outros seres inimagináveis surgiram. Os lobisomens. Alguns afirmam que nasceram através de experimentos científicos. Outros, que são humanos que utilizavam de forças ocultas para se transformarem em qualquer animal que quisessem, esses, eram conhecidos como Transfiguradores, Metamorfos ou em outro caso, Bruxos.
Para que todo um caos no houvesse diante de toda essa coisa maluca, surgiram os Paladinos. Pessoas quase que comuns que conhecem todos os fatos e historias deles, onde protegem os segredos com suas vidas sendo passado apenas de geração a geração. Eles são o que podemos chamar de Equilibrium. Conhecem todo o bem e mal dessas raças. Podem ajudar, mas nunca interferir entre eles. Sendo que cada raça é inimiga mortal da outra. (mas isso já é outra historia).
Estados Unidos — Califrónia
Ela caminhou devagar para junto do balco da lanchonete. O pedido já na ponta da língua: um super Milk shake de morango... o favorito.
Calça jeans rasgada, regata preta, jaqueta de couro, all star e kep. Definitivamente a suposta francesinha Hanie. Havia chegado ha pouco tempo, para surpresa de alguns e encanto de outros.
Hanie gostava de ser sedutora, apesar de que, ser sexy não era o estilo dela. Andava tão descontrada e despreocupada do que qualquer outra garota sã. Ela era difcil de entender. Talvez o próprio equilibrium como assim pensasse em seu intimo. Tanto podia gostar de algo hoje, como desgostar pela manha.
Frank havia marcado com ela ali. O filho do líder paladino. E definitivamente ele estava atrasado.
Olhou atentamente a lanchonete. As mesas junto as largas vidraças, o balcão repleto de maquinas de cafés, sucos, e milk-shakes. A garçonete lhe parecia uma senhora simpática com um coque bem preso e avental com uma pequena mancha de café no peito. Ali tudo cheirava muito bem, os doces, bolos e a frituras recém saídas do forno e principalmente o pequeno bolo de chocolate da garotinha a seu lado.
Ben adorava chocolate
Benjamin o ex namorado perfeito de Hanie. Já fazia cinco anos. Se apaixonar por ele era muito fácil, mas inadmissível. Uma líder com um soldado. Rá. Isso a fez pensar exatamente de como se conheceram.
Estavam no Café Royal tomando alguns drinques. Ela comandaria os novos cadetes no dia seguinte a sua folga. Estava a paisana com um vestido escuro e os cabelos soltos.
Ela disputava uma partida de xadrez em umas das mesas no canto, sendo centro das atenções dos perdedores. Quando ele aproximou-se disposto a derrotá-la.
- Fique a vontade — disse ela lanando lhe um sorriso malicioso.
Ele sorriu também e puxou a cadeira estendendo o casaco na cadeira a seu lado.
- O que eu ganho se te vencer? ele sorriu torto e Hanie gargalhou.
- O que sugere?
Ben lambeu delicadamente o lábio inferior antes de responder.
- Um beijo talvez?
Todos na mesa vaiaram.
Hanie hesitou por um momento, mas concordou mexendo o pião em frente da rainha, a duas quadras. Ben sorriu torto novamente.
- Como mesmo seu nome? ele perguntou mexendo também a mesma peça que ela.
- E isso importa?
- É bom que eu saiba quem estarei beijando.
Hanie levantou a sobrancelha direita olhando o seriamente enquanto lhe dava um xeque direto com seu bispo.
- É melhor que jogue. E no converse!
A partida durou sete minutos, tempo suficiente para que alguns jogadores desistissem de tentar. Então, ela levantou se triunfante.
- Xeque- mate.
Sorriu novamente virou as costas e partiu. Ele ainda estava sorrindo quando ela saiu do Café.
Na manhã seguinte, Hanie levantou cedo para a Seleção de cadetes. Tomou uma ducha quente vestiu uma roupa adequada para o dia. Prendeu o cabelo e saiu para o quartel.
Os novos cadetes estavam se preparando tomando café antes de iniciar. O próprio quartel os selecionava e alimentavam os antes das provas a tarde, já que a manhã seria para exames.
Entrou na sala devagar. Queria analisá-los antes de apresentar se como ílder. E foi então que o viu sentado na ponta do refeitório. Ben. Ele recusava o café que lhe estava numa bandeja derramando o totalmente sobre uma plantinha no chão.
Hanie sorriu e então tossiu chamando a atenção de todos.
Os cadetes correram formando uma fila ombro a ombro esperando pela vistoria dela.
Hanie andou devagar por cada um. E parou somente quando chegou a ele. Ben engoliu em seco o resto de pão quando a viu.
- Então, não gosta de café cadete? ela sussurrou no ouvido dele — acho que as plantas tambm não.
Ela foi ate o ultimo homem e saiu do refeitório ainda rindo por dentro.''
Alguém tossiu e Hanie perdeu os pensamentos.
Ela virou a cabeça devagar para olhar o homem que entrava agora. Baixo, cabelos ralos e crespos, olhos negros, corpo magro, barba, tinha mais ou menos uns 30 anos. Ele sentou se ao seu lado e a cumprimentou gentilmente.
- Hanie?
- Frank.
- Como tem passado?
- Podemos pular essa parte. Porque esta nos reunindo?
Frank esfregou as mãos diante a pergunta.
- Eu confio em você Hanie, e você tem que me ajudar.
- O que você quer? ela disse séria.
Frank tirou um cartão do bolso do casaco e o entregou a Hanie.
Ela leu brevemente...
- Del Valey?
- Todos os lideres estarão lá.
- E porque esta nos reunindo?
- Meu pai criou novos planos para os Paladinos. Haydêe sumiu e agora ele resolveu juntar a todos para evitar problemas.
- Que tipo de problemas?
- Nao sei. Hades enlouqueceu.
Hanie notou um certo desprezo na voz de Frank ao pronunciar o nome do pai.
- O que aconteceu? — ela perguntou depois de um longo gole olhando para frente.
- Depois explico a voce. Nem eu entendo direito. Ele ficou assim depois do sumisso de Haydee e...
- E?
- Nada. Eu tenho que ir.
- Tudo bem. Estou do seu lado Frank.
Ele asentiu e levantou-se para ir.
Frank sorriu maliciosamente.
* * * * * * * * * * * * * * * * * *
AEROPORTO DA CALIFORNIA — 16:57 HRS
Benjamin Henry Depardieu. O tipinho de cara que qualquer garota se apaixonaria só de olhar. Cabelos loiros acobreados. Olhos castanhos claros que mudavam de acordo com seu humor e um pouquinho de luz, ora para verdes, ora para cobre. Timidez e ímpeto, ousadia. Ben era simplesmente um cara adaptável.
Andou pelo saguão do aeroporto a passos largos. Não estava triste por deixar o Brasil. Ao contrario. Iria retornar para onde tudo começou, onde sua vida passou a realmente fazer sentido para ele.
Sentia o cheiro de sua nova vida. Deixando cada um deles entrar em cada parte do seu corpo. Fumaça, perfumes caros, fast-food, e ate mesmo o fedor do bêbado deitado a saída do aeroporto que balbuciava para um policial que o tentava expulsar do local.
Pegou a carteira do bolso de trás da calca Levi`s preta que estava vestido e olhou novamente para onde estava indo.
Del Valey
Sorriu abertamente para todos que passavam, embora quase ninguém o notava apressados demais para ver qualquer coisa. Mas ele não precisava de atenção. Só precisava se sentir bem consigo mesmo.
Entrou no taxi que estava estacionado no outro lado da rua. Taxi esse, de um homem que havia se virado por um curto momento para pegar suas bagagens.
Sorriu novamente admirando a cidade e deixou que o vento o levasse para seu desconhecido destino.
* * * * ** * * * * * * * *
DEL VALEY – 17:02hrs.
Ele entrou no hotel com a jaqueta preta por sobre o ombro. Enfim, teria um apartamento só dele, luxuoso e com grana pra gastar. E não precisou fazer ou gastar nada, já que há muito tempo planejava comprar um apartamento para si.
Apresentou-se na recepção.
- Frederico Westwich.
- Apartamento 201 Senhor. — A mulher que estava na porta lhe entregou as chaves.
Fred abaixou os óculos escuros e piscou para ela com um sorriso.
- Sua esposa esta no 203. – ela disse ainda corada e possivelmente envergonhada.
- Esposa? – ele repetiu divertindo-se.
- Sim a Senhora Westwich.
Fred sorriu e a mulher tentou se desculpar compreendendo a confusão.
— Não, não ,não – ele interrompeu. – então a chata já chegou? – gargalhou dirigindo para o elevador.
A porta se abriu e junto com ele entrou uma moça de cabelos negros e lisos, lábios carnudos, segurando um copo médio de cappuccino. Ele a analisou por alguns minutos. Secretaria, morando sozinha, solteira porque o namorado a deixara talvez há uns dois dias atrás por outra qualquer.
Fred era bom em conhecer as pessoas.
Der repente ele imaginou aqueles lindos lábios carmesins em outro lugar mais interessante do que aquele canudo idiota..
O contraste da luz do elevador dava um toque a mais na pele clara de cetim dela, deixando a ainda mais bonita.
Fred virou-se para ela e sorriu. A Garota retribuiu com um sorriso envergonhado e tímido. Então ele apertou o botão de emergência só elevador e sem aviso ou qualquer outra pergunta beijou a desconhecida.
* * * * * * * * * * * * *
APARTAMENTO 203 — 17:15hrs
A campainha tocou sem parar. O que deixou Isabella muito irritada por ter que sair do banho daquele jeito.
Abriu a porta de uma vez, louca para gritar na cara do sujeitinho apressado.
Mas o que viu, não sabia dizer se ria ou chorava.
Fred com os cabelos bagunçados, rosto completamente sujo de batom, camisa amarrotada e sem alguns botões.
- OI! – ele sorriu.
- O que quer? To ocupada, — ela tentou parecer seria.
- Feliz em me ver? – Fred abriu os braços.
- não! – ela foi grossa.
- Não se preocupe, vamos matar essa saudade logo, logo, pode terminar seu banho. Porque eu vou morar com você.
- Que? Não pode...Frank deu um apart para cada um. — ela sorriu amarelo.
- Não pra mim. Somos gêmeos, podemos dividir. A recepcionista ate pensou que eu era seu noivo. Esposinha!
Fred gargalhou.
- AAAAAAAAAAAHHHHHHHHHH...QUE PRAGA!!. E você ainda rir desgraçado?!- ela atirou a almofada nele.
- Brincadeira – ele continuou a gargalhar balançando as chaves na frente dela. – apartamento 201.
- Então passa fora – ela gritou zangada para ele o empurrando porta afora.
- ``passa fora`` ? Mas que gíria é essa? – ele debochou dela.
Isabela bateu a porta com força na cara dele. E retornou ao banheiro.
``ele me paga!`` — ela pensou -``ah se paga!``
* * * * * * * * * *
William entrou no bar Sky Blues sorridente. Era um típico bar de motoqueiros e seres mágicos que ficava há algumas quadras do hotel. Will reconheceria facilmente qualquer um de qualquer espécie.
Queria refrescar a boca com sua favorita cerveja canadense.
Muitos motoqueiros humanos mal encarados o olharam passar e alguns vampiros rosnaram baixinho. Will não se deixou intimidar e continuou a sorrir. Ele não era do tipo de fugir de uma boa briga. Com seus 1,83 de altura e corpo musculoso, que fazia a mulherada pirar por ele. Para ele não havia o que temer. Era ate divertido.
Sentou se no balcão e pediu uma cerveja. Um dos motoqueiros que jogava sinuca ao fundo aproximou-se e sentou ao lado de Will. E tomou em um só gole toda a cerveja dele.
— Novato na cidade.
Não era uma pergunta.
— Desculpe amigo, mas vai ter que me pagar uma bebida, e acho que a próxima fica por sua conta.
— Não sou seu amigo! E não vou te pagar nada. Quem vai me obrigar?
Gargalhou.
Will sorriu também e o motoqueiro rosnou pra ele. Era só o que faltava para uma boa briga. Um longo e delicioso rosnado de incredulidade e revolta. Passou o dedo na borda do copo de cerveja, lambeu, e depois, socou a cara do sujeito.
O bar se tornou um caos. Como em um filme de faroeste. Copos. Mesas e cadeiras volvam por todo o canto. Tudo se tornava bagunçado e Will rolava pelo bar com o motoqueiro. Bateu nele, mas apanhou também alguns bocados. Quando finalmente conseguiu jogá-lo desacordado com uma pancada na cabeça para detrás do balcão.
Saiu pela porta dos fundos de fininho rindo enquanto limpava o sangue na camisa. A noite começava a o abraçar mostrando a luz da lua.
Notas finais
BJUH
SHANIE.
Fale com o autor