Equilibrium
6 O JEITO É CORRER ATRÁS.
Notas iniciais
Hanie abriu os olhos, acordada pela luz da lua que entrava pela varanda.
Ben estava parado a sua frente com a cabeça sobre a mão direita, olhando a com uma ternura que por um momento a deixou abalada. Então ele sorriu. O sorriso torto que ela mais gostava dele.
- Não muda nada. — ela tentou rir, mas seus lábios tremeram e a sobrancelha franziu com tristeza.
- Eu sei. – ele tentou sorrir novamente.
Continuaram a se olhar assim por um longo momento. Hanie fechou os olhos por alguns segundos e tornava a abri-los para ter certeza de que estava realmente acordada. Ben achou que ela estivesse sonolenta.
Hanie levantou- se e vestiu a camiseta cinza masculina que estava antes.
- Eu conheço essa camisa – ele riu.
Hanie corou, mas não deixou que ele percebesse.
Claro que ele lembrava. Burra!
- Você tem que ir. — ela o olhou séria.
Ele levantou se e ainda estava nu. Hanie suspirou e ele riu alto.
- Ainda não jantamos! – rebateu.
Segurou a pelos ombros e a guiou em direção a copa. O apartamento era grande e com poucos cômodos. Aquele tipo de apartamento onde o que dividia sala de cozinha, eram apenas os móveis.
Sobre a mesa de mármore, havia suco, rosbife, batata frita, salada e um leve arroz.
- Você? – ela perguntou surpresa.
Ben limitou se a dar outro sorriso torto.
- Se importa se eu tomar um banho, ou prefere que eu fique assim?
Hanie engasgou com o suco e Ben gargalhou tentando ajudá-la.
Ele saiu para o banheiro a deixando ainda corada sobre a mesa da cozinha.
Mil coisas se passaram na cabeça de Hanie. Coisas que ela nem sabia definir com certeza absoluta o que eram.
Mas de uma coisa ela tinha certeza, não podia deixar que Ben entrasse em sua vida tão rapidamente. Ainda mais agora com Hades criando regras absurdas e proibindo romances de Paladinos. Ela o amava muito, mas todas às vezes em que ela pensava que podiam ficar juntos, ele ou algo bagunçava a cabeça dela de novo..
Fechou os olhos e encostou a cabeça na cadeira e assim ficou por alguns segundos, apenas aspirando o cheiro do jantar.
A sensação se arrepio veio rapidamente, enquanto Ben sussurrava no ouvido dela.
— Um dobrão por seus pensamentos!
Hanie forçou um sorriso.
- Não estou pensando em nada. Vá embora Ben.
- Do apartamento ou de seu coração?
- Dos dois.
- Impossível. – ele sorriu triste. Virou se e foi embora.
Hanie suspirou profundamente e permaneceu na mesa por um tempo indeterminadamente longo olhando para a porta. Levantou se devagar e percebeu que o apartamento só não estava totalmente escuro por causa da varanda aberta e da luz da lua cheia que adentrava.
Jogou a comida fria na lixeira e lavou rapidamente os pratos. Eram 18: 35 horas. Ela devia procurar por Frank antes de caçar o Conselheiro que fora mandado por Hades. Antes que ele encontrasse quaisquer um dos outros líderes.
Pegou o telefone e discou alguns números.
- Como ele se chama e onde posso encontrá-lo?
- Me da um minuto!
Hanie desligou e foi ao banheiro tomar uma chuveirada rápida. Mal enrolou na toalha, o celular vibrou.
- Chuck. Ele esta no Luiggi. O restaurante Italiano. Soube que ele pretende contatar a todos amanha. Corra!
Desligou e se dirigiu ao guarda roupa. Pegou uma saia jeans colada, uma blusa de alças confortável com um decote curto e botas ¾. Soltou os cabelos e deixou que os cachos caíssem em cascatas pelas costas. Uma maquiagem leve para que não a deixasse vulgar, apenas sexy.
Olhou se no espelho da sala e comprimiu os lábios em um beijo antes de trancar a porta.
* * *Ela entrou no restaurante depois de pagar uma gorjeta de cem dólares ao maitrê. Sentando se em uma mesa próxima a de Chuck. Cruzou as pernas sedutoramente e pediu uma água ao garçom. Chuck estava sozinho na mesa. Ela esperou pacientemente a água e bebeu alguns goles.
Chuck pediu um vinho, mas não a entrada. Hanie levantou se e caminhou sedutoramente em direção ao banheiro e desviou para a cozinha. Com jeitinho conseguiu do garçom que lhe deixasse levar o vinho.
Caminhou devagar deixando que todos do restaurante olhassem para ela, inclusive Chuck. Ela parou na mesa dele com a garrafa numa das mãos e as taças na outra.
- Não se pode e nem se deve beber um vinho desacompanhado. Principalmente de uma safra tão boa. – ela sorriu sexy.
- Hanie Willians Genevieve.
- Humm... pelo visto me conhece! – ela puxou a cadeira e sentou-se.
- Eu sei quem são todos os líderes. E você já esta na Liderança Paladina Francesa ha muito tempo. Cresceu para isso. – ele sorriu de lábios fechados. Um sorriso presunçoso. Hanie não gostava disso.
— Soube que estava aqui.
— Como soube?
— Eu sei de muitas coisas. Há um motivo para eu ser uma líder Paladina não há? – ela sorriu e tomou um pouco do vinho que ele havia servido deixando seus lábios vermelhos de molhados.
— É mesmo. E que mais você sabe? – ele perguntou a corpo meio sobre a mesa junto com dela, os rostos próximo um do outro.
— Nada que você não possa me dizer. Porque não me conta porque esta aqui. Seu lado não é ao lado do Soberano Hades?
O garçom apareceu e eles por impulso afastaram-se.
— Macarronada de Champignons. Duas por favor! – ele escolheu por ela.
Ela odiou que ele havia pedido por ela, mas continuou sorrindo educadamente.
— Eu vim jantar. – ele sorriu. – eu quem perguntaria o que faz na Califórnia. Mas é bom que esteja aqui. Eu não vou precisar procurá-la em sua maravilhosa Franca, apesar de que eu adoraria visitar novamente Nantes.
— E o que deseja comigo?
— Muitas coisas – ele maliciou. – conversar muitas coisas.
— Que tipo de coisas? – ela perdeu o sorriso sem deixar de ser sedutora.
— Hades mudou algumas regras e ele pediu que eu contatasse a todos os lideres. Mas não achei que eu deveria juntar a todos apenas para um comunicado. E viajar muito seria bom. Distrair um pouco.
O garçom pediu licença e serviu os pratos. Chuck espetou um Champignon e o colocou sobre a boca.
— Que novas regras?
Hanie cruzou as pernas novamente fazendo com que a ponta de sua bota esfregasse a perna de Chuck. Ele riu e desceu uma das mãos para a coxa dela.
Ela teve vontade de cortar o braço dele fora. Mas sorriu gentilmente e retirou a mão dele da coxa e ele a recolocou sobre a mesa sem perder o sorriso safado. Parece que ele estava levando muito a sério o joguinho de sedução dela.
- Bom... Ele proibiu que Paladinos namorassem. E Vocês já podem interferir na vida de Seres Mágicos, se eles estiverem perturbando. Poderão ate matá-los. – sacudiu a cabeça divertido — Frank foi expulso da casa de Hades e da liderança Paladina, mas não posso lhe contar os motivos. – sorriu de boca fechada ainda – devem evitar encontrá-lo.
Ela sufocou um suspiro de surpresa.
- Sei que adoraria viajar, isso me parece muito bom. Mas não é mais fácil um telefonema?
- Seria fácil mesmo.
- Eu tenho o numero de todos. São meus amigos. Poderia ajudar você.
- Você não precisa me ajudar.
- Eu adoraria. – ela forçou-se a rir.
- O que mais você adoraria fazer por mim? – ele sorriu safado de novo. Isso já a estava irritando.
- Seria ótimo se eu tivesse algum motivo para contatá-los de novo. Eu ajudava você e você me ajudava com isso.
- Precisa só de um motivo? – ele perguntou desconfiado.
- Sim.
- Também preciso de algumas coisas. Poderíamos nos ajudar. – ele levantou as sobrancelhas sugestivamente.
Chuck era um cara muito bonito, sedutor, mas, irritante e presunçoso, e Hanie odiava pessoas presunçosas. Chuck era o tipo de cara que não desobedecia a ordens e se Hades proibia namoros, isso não queria dizer que proibia uma louca noite de sexo prevenida.
Hanie engoliu em seco.
Talvez só alguns beijinhos.
- Podemos no ajudar. – ela sorriu planejando embebedá-lo.
- Deveríamos jantar fora mais vezes querida. – ele sorriu de boca aberta. Isso ate o deixava mais bonito e tragável, Hanie pensou.
Terminaram de comer rapidamente. Na verdade Chuck terminou, Hanie mal tocou na comida. Ele a levou para o hotel dele e como planejara Hanie conseguiu embebedá-lo o suficiente para apenas alguns beijos e deixá-lo travado na cama.
Saiu as 1:51 horas da manhã. Não sem antes vomitar na porta do hotel.
Frank deveria lhe pagar bem caro.
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