Equalize
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Mas não vou enrolar muito aqui, espero que gostem do primeiro capítulo apesar dele ser o primeiro capítulo. Sempre são um pouco vagos e tudo o mais. AH! O título da fic é unicamente inspirado pela música de Pitty, eu adoro essa música e acho que combina com o casal da fic!
Não há um momento certo para começar a minha história. Há fatos fortes, tristes, constrangedores, banais ou triviais. Sou longe de reclamar hoje de tudo o que ocorrera, mesmo sabendo que naquela época era tão venenoso que eu quase sucumbira diversas vezes. Mas agora? Acreditava que tudo acontecia para que possamos fazer escolhas, escolhas cruciais e que mudavam o nosso destino constantemente.
Se eu tivesse ficado no Brasil vivendo com minha mãe talvez tivesse entrado para uma universidade qualquer. Talvez tivesse conhecido algum garoto só para agradá-la, namorado com ele e mudado completamente o que eu sou hoje. Tivesse um emprego mediano, o suficiente para manter uma vida tranquila em alguma capital. Talvez fosse um pouco mais normal, dentro dos padrões, sendo socialmente comportada.
Mas se tivesse feito isso eu não a teria conhecido. A ter encontrado definitivamente mudou minha vida e é nesse ponto que digo que não importava quantas vezes recomecei minha vida, desde que ela fez parte de meu cotidiano todo o resto é bem isso, resto. Queria dizer que a conheci de uma maneira clichê ou romântica. Como ter esbarrado nela em um corredor de um lugar qualquer. Ou ter derramado a sua bebida em uma festa. Mas nada era comum quando se tratava dela e era exatamente isso que me encantava.
Tudo começou quando pela terceira vez em minha pequena vida eu decidi mudar tudo. E como decidi fazer isso? Consegui uma chance de ouro de fazer um teste para um papel em um seriado que estava fazendo sucesso desde a sua estreia. Jamais esqueceria aquele dia, pois marcava o fim de dias tenebrosos e o inicio de uma verdadeira e deliciosa confusão.
(•••)
O dia estava nublado. Era um típico clima perfeito para ficar em casa, sentada no sofá usando pantufas quentinhas enquanto comia besteiras e via televisão. Certamente seria essa a minha programação do dia, se não estivesse dentro de um táxi indo em direção aos estúdios da Warner Bros. Meu coração palpitava sempre que pensava na loucura que estava fazendo. Na verdade tudo era uma loucura desde o princípio. Tinha acabado de me mudar e encontrar com um velho amigo de meu pai que por acaso estava trabalhando na equipe de Chris Grimer, diretor de um seriado bastante popular atualmente. Então depois de uma rodada de bebidas em um bar, ele apontou para mim e lançou a pergunta “por que você não faz um teste?”; e eu com um sorriso animado eu respondi retoricamente “porque não?”.
O táxi parou defronte ao prédio principal fazendo meu coração palpitar de ansiedade e antecipação. Em minha mente tentava me convencer de que a pior coisa que poderia acontecer ali dentro era receber um não. Algo que eu já estava acostumada a escutar, então minha autoestima estava anestesiada e sempre – de alguma forma – sobrevivia. Agradeci ao senhor ao volante e ele me desejou boa sorte, não consegui evitar um sorriso em agradecimento. Saí do carro e notei minhas pernas tremulas, respirei fundo, fechei os olhos, ajeitei meu cabelo e finalmente dei o primeiro passo com o pé direito.
As portas deslizaram automaticamente para as laterais quando me aproximei. O ambiente estava agradavelmente morno, fazendo-me soltar um suspiro mais aliviado e mentir para mim mesmo alegando que a tremedeira de antes era apenas frio. Segui direto para a recepcionista, em seu crachá preso acima do peito esquerdo estava escrito: Jane.
-Bom dia Jane – cumprimentei sorrindo, meu inglês com um sotaque britânico herdado do convívio com meu pai.
-Bom dia senhorita – ela cumprimentou educadamente, ergueu os olhos do seu computador e quando me viu sorrindo também sorriu – Em que posso ajudar?
-Estou aqui para tentar um teste – comecei e olhei para o relógio preso a parede engolindo em seco – que começa daqui a cinco minutos.
-Oh é para o seriado Eternal? – ela mexeu no computador rapidamente e sorriu mais uma vez – Como eu sei que você irá se perder e foi simpática comigo, me siga, eu te levo até lá.
-Você é um anjo Jane! – falei com tanta sinceridade e alívio que a recepcionista riu baixinho de meu jeito.
Certamente eu iria me perder, pois passamos por tantos corredores que eu já não sabia mais como faria para retornar. Por fim estávamos entrando em uma sala ampla, com equipamentos de gravação e iluminação. No centro um espaço vazio onde estava uma linda garota loira com um papel na mão realizando o seu teste, a sua frente havia cerca de cinco pessoas sentadas em cadeiras a analisando. Jane me levou até um pessoal mais afastado, trocou algumas palavras com um homem com uniforme e me desejou boa sorte antes de partir apressadamente para a recepção. O homem sorriu gentilmente e se aproximou, ele era realmente alto e um pouco intimidador se não estiver sorrindo.
-Para qual papel irá tentar? – ele perguntou.
-Kelly Parker – falei um pouco sem jeito.
-Aqui está o texto, espero que consiga decorá-lo rapidamente, pois depois da ruivinha ali será a sua vez – o homem avisou e eu acenei a cabeça um pouco rápido demais, coisa que eu fazia quando estava nervosa.
Ele se afastou e eu olhei para a ruiva do meu lado, comecei a abrir um sorriso, mas ela resmungou e virou de costas para mim. Simpatia zero! Revirei os olhos, encostei-me à parede e comecei a ler o texto tentando captar e manter em minha mente todas as falas e formas que deveriam ser pronunciadas.
Eternal era uma serie da Warner que foi lançada no ano passado e teve um sucesso espetacular. Baseada em um livro com o mesmo nome, contava a estória de um mundo alternativo, um em que humanos e mutantes viviam juntos. O foco estava em uma universidade que aceitava tanto humanos quanto mutantes, com matérias comuns de diversos cursos, mas com aulas especiais que conduziriam humanos e mutantes para se tornarem heróis – ou em determinados casos, vilões – se eles desejarem. Eu adorava essa parte, pois tornava um seriado adulto e não focado em questões adolescentes de colegial. Obviamente havia conflitos e até mesmo os famosos triângulos amorosos, traições e alianças sendo forjadas no calor do clímax sempre inesperado.
-Senhorita Lopez – chamaram meu nome e eu me perguntei quando foi que a ruiva havia ido e se apresentado – Senhorita...
-Estou indo – falei um pouco alto para ser escutada.
Caminhei para o centro do meu “palco” e parei de frente para os meus avaliadores. Reconheci prontamente o diretor Chris Grimer, ao seu lado estava nada mais nada menos do que Oliver Holand, o ator que representava um dos vilões mais charmosos, sedutores e irônicos que eu já vi. Eu amava o seu personagem, o Derek. Comecei a ficar nervosa, nunca esperei estar a menos de cinco metros dele tão rápido! E o sorriso dele quando viu o meu estado? Eu pus a mão sobre o peito e olhei para o alto.
-Eu prometi a mim mesma que não iria surtar – falei e sorri timidamente – Ajudaria se você não desse esse sorriso torto para mim.
Oliver riu e colocou a mão no queixo como se me analisasse. “Controle-se, controle-se, esse é seu mundo agora, seja o que você quiser”. Repeti em minha mente até começar a me convencer disso.
-Michelle Lopez, correto? – Grimer indagou me olhando da cabeça aos pés – Quantos anos?
Eu sabia que aquelas informações estavam na ficha que mandei por e-mail há algum tempo, para me inscrever para a seleção. Porém talvez fosse alguma forma de me fazer relaxar e manter um diálogo. Dei graças a Deus por ter vindo muito bem vestida, com uma calça jeans escura justa, coturnos e uma blusa bastante soltinha de mangas compridas já que fazia frio. Meu cabelo de tom castanho acobreado estava trançado e jogado sobre o meu ombro, mas alguns fios sempre teimosos já caiam ao lado de meu rosto me obrigando por puro costume os colocar atrás da orelha.
-Tenho 19 – respondi com um princípio de sorriso.
-Você parece ter mais – um homem ao lado do diretor comentou, provavelmente um dos produtores – De onde você é? Possui um sobrenome hispânico, mas tem sotaque britânico, estou curioso.
-É uma longa história – sorri mais ainda, começando a me sentir mais a vontade – Meu pai é inglês, minha mãe brasileira, mas com descendência mexicana. Os últimos anos eu passei com meu pai e não sabia falar inglês até então, acabei adquirindo o sotaque dele – dei de ombros e mudei o meu sotaque para o americano – mas isso não é um problema para mim, posso mudar a vontade.
-Ótimo – Grimer fez uma anotação e olhou minha ficha – Aqui diz que você deseja fazer o papel da Kelly. Está pronta para começar.
Olhei para cada um deles e recebi um sorriso encorajador de Oliver. Respirei fundo e meu coração disparou jogando adrenalina por todo o meu corpo. Lancei um olhar rápido para o papel e eu soube que nada adiantaria mantê-lo, o que tiver de ser, seria. Então o joguei para trás e ajeitei meu cabelo preparando-me para começar minha atuação.
Admito que de inicio eu fiquei um pouco nervosa. Lutava para manter as falas em minha mente, mas logo estava me sentindo dentro do personagem. Já não me chamava mais Michelle Lopez, mas sim Kelly Parker, uma garotinha super sincera e humana, que sempre estava no lugar errado e na hora errada, fazendo piadinhas e se metendo em encrencas por ter uma queda por um dos mocinhos da história.
-Espere um pouco – depois de sete minutos o diretor me cortou.
Arfei discretamente e lancei um olhar confuso em sua direção. Só então notei que havia mais duas pessoas ali. Duas que fizeram meu coração disparar por diferentes motivos. A primeira era um senhor com o cabelo grisalho e acima do peso, mas muito bem arrumado e com um olhar azulado muito gentil. Ele era Andrew, o escritor do livro Eternal! E ao lado dele estava uma mulher. Mas não uma mulher qualquer. Era Jennifer Summers, a atriz que tinha o papel principal de toda aquela trama. Oh era muito mais que isso. Jenny, como gostava de ser chamada, era uma atriz que já ganhara prêmios e tem uma verdadeira legião de fãs. Ela era adorada por seu jeito divertido e espontâneo, por ser misteriosa e sempre preservar a sua imagem, mas ao mesmo tempo ser assumida sem nenhum medo de que era bissexual. Ela era do tipo confiante e um pouco bravia quando abordada por paparazzi intrometidos. Por Deus, eu era uma dessas fãs que estaria tendo um ataque cardíaco só de estar no mesmo ambiente que ela, porém não podia me dar ao luxo, estava sendo avaliada!
Esqueci completamente de como se respira quando ela começou a se aproximar e parou a minha frente, o olhar estava entre o divertido e o intrigado. Obviamente que ela estava linda, eu duvidava que ela ficasse realmente feia de alguma forma. Eu a seguia no instagram e era impossível uma foto dela ficar sequer medianamente bonita. A atriz usava um vestido vermelho e uma jaqueta preta por cima, o cabelo preto e liso caía como cascata por seus ombros dando um grande contraste a sua pele branca.
-Oi, Michelle não é? – ela perguntou com um sorriso divertido.
“Não surta, não surta!”
-Até o momento sim – respondi um pouco sem jeito.
-Então eu quero que você se torne em outra, tudo bem? Vamos improvisar um pouco em seu teste – Jenny começou a falar de maneira animada – Agora você é uma mulher ousada, sexy, debochada, sem papas na língua, que me odeia e não perde a chance de tentar me alfinetar e colocar para baixo. Ou melhor, odeia a Brielle.
Brielle era a personagem praticamente central de Eternal. Uma mutante com poderes de gelo que não tem muito controle sobre o dom. Tipicamente uma garota certa, que sempre vai escolher se sacrificar pelos amigos se for necessário, porém não é boba ou passiva, geralmente os planos mais loucos e que dão certo partem de sua mente sagaz e inteligente. Ela estava pedindo para eu odiar a minha heroína e minha atriz favorita.
-Fácil – disse em tom de riso.
-Fácil? – repetiu Oliver sem esconder o tom surpreso.
-Sim, no fundo para você gostar de um personagem você tem de conhecer todos os defeitos dele – expliquei.
Jenny riu, um riso gostoso que sempre me fazia sorrir quando a via rindo na televisão. Mas dessa vez era diferente. Total e completamente diferente. Eu havia ocasionado esse riso e por causa disso eu me sentia realmente com alguma espécie de superpoder naquele momento!
“Concentre-se!”.
Eu precisava ganhar aquele papel, foi por isso que havia me mudado de Chicago para a Califórnia. Passei os dedos pelo meu cabelo castanho, ajeitando-o de modo a ficar levemente mais cheio, jogado para o lado dando a sensação de ter um franjão. Era uma tentativa de ficar mais “sexy”. Voltei em direção a Jenny e tentei enxergar ali Brielle. Eu a odiava por ser estupidamente boa, por ser altruísta e isso a fazia manipulável, bastava ameaçar seus amigos.
-Olha só quem eu tenho o desprazer de encontrar – falei em tom de deboche, produzindo um som de “tsc” enquanto me aproximava sem temor nenhum, a olhando de cima a baixo com um sorrisinho soberbo – Não esqueceu a coleira que Josh colocou em você em algum lugar?
Jenny encarou-me surpresa, divertida, mas logo estava assumindo um olhar de raiva contida, fechando as mãos em punhos e erguendo o queixo. Naquele momento ela era Brielle. Sinceramente? Foi uma das coisas mais espetaculares que eu já fiz na vida. Ela revidou a altura e eu respondi não ficando por baixo. Houve um momento que eu pensei que ela iria soltar em meu pescoço e me esganar quando eu a comparei a uma barbie falsificada.
-Corta! – Grimer exclamou interrompendo a cena – Isso foi ótimo!
-Eu disse que ela poderia ser perfeita para esse papel – Jenny sorriu um tanto convencida.
-Papel? Que papel? – finalmente fiquei confusa, aquilo não era apenas um teste de improvisação?
-Você acabou de fazer um teste para Lyanna Sparks – Oliver falou dando aquele sorriso que me desconcertava.
Lyanna Sparks. Meus olhos se abriram ao entender que aquela era uma das personagens principais. Uma que iria chegar quase derrubando a tudo com os seus jogos e seu poder sobre o fogo. Apenas para descobrir que tudo foi uma armação do vilão e acabar se tornando melhor amiga de Brielle.
-Você sabe tocar ou cantar? – Grimer perguntou sem segurar a expectativa em sua voz.
-U-um pouco – disse nervosa e passei a mão no cabelo tentando me acalmar – Meu pai era músico, sei tocar piano e violão, cantar é um pouco diferente porque... porque... – comecei a ficar corada – eu realmente não confio muito em minha voz.
-Poderia tentar tocar e cantar algo para nós?
Acenei com a cabeça não confiando que tinha palavras a serem expulsas de minha garganta. Eu não conseguia acreditar que aquilo estava acontecendo. Lyanna era a personagem mais complexa de toda a história, pois só se entendia o que ela estava fazendo quando é revelado os seus motivos. Enquanto isso ela era ardilosa, devastadoramente sexy... E uma cantora de bares, era o que fazia para poder pagar a universidade.
-Você se saiu muito bem – Jenny se aproximou e tocou meu ombro, olhei para o lado e me deparei com seus olhos estupidamente verdes – Por um momento pensei mesmo que me odiava.
-Eu estou lutando para não surtar que nem uma fã e gritar que nem passiva por estar perto de você e do Oliver – revelei em um fio de voz e com um semblante sério.
Ela soltou uma gargalhada que me fez sorrir, esquecendo por um momento que estava nervosa por ter de cantar. Logo perguntaram o que eu queria tocar e eu pedi um piano, quem sabe eles desistiriam por ter de arranjar um instrumento assim? Lindo engano meu, não demorou dez minutos para o instrumento ser trazido até o estúdio. Entregaram-me uma garrafinha de água e eu a bebi até a metade. Sentei no banquinho e vi meus dedos trêmulos. Fechei os olhos por um momento e minha mente foi invadida por meu pai.
“Você tem de me prometer que não irá desistir de seus sonhos, que irá tentar como a guerreira que eu sei que você é”.
A voz dele sussurrada em minha mente foi como um verdadeiro calmante. Suspirei e foi como se eu estivesse só, como se estivesse cantando apenas para o homem que mais me amou nessa vida. Toquei uma nota do teclado e comecei a cantar, os primeiros tons saindo um pouco baixo, mas logo estava ganhando confiança e me envolvendo totalmente na música deixando que apenas a minha voz repercutisse naquela sala estranhamente silenciosa.
Birds flying high you know how I feel (Pássaros voando alto, você sabe como me sinto)
Sun in the sky you know how I feel (Sol no céu,você sabe como me sinto)
Breeze driftin' on by you know how I feel (Briza passando,você sabe como me sinto)
It's a new dawn (É um novo amanhecer)
It's a new day (É um novo dia)
It's a new life (É uma nova vida)
For me (Pra mim)
And I'm feeling good (E estou me sentindo bem)
Só então meus dedos começaram a se mover pelas teclas do piano. Um sorriso de canto tomou meus lábios, aquela era uma das músicas favoritas de meu pai e me lembrar dele naquele momento deixou-me realmente bem.
Dragonfly out in the sun you know what I mean, don't you know (Libélula ao Sol,você sabe o que eu quero dizer, não sabe?)
Butterflies all havin' fun you know what I mean (Borboletas se divertindo, você sabe o que eu quero dizer)
Sleep in peace when day is done (Adormecer em paz ao fim do dia)
That's what I mean (Isso que eu quero dizer!)
Eu não ousava olhar para os lados, meu rosto permanecia de perfil para a minha inusitada plateia. Ignorei isso o máximo possível, experimentando apenas a sensação de que estava cantando e tocando, tentando imaginar que realmente estava tocando apenas para meu pai. O meu verdadeiro ídolo, meu único herói.
And this old world is a new world (E este velho mundo é um novo mundo)
And a bold world (E um corajoso mundo)
For me (Pra mim)
Stars when you shine you know how I feel (Estrelas quando brilham, você sabe como me sinto)
Scent of the pine you know how I feel (Aroma do pinheiro, você sabe como me sinto)
Oh freedom is mine (Oh a liberdade é minha)
And I know how I feel (E eu sei como me sinto)
It's a new dawn (É um novo amanhecer)
It's a new day (É um novo dia)
It's a new life (É uma nova vida)
For me (Pra mim)
And I'm feeling good (E estou me sentindo bem)
Quando a música teve fim, eu estava com um sorriso sincero e com algumas lágrimas que tentavam teimosamente escorrer pela minha bochecha. Passei a mão pelo canto de meus olhos para impedir que isso acontecesse. Foi então que escutei alguns aplausos e me pus de pé rapidamente, surpresa e um pouco assustada. Grimer foi o primeiro a se aproximar, com um enorme sorriso no rosto.
-O certo seria dizer que entraremos em contato, mas não temos tempo para isso, estamos atrasados para iniciar as gravações e toda a parafernália que envolve a estreia – o diretor falou – Espero que esteja disposta a assinar um contrato conosco, o papel de Lyanna é seu.
Meu sorriso foi aumentando de acordo que eu caia na realidade do que estava acontecendo. Eu não aguentei mais segurar a minha pose, logo soltei um grito de felicidade e estava repetindo “Oh my God” sem conseguir assimilar tudo o que aconteceu naquele dia.
Eu havia improvisado com Jennifer Summers. Eu havia tocado para pessoas famosas. Eu consegui o meu primeiro grande papel. Eu precisava urgentemente de um agente!
Notas finais
Equalize surgiu de uma ideia de uma única e grande cena, então optei por fazer dela algo suave e divertido, então pode ocorrer momentos de acharem que não condiz com a realidade, que está fácil demais, que vai ter diabetes com tanta fofura... Não sei, vocês que vão me dizer se estiverem acompanhando. Porém, consideramos isso como um aviso xD
PS: Estava com saudades de postar aqui t-t
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