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18 Capítulo 18


Notas iniciais
Bom, eu sei que vou ficar o dia todo cheio amanhã, então vou postar logo esse capítulo para não correr riscos. Vou responder as reviews assim que puder! Vocês me fizeram rir em um momento que eu estava mega tensa huahauhaua É bom demais saber que vocês me conhecem tão bem hauhauahuahuahuahau Ah! Pov especial da Jenny! Isso só vai acontecer duas vezes, que é nesse momento e em um outro lá pro final.

Eu fui a primeira a acordar. Não saberia descrever o quanto era bom sentir meu corpo aconchegado ao de Jenny, seus braços ainda me envolvendo e sua respiração batendo em meu pescoço. Deus, eu estava tão feliz e tão bem! Fiquei ali a admirando até que o meu celular começou a tocar o despertador. Estiquei-me toda para poder pegar o aparelho na tentativa de não ter de me mover muito. Assim que eu o peguei Jenny começava a se mover perto de mim denunciando o seu despertar.

–Bom dia minha vida – a saudei em um tom baixo e carinhoso.

–Bom dia – ela respondeu em tom rouco e preguiçoso – Aqui está tão quentinho, não quero ir trabalhar.

–Ah vamos, justo hoje que vou queimar o traseiro do Oliver? – brinquei começando a fazer carinho no braço dela.

–Eu posso aproveitar o seu outro tipo de fogo – Jenny provocou e aconchegou em meus braços novamente – Se eu pudesse não sairia daqui hoje.

–Nem se eu fizer meu super cappuccino?

–Hum... Acho que podemos fazer um acordo. Mas antes quero meu beijo de bom dia.

Eu não tive escolha já que Jenny em um único movimento estava sobre mim e me beijando. De inicio foi um beijo dengoso, nossos lábios brincando um com o outro. A envolvi pelo pescoço e me deixei levar pelo carinho daquele beijo carinhoso... Mas não demorou para que tudo mudasse. Quando entreabri os lábios e deixei que a língua dela tocasse a minha, o beijo se transformou. Não, não ficou rápido e sôfrego, pelo contrário, manteve aquele ritmo lento e calmo. Porém era intenso; intenso nas emoções e sensações que provocava em meu corpo. Era como se com aquele beijo nós estivéssemos nos conectando, como se através de nossas bocas nossas almas estivessem se abraçando. Quando nos separamos eu a fitei perplexa e toquei meus lábios com a ponta de meus dedos.

–Você sentiu? – indaguei em um fio de voz.

–Sim – Jenny arfou e sorriu – foi incrível.

Sorri e antes que eu perdesse a linha da realidade, selei nossos lábios e escapei dos braços dela, fugindo para o banheiro. Fiz minha higiene matinal e logo fui para a “cozinha” do trailer preparar o cappuccino e algumas coisas para que comêssemos. Havia colocado o celular para despertar mais cedo com esse propósito de ter um momento caseiro com Jenny antes que ela tivesse que partir. O que eu me agradeci mentalmente mil vezes, pois foi realmente gostoso receber todos os carinhos dela logo nas primeiras horas da manhã.

Tive de praticamente expulsar Jenny dali, ela insistia em me dar vários beijos e turvar a minha mente, mas quanto mais o tempo passava, mais a movimentação do lado de fora aumentava. Só depois que eu prometi que iria para o trailer dela mais tarde, a atriz se deu por vencida e saiu, não sem antes me dar um beijo daqueles de tirar o fôlego.

Depois disso tive de correr para me arrumar a tempo. Mas nada, absolutamente nada, abalava o meu humor ou retirava o sorriso imortal que repuxava meus lábios. Assim que cheguei ao camarim, cumprimentei a todos e abracei a minha maquiadora com força. Ela começou a me bater dizendo que eu queria mata-la e logo riu do bico que eu fiz. Eu estava tão cheia de energia que não reclamei de absolutamente nada naquelas primeiras horas que passava só me arrumando e ensaiando as falas.

–Michelle! – Oliver apareceu em meu camarim, já pronto como Derek, o vilão de Eternal – Está pronta para apanhar um pouco?

–Ah meu querido, quem vai virar churrasquinho vai ser você – disse em tom de desafio, terminando de arrumar a jaqueta em meu corpo – Espero que esteja pronto para chorar.

Oliver riu e começou a me acompanhar em direção ao local de gravações. Eu estava tão distraída que tomei um susto quando Oliver cutucou minha cintura com um pouco de força desnecessária.

–Você está transpirando alegria, chega a incomodar meu mau-humor matinal – ele reclamou e abriu um sorriso – Mas eu vi de longe que a Jenny também está em um estado espiritual parecido, aconteceu alguma coisa?

–Aconteceram várias coisas – admiti e suspirei bobamente – Eu a amo e ela me ama, isso não é suficiente para tornar um dia nublado em um dia perfeito se ela estiver por perto?

–Ai, minha diabetes! – Oliver fez uma careta de dor.

–Chato! Quando você se apaixonar nesse nível eu vou rir de sua cara durante anos!

Ele gargalhou e logo depois chegamos às gravações. As primeiras tomadas seriam feitas entre Zack e Ian, o que dava tempo para que Jenny ficasse sentada ao meu lado, tocando discretamente minha mão ou pernas às vezes. Sempre que isso acontecia eu lutava bravamente para não sorrir, mas era quase uma batalha perdida. Naquela manhã havia um grupo de reportagem que Grimer permitiu para se exibir em um canal fechado os bastidores de Eternal.

Naquele dia até mesmo as gravações se tornaram extremamente prazerosas, eu parecia uma bipolar. Uma hora estava séria interpretando Lyanna, caindo dentro do personagem de cabeça, mas assim que Grimer gritava “corta” eu abria um enorme sorriso e fazia alguma piadinha com o Oliver ou ator figurante. Estávamos já na cena final onde Lyanna corria junto com Brielle e Josh para fora do esconderijo, em uma fuga para salvarem a vida de um mutante furioso como Derek. Os servidores estavam terminando de ajeitar o local para começar a gravação da cena.

–Considere isso um treino para quando tivermos de fugir para Las Vegas e casar – Jenny sussurrou em meu ouvido.

Não contive a risada e balancei a cabeça de maneira negativa. Ajeitei a jaqueta agora suja e rasgada por causa das batalhas que tive de travar em nome de meu personagem. Eu odiava a ideia de dublês. Afinal havia treinado todo santo dia praticamente para poder fazer aquelas cenas por mim mesmo. O que era diferente do Ian, já que sempre que havia mais ação ele solicitava o seu dublê para fazer a sua parte. Apenas em cenas mais intensas Jenny pedia para a sua cópia para fazer a sua cena, mas daquela vez ela estava ao meu lado.

–Preparem-se! – Grimer gritou de sua cadeira de diretor – Luz, câmera... Ação!

Chegamos correndo até encontrarmos um lugar fechado, com caixas que levavam até uma janela mais alta. Naquele momento eu era Lyanna de corpo e alma, então soltei meu típico resmungo e virei o meu corpo de maneira determinada.

–Vocês subam, eu vou atrasá-los e logo vou atrás de vocês! – Lyanna disse com o jeito todo mandão, tirando a jaqueta e jogando para o lado.

–Isso é loucura, eles são muitos! – Josh segurava o meu braço e me olhava com aquele jeito “eu sou o herói da parada”.

–Eu sei me virar sozinha, idiota! Agora salva a sua garota e vão logo! Eu vou ensinar para alguns outros idiotas como brincar com fogo pode queimar – puxei meu braço bruscamente e abri um sorriso soberbo e quase sinistro – E eu estou em chamas, baby!

Os outros atores entraram, todos altos e mal encarados. Ali com a cena nua e crua, sem os efeitos, era engraçado fazer os movimentos que teoricamente estavam lançando fogo e fazendo as coisas explodirem. Eu via os atores se jogando como se tivesse recebendo alguma coisa quando nada realmente acontecia. Houve uma pequena batalha entre Lyanna e um homem negro, mas era tudo muito bem ensaiado. Quando o derrotei, virei o corpo para correr em direção as caixas e subir para a janela. E foi ai que tudo deu errado.

Eu não sabia dizer no que eu havia pisado, eu tinha a sensação de ter sido algo cilíndrico, como um cilindro de aço. Mas enquanto eu corria para finalizar a cena, meu pé pisou nesse item e por causa de minha velocidade, meu corpo inteiro foi para frente enquanto minhas costas iam para trás. A queda foi inevitável. O som que produziu surpreenderia a mim mesmo se eu o mundo ao meu redor não tivesse começado a girar bruscamente. Eu sentia minha cabeça explodindo de dor enquanto meu pulso latejava ardentemente.

–MICHELLE! – escutei a voz de Jenny ao longe, mas quando ela apareceu no meu campo de visão havia no mínimo três dela – Meu amor, você está bem? Vida, por favor, não desmaia!

–Chamem os enfermeiros! – escutei alguém gritar.

Estava difícil respirar e me concentrar em uma Jennifer só. Ela tinha irmãs gêmeas e nunca me disse? Eu a escutava me chamando, tocando meu rosto e dando tapinhas para me manter acordada. Mas minha mente estava turva demais e a minha respiração cada vez mais complicada. Eu queria dizer para ela que minha cabeça estava doendo demais, que provavelmente eu a tinha batido com força, mas antes que a frase se articulasse completamente em minha mente, eu havia apagado.

(•••)

Pov especial Jenny

Sabe quando tudo está tão perfeito que você deveria começar a desconfiar? Pois é, eu deveria saber que tudo que era tão bom e incrível iria ter um desfecho não tão feliz. Eu me sentia nas nuvens o tempo todo desde que aceitei que estava completa total e perdidamente apaixonada por Michelle Lopez. Não, era mais do que isso, eu a amava. A amava ao ponto de ser capaz de fazer qualquer coisa por um sorriso dela.

A noite anterior poderia ter sido desprovida de um ambiente romântico, mas foi tão intensa e repleta de carinho mesclado a luxúria que eu não ousaria compará-la a nenhuma das outras noites que eu já tive na vida. Tudo parecia extremamente pequeno em comparação ao que eu sentia por aquela garota.

Até mesmo o trabalho era diferente quando se tinha Michelle por perto. Ela tinha um encanto próprio e um brilho que atraia a todos, desde ao mais simples do servidor ao diretor do seriado. Michelle era uma verdadeira menina-mulher, com aquele jeitinho espontâneo e intenso nos momentos certos. As vezes eu me pegava imaginando o quão sortuda eu era por ter alguém como ela ao meu lado e me amando com tanta intensidade. Mesmo depois da grande besteira que eu fiz por causa do ciúme, Michelle me perdoou e me aceitou em sua vida.

E agora ela estava ali, caída no chão e desmaiada. Por mais que eu a chamasse nada a fazia abrir aqueles olhos castanho-esverdeados que tanto me hipnotizavam. Eu não me importava com os fotógrafos, com o elenco, com o repórter que sempre estava por perto, mas nada fazia para ajudar. Minha atenção estava totalmente naquela mulher que eu tanto amava, sem consciência do que acontecia ao seu redor. Os enfermeiros chegaram e Oliver teve de me puxar sem muita delicadeza para me fazer afastar. Só então eu notei que tremia que nem uma vara verde. Ele me abraçou e eu me acalmei apenas um pouco, pois meus olhos não perdiam um movimento do que aconteciam.

–Ela vai ficar bem, porém precisamos levar para o hospital para fazer exames, ela bateu a cabeça – um dos enfermeiros avisou.

–Eu vou com vocês – disse prontamente, a voz mais tremula do que deveria sair.

–Sinto muito senhora Summers, mas seria permitido apenas parente ou responsável...

–Ela não tem ninguém além de mim! Eu sou a namorada dela, ok? E acho bom você não me contrariar, eu vou naquela maldita ambulância e ninguém vai me impedir!

Eu explodi completamente, estava mais aflita do que nunca estive em minha vida. Nada poderia acontecer com minha menina, nada! O medo de perdê-la sobrepunha qualquer lógica que viesse e me dissesse que ela estava bem e logo se recuperaria. Eu teria de ficar ao seu lado e esperaria ela abrir os olhos para confirmar que estava tudo bem. Quando eles a ergueram do chão para a maca, eu vi a pequena poça de sangue que estava no chão, provavelmente devido a um corte na cabeça. Meu corpo inteiro congelou e Oliver teve de me segurar mais firme. Assim que eu entrei na ambulância, segurei firme a mão de Jenny e estremeci ao sentir tão fria. Tão diferente da noite anterior que estava quente enquanto tocava minha pele.

Felizmente havia um hospital próximo dali. Obviamente não me deixaram prosseguir para a consulta médica, eles até me deram um copo de água e uma pílula que disseram que iria me fazer acalmar. Porém mesmo depois de tomar o calmante, eu continuei andando de um lado para o outro na sala de espera. Felizmente Oliver apareceu.

–Alguma novidade? – ele perguntou um pouco ofegante.

–Não, estão lá dentro faz meia hora! Eles avisariam se fossem fazer cirurgia não é? – eu indaguei aflita.

–Sim Jenny, mas você cavar um buraco no chão não irá ajudar em nada!

–Eu não consigo me acalmar! Ela está lá dentro sozinha e com a cabeça sangrando! Eu vou surtar Olie!

–Vai ficar tudo bem, meu anjo.

Oliver me abraçou e eu me permiti chorar um pouco. Estava realmente assustada com o que poderia acontecer dali pra frente. Quando me acalmei, Oliver me entregou outro copo com água que eu tomei apenas para distrair a mente. Sentei finalmente em um dos bancos de espera e ele me acompanhou.

–Você sabe que gritou para todo mundo ouvir que era namorada dela, não sabe? – Oliver comentou.

–Ah meu Deus! – escondi o rosto com minhas mãos – Espero que a Michelle não brigue comigo.

–Não acho que ela vá. Porém do modo que foi anunciado vai ser um escândalo, disso pode ter certeza.

–Eu não sabia o que fazer, eu tenho de ficar do lado dela! Eu estou com tanto medo Olie, eu sei que posso estar exagerando, mas eu não consigo evitar!

–Isso se chama amor, minha cara. O que para mim quer dizer que você está fodida, mas ao menos é uma fodida feliz.

–Muito feliz, eu nunca estive assim antes. E acho que é por isso que estou surtando tanto. Me sinto uma inútil agora, eu quero fazer alguma coisa!

Porém de nada adiantavam as minhas reclamações. Eu tinha medo dessa situação, mas medo de que algo acontecesse com minha menina! Eu não conseguia me acalmar de forma algum, assim quando o médico apareceu, um senhor de cabelos grisalhos e alto, eu saltei da cadeira e me aproximei dele como um raio.

–Como ela está doutor? – exigi informações.

–A srta. Lopez está bem, pode relaxar. Um corte na cabeça que já levou ponto e um machucado no pulso, não chegou a deslocar ou algo similar. Provavelmente em meia hora ela estará acordando, é o tempo que o sedativo irá parar de fazer efeito.

Soltei um suspiro aliviado e abracei Oliver mais uma vez. Eu decidi ficar ali no hospital, pelo que havia entendido, Grimer pediu para as gravações continuarem por causa do curto prazo que tínhamos. O homem estava certo, se ficassem todos ali iria ser um verdadeiro caos. Kevin apareceu cinco minutos depois, surtando ainda mais do que eu, porém os calmantes logo fizeram efeito.

–Meu celular não para de tocar, pedindo uma confirmação de “Jennelle” – Kevin resmungou olhando acusadoramente para mim.

–Ela estava muito mau cara, com aquele olhar de “eu estou vendo a luz, devo ou não devo ir?” – fiz o meu drama de sempre, o que aliviou um pouco a expressão do agente de minha namorada – Desculpe, eu fiquei mesmo desesperada na hora.

–Tudo bem, o susto foi enorme mesmo – Kevin deu de ombros e passou a mão no queixo como se pensasse – Vou ter de convencer Michelle a contratar uma assessora de imprensa, a vida dela acaba de ficar um pouco mais interessante para a mídia.

–Um pouco? Namorar Jenny Summers é um escândalo internacional – falei tentando me gabar e sair da tensão que estava.

–Foi de uma namorada preocupada para a vadia de sempre – Oliver revirou os olhos.

–Desculpe, com licença...

Uma garota de pele escura e cabelo encaracolado se aproximou, usava um uniforme de enfermeira e em seu crachá estava escrito Megan. Ela parecia tímida, mas seus olhos brilhavam ao nos encarar, provavelmente uma fã que estava tentando ser o máximo possível profissional naquele momento.

–Vocês estão acompanhando a senhorita Lopez? – ela questionou de maneira calma.

–Sim, já podemos vê-la? – indaguei voltando a ficar ansiosa.

–Sim senhorita Summers, porém só pode dois acompanhantes por vez – Megan indicou.

Decidimos que seria eu e o Kevin. Ele precisava verificar a chefinha e perguntar umas coisas sobre o que deveria fazer. Eu necessitava ver minha namorada e se ela estava mesmo bem. Não que eu não acreditasse no médico, mas meu coração só se daria por satisfeito quando a visse de perto. Megan nos guiou por corredores até parar de frente para uma porta com o número 255.

–A srta. Lopez pode parecer um pouco confusa ou sonolenta, é o efeito do sedativo – Megan explicou – Vocês tem quinze minutos, ok?

Acenei com a cabeça e torci uma mão na outra. Tremi de ansiedade enquanto Kevin abria a porta e passava na frente. Precisei de apenas dois passos para estar dentro daquele quarto branco. Michelle estava lá, usando aquela roupa ridícula de hospital e com o braço esquerdo enfaixado e com uma tala. A cama estava levemente inclinada, a deixando com o torso parcialmente erguido. Havia também uma faixa na cabeça, cobrindo boa parte de seu cabelo acobreado. Mas ela ainda estava tão pálida! Meu coração se apertava e diminuía infinitamente de tamanho ao vê-la daquele jeito.

–Michelle, pelo amor de Deus não me mata de susto assim de novo! – eu implorei tentando disfarçar a voz chorosa.

Estava me aproximando a passos largos, mas aqueles olhos que agora estavam mais castanhos ainda, me fitaram em plena confusão. Aquilo me fez travar no meio de caminho.

–Perdão, eu estou um pouco confusa – Michelle disse franzindo o cenho – Eu... Eu te conheço?

Não! Aquilo não podia estar acontecendo! O chão parecia ter fugido de meus pés enquanto meu corpo congelava no lugar. Ela poderia ter tido problemas de memória com a batida na cabeça? Por que o médico nada comentou sobre isso? Não, não, minha menina não podia me esquecer!

–Não... Não se lembra de mim? – eu tentava a todo custo conter as lágrimas, o que era uma tarefa quase impossível.

–Oh my God! Você é Jenny Summers, a atriz! – Michelle disse surpresa, provavelmente teria gritado se não estivesse com sono – Claro que me lembro de você no filme...

–Não, não dessa forma! – a cortei bruscamente e desviei o olhar, eu iria desmoronar ali mesmo.

–E também lembro que Jenny Summer é minha namorada.

Ergui o meu rosto rapidamente, em choque novamente. Michelle tinha um sorriso travesso nos lábios e um olhar cansado, apesar de que divertido. Demorei alguns segundos para processar o que tinha acontecido, mas a crise de riso de Kevin ajudou a compreender.

–Você me enganou! – exclamei sentindo o meu peito explodindo em fúria.

–Jenny, você precisava ver a cara que fez! – Michelle ria fracamente – Eu estava apenas tentando amenizar o clima e...

–Bravo, merece um Oscar! – a cortei novamente, eu estava tremendo – Pelo visto está bem o suficiente para fazer uma gracinha dessas.

–Mô, não fica zangada eu só estava brincando e...

–E nada Michelle! – elevei minha voz e respirei fundo para manter o controle, o resultado foi que eu usei de um tom frio – Eu vou lá para fora, você precisa acertar umas coisas com o seu agente. Eu não acredito que você foi tão estúpida!

–Jenny! Não, espera!

Mas eu já estava passando pela porta feito um furacão. Meu coração batia forte em meu peito, gritando para a minha mente que tudo foi brincadeira, que ela não me esqueceu. Encontrei uma cadeira e desabei ali, apoiando os cotovelos sobre minha perna e segurando minha cabeça entre as mãos. Se fosse em outro momento eu provavelmente teria rido e brincado junto com ela, mas eu estava tensa e com tanto medo que a simples hipótese de que ela poderia me esquecer deixava-me em pânico absoluto. Eu a amava, amava como nunca pensei que seria capaz. Não me importava com a mídia, com as dificuldades que teríamos, tudo o que eu queria era aquela mulher.

Respirei fundo diversas vezes e me surpreendi quando Megan se aproximou com um copo com água. Ela perguntou se eu estava bem e eu apenas dei um sorriso fraco. Precisava de um tempo para recuperar a minha estrutura e poder voltar para o quarto e ter meus quinze minutos com Michelle.

Notas finais
Sinto dizer que eu estou realmente escrevendo os últimos capítulos da fic, mas algumas coisas ainda vão acontecer por agora! Até que não foi tanto drama, espero que não me matem t-t