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17 Capítulo 17


Notas iniciais
Dobradinha o/ espero que gostem desse capítulo em especial u.u

As gravações haviam retornado e estavam ainda mais intensas para mim, já que estávamos em um ponto crucial da trama de Lyanna, quando ela partia em busca das verdadeiras respostas. O seriado estava em seu ápice, recebendo criticas realmente boas e construtivas. Porém o grande problema mesmo era ter de ver as cenas de beijo entre o triângulo amoroso. Eu sabia que era apenas profissional, até porque Jenny ainda mantinha um pé um pouco atrás com o Zack. Porém causava-me certo incomodo vê-la beijando outra pessoa. Tinha de repetir um mantra de que aquela não era minha Jenny, mas sim Brielle.

Aquela seria apenas mais uma das noites em que teria de passar no ônibus-trailer, pois as gravações começariam cedo demais. Pretendia descansar um pouco já que as cenas seguintes seriam de muita ação para Lyanna, seria a primeira vez que minha personagem enfrentaria os capangas do vilão do seriado. Estava saindo do banheiro usando um shortinho confortável e minha blusa do Patrick quando escutei batidas na porta. Meu coração disparou previamente, saltando de felicidade dentro do peito na expectativa de que fosse Jenny ali do outro lado. Por mais que eu soubesse que seria ela a única a bater em meu trailer àquela hora da noite, o friozinho na barriga sempre me acompanhava naqueles momentos que antecedia o encontro.

E lá estava ela, parada com um sorriso tão bobo quanto o meu quando nos encaramos. Jenny usava a sua blusa do Bob Esponja, o que me fez rir e ela arquear a sobrancelha direita.

–Lembrei-me da primeira noite que você apareceu aqui, estávamos com a mesma blusa de agora – expliquei e dei passagem para que ela entrasse.

–Ah aquele dia foi especial – ela comentou e suspirou – Foi quando me apaixonei perdidamente... Pelo seu cappuccino, foi amor à primeira golada!

Revirei os olhos e bati a porta. Jenny riu e tentou se aproximar, mas eu esquivei e segui para o meu “quarto”.

–Tudo bem, eu compreendo esse lance de amor à primeira vista – disse ao me jogar na cama e pegar Otto, minha tartaruga de pelúcia – Foi o mesmo comigo e Otto, agora ele fica comigo praticamente todas as noites e mudou o meu conceito sobre wild sex!

–Urgh! Nunca mais olharei para uma tartaruga com olhos inocentes depois dessa – Jenny resmungou e fez bico – Além do mais, elas são lentas.

–E quem disse que isso é ruim?

–Estaria dormindo antes mesmo que tirassem sua roupa toda.

–Diga isso para o Otto, não é amor? – coloquei a tartaruga a minha frente e abri um sorriso malicioso – Será que devemos contar a ela sobre aquela posição que fazemos?

Jenny bufou alto e em questão de segundos estava sentada sobre meu quadril. Ela arrancou Otto de minhas mãos e jogou para qualquer canto atrás de si. Eu a fuzilei com os olhos fingindo estar muito brava.

–Você vai magoar os sentimentos dele, sua sem coração! – briguei com Jenny batendo em sua coxa.

Ela agiu novamente, pegando em meus braços pelo pulso e os prendendo acima de minha cabeça. Ofeguei assim que percebi que estava imobilizada e com uma mulher extremamente linda sobre mim.

–Acho que vou ter de te mostrar o quanto eu sou melhor – Jenny estalou a língua e inclinou o corpo em minha direção, deixando os lábios bem próximos. Quando tentei beijá-la sem conseguir resistir à atração, ela afastou o rosto desviando do contato – Não disse que podia me beijar, Michelle.

–Então acho que continuo preferindo o Otto – me fiz de indiferente, mas meu coração estava disparado.

–O Otto não pode fazer isso – Jenny mordiscou meu lábio inferior e o sugou – ou isso – ela desceu a boca, roçando em minha pele suavemente, até alcançar o ponto de pulso em meu pescoço e morder lentamente – definitivamente ele não faz você arrepiar como eu faço.

Era algo extremamente involuntário. Bastava ela estar perto e fazer pequenas coisas e meu corpo reagia explodindo com uma química intensa. Fechei os olhos com força, tentando concentrar-me para manter um pouco de controle. Ela continuou dando beijos em meu pescoço, quase enervando completamente a minha mente, porém isso a distraiu completamente. Soltei-me e de forma leviana deslizei minhas mãos desde a cintura até os ombros dela, deslizando com a ponta de meus dedos pelos braços dela até conseguir a segurar firme... E em um movimento rápido inverter a situação, girando e ficando sentada sobre ela.

–As aulas de defesa pessoal realmente estão surtindo efeito – falei um pouco ofegante pelo que tinha feito, com um sorriso vitorioso nos lábios.

–Isso não vale, Michelle! – Jenny prontamente reclamou e fez bico – Eu estava para fazer algo realmente bom.

–Se continuar com esse bico eu vou beijar você – ameacei encarando aqueles lábios bicudos e naturalmente avermelhados.

Prontamente Jenny piorou o bico. Contive minha vontade de rir daquilo, a necessidade de beijá-la falava mais alto. Dessa vez fui eu a reclamar aqueles lábios como meus, os tomando para mim em um beijo impetuoso e dominante. Apoiei uma mão no colchão enquanto a outra ia de encontro a nuca dela, para a segurar e manter ainda mais o meu comando. Jenny parecia surpresa de inicio, rendendo-se facilmente, mas logo virava um pouco o rosto para dar um novo encaixe ao beijo e travar uma deliciosa batalha com minha língua. Jenny gemeu em minha boca e no segundo seguinte estava erguendo o corpo, sentando e me fazendo ficar em seu colo, de frente. Ela me abraçou fazendo com que nossos corpos se encontrassem em um encaixe perfeito. Em momento nenhum nossos lábios se separavam e eu tentava quase que inutilmente buscar ar pelo nariz para não quebrar aquele contato enlouquecedor tão cedo. Mas infelizmente éramos meras humanas e precisávamos respirar corretamente.

–Michelle – Jenny gemeu meu nome de uma forma tão gostosa que eu passei a adorá-lo – Vamos com calma...

–Por que? – indaguei mordendo o lábio inferior dela.

–Ou eu vou perder o resto de controle que eu tenho – ela respirou fundo e soltou um longo suspiro – Até seu cheiro está me deixando louca!

–E quem disse que quero você controlada? – comecei a dar beijos no pescoço dela, mordiscando lentamente apenas para provoca-la.

–Nossa... Nossa primeira vez não deveria ser especial?

Parei o que estava fazendo e ergui meu olhar para encontrar os delas cheios de insegurança. Eu poderia ser tímida para algumas coisas, porém não era nem um pouco santa em situações como aquela, principalmente depois de amadurecer. Segurei o rosto de Jenny entre minhas mãos, acariciando a bochecha dela com o polegar.

–Quando estou com você a sensação que eu tenho é a de que tudo deixa de existir ou fica em segundo plano – encostei minha testa com a dela e deixei um sorriso bobo brincar em minha boca, mesmo que meu corpo ainda estivesse fervendo de tesão – As coisas vão perdendo o seu valor e eu sinto você mais do que qualquer outra coisa ao meu redor, todos os meus sentidos buscam por sinais de você – rocei suavemente o meu nariz no dela, em um beijo de esquimó – Então todas as vezes que estou com você, é especial a sua maneira.

–Como você consegue ser a menina da relação e ao mesmo tempo ser e não ser romântica? Não deveria se supor que você esperaria por todas aquelas coisas cafonas e românticas? – Jenny tentou provocar, mas eu sabia que a respiração dela estava cada vez mais desregular.

–É porque o único detalhe importante é você – respondi sincera e soltei um suspiro dando de ombros – Mas eu posso esperar se você...

Ela me interrompeu com um beijo. Sorri contra os lábios dela e a abracei enquanto a deixava me beijar daquele jeito que só ela sabia fazer. Quando tornamos a nos fitar, havia uma única certeza sendo transmitida em nosso olhar: nós nos amávamos. Nada mais importava além disso. Deslizei meus dedos até o cabelo negro de Jenny, os emaranhando naqueles fios macios e os segurando firmemente enquanto voltava a beijá-la, mas dessa vez de um jeito lento e sensual. Não havia pressa em meus movimentos, apenas a vontade de provoca-la até o máximo. O que eu consegui em um intervalo de tempo muito curto, logo Jenny estava pondo as mãos dentro de minha blusa e acariciando minhas costas tocando livremente em minha pele. As mãos quentes e possessivas pareciam deixar um rastro de fogo por onde tocava, fazendo-me perder o foco de sedução no beijo e simplesmente entregar-me a cada sensação que vibrava em meu corpo.

Aquele excesso de roupa estava começando a me incomodar, apenas por isso afastei meu corpo e quebrei o beijo, não deixei de sorrir ao vê-la resmungar frustrada pela falta de minha boca. Mas a recompensei quando comecei a levantar minha blusa do Patrick, revelando aos poucos que naquele momento eu não estava usando sutiã. Jenny arfou e eu esqueci como respirar, os olhos verdes desciam por meu corpo brilhando de um jeito tão intenso que me intimidou um pouco. Talvez estivesse apressando as coisas demais? Segurava a blusa ainda em minha mão com força, cogitando seriamente a possibilidade de vesti-la novamente... Até que de repente não estava pensando em mais nada.

Jenny me tocava com delicadeza, roçando a ponta dos dedos em meus seios. Não achava a parte mais atraente em mim, eram de tamanhos médios e naturais. Mas Jenny os acariciava com uma dedicação que me causava arrepios intensos, forçando-me a fechar os olhos e morder meu lábio inferior para conter os gemidos.

–É lindo – Jenny murmurou espalmando as mãos em meus seios e os pressionando de uma maneira terrivelmente gostosa – E macios, eu os adoro.

Soltei um suspiro de prazer e tive de me apoiar nos ombros dela para não perder o equilíbrio de meu corpo. Jenny continuou a explorar meu seio esquerdo, enquanto com a outra mão ia tocando a lateral de meu corpo até alcançar meu quadril. Ela envolveu o braço ali e em um único movimento ergueu um pouco o meu corpo, forçando-me a ficar de joelhos e, consequentemente, meus seios ficarem na altura de sua boca. Nossos olhares se cruzaram e prenderam uns aos outros, os verdes dela tão escuros e carregados de desejo que me aqueciam por completo. Sem deixar de me fitar, Jenny sorriu travessa enquanto aproximava a boca de meu seio direito. Meu coração disparou alucinadamente e minha respiração ficou complicada enquanto eu observava os lábios de Jenny tocando meu seio com beijos carinhosos.

Eram simples carinhos. A mão ainda acariciava e massageava meu seio enquanto o outro recebia a atenção dos lábios dela. Mas meu corpo reagia como se fosse a coisa mais excitante do mundo, arrepiando e estremecendo, uma denúncia clara do quanto Jennifer Summers tinha poder sobre mim. Porém eu soube que estava completamente perdida quando ela capturou meu mamilo e o sugou para dentro de sua boca com vontade. Gemi sentindo meu corpo inteiro tremer com o prazer que eu senti, enterrei meus dedos no cabelo dela apenas para segurar a cabeça dela ali. Não queria que ela parasse com aquilo, eu precisava de cada toque, de cada carícia e beijo.

–Jenny – gemi baixinho e suspirei – deixe-me tirar sua blusa.

O pano que roçava em minha pele passou a incomodar, não era tão macio quanto ela seria. Jenny afastou um pouco o corpo, apenas o suficiente para que eu pudesse segurar no tecido e puxá-lo por sobre a sua cabeça. Então foi a minha vez de admirá-la. Os seios fartos davam-me água na boca, eu poderia imaginar-me facilmente repetindo o mesmo processo que ela realizou nos meus e não parar nunca mais. Meus olhos desceram até a barriga lisinha e bem feita, ela era perfeita!

–Você me comendo com os olhos é tão excitante – Jenny comentou com a voz rouca e sedutora naturalmente.

Fiquei vermelha com o comentário, não estava acostumada a ser tão descarada em momentos como esse, mas também não conseguia deixar de ser. Segurei firme nos ombros dela e a empurrei para a cama, Jenny riu de uma maneira gostosa e puxou os travesseiros para poder ficar mais confortável. Comecei a descer meu shortinho e dessa vez era ela quem me devorava com o olhar. Apesar do leve sintoma de vergonha, eu me sentia incrível naquele momento. Sentia-me como uma mulher que poderia ousar e provocar a outra, experimentava de certo poder que eu nunca tive tanta certeza de ter. Tive de afastar meu corpo para me livrar de vez da peça e agradeci mentalmente por Jenny ter aproveitado o momento para tirar o seu short também, restando apenas nossas calcinhas. A dela vermelha e a minha branca.

Jenny puxou-me para cima de si apenas para girar e inverter a posição, ficando sobre meu corpo. Os nossos gemidos denunciaram o quanto era gostoso ter nossas peles se tocando e roçando, o quanto estávamos quentes com apenas aquele contato pleno. Os lábios dela colidiram com os meus em um beijo necessitado, com movimentos urgentes que exigiam a nossa entrega total. Eu já não raciocinava mais, apenas sentia a tudo como se a sensibilidade dos meus sentidos estivesse aprimorados e conectados a qualquer coisa que viesse dela, seja um suspirou ou um toque mais ousado. Tudo nela me afetava, tudo nela me enlouquecia. O beijo era longo e nossa maior briga se provava ser com o ar que teimosamente faltava. Mas não nos contávamos apenas com o toque ardente de nossas bocas, nossas mãos tocavam e exploravam o corpo uma da outra, conhecendo cada parte de nós que fosse alcançado.

Entretanto Jenny ousou mais ainda. Ela colocou uma perna entre as minhas e pressionou a coxa em meu centro. Como resposta, eu afastei meus lábios para soltar um longo gemido e cravei minhas unhas em suas costas, aguentando a explosão que parecia ocorrer em cada célula de meu ser.

–Porra, você está tão molhada! – Jenny murmurou roucamente em meu ouvido, aquilo me afetou tanto que me descobri deslizando as unhas pelas costas dela – Você é a mulher mais gostosa Michelle! Caralho, eu devo estar mais molhada que você.

Arfei forte e mordi o canto do meu lábio, reuni toda a coragem que eu tinha e fui deslizando a minha mão até alcançar a calcinha vermelha. Como uma verdadeira menina má, adentrei a mão no tecido e a toquei diretamente. Jenny gemeu alto e arqueou o corpo, o prazer estampado em sua expressão deixou-me em puro êxtase, a sensação de estar provocando aquilo nela era absurdamente deliciosa. A toquei um pouco timidamente, deslizando meus dedos vagarosamente explorando e conhecendo aquela região onde se concentrava o prazer de minha namorada.

–Jenny – consegui falar quando encontrei minha voz, retirei a mão e recebi um olhar zangado e cortante – Você deve ser deliciosa – abri um sorriso de lado e safado enquanto levava meus dedos úmidos até minha boca, a vi abri bem os olhos enquanto observava vidrada meu movimento de levar os dedos até minha boca e chupá-los – Ah tão doce – lambi um dedo sem deixar de fita-la – e gostosa.

–Você está fodida!

Eu teria rido por ter conseguido tirar qualquer resquício de controle dela, mas não tive a oportunidade. Jenny beijou-me com uma intensidade diferente, como se quisesse provar todo o tesão que sentia em um único beijo. O resultado? Eu estava em extrema tensão sexual com apenas aquele beijo! Encontrava-me em um ponto tão perdida que mal notei quando ela tirou a minha calcinha ou como, apenas senti quando a mão encontrou o meu sexo molhado e começou a acaricia-lo intimamente. Gemi alto e abafado, Jenny tomando para si meus gemidos por causa do beijo que ela não deixava terminar. Minhas costas arquearam, fazendo nossos seios se pressionarem e meu coração bater bem próximo do dela. Ela me tocava sem pressa nenhuma, em uma tortura que me deixava ainda mais excitada. Porém meu mundo literalmente girou ao meu redor e perdeu o foco quando ela começou a tocar nos lugares certos, provocava o meu clitóris, massageava, brincava e torturava.

Não consegui mais manter o beijo, minha cabeça tombava para trás e meu corpo inteiro reagia como se tivesse vontade própria e fosse movido pelo prazer absurdo que estava sentindo. Jenny não aliviou, foi descendo os lábios por minha pele, mordendo e chupando. Naquele momento eu nem me importei quando ela aplicou um chupão mais forte em meu ombro, naquele momento não existia um mundo fora dali, era apenas eu e ela. Jenny alcançou meu seio e não hesitou em abocanhá-lo e suga-lo com ainda mais afinco que outrora. Eu a segurei ali mais uma vez com apenas uma mão, a outra descia arranhando as costas e braços, também não notando a intensidade ou sem ao menos saber se iriam ficar marcas.

Eu pude senti quando os dedos dela encontraram o meu centro. Meu corpo inteiro estremeceu e pareceu entrar em combustão pela expectativa. Mas eu a agarrei e segurei a sua mão a impedindo de fazer o ato.

–Espere – pedi ofegante, só naquele momento percebi que suava – E-eu quero fazer junto com você.

Jenny fitou-me e depois de alguns segundos abriu um sorriso. Ajeitou o corpo um pouco melhor, apoiando os joelhos sobre a cama para abrir um espaço pequeno. Mordi o canto de meu lábio e mais uma vez levei minha mão até o sexo dela, descobrindo que ela já estava sem calcinha de alguma forma. A toquei e tive o prazer de vê-la novamente se derretendo ao meu toque. Jenny inspirou profundamente e sem desviar os olhos verdes escuros dos meus, levou os dedos a minha entrada novamente e eu prontamente a imitei. Ela iniciou penetrando lentamente um dedo dentro de mim e só depois que meu corpo estremeceu e contorceu levemente eu pude fazer o mesmo com ela. Jenny arfou, mordeu o lábio com força, mas nada impediu que o seu gemido escapasse. Então eu fui a primeira a começar os movimentos lentos e enlouquecedores, gemendo na medida em que Jenny também acompanhava, estocando devagar dentro de mim.

O ritmo foi aumentando exponencialmente. A necessidade e urgência se mesclavam com aquele caleidoscópio de prazeres que estávamos sentindo. Meu quadril começou a movimentar por si só, exigindo mais contato. Jenny não tardou a entrar mais rápido, ao compasso que eu também a seguia, até perder verdadeiramente a noção das coisas e simplesmente fazer. O ritmo estava rápido, nossos corpos roçando um no outro provocando verdadeiras explosões internas e profundamente gostosas. Jenny mantinha o olhar sobre o meu e era isso que me derretia mais ainda. Não havia apenas luxúria naquelas íris esverdeadas, não era apenas desejo e prazer, ela me olhava com devoção e tanto carinho que me fazia entregar-me de corpo e alma, sem temer pelo o que aconteceria depois.

–Michelle! – Jenny gemeu alto quando o corpo começou a tremer demais.

Ela iria ter o orgasmo e só de saber disso o meu processo acelerou, eu senti meu corpo reagir em sintonia ao dela. Jenny alcançou primeiro, colocando o rosto no travesseiro para poder abafar o grito de prazer que soltou ao mesmo tempo em que eu colava minha boca em seu ombro abafando o meu próprio grito. Eu estava tão ofegante quanto estaria se tivesse corrido uma maratona. Jenny ia começar a sair quando eu a segurei forte, meu corpo tremeu forte uma, duas vezes e dessa vez meus gemidos altos foram mal abafados. Eu estava tendo orgasmos múltiplos!

Quando por fim meu corpo pareceu começar a relaxar... Eu poderia jurar ver estrelas e estar em mundo paralelo. Jenny entrou em meu campo de visão com um sorriso grande e começou a dar beijos por todo o meu rosto enquanto eu ainda me recuperava.

–I-isso nunca aconteceu antes – murmurei um pouco envergonhada.

–Múltiplos orgasmos? – o sorriso dela ficou ainda maior.

Balancei a cabeça sentindo minhas bochechas esquentarem. Apesar da súbita timidez, eu me sentia tão bem que eu não poderia por em palavras o quanto meu corpo estava flutuando e minha mente em paz.

–Eu também nunca fiz amor antes – Jenny falou suavemente, deitando ao meu lado me obrigando a virar o rosto para encará-la, meus cenhos franzidos em dúvida – Eu pensei que sim, mas... Isso aqui é outro nível, um que eu não pensei ser possível. Meu corpo ainda está tremendo e isso porque não fizemos nem metade das coisas que nos é permitida.

–Nem metade? – arfei com a possibilidade.

–Sim meu amor – Jenny disse com carinho e suspirou exasperada – Não podemos aproveitar a noite toda sem sofrer consequências visíveis e temos trabalho logo cedo.

–Mas foi incrível – fiz beicinho.

–Foi a primeira melhor noite de minha vida – ela sorriu tão lindo que eu acabei sorrindo encantada com aquela frase e sorriso.

–Fica aqui comigo, não vai embora.

–Você sabe que amanhã é gravação aberta aos fotógrafos não é? – Jenny mordeu o lábio hesitante.

–Podemos dizer que ficamos assistindo filme e ficou tarde, ou não falamos nada – dei de ombros e fiz o minha melhor carinha de carente – Deveria ser proibido eu não poder acordar em seus braços.

–Ai meu Deus – Jenny me puxou prontamente para um abraço – Não faz esse olhar de cachorro abandonado, é muito golpe baixo!

Ri sentindo uma felicidade surreal me envolvendo naquele momento. Jenny me encarou por alguns segundos e antes mesmo que ela falasse eu já sabia o que ela estava sentindo, pois estava estampado e gritante naquele olhar carinhoso e apaixonado.

–Eu te amo Michelle.

–Eu te amo Jenny.

Então ela me beijou, um beijo diferente de todos os outros daquela noite. Um beijo que selava essas palavras e a transformava em ações de nossos lábios. Naquele momento eu me descobri mais certa do que nunca, com Jenny tudo seria especial, desde as coisas pequenas aos grandes momentos.