Epílogo

2 Capítulo 2- A grande viajem.


Passamos em Antwerpen para comprar suprimentos até Sofiya. A distância entre Antwerpen e Sofiya era de quatro dias por isso precisávamos de bastantes suprimentos. Entramos na loja e logo todos se depuseram a nos olhar. O Silêncio se propagou dentro da loja, e Oceana começara a falar em alto e bom som:

– Precisamos de comida e água para quatro dias de viajem nesse deserto. Quanto vai custar?

– Mil Keityens, e só aceito pago agora.

–Mil é muito para quatro dias, com isso posso pagar para dez dias de viajem em Sofiya.

–Então compre em Sofiya. –o rosto da Cigana Fechara-se de uma hora para outra simbolizando que deveríamos sair daquela loja e comprar em outra.

Entramos em outra loja, lá fomos mais bem atendidos, pagamos só quatrocentos Keityens. Keityens era uma moeda daquele país, as moedas daquele país eram feitas de cristal e eram leves. Voltamos à loja da cigana e dissemos por quanto compramos a água e a comida.

– Eu não quero saber se tem uma cigana aqui que é boazinha com os visitantes. Vocês são extremamente burros para viajarem para cá, esse lugar não é para inexperientes. Venham cá, me sigam.

Entramos em uma sala escura e com cheiro a mofo de uns meses. Era pior do que o fedor nas ruas.

–Por quê? –olhava-nos enquanto pegava umas coisas para comer.

–hein? –Devolvemos o olhar, mais ou menos dizendo hã? O que você está dizendo?

– Porque vieram aqui? Nessa cidade que não há visitas há séculos! Vocês são os primeiros idiotas a virem aqui nessa cidade perigosa. Nos fomos Abandonados Pelo rei há muito tempo.

– Porque precisamos de comida e água antes de seguir viajem.

–Falem o verdadeiro motivo. –Nos encarava mais ainda.

–Eu preciso descobrir quem eu sou, e só poderei saber se checar a verdadeira história desse país. E a Oceana quer voltar a estudar e voltar à cidade natal, para virar uma grande arqueira.

–Interessante. Vou junto com vocês, não tenho mais nada a fazer aqui nessa cidade falida. Meu nome é Zirya Famovim Evax.

–Ei não pode se juntar a nosso grupo assim sem mais nem menos. Qual o motivo para você se juntar ao grupo?

–Vocês não precisam saber. Agora calem a boca, e peguem os mantimentos para a viagem.

Zirya acabara de virar nossa companheira. –perdoe-me não descrevê-la antes, segue descrição. Ela possuía cabelos cacheados e pretos como uma pantera negra, tinha a pele macia e branca como a neve, podia ser rude a maioria das vezes, porém ocasionalmente era delicada e gentil. Amava Gatos, tinha uma como mascote. O nome de sua gata era Lily. Lily tinha um gênio forte e ao contrário de sua dona era gentil e mansa. Mas quando ameaçada virava uma verdadeira Zirya.

A viagem de Herville a Antwerpen foi muito tranqüila, pois no deserto entre as duas cidades não havia monstros. O problema era que no caminho entre Sofiya e Antwerpen, era uma região montanhosa e várias plantas carnívoras viviam lá. Mas essas plantas carnívoras não eram comuns, eram plantas carnívoras de dois metros. Elas eram gordas e possuíam várias raízes, parecidas com tentáculos, que agarravam a presa.

Andamos dois metros e a encontramos a tal criatura. Uma criatura muito hostil.

–Ei arqueira atira ali, é a nossa chance a barriga dela está descoberta. –disse lançando um feitiço de magia negra, a qual paralisou a planta, mas o feitiço não durava muito tempo.

Oceana não disse nenhuma palavra, apenas olhou firmemente com os olhos de águia na barriga da planta e atirou. Foi um tiro certeiro, a flecha perfurou a barriga atravessando-a. A planta logo se descoloriu e morreu.

–Essas horas me dão vontade de ter algum talento. Eu sou tão inútil no campo de batalha.

–Quer ser útil? Cale a boca, pelo menos já faz o seu dever. Enquanto eu e essa arqueirazinha estivermos lutando, tente ficar longe dos monstros para não ser machucado tá legal? – Ela olhou com uma cara de quem não se interessa pela vida dos outros.

–Não se pode competir com uma Valentona. – disse murmurando. Oceana deu um riso e sorriu para mim.

–Eu escutei, e é melhor ficar calado antes que eu te lance uma faca. –Oceana fechara o sorriso.

Percebi que Oceana estava calada, meio pensativa. Eu pensei que era visto que nós estávamos voltando a sua cidade natal. E perguntei a ela:

–Oceana porque você está tão pensativa?

–Nada... –falara com um ar de quem não quer nada.

O silêncio enquanto andávamos se alastrou enquanto andávamos. A única coisa que ouvimos durante aquela curta passagem de tempo foi o miado de Lily. O gelo se quebrara pela fala de Zirya:

–Já está anoitecendo, precisamos de abrigo e ali naquela clareira é o melhor lugar para se armar acampamento.

–Alguém precisa vigiar, vamos revisar. Aqui nessa área existem muitos monstros, Eu serei a primeira. –Disse Oceana.

–E você seu inútil vá dormir, não precisamos da sua vigia.

Bom eu fui dormir pelas ordens de Zirya, mas não antes de arrumar o acampamento e acender a fogueira, como um acampamento típico. Não fiquei sabendo do que as duas conversaram enquanto eu dormira, mas fui acordado por um urro.

–Ei que está acontecendo ai fora?

–Nada é só um urso. Deixa-o com agente, volte a dormir.

–Ei eu não preciso de você me dizendo o que fazer. Eu tenho o direito de ajudar. –Peguei uma pedra e lancei no urso.

Oceana riu. Zirya não achou nada engraçado e quase me lançou uma pedra também. O inesperado foi que o urso voltara-se para mim jogando todo seu peso em cima de mim.

–Seu idiota. –Zirya disse lançando uma faca em direção a criatura que quase me matou. – da próxima vez, não dê uma de valentão que eu não vou mais te salvar.

Zirya se afastou. Para nós a Zirya tinha uma mente muito complicada. Não deixava que nós compreendêssemos o que se passava naquela cabeça. Oceana voltou a montar guarda. Nós vimos a Zirya dormir, mas depois de um tempo ela acordou silenciosamente e substituiu oceana, a qual já estava quase adormecendo.

Amanheceu e Zirya ainda estava montando guarda. Ela já estava fazendo seu próprio café da manhã.

Ela comeu rapidamente, limpou, desmontou a barraca tudo em nossa frente.

–Ei, cadê nosso café?

–Façam vocês. Eu não sou empregada de ninguém.

–Se você está ai desde ontem, deveria fazer nosso café. Somos um grupo, e não agimos individualmente.

–Não interessa façam vocês. E façam logo porque eu já estou saindo.

Comemos rápido, e tivemos que acompanhar o ritmo dela. Mesmo sendo egoísta teríamos que nos acostumar com a personalidade de cada um. Andamos durante muito tempo. Uma passagem de floresta mais densa se aproximava. Já era sinal da cidade, mais ainda tínhamos um dia de viagem pela floresta densa. Era um dos lugares mais perigosos daquele continente. Por ser uma mata fechada o perigo estava em todos os lugares. Aquela floresta era conhecida como Floresta do silêncio.

A floresta do silêncio tinha como monstro principal o Cogumelo Azul. Esse cogumelo solta um odor, esse odor faz com que todos a sua volta durmam. Na floresta do sono são encontrados muitos desses cogumelos no outono. Como estávamos com muita sorte, era primavera, mas mesmo assim não podíamos abaixar a guarda, pois ainda sim havia cogumelos.

–Cuidado, aqui é à entrada da floresta do sono. Aqui tem um guardião cogumelo, o pai de todos os outros. –Disse Oceana olhando firmemente para a floresta.

Andamos no maior silêncio, olhei para Zirya. Ela estava completamente séria, aquilo não era hora de brincadeira, mas não estava concentrado. Todos nós andávamos vagarosamente em direção. Cada um foi para um lado. Separamo-nos, eu comecei a ficar distraído olhava para todos os lados. Sem querer esbarrei. Percebi que não era uma árvore, era algo muito mole. Fiquei meio com medo de olhar para cima, ouvi Oceana gritar.

–Fuja, é o cogumelo azul. –Foi à última coisa que ela disse antes de desmaiar e dormir. Ela me empurrou para trás e tapou a fumaça que iria se espalhar pela região.

–Seu idiota, será que teremos que te salvar toda hora?

–Não, mas não precisa fazer isso toda hora, eu posso me salvar sozinho.

–Eu acho que além de você carregar ela, nós teremos que nos virar sozinhos, porque agente não sabe o caminho até a cidade através dessa floresta. E tudo por sua causa.

Entramos na floresta, o que poderia ser um risco. Sem mapas, sem guias apenas por intuição andaríamos pela aquela floresta.

Durante à tarde percebemos que os monstros não atacavam, por isso já ficamos preocupados por causa dos monstros que poderíamos encontrar de noite. Os mantimentos estavam acabando, e por isso precisávamos economizar o máximo possível.

–Estou cansado. Porque você não me ajuda um pouquinho? Carrega ela um pouco...

–Isso não é problema meu não fui eu que quase foi morto por causa de um cogumelo.

–Você deveria ser um pouquinho menos ignorante às vezes. –Murmurei.

–Eu escutei o que você disse... Espere esse barulho... Não acredito. Fuja, corra, eu conheço esse rugido. É uma quimera.

As quimeras são muito raras de encontrar, as quimeras possuem duas cabeças, ou três. Muitos caçadores vão atrás delas, pois tem um diamante muito raro que é encontrado nas costas da quimera. A quimera é também muito poderosa usando raios psíquicos através dos diamantes.

–Uma quimera? Que bicho é esse? –Preferia nunca ter dito isso. Logo após falar isso um grande estrondo aconteceu atrás de mim.

–Eu falei para fugir retardado. Fuja antes que ela te hipnotize.

De repente um escudo negro se formou em volta de mim e Zirya. Pudemos fugir enquanto estávamos protegidos. Sem direção corremos a todo custo. Até enxergar uma grande luz, parecia ser a saída daquilo. Mas será? Sim era uma saída, mas como fugir da quimera a tempo?

Corremos em direção à luz, a passagem da saída da floresta era rodeada de rochas, por isso conseguimos sair, a quimera batera a cabeça nas rochas a deixando inconsciente por alguns minutos.

–Chegamos finalmente. Estou totalmente cansado... Estou faminto.

–Ainda não, precisamos achar a família de Oceana antes de comermos.

Foi a primeira vez que eu vi Zirya preocupada com algo. Parecia muito preocupada, algo me diz ela se importara com Oceana. Preferi não comentar nada. Fiquei calado só observando ela.

–Ei venha tá esperando o que? Não conseguiremos achar a família dela desse jeito.

–Como vamos achá-la se não temos pistas?

–Temos a própria oceana oras...

Andamos Sem parar perguntando a todos sobre a família de oceana, mas nenhuma pessoa sabia quem era ela. Até que, perguntando a uma dessas pessoas o colar de oceana arrebentou, o colar caiu e observamos um brasão. Era uma águia com um laço vermelho no pescoço. Perguntamos a pessoa sobre aquele brasão. E ela no instante respondeu:

– Esse é o brasão da família mais rica dessa cidade. Uma das famílias mais importantes de Sofiya. A mansão deles é seguindo a rua principal.

Deparamos-nos com uma grande mansão, os brasões estavam no portão duas águias se entreolhando, eram dois brasões, um voltado para o outro. Quando chegamos perto do portão uma águia com um laço rosa no pescoço.

A águia olhou para nós atentamente e vimos Oceana acordando.

– Falcoon?... –Dizia Oceana sonolenta – é você?

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.