Kate

Depois que nós brindamos, Mia volta a se sentar em seu banco e tem um olhar exasperado.

– Quem era? – Pergunta Bella virando mais uma dose de uísque de vez.

– Era Elliot. – Mia olha para mim. – Ele queria saber se você estava comigo.

– O que você disse? – Ana fala.

– Talvez eu tenha dado a entender que sim. – Mia diz com um olhar culpado na minha direção. – Mas em minha defesa, eu não disse onde nós estamos.

– Menos mal.

– Acho que Ethan estava com eles.

– Eles? – Mel pergunta.

– Eu ouvi a voz de Christian.

– Nós combinamos de esquecer esses homens essa noite não é mesmo? – Eu falo tentando parecer convicta.

– É isso aí! – Isabella diz se levantando e indo para a pista de dança. Mia vira mais uma dose e começa a dançar. Mel, Ana e Phoebe começam a conversar e eu vou em direção ao barman.

– O que deseja? – Ele me pergunta com um olhar que não deixa dúvida de seu interesse por mim. Ele até que é bonitinho, tem cabelos pretos e macios e olhos castanhos, mas nem de perto é tão charmoso como Elliot. Argh! Esqueça ele, Kate! Eu não vou ficar com esse barman, mas ser desejada está fazendo bem ao meu ego.

– O que você tiver de mais forte. – Falo me sentando em outro banco. Ele serve outros clientes, mas logo coloca uma bebida cor de rosa com um guarda-chuva na minha frente. Experimento e realmente é mais forte do que parece.

– Noite difícil?

– Você não tem ideia. – Resmungo.

– Eu tenho alguns minutos de intervalo mesmo. Quer desabafar?

– Por que não? – Digo dando de ombros. – Hoje meu noivo e eu fomos marcar a data do casamento... – Na hora que eu falo isso, seus ombros caem em claro sinal de desanimo. – Aí ele foi lá e me disse que ele trepou com essa garota estranha que estudava comigo, Laurel ou alguma merda assim. Enquanto eu estava processando a informação, então ele apenas falou: Rolou! As pessoas não transam quando não querem! – Antes mesmo de eu me virar eu sinto Elliot se aproximando.

– Olá, Kate. – Diz se sentando ao meu lado. Finjo que não o vejo e ele pede uma cerveja.

– Esse é seu ex-noivo? – Pergunta o barman servindo Elli.

– Noivo. – Corrige Elliot.

– O próprio. – Falo o fuzilando com um olhar. Ele apenas revira seus olhos. – Então, ex–noivo, você conhece... – Faço uma pergunta com os olhos ao barman.

– Peter.

– Você conhece meu amigo Peter aqui?

– Seu amigo?

– Sim. Ele é um ótimo ouvinte. E não é que é bonito? – Sinto Elliot enrijecer ao meu lado.

– Sabe, que eu não acho.

– Peter, eu tenho um vestido de noiva, madrinhas, a festa paga, só falta um noivo. Quer casar comigo? – Eu pergunto. Mas antes que Peter possa abrir a boca, eu sinto os braços de Elliot circularem minha cintura. Ele joga um monte de dinheiro no balcão.

– Fique com o troco e pode deixar que não iremos esquecer de enviar o convite do nosso casamento. – Aparentemente atônito, Peter apenas assente.

– O que você pensa que está fazendo? – Eu pergunto, muito surpreendida para não me deixar ser guiada por ele até a saída.

– Eu pelo menos penso. – Diz abrindo a porta do seu carro e colocando o cinto de segurança em mim, como se eu fosse uma criança. – E se aquele idiota tivesse colocado algo na sua bebida? A quem eu estou enganando? Você e suas amigas estão tão bêbadas que provavelmente iriam de boa vontade. – Eu reviro meus olhos com seu exagero.

Estou um pouco grogue, por isso demoro alguns minutos para notar que já chegamos a enorme casa de Elliot. Ele abre o portão da garagem com um controle e quando desliga o carro, sai do mesmo e abre a porta pra mim, que ignoro sua mão estendida e me levanto. Saímos da garagem e vamos em direção a piscina e entrada da casa.

– Precisamos conversar, Kate. Eu te amo, não podemos acabar com o nosso futuro por algo que aconteceu há anos. – Diz ele atrás de mim. Elliot segura meu braço para eu o encarar, mas eu me solto de seu agarro e dou um passo a frente sem olhar a direção certa e acabo caindo na piscina. Se havia algum efeito da bebida em mim, não há mais. Olho irritada para ele, que me dá um olhar culpado.

– Desculpe, não foi proposital. Deixa eu te ajudar a sair daí. – Ele oferece seu braço e eu aceito prontamente, mas ao invés de me impulsionar para fora da piscina, eu o puxo para dentro. Olho para seu olhar assustado quando cai e começo a ri. – Achou engraçado, baby? Você vai ver o que é engraçado. – Ele joga água em mim e eu começo a revidar e assim de uma hora para outro nós estávamos brincando de guerra d’água. Minha barriga doía de tanto eu ri. Quando as gargalhadas cessaram, olhamos um para o outro.

– O que estamos fazendo, Elli? – Pergunto olhando para ele.

– Eu não sei, Kate. Minha única certeza é que eu te amo.

– Como eu posso casar com você se não sei se você é digno de confiança? – Quando digo isso, ele passa a mão por seus cabelos molhados, aparentemente desesperado.

– O que eu posso fazer para você confiar em mim de novo? – Antes que eu possa falar qualquer coisa, seus olhos brilham e diz: — Vamos brincar de um jogo: cada um tem o direito de fazer 3 perguntas ao outro e em cada uma delas a resposta deve ser sincera. – Penso por um breve momento e sei que mesmo se eu me casar com ele, essa é uma oportunidade única.

– Tudo bem. Mas eu começo. – Ele concorda. – Você se arrepende do que fez?

– Em cada minuto da minha vida. – Após avaliar sua sinceridade, noto que ele está sendo verdadeiro e gosto de sua resposta. Ele pensa por um minuto e fala: — Você era virgem quando transamos pela primeira vez? – Sinto meu rosto esquentar.

– Talvez... – Ele ergue sua sobrancelha em tom zombeteiro. – Tudo bem. Não.

– Eu sabia! – Reviro os olhos.

– Minha vez... Eu quero saber uma fantasia sua.

– Kate! Isso não é justo.

– Regras são regras. – Ele respira auditivamente.

– Ok. Eu sempre fantasiei te amarrar e te torturar lentamente enquanto você goza e grita o meu nome. – Sinto meu rosto esquentar.

– Até que eu gosto da ideia. – Falo.

– Sério? – Responde aliviado.

– Sério.

– E você? Tem alguma fantasia que ainda não foi realizada? – Penso brevemente e depois digo:

– Ter dois homens durante... você sabe. – Fico vermelha e sinto raiva por está com vergonha. Ele parece surpreso.

– Eu nunca, repito, nunca irei te dividir com ninguém. Mas eu conheço modos de realizar essa fantasia. – Diz com um sorriso maligno me fazendo arrepiar dos pés a cabeça e não por causa da água da piscina.

– Se eu te pedisse para fugir e casar em Vegas você faria? – Pergunto.

– Sem dúvida. – Dou um sorriso pela sua resposta. – E minha última pergunta é: Você me perdoa? – Mesmo sabendo a resposta, eu dou um soco no seu braço.

– Se você fizer isso de novo eu te mato. Mas sim, eu perdoo.

– Eu. Te. Amo. – Diz entre beijos sedutores.

– Eu também.

– Você quer saber minhas fantasias? – Ele sussurra distribuindo carícias. – Transar em uma piscina com a mulher da minha vida é uma delas.

Mia

Acordo confusa.

Olho para o espaçoso quarto azul escuro e cinza e logo me lembro: todas as garotas bebendo, eu dançando loucamente, Ethan me tirando de lá a força, me levando para sua casa. Felizmente, ele me obrigou a tomar um banho e engolir um remédio e graças a Deus minha cabeça não dói tanto.

Depois de vestir as mesmas roupas que eu usava ontem: uma calça jeans, blusa vermelha de alcinha e uma sapatilha preta com detalhe dourado, eu desço as escadas retorcidas. Encontro Ethan na sala de exercícios à esquerda, ou melhor na academia. Por que a sala tem de tudo, desde um ringue, pesos, sacos de boxes à equipamentos de primeira linha.

– Ei, Mia. – Fala parando de pegar peso e secando o suor do rosto com uma toalha. Vou em sua direção e bato repetidas vezes em seu peito. – Ei! Pare de me agredir.

– O que você pensou quando me sequestrou ontem?

– Eu não te sequestrei. Eu evitei que você quebrasse o pescoço dançando naquele balcão ou que se afogasse no meio de tanta baba daqueles idiotas. – Reviro meus olhos. – Nem precisa me agradecer.

– Agradecer? Eu estou com tanta... tanta...

– Raiva?

– Sim, raiva. – Falo fuzilando ele com um olhar.

– Então, extravase. – Ele diz apontando para um saco de boxe a sua direita.

– O quê? – Eu pergunto confusa.

– Apenas extravase. – Dou de ombros sem ter nada a perder. Começo a socar o saco de areia e não é que dá certo?

– Você tem golpes certeiros e usa força. Você é boa. – Ele fala ainda segurando o saco no lugar.

– É fácil. É só imaginar o seu rosto. – Murmuro dando outro soco.

– Então por que você não vem aqui e me bate? – Me desafia. — Paro de socar o saco de boxe e vou em sua direção.

– Vamos para o ringue, eu não quero quebrar sua coluna. – Resmungo me direcionando ao grande ringue.

– Nem se você quisesse, Mia. – Ficamos um de frente para o outro. – E valen... – Antes que ele possa terminar de falar, eu já estou o socando.

Não posso negar, ele é rápido. Bato repetidas vezes, até que noto que ele finalmente revida e me ataca. Em poucos minutos nós estamos em uma luta ao estilo MMA nem um pouco amistosa.

– Até que você é boa. – Fala me dando um soco.

– Eu tenho dois irmãos mais velhos se lembra? – Eu digo chutando ele na coxa.

Continuamos a nos agredir até que eu consigo prender minhas pernas em sua cintura e imobilizá-lo embaixo de mim.

– Qual é a sensação de ficar embaixo, baby? – Sussurro com a minha boca próxima a sua. Ele toca levemente meus lábios e antes que eu possa saber o que está acontecendo, ele nos gira, ficando por cima e segurando meus braços acima da cabeça.

– Irresistível, assim como você. – Fala antes de me beijar de uma maneira que faz minha calcinha encharcar.

Embalados pelos beijos e toques, nós começamos a despir o outro. Tiro sua camisa e ele tira minha blusa. Olho para a tatuagem de um dragão em seu peito, é meio tribal, fico fascinada. Noto que ele tem outra tatuagem nas costas, uma frase em uma língua que eu não reconheço. Traço os traços fortes e como a curiosa de carteirinha que eu sou, eu pergunto:

– Está em que língua?

– Russo. – Fala olhando para mim avaliativamente.

– E o que significa?

– Talvez um dia eu te diga. – Fico curiosa, mas deixo pra lá.

Faço malabarismos para tirar seu short, o que nos faz ri. Ele tira minha calça enquanto desliza sua mão pelo meu corpo.

– Você é tão suave e bela.

O corpo de Ethan não é nada menos do que incrível. Enquanto eu estou olhando para sua Box verde escuro, ele deixa um rastro de arrepios até que chega no fecho do meu sutiã e o abre. Estando ali apenas de calcinha, ele sussurra apenas uma palavra no meu ouvido.

– Perfeita.

Em poucos minutos já estamos do jeito que viemos ao mundo. Quando olho para seu pênis arregalo os olhos e engulo em seco. COMO ISSO VAI CABER EM MIM??? Eu sabia, sabia que eu deveria ter assistido ou pelo menos lido alguma coisa sobre isso, eu me sinto a garota mais ingênua do mundo. A única coisa que me impede de sair correndo que nem uma medrosa é a certeza de que Ethan é o homem com quem eu quero que seja a primeira vez.

Ele distribui beijos e mordidas por todo o meu corpo. E quando uma de suas mãos chega na minha entrada, eu paro ele abruptamente e falo:

– Espera. Essa é a minha primeira vez. – Seus olhos se arregalam e ele se afasta me deixando como uma idiota nua ali naquele ringue.

– O quê? Mas você... – Ele passa uma de suas mãos repetidas vezes por seu cabelo e balança a cabeça para espantar algum pensamento. – Eu não posso fazer isso. Você merece mais do que eu. – Ele começa a procurar nossas roupas que estão jogadas por vários lugares, mas eu me levanto e chego perto dele.

– Por favor, Ethan. Eu gosto de você. Eu quero você. – Ele me avalia por longos minutos e logo volta a me beijar.

– Por quê, por quê você tem que ser tão irresistível? – Fala me envolvendo com seus musculosos braços e me puxando para mais perto de si. – Eu me sinto o homem mais feliz do mundo. Mas eu não irei tirar sua virgindade em um ringue e sim em uma cama.

Ele me carrega em seus braços por toda a escada até chegar no seu quarto. Suavemente me deixa na sua cama e distribui beijos pelo meu corpo. Faz uma massagem nas minhas costas para eu relaxar e depois toca um de seus dedos na minha intimidade.

– Vou preparar você, para que não doa, okey?

– Okey.

Ele me penetra com apenas um dedo e começa um vai e vem que me enlouquece. Aos poucos vai colocando outro e outro e continua a me torturar com a boca. Aquela doce boca me tocando. Até que eu não consigo mais resistir, cedendo, eu gozo. Eu não posso comparar com nada, talvez algo entre fogos de artifício e um país das maravilhas.

– Ethan... Oh... Você me faz sentir tão bem...

Ele volta a me beijar enquanto sua pesada ereção está sobre a minha coxa. Ethan se abaixa continuando a distribuir carícias.

– Você tem certeza? Eu posso parar a qualquer minuto.

– Sim, eu tenho. – Ele abre a gaveta do criado e pega uma camisinha. Ele rasga o pacote e logo a coloca. De repente eu me sinto insegura.

– Se quiser que eu pare, é só falar. – Ele fala se posicionando.

– Espera! Você é muito, hum, grande. – Sussurro sem olhar nos seus olhos. Ele tem um sorriso feliz quando passa seus dedos pelos meus cabelos.

– Não se preocupe, você vai se acostumar e logo não vai doer. — Assinto fracamente em claro sinal para ele continuar de onde parou.

Ethan se posiciona novamente e me penetra devagar. Mesmo gentil, sinto uma grande dor.

– Vai passar, amor, vai passar.

Quando eu me acostumo, dou um sinal afirmativo, de olhos firmemente fechados, e ele começa a se movimentar em um ritmo tão bom que me faz esquecer a dor, que logo é preenchida pelo prazer. Nossos gemidos ecoam pelo grande quarto. Crio coragem e abro os olhos e fico hipnotizada com os movimentos de Ethan, entrando e saindo. Olho para o lindo par de olhos que me encara como se eu fosse uma das maravilhas do mundo e mesmo que Ethan esteja coberto de suor, acho que ele nunca esteve mais bonito.

– Tão gostosa – rosna quando acelera seus movimentos. Gemo palavras incoerentes e pouco antes de não ser mais capaz de ter qualquer pensamento, eu me pergunto se sempre será assim. Em poucas batidas dos nossos corações (por que eu acredito que posso escutar o coração de Ethan tão acelerado como o meu) nós chegamos ao clímax.

Ele me segura em seus braços e em poucos minutos sai de dentro de mim, me fazendo sentir um vazio que só Ethan poderia preencher. Ele tira a camisinha e se afasta entrando no que eu acredito ser o banheiro, aparentemente a descartando no lixo, ouço o barulho do lavatório e logo Ethan me limpa com um papel. Ele volta para o banheiro e depois se junta à mim novamente. Ethan me puxa para o seu peito e circula seus braços em volta de mim. Minutos depois, nossas respirações se acalmam e eu me pergunto se ele já está dormindo, mas suas palavras respondem por si.

– Relaxe e durma. – Sussurra depositando um beijo nos meus cabelos.

– Obrigada, Ethan. – Digo tentando lutar contra o cansaço.

– Nunca me agradeça por te dar prazer, Mia. – Ele fala enquanto prende minhas pernas com as suas. – Agora durma e não se esqueça de que sou eu quem se sente honrado por ser seu primeiro...

Eu poderia jurar que antes de ser levada pelo sonho, eu escutei um ...e último, mesmo que você ainda não saiba disso.

Anastasia

Como prometido Christian cuidou de tudo na imobiliária e agora estamos vendo os imóveis. Nós já olhamos uns cinco apartamentos e em todos Christian arrumou algum defeito, sem falar que a mulher que a agência nos mandou para mostrar todos os lugares não para de se insinuar para ele.

– E aqui temos um banheiro grande, composto por um chuveiro e uma banheira gigante que permite aproveitar ao máximo um bom banho e... outras coisas também muito divertidas. – Diz a tal de Jéssica olhando sugestivamente para Christian como se ele fosse começar a tirar a roupa e convidá-la para transarem como dois coelhos na banheira bem na minha frente, reviro os olhos com o pensamento.

– Será que poderíamos dá uma olhada melhor, Senhorita Dare? – Pergunta Christian e ela assente e parecendo não entender o recado, ele acrescenta: — À sós. – Ela faz uma cara desgostosa mas sai do espaçoso banheiro.

– O que foi? Procurando algum defeito pra o apartamento? – Pergunto.

– Por que você está irritada a tarde toda? – Abro a minha boca em claro protesto e ele diz: — E nem adianta negar por que está óbvio.

– Você está de brincadeira comigo? A Senhorita Dare está dando encima de você o dia inteiro.

– O quê? – Pergunta surpreso.

– E nem diga que não notou por que qualquer um do outro lado do mundo pode ver que ela está pronta para mostrar muito mais do que os imóveis. – Falo cruzando os braços sobre o peito.

– Na verdade eu não percebi. – Bufo. – Eu só me pergunto se ela não vê que eu só tenho olhos para você. – Um pouco do que alguns diriam ser ciúmes (mas que claramente não é, devo ressaltar) se dissipa.

– Se você está dizendo. – Digo não dando o braço a torcer.

– Talvez você esteja certa e ela não tenha notado que eu não quero mais ninguém além de você e nós teremos que dá alguma indireta.

– Como assim? – Eu pergunto e ele se aproxima de mim, coloca o meu cabelo atrás da orelha e fala no meu ouvido.

– Por que nós não mostramos que ela não está convidada para a nossa diversão? – Sinto sua respiração no meu pescoço. Fico confusa com suas palavras, de que diversão ele está falando? Ele começa a passar seus braços ao meu redor e de repente a ficha cai.

– Você quer dizer... Agora?!

– Por que não? – Fala fazendo coisas na minha orelha que me levam a me concentrar muito no que estávamos falando.

Christian me beija loucamente. Assim que ele se afasta meus neurônios voltam a funcionar.

– Não! Christian! O que levou você a cogitar que eu simplesmente iria ficar de quatro e aceitar tudo? – Falo o afastando um pouco.

– O que me levou a pensar nisso foi o mesmo motivo que eu sempre tenho tudo o que eu quero. – Ele sussurra em tom conspiratório. Olho para seus olhos cinzentos e eu vejo muito mais do que um motivo para ele ter tudo o que quer.

– E o que você quer, Senhor Grey?

– Você, apenas você. – Talvez Christian esteja mentindo, mas nesse momento não é como se eu realmente estivesse me importando. Puxo ele para mim e o beijo como se nós fossemos as últimas pessoas da face da Terra. Sinto as mãos de Christian por todo o meu corpo. Apressadamente ele abre o zíper do meu vestido amarelo e eu só o sinto cair. Tiro as roupas de Christian e me perco na sensação de tê-lo perto de mim, sobre mim, apenas comigo. Ele me penetra e começa a se movimentar. Repentinamente, estamos dentro da gigante banheira. Eu por cima dele, controlando o ritmo e me fazendo acreditar que nada mais importa, só Christian.

– O que você não sabe, Christian, é que já me tem – gemo segurando os seus braços como apoio.

– Oh, sim, baby. Você é minha. – Sinto a minha liberação chegando assim como a de Christian. Ele olha para mim carinhosamente. – Diga isso. Diga que é minha.

– Eu sou, Christian. Sou sua. – Falo pouco antes de nosso clímax chegar ao mesmo tempo. – Você acha que Jéssica entendeu o recado? – Eu pergunto.

– Talvez. Mas só pra ter certeza é melhor termos um segundo round. – Rio.

– Você não é tão sortudo, Senhor Grey. – Eu digo enquanto termino de vestir meu sutiã.

– Acredite, Senhorita Steele, eu sou. – Olho para ele, mas ele está abotoando sua camisa azul, de costas para mim. Então não digo mais nada.

Saímos do banheiro, já devidamente vestidos, e encontramos Jéssica sentada no sofá com o rosto todo vermelho.

– Então, ah, acho que gostaram desse apartamento. – Fala evitando olhar em nossos olhos.

– A banheira me convenceu. Vou levar. – Digo com um sorriso de orelha a orelha.

***

Duas semanas depois, eu já me mudei para o meu apartamento (mesmo com toda a pressão psicológica dos meus Tios para eu continuar a morar com eles). O imóvel já vem todo decorado com móveis, mesmo que eu queira mudar algumas coisas como aquele sofá horrível. Acabei de fechar um contrato para o aluguel de um prédio, para montar a minha editora, agora só falta reformar e ligar para algumas pessoas para ver uns associados e antigos colegas da faculdade. Chego no meu prédio (que só fica há alguns quarteirões da minha futura editora), cumprimento o porteiro e pego o elevador. O elevador para no meu andar e eu vou para o meu apartamento, abro a porta e... Vejo Christian no meu sofá (que a propósito não é o mesmo sofá que eu deixei quando saí de casa pela manhã) só com a calça do pijama e o notebook no colo.

– Ei, tudo bem? – Me cumprimenta em tom casual.

– Bem, eu só estou TENTANDO NÃO TER UM ATAQUE CARDÍACO POR VER UM CARA QUE EU NÃO CONVIDEI NO MEU SOFÁ! – Grito me sentindo exasperada.

– Ah, esqueci de comentar? Que cabeça a minha. – Fala despreocupadamente enquanto deixa o notebook de lado.

– Não, não falou nada. – Eu olho para ele desconfiada.

– Bom, eu resolvi me mudar para cá.

– O quê? – Arregalo os meus olhos.

– Minha casa está reformando, então eu analisei minhas opções e cheguei a conclusão de que era morar com você ou ficar em um hotel.

– E obviamente você escolheu ficar no hotel, não é? – Falo esperançosa fuzilando ele com um olhar. Ele ri como se eu fosse a comediante do ano.

– Claro que não. Aliás, eu mudei algumas coisas. Coloquei uma cama king size no nosso quarto, reformei a cozinha, troquei o sofá, que convenhamos era horrível...

– Verdade, o sofá era realmente horrível... – Noto que eu estou concordando com ele. – Ei, pare de me distrair!

– Eu não ousaria. – Comenta fazendo um olhar angelical que não me engana, mas faz com que ele fique muito fofo.

– Sério, Christian. Você não pode ficar comigo. Espera, você disse nossa cama?

– Por que eu não posso ficar? — Fala ignorando minha outra pergunta.

– Por que não vai dá certo isso.

– Isso?

– É. Eu, você, com essa casa só para nós dois. Não vai rolar. – Eu confesso.

– Está com medo de mim?

– Mas é claro que não. Não é medo... – Ele continua olhando para mim. – Tá bom, é medo sim. Você tem aquele olhar ardente de perigo nos olhos, que faz parecer que você está me imaginando nua ou pensando em formas de me torturar. – Ele ri.

– Até que as duas ideias parecem atraentes para mim. – Reviro os meus olhos. – Por favor, Ana, só por algumas semanas, no máximo meses.

– Não, não e não. – Ele continua a me olhar com aqueles olhos pidões. Golpe baixo, Christian. – Tudo bem, mas só se você concordar em colocar espelhos no teto no meu quarto igual no seu. – Ele abre um grande sorriso, mas logo fica com um olhar confuso.

– Colocar eu coloco os espelhos, mas por que você quer eles? – Fico vermelha.

– Eu tenho essa fantasia de olhar enquanto você me leva ao clímax. – Gaguejo. Christian dá uma gostosa gargalhada e pega o celular que está encima do raque.

– Pode começar a tirar as roupas, os espelhos estarão aqui em 5 minutos. – Ele fala enquanto digita alguns números no seu celular. Eu apenas rio.