Notas iniciais
Não me matem pela demora, ainda estou sem net :( Gostaram da capa PERFEITA??? Eu não sei vcs mas eu amei e devo tudo a Greysessed, muito obrigada ;) Gente, estou tendo um ataque cardíaco aqui! MUITO obrigada Déa Vianna pela recomendação linda, um beijo pra vc também e esse capítulo é em sua homenagem!!! :DDDDDDDD

Capítulo 7

Christian

O que eu estou fazendo?

Eu tenho me feito essa pergunta a manhã toda. Há apenas 3 dias, eu pirei de vez e decidi que morar com Anastasia era uma boa ideia, eu obviamente estava equivocado. Como eu posso trabalhar em casa quando Ana está ao meu redor, seja lendo um livro ou preparando um bolo, é como se eu não controlasse mais meu cérebro e toda hora a minha cabeça busca ela para saber onde está e o que está fazendo, eu tenho ficado mais tempo na empresa justamente por não conseguir me concentrar no apartamento. Sem falar que eu não sei como eu posso ir todos os dias para o trabalho se eu não consigo parar de fazer sexo. Então, eu me pergunto novamente o que eu estou fazendo? Por que a princípio eu a vi como um desafio, agora eu a vejo... Bem eu não sei. Eu sei que eu gosto dela, Ana é linda, engraçada, sincera e inteligente. Mas sabe quando no começo você sabe o que quer, mas depois você fica tão envolvido que é como se esquecesse o que queria? Eu sei, eu não estou fazendo sentido nenhum, daqui a pouco eu estarei filosofando e escrevendo poemas. Pelo menos eu cheguei a uma conclusão nesses confusos pensamentos, eu reparei que nós dois não conseguimos ficar mais de 1 hora no mesmo lugar sem transarmos e como eu quero muito saber o que ela gosta e desgosta, quero conhecê-la, eu planejei essa tarde para nos conhecermos e (bom ou ruim) não fazermos sexo.

Fecho o contrato com uma filial e vou para casa. É um pouco estranho ter algo como um lar. Eu sempre amei minha família mas mesmo que eu nunca iria dizer isso para eles, a Mansão dos Grey nunca foi uma casa para mim. Depois eu fui morar na minha casa, sozinho, e definitivamente não era como um lar. Já com Anastasia é maravilhoso, ter alguém te esperando ou esperar por alguém, perguntar como foi o seu dia, esperar o banheiro desocupar, ficar preocupado, em muitos momentos você tem vontade de estrangular essa pessoa por que ela está sendo tão teimosa e logo em seguida você quer beijá-la por ser incrível. Pela primeira vez na minha vida eu estava confuso.

Anastasia

A primeira coisa que noto quando chego no meu apartamento é o cheiro de queimado. Tiro meu casaco e encontro Christian na cozinha com um avental rosa com flores, tento não rir e falho miseravelmente.

– Oi. Espero que você não tenha decidido que não gosta do apartamento e vai colocar fogo nele. – Ele revira os olhos.

– Ei. Que bom que você chegou, Ana, a lasanha que eu fiz já está pronta e o bife... – ele olha para uma frigideira que tem algo preto não identificado, mas que talvez tenha sido um bife um dia há muito tempo atrás. – Bem, você se incomoda em comer linguiças fritas? Nem eu posso estragar fritar isso, eu acho. – Ele comenta enrugando as sobrancelhas com um semblante preocupado.

– Por que você está cozinhando? Eu poderia preparar algo para a gente ou pedir alguma coisa. – Ele dispensa minha sugestão com um gesto de mão.

– Não, de nenhum jeito. Hoje sou eu quem vai preparar nosso almoço. Escolhi um bom vinho e como você me disse que não tem nenhum compromisso, vamos assistir um filme hoje a tarde. – Ergo minhas sobrancelhas, surpresa me atinge.

– Sério? – Ele assente. – Okey, então. Tem certeza que não precisa de ajuda?

– Absoluta.

Sabe todas aquelas qualidades que Christian tem? Cozinhar não está nessa categoria. Não é que ele é o pior cozinheiro que eu conheço, só falta ele praticar um pouco, até lá ele apenas não tem nenhum dom para alimentar qualquer coisa que respire, eu diria que a proporção de coisas gostosas e nenhum pouco digeríveis é 85/15%, é claro que os 80% são de coisas que nem se me pagassem eu comeria.

30 minutos depois, ele coloca um prato com uma fatia de lasanha que até que tem um cheiro gostoso e algumas linguiças levemente queimadas e eu me preparo psicologicamente. Talvez não esteja tão ruim. Coloco um pouco no garfo e dou uma pequena mordida, Meu Deus do Céu, o que foi que ele colocou nisso? Queijo com a validade vencida?

– Então, está bom? – Pergunta ele com os olhos brilhando. Contra todos os defeitos eu dou um polegar para cima (não é como se eu realmente pudesse falar quando estou tentando não engolir ou vomitar). Chris tem um sorriso alegre, o que me leva acreditar que ter uma indigestão alimentar vale a pena. – Que legal, eu pensei que eu tinha errado quando coloquei uma cebola com casca. – Fala colocando uma panela na lava louça de costas para mim, o que me dá a oportunidade de cuspir o que eu tinha colocado na boca em um guardanapo.

– Você colocou casca de cebola?

– É, a receita dizia para picar uma cebola inteira. – Fala em tom confuso.

– Mas não se deve colocar a casca.

– Não? – Diz ingênuo. – Mas pelo menos ficou bom, segundo você. – Ele dá de ombros. Doce ilusão! Eu me pergunto se por acaso alguém morrer envenenado com a comida de Christian, eu vou ficar com peso na consciência por não ter dito a verdade antes. Eu que não despedaçarei o sonho dele de ser um bom cozinheiro. Ele serve o vinho em duas taças e eu rapidamente tomo um gole para tirar o gosto azedo da boca. Ele dá uma garfada na lasanha e menos de 5 segundos depois de colocá-la na boca, arregala os olhos e começa a tossir descontroladamente. Lhe dou um guardanapo e ele cospe.

– Não precisava mentir para mim, Ana.

– O que vale é seu esforço, Christian. – Digo em tom consolador.

– Então, pedimos alguma coisa?

– Pizza com vinho me parece tentador. – Eu falo antes dele pegar o celular.

– Perto disso, qualquer coisa é tentadora.

***C.T.***

Estamos assistindo o filme O Turista, com Johnny Depp e Angelina Jolie. Eu estou sobre Chris, estamos enrolados em uma coberta aconchegante, as caixas de pizza estão sobre o raque e as taças vazias.

– Eu não acredito que é ele! – Falo em estado de choque, após descobrir uma reviravolta épica. Ele ri da minha indignação. Depois de passar o momento tensão, eu me viro para olhar para Christian. – O que foi tudo isso, ein?

– Tudo isso?

– É. A tentativa de cozinhar...

– Que não passou de tentativa. – Me interrompe, mas eu ignoro.

– ... O filme, nós abraçados como um casal qualquer?

– Você não deixa uma passar, né? – Ele fala, mas vendo que eu não vou ceder, suspira e fala. – Eu queria saber se nós podemos realmente nos conhecermos, se o que nós temos, não é apenas atração.

– Eu nem notei. – Não sei o que pensar.

– Você não notou que eu escolhi um filme de ação?

– Perceber, eu percebi, mas o que isso tem a ver?

– Se nós assistíssemos um romance, teria aquelas cenas bem piegas, em que o cara está jogando charme e a garota cai e, todas, eu repito, todas as mulheres amolecem seus corações, parecendo que sofreram lavagem cerebral e por algum motivo desconhecido têm que beijar o homem do seu lado. – Rio do seu raciocínio.

– Até que faz sentido. Geralmente é nessa parte que os meus namorados tentavam ultrapassar as bases. – Ele ergue as sobrancelhas e passa seus braços pelas minhas costas.

– É? E alguém foi bem sucedido?

Claro que sim, afinal eu não era virgem quando nos conhecemos. – Eu penso, mas algo me diz que os meus exs não iriam viver muito (mesmo que eu não dissesse quem foi, eu tenho a leve suspeita que Christian iria descobrir todos os possíveis sortudos e não iria permitir que eles se aproveitassem de mais ninguém), por isso eu apenas digo:

– Eles não tiveram tanta sorte. – Ele olha para mim avaliativamente, mas eu logo mudo de assunto. – E se fosse filme de terror? – Christian me olha mais um pouco, mas acaba dando de ombros.

– Você iria ficar com medo, esconderia seu rosto no meu pescoço e nós acabaríamos na cama se não tivéssemos pressa, senão iríamos ficar aqui mesmo.

– Eu não iria ficar com medo! – Exclamo ultrajada.

– Não?

– Não. – Eu afirmo convicta cruzando os braços, na mesma hora os créditos de O Turista aparecem.

– Seu bico é fofo.

– Não seja legal, nós estávamos começando uma discussão.

– O quê?

– Você me escutou. Como nós podemos ser um casal normal se não brigarmos? – Estou ultrajada, Christian ri e eu o fuzilo com um olhar. Ele levanta seus braços em sinal de rendição.

– Desculpe, desculpe! – Começo a distribuir tapas em seu braço, mas ele nem parece sentir dor. – Quer ser um casal normal? Tudo bem, vou fazer uma serenata para você.

– O quê? – Falo parando de agredi-lo.

– É isso aí. Eu tenho que te conquistar.

– Aff, isso não é romântico, é passar vergonha.

– Eu conheço uma banda mexicana que usa aqueles chapeis...

– Nem sonhe em fazer isso, a não ser que você queira morrer afogado por tanta água que eu vou jogar em você.

– Está bom, está bom. Pelo menos quando eu quiser terminar, eu já sei como. – Olho para ele, sem palavras, e de repente um medo terrível de Christian me abandonar se apodera de mim. Ele me olha, mas eu evito encontrar seu perigoso olhar. Não entendendo a indireta, ele levanta o meu rosto, tornando impossível não encará-lo. – Eu só estou brincando. É meio que impossível eu me cansar de você.

Sinceramente, eu não me entendo. Eu não quero nem imaginar Christian me abandonar, mas eu sinto mais medo ainda de pensar em me apaixonar por ele.

– Christian?

– An?

– Só não me faça gostar muito de você. – Eu peço e mesmo que eu não tenha dito, nós dois entendemos o que eu quero dizer: Só não me faça te amar.

– Não se preocupe, eu não vou te magoar.

– Promete?

– Eu prometo. – Após um longo minuto tenso, Chris me dá um sorriso e diz: — Então, pronta pra provar que não tem medo de assistir filme de terror?

– Sempre.

– Que tal Premonição?

– Me parece ótimo. – Eu respondo com um sorriso, mas não paro de pensar que na verdade Christian não concordou em não me fazer amá-lo.

Meia hora depois, eu já estava dormindo nos braços de Christian.

***C.T.***

No dia seguinte...

Estou prestes a cometer um assassinato.

Há uma semana eu aluguei um local para ocorrer a festa de inauguração da minha editora e agora Alex Prior (o proprietário) me diz que o seu primo James Stuart tem maior urgência e que não tem como me disponibilizar o espaço. Estou gastando 40 minutos da minha vida dentro de uma sala de reuniões com esses dois energúmenos e não chego a nenhuma conclusão.

– Eu fechei o negócio com o Senhor há uma semana! – Eu afirmo olhando para o Senhor Prior. Um homem de uns 50 anos de idade, até que bonito, mas com um sorriso meio ameaçador.

– Sinto muito, Senhorita Steele, mas James precisa de um espaço para o sábado e o único disponível é esse. – Ele fala com a maior calma, o que me faz querer acertar meu sapato azul marinho de salto na cara dele.

– Eu sei que esse é o único espaço disponível, foi justamente por isso que eu paguei metade adiantado! — Eu digo me levantando da cadeira.

– Não se preocupe, nós iremos devolver o seu dinheiro.

– Dane-se o meu dinheiro. Eu tenho uma empresa pronta, eu não vou esperar mais uma semana para fazer a festa de inauguração. – Cruzo meus braços e sinto minha cabeça doer. Sem dúvida eu tenho que ter um advogado particular, se eu tivesse um contrato assinado eu não estaria tendo essa discussão.

James Stuart, um loiro arrogante, pouco mais velho que eu, que estava calado até agora, também se levanta e com uma calma que eu nem sabia que era possível ter, diz:

– Senhorita Steele, não nos faça perder tempo. Você não vai ter esse espaço. Sinto muito lhe informar mais no mundo de negócios ganha quem tem mais privilégio e se ainda não ficou claro, você perdeu. – Estou prestes a subir na mesa e começar a socá-lo quando uma mulher de uns 40 e poucos anos, muito bem vestida, entra na sala.

– Desculpe interromper, mas alguém quer falar com o Senhor. – Fala com um sorriso tenso se dirigindo à James.

– Agora? – Ele ergue uma sobrancelha.

– Sim, agora.

– Eu já volto. – Ele diz antes de pegar o celular da mão da mulher e sair da sala.

Olho para Alex Estúpido Prior e me sento novamente cruzando as pernas. Ele também se senta e dá um sorriso como se nós fossemos velhos amigos.

Estava imaginado as manchetes “Filha do renomado arquiteto Ray Steele assassina Alex Prior após o mesmo passar a perna em negociação” quando percebo os olhos de James sobre mim. Como uma das paredes da sala é de vidro, Stuart me olha enquanto fala algo para a pessoa do outro lado da linha que eu não consigo escutar, ele parece bem irritado, me olha avaliativamente mais uma vez e diz mais alguma coisa antes de desligar. Seja quem for no telefone merece um Prêmio Nobel por tirar esse idiota da linha. Ele entra na sala parecendo mais composto.

– Não quero mais o local, pode ficar com ele, Srta. Steele. – Ele fala meu nome como um xingamento mas estou muito confusa por suas palavras para me importar.

– O quê? – Pergunta Alex parecendo tão surpreso quanto eu.

– Você escutou.

– Ok... eu acho. – Digo devagar com um olhar suspeito. – O que te fez mudar de ideia? – Ele olha para o telefone.

– Achei... achei outro lugar. – Ainda estou atônita, no entanto eu que não vou questionar.

– Ao que parece, tudo se resolveu bem. – Fala Prior já recuperado do choque. Quase ri de suas palavras.

– O espaço é meu, então? – Ambos concordam e com um sorriso triunfante começo a me retirar da sala, contudo as palavras de James me impedem.

– Tem amizades interessantes, Anastasia. – Quase me viro para questionar suas palavras, mas no último minuto decido que já perdi muito tempo com esses dois e saio.

***C.T.***

A festa está incrível. O local é como uma mini boate, tem DJ, uma pista de dança, garçons servem bebidas e petiscos a todos. Minha família, amigos, funcionários e possíveis sócios estão aqui. Tudo está fantástico.

– Está como você imaginou? – Christian que está sentado do meu lado pergunta.

– Melhor que isso. – Respondo tomando mais um gole da minha primeira taça de champanhe, não quero ficar bêbada hoje e minha última experiência também não foi muito agradável.

Ethan e Mia se aproximam da gente e ambos me dão um abraço.

– Parabéns, Ana! – Mia fala saltitante.

– A festa está muito animada. – Ethan responde segurando a mão de Mia. Depois eu tenho que perguntar sobre isso.

– Muito obrigada. Aproveitem e se precisarem de qualquer coisa é só me falar. – Ambos assentem e se afastam. Olho animada para a grande faixa na entrada da boate, Editora Steele’s em uma cor roxa com contornos dourados e embaixo em letras douradas menores Concretizando seu primeiro sonho. Achei legal já que o slogan da editora é Concretizando Seus Sonhos. Ou talvez tenha ficado idiota, penso preocupada.

– Conheço esse olhar e não tem nada de errado. – Christian fala me fazendo sorrir.

Horas depois de eu ter dançado e aproveitado ao máximo, Chris e eu decidimos ir para casa, já que só restaram poucas pessoas e eu já pedi para minha assistente cuidar de tudo.

– Graças a Deus tudo deu certo. – Eu falo sentada na cama, tirando os saltos que estão me matando.

– Você mereceu.

– Ontem eu quase pensei que tudo ia por água a baixo. – Sussurro com um sorriso.

– O que importa é que tudo ocorreu bem, mas você tem que tomar mais cuidado, sempre providencie os contratos.

Estou tentando tirar o meu vestido roxo que é até a coxa, de alcinha e com um bonito detalhe no decote, quando suas palavras me atingem.

– O que você disse? – Ele olha para mim e logo desvia o olhar.

– Nada.

– Você falou que eu precisava providenciar os contratos, mas eu não te falei do problema com Prior.

– Você deve ter comentado ontem e só não se lembra. – Fala tirando a parte de cima do terno, mas evitando me olhar. Avalio Christian por um segundo antes da realização me atingir.

Tem amizades interessantes, Anastasia. As palavras de James se voltam contra mim.

– Era você no telefone ontem, não era? – Ele se vira para me olhar e suspira auditivamente.

– Eu só queria ajudar. – Sussurra.

– Só que eu nunca pedi sua ajuda. – Falo irritada.

– Não precisava.

– Eu podia resolver sozinha.

– Stuart é um merdinha idiota e você é boa demais para perder tempo com ele.

– Só que o problema era meu! – Grito de volta. A essa altura do campeonato, nós já estamos a meros centímetros do outro.

– De vez enquanto é bom ser ajudada, Anastasia.

– Não quando não se quer. – Ele suspira e parece mais calmo.

– Eu sei que você podia cuidar de tudo, só quis facilitar as coisas.

– Passei a minha vida toda sem precisar de ajuda e não quero mudar as coisas agora. – Assim que as palavras saem me arrependo após ver a fúria nos bonitos olhos cinzentos.

– Você está irritada por que eu cuidei de você ou por você ter gostado disso? – Suas palavras são como um tapa.

– Você não sabe de nada, por isso pare de tentar dá uma de psicólogo! – Falo e odeio Christian e a mim mesma quando sinto as lágrimas caírem por meu rosto. Ele limpa minhas lágrimas com uma delicadeza que me surpreende.

– Não importa mais. Apenas... Apenas confie em mim. – Diz distribuindo beijos por meu rosto, mas nunca tocando minha boca.

– Eu...

– Shh. – Me interrompe tocando os meus lábios. – Não diz nada, para de pensar, apenas confie em mim. – Devagar eu assinto, chocada comigo mesma por está disposta a isso.

Ele me beija de forma calma, como se fosse a primeira vez que nossos lábios se tocassem. Nossos beijos me acalmam e me fazem perder a cabeça, tanto que demoro alguns instantes para perceber que já estamos deitados na cama, ele encima de mim. Minha confusão é substituída pela luxúria. Tento tirar as roupas de Chris, no entanto ele me impede. Ele tira o meu vestido e meu sutiã, me deixando apenas de calcinha. Ele coloca meus braços acima da minha cabeça, os prendendo lá. Ainda deslizando suas mãos pelo meu corpo, ele tira sua gravata cinza e começa a deslizar pelos meus olhos, só que é impedido.

– Não. – Sussurro não sabendo se é uma afirmação ou uma pergunta. Ele me olha suplicante e faz um pedido que ninguém havia feito até hoje.

– Me deixe cuidar de você.

Eu não sei o que Christian está fazendo comigo, mas eu tenho certeza que eu quero que ele continue fazendo isso, por isso dou permissão.

Sinto o nó atrás da minha cabeça e me perco na escuridão e nos toques de Christian.

Minhas mãos são separadas e ele as prende com algo frio. Algemas? Sinto o temor me percorrer.

– Calma. Eu estou do seu lado e não vou sair daqui. Você está segura comigo. – Respiro profundamente e decido que o amanhã não importa, hoje eu sou de Christian.

Minha calcinha é deslizada por minhas pernas. Não sei ao certo como me sinto nua e exposta para Christian, algo entre incerta e excitada. Ouço um som feroz seguido por um gemido.

– Você é tão linda.

Minutos depois, algo molhado cobre os meus seios e barriga me fazendo arfar. Gemo quando a boca de Christian toca o bico arrepiado do meu seio. O atrito entre sua boca quente e o gelado me faz ficar arrepiada e ainda mais excitada.

– Eu não sei o que é mais gostoso, a calda de morango ou você.

Ele continua movimentando sua boca em um ritmo enlouquecedor. Não enxergar faz a sensação ser mil vezes melhor. Quando eu acho que eu estou quase lá (apenas com a sua boca?!), Christian se afasta.

– A quem eu estou enganando? Você é melhor que qualquer coisa... –Geme. Ele desliza sua boca pela minha barriga e logo chega onde eu queria.

Sua boca e seus dedos me fazem esquecer o meu nome e chegar ao clímax gritando o dele.

– Você está pronta para mim? – Fala no meu ouvido.

– Sempre. – Eu digo e sinto Chis sorrir.

– Essa é a minha garota. – Ele fala antes de deferir um tapa perto da minha bunda. Antes que eu possa pensar em reclamar ou agradecer, Christian me penetra de vez.

– Deus... Tão bom. – Eu gemo levantando meus braços em uma vã tentativa de tocá-lo. Ele começa a se movimentar e com uma das mãos segura minha bunda e com a outra se apoia, eu acho. – Deixe-me tocá-lo.

– Não. Isso é pra você ver que me dá o controle pode ser bom. – Fala aumentando suas estocadas e os meus gemidos.

– Mas... – Tento falar mas sou interrompida.

– Se você ainda pode falar, eu devo está fazendo algo errado. – Christian começa a tocar meu corpo ao mesmo tempo em que eu me perco na sensação de tê-lo dentro de mim. Suas mãos parecem está em todo o meu corpo, ao mesmo tempo. O último pensamento que eu sou capaz de ter antes de gozar é que se existe alguém que pode me fazer amar de novo, esse é Christian.

***C.T.***

Acordo ao sentir os olhos de Christian sobre mim.

– Bom dia. – Falo sonolenta.

– Bom dia. – Ele fala com um sorriso de orelha a orelha.

– Se te deixar no controle significa esse bom humor matinal, talvez devêssemos tentar mais vezes. – Eu brinco.

– Oh nós vamos sim, muitas e muitas vezes. – Ele fala dando uma gargalhada e parecendo ter realmente a sua idade. Repentinamente ele fica sério. – Droga! Eu acabei te esquecendo de te falar que hoje eu vou viajar para a Alemanha. – Faço um beicinho.

– Por quanto tempo?

– Por uma semana ou mais, eu vou tentar adiantar por lá, mas eu realmente preciso fiscalizar essa empresa de perto. – Na mesma hora eu me sinto carente. É só uma semana, Ana.

– Então tudo bem.

– Prometo trazer muitas lembranças.

– Não precisa. – Eu falo sorrindo. – Que horas que é o voo?

– Meu avião sai uma da tarde. – Olho para o relógio e vejo que são 9 horas.

– Temos tempo para o banho?

– Não é como se eu fosse viajar antes de me despedir do seu corpo adequadamente. – Ele diz com os olhos brilhando de antecipação.

Duas horas depois nós já estamos vestidos e Christian não consegue tirar o sorriso de satisfação do seu rosto. Depois de levar ele em minha boca e fazê-lo gozar tantas vezes, sua satisfação é compreensível.

– Ainda são onze. — Eu falo.

– Eu sei, só que eu tenho que ver como anda a reforma na minha casa antes de ir para a pista.

– Ok. Boa viagem. – Falo o beijando profundamente.

– Eu ligo assim que eu chegar, eu pedi para Taylor vim conferir as coisas frequentemente e se precisar, independentemente do horário, me ligue.

– Está bom, pai. – Resmungo revirando os olhos. Ele olha para mim.

– Se eu tivesse mais tempo, eu te daria uma boa surra por revirar esses lindos olhos para mim. – Minha pele se arrepia com suas palavras.

– Que pena que está atrasado. – Digo preferindo o sarcasmo à tentação.

– Pelo menos eu já sei o que fazer quando nos vermos novamente. – Espero que a memória de Chris seja péssima, ou não.

Nos beijamos novamente e ele sai levando a sua mala.

Poucos minutos depois, eu sinto uma tremenda vontade de ir atrás dele, mas eu sei que estou sendo ridícula. Coloco as tigelas sujas do nosso café da manhã no lava louças e antes que eu possa ir para o meu quarto, eu vejo a chave de Christian desse apartamento encima do balcão. E se quando ele voltar eu não estiver aqui? Lindo, mas tão distraído. Penso pegando a chave e saindo do apartamento.

Como Christian me deu uma chave da sua casa, caso eu precisasse, eu destranco a porta da belíssima Mansão. Olho para a sala impecável e dou um sorriso. Eu sabia que não tinha nenhuma reforma. Me sinto vitoriosa e acho Chis fofo e aproveitador.

– Chris? – Falo, mas ninguém me reponde.

Subo as escadas, só que antes de chamar novamente escuto uma voz desconhecida.

– O que você pensa que está fazendo? – Abro a boca prestes a me explicar, antes de perceber que a pessoa não está falando comigo.

– Estou conhecendo melhor uma pessoa incrível. – Christian fala rude e eu percebo que o som vem do seu quarto.

– Não seja ingênuo, ela só quer seu dinheiro! – A mulher desconhecida diz. Eu me aproximo da porta encostada, para ouvir melhor.

– Ela não é desse tipo. – Ela? De quem eles estão falando?

– Tem certeza? Já conheci garotas como ela antes e todas queriam dinheiro ou sexo e a julgar pela sua cara, ela está ganhando ambos. – Espera. Será que eles estão falando de mim?

– Isso não é da sua conta, Elena. – Quem é Elena? Uma ex? E que diabos ela está fazendo no quarto de Christian com ele?

– Mas é claro que sim. Você é meu garoto, só estou te protegendo. – Ela diz e mesmo não a conhecendo sinto um tom fingido em seu comentário. Calma aí, que negócio de Christian ser seu garoto é esse?

– Eu não sou seu garoto e você não conhece Ana. – Estão falando de você: CONFIRMADO. ALERTA: entrar e ser notada.

– Não seja hipócrita e pare de fazer caridade! – Fazer caridade? Me impeço de entrar e a confusão me bate. Christian está comigo por pena?

– Eu não...

– Não mesmo? E você contou para ela o que sua mãe era e como ela te tratava? – Após um longo silêncio, ela prossegue: — Mas é claro que não. Tanto eu como você sabemos que você não confia nela. – Espero Christian me defender, mas ele apenas diz:

– Saia daqui. Agora. – Ouço o suspiro de Elena.

– Tudo bem, tudo bem. Mas quando você se cansar dela e ver que pode ter qualquer mulher e não apenas uma órfã idiota, me procure. – É apenas um engano, Ana. Tento me convencer. Mas por que será que eu quase escuto o som do meu coração se partindo? Percebendo que eles irão sair daí a qualquer momento, rapidamente eu desço as escadas o mais silenciosamente possível. Antes de sair pela porta, eu coloco a chave de Christian encima da mesa de canto.

No momento que eu entro no carro, as lágrimas começam a deslizar pelo meu rosto. Uma parte de mim quer voltar lá e exigir explicações, contudo outra parte tem medo de saber a verdade e descobrir que tudo não passou de uma ilusão. Respiro fundo e volto para o apartamento. Faço um plano mental que na verdade é horrível e não passa de esperar Christian voltar da viagem e pedir para ele se explicar antes de terminar um relacionamento que nem deveria ter começado. Quando eu desligo o carro no estacionamento subterrâneo do prédio, meu celular toca. Meus batimentos se aceleram, entretanto a esperança de ser Christian (que eu nem sabia que eu tinha) se dissipa ao ver o nome de Alecia (a co-proprietária da editora na Itália) no visor.

– Ana?

– Oi, tudo bem? – Tento parecer calma e acredito que dá certo já que ela não faz perguntas.

– Pra falar a verdade, não. Houve um problema aqui. 35% dos lucros de uma obra mundialmente conhecida desapareceu e um livro foi publicado por outra editora mesmo depois de assinarmos o contrato com a autora. Eu sei que será complicado para você vim para cá com a firma aí, mas eu realmente estou perdida sem saber por onde começar. – O tom desesperado de Alecia sugere que as coisas estão realmente muito ruins.

– Eu pego o próximo voo. Até lá, segure as pontas. – Ela solta um suspiro de alívio.

– Muito obrigada, Ana. – Diz antes de desligar.

Limpo quaisquer resquícios de lágrimas, respiro fundo e me preparo psicologicamente.

Itália, aí vamos nós.