Capítulo 18

Eric, Jack e o outro comparsa deles foram presos e Christian me garantiu que eles só sairiam quando meus netos estiverem velhos (Christian sempre exagerando). Graças a Deus, o escândalo do vestido ficou de lado por causa do meu sequestro. Kate me contou que todo mundo ficou com pena de mim e muitas pessoas torceram para eu está a salvo nas redes sociais. Quase ninguém lembrou do vestido depois dessa tragédia.

Há dois dias nós recebemos alta do médico.

Christian chegou em sua casa pronto para sexo quente de reconciliação, mas ele se enganou se pensa que eu não esqueci o que ele disse na festa. Suas palavras me magoaram muito e mesmo que eu já o tenha perdoado ele não precisa saber disso. Então, eu estou fazendo o que eu gosto de chamar de greve de sexo.

— Dois dias já são o suficiente, não acha, amor? – Christian fala segurando minha cintura por trás. Dou uma risada.

— Acho que não, eu quero ter certeza de que você nunca mais vai falar sem pensar. – Ele começa a beijar o meu pescoço e picar morango parece cada vez mais difícil.

Me afasto e coloco o morango junto com as outras frutas na vasilha.

— Nem vem com essas carícias, eu vou fazer você suar até que eu te perdoe.

Ele faz um som frustrado e se senta na cadeira. Coloco leite condensado e suco e misturo a salada de frutas.

— Eu estou quase quebrando a minha mão de tanto me masturbar como a porra de um adolescente, se você fazer eu suar mais, eu irei ter sérios problemas. – Paro de fazer o que estou fazendo e olho para Christian e sim, ele parece está falando sério. Não me contenho e dou altas gargalhadas.

— Quer salada de frutas, querido? – Falo angelicalmente.

— Claro, mas só se você for meu prato.

Dou um selinho nos seus lábios.

— Sinto muito então, salada só pra mim.

Ele coloca suas mãos na minha cintura e eu tento me afastar para comer a deliciosa sobremesa, mas ele me puxa pra mais perto e cola nossas bocas. De repente nossas línguas duelam em uma sexy dança. Me esfrego mais contra Christian e sinto sua ereção. Nós dois gememos. Entrelaço minhas pernas na sua cintura e ele coloca suas mãos na minha bunda me segurando possessivamente. Nos afastamos a procura de ar e ele distribui beijos e chupões pelo meu pescoço. Nesse momento eu nem lembro o motivo de eu cogitar fazer greve de sexo com esse deus maravilhoso. Colamos nossas bocas novamente e ele me põe sobre o balcão. Ele fica entre minhas pernas e suas mãos começam a abrir os botões da minha camisa. Quando eu fico só de sutiã da cintura pra cima, tiro sua camiseta. Eu nunca me canso de olhar pro peito de Christian, ele é tão sexy. Estou pronta pra tirar sua calça quando o celular toca.

— Ignora. – Ele diz e nós voltamos a nos beijar, mas infelizmente o celular continua chamando. – Droga, esse não é o meu dia de sorte. – Nos afastamos e eu pego o celular e atendo.

— Alô? – Falo com a voz rouca de desejo.

— Ana? Oi, sou eu Grace. Tudo bem, querida? – Pergunta calmamente, mas eu ouço uma pontada de preocupação em sua voz.

— Tudo. Algum problema, Grace? – Eu pergunto olhando para Christian que resmunga um só podia ser mamãe para ligar uma hora dessas.

— Eu não sei direito. Você viu Mia?

— Não desde que ela foi nos visitar no hospital. – Grace suspira do outro lado da linha.

— Faz dias que nós não a vimos. Liguei para Elliot e Kate disse que também não sabia onde Ethan está. – Franzo a testa.

— Só um minuto, Grace.

— Mais é claro.

— Christian, você viu Mia? Há algumas dias que sua mãe não a ver e ela parece preocupada.

— Não desde o hospital. Ela não ligou ou disse que ia viajar? – Nego com a cabeça e Christian pensa por um tempo. – Já sei. Peça para mamãe vim aqui que eu sei como encontrar Mia.

Meia hora depois, eu e Christian já nos recompomos e Grace, Carrick, Kate e Elliot tocam a campainha.

— Alguma notícia? – Pergunta Carrick.

— Não, mas eu tenho um rastreador no celular de Mia, sem dúvida o dinheiro que eu melhor investi. – Chris diz e eu teria rido se não estivesse tão preocupada. Ele mexe no seu celular apertando teclas. – Não acredito!

— O que foi? Onde ela está? – Elliot pergunta exaltado. Christian olha para todo mundo e diz:

— Las Vegas.

Todos nós estamos chocados. Quem diria que Mia iria para Las Vegas. Eu tenho a leve impressão de que Ethan está com ela, mas não divido minhas suspeitas com os outros.

— O que fazemos agora? – Kate pergunta.

— Vamos para a cidade do pecado! – Chris fala como se fosse óbvio. Todos nós concordamos.

— Mãe, Pai, talvez seja melhor que vocês fiquem. Nós podemos lidar com Mia.

— Tem certeza, Elli? – Grace pergunta indecisa.

— Com certeza.

Depois de Christian ligar para o piloto de seu jatinho e todos ajeitarem seus compromissos e malas, nós quatro vamos para Las Vegas.

Chegamos 3 p.m. e com o rastreador não foi difícil achar Mia.

Ela e Ethan estavam em um bar muito movimentado para o horário. Assim que ela nos ver, se abaixa como se já não os tivéssemos visto.

— O que pensa que está fazendo, querida irmã? – Elliot pergunta.

— Me divertindo, é claro. – Ela diz tentando parecer calma, mas não me enganando.

— Com esse... esse energúmeno? – Christian diz apontando para Ethan.

— Ei! Não fala assim do meu irmão. – Kate protesta.

— Mas o que vocês estão fazendo aqui? — Mia diz.

— Ora, viemos buscar você. – Elliot diz e Mia cruza os braços.

— Não vejo por quê, eu já sou de maior e auto suficiente. Posso fazer o que eu quiser e vocês não podem me impedir. – Todo mundo fica em silêncio, sem nenhum argumento.

— Mas Mia, seus pais estão preocupados com você. – Eu falo tentando persuadi-la.

— Eu sinto muito, daqui a pouco eu ligo pra eles. Mas eu não vou ir embora, não agora.

— E agora que a gente faz? – Eu pergunto a todos, mas ninguém diz nada.

— Olha eu sinto muito por vocês terem vindo aqui por nada. – Ethan diz. – Mas já que vocês estão aqui, por que não se divirtam?

Christian começa a retrucar alguma coisa quando Kate diz:

— Até que é uma boa ideia. Já estamos aqui mesmo, que mal vai fazer se nós aproveitarmos um pouco e passarmos só essa noite aqui?

Elliot assente à sugestão de sua mulher.

— Eu que não irei coibir com esses dois. – Christian fala puxando a minha mão para mais perto de si. Solto nossas mãos.

— Sinto muito, querido, mas eu concordo com Kate. Já estamos aqui, podemos nos divertir um pouco. Nós precisamos de um descanso depois de tudo que passamos.

— Ana, até você? – Ele fala com um olhar traído. Dou um beijinho no canto de sua boca e sussurro no seu ouvido.

— Se você ficar, eu paro a greve de sexo. – Christian abre um enorme sorriso.

— Pelo jeito, todos nós vamos ficar. – Todos riem e concordam.

Nos cadastramos no mesmo hotel que Ethan e Mia estão hospedados e deixamos nossas malas. Como está cedo, nós seis vamos para a piscina.

— Está de brincadeira, não é? – Christian pergunta quanto eu tiro meu vestido e fico só de biquíni vermelho.

— O quê? – Eu pergunto inocente.

— Como eu posso me divertir quando vários homens estão olhando você vestida desse jeito?

— Não se preocupe, eles podem até me olhar usando esse biquíni, mas só você vai me ver sem ele. – Ele me beija provocativamente antes de me deixar ir.

— Continue com essa linha de pensamento que nós estamos bem. – Rio de seu comentário e vou para a piscina me juntar as garotas.

Ficamos algumas horas nos divertindo e bebendo coquetéis. Depois de tomarmos banho e nos trocarmos vamos para o cassino, onde eu tenho que confessar eu não tenho nenhuma sorte nas máquinas. Ao contrário de Christian que só ganha no pôquer.

— É impossível ganhar nessas máquinas! – Eu grito pra Kate, logo antes da mulher do meu lado gritar:

— Ganhei! Ganhei! Eu não acredito que eu ganhei!

Cruzo os braços irritada e Kate fica rindo de mim. Vou para o bar pegar mais uma bebida pra mim e uísque para Christian que eu vi que está sem uma bebida há algum tempo.

Me aproximo da mesa em que Elliot, Ethan e Christian estão jogando pôquer, mas antes que eu possa ser vista, escuto Elliot dizendo:

— Não é que você fez Anastasia se apaixonar mesmo?

— Eu sei. Eu disse que Ana não tinha problema nenhum, que ela apenas não havia encontrado a pessoa certa.

Deixo os copos caírem no chão, chamando a atenção pra mim. Christian olha pra mim chocado. E eu sei que meu olhar não é nem um pouco receptivo. Meus olhos se enchem de lágrimas, mas eu não as deixo cair na frente dele. Saio correndo pro nosso quarto agradecendo que nós estamos no cassino do hotel em que estamos hospedados.

Vou pra o elevador e aperto o botão do nosso andar. Antes que as portas se fecharem, vejo Christian tentando me alcançar. Um casal está do meu lado e olha pra mim com pena quando eu começo a chorar. Odeio pena, mas não posso evitar que as lágrimas caiam. Quando as portas se abrem, eu saio do elevador e tiro meus saltos. Pego a chave no bolso da minha calça jeans e abro a porta do nosso quarto.

Eu estou confusa. Será que Christian fez tudo aquilo por pena? Me lembro de como ele insistiu em nós corrermos juntos e depois nos encontros. Como eu pude ser tão idiota? Eu não sei o que fazer. Eu gosto tanto dele, ou melhor eu o amo. O que eu devo fazer agora? O que ele quis dizer com eu ter algum problema? Olho para a enorme suíte e fico perdida. Eu preciso de espaço e tempo pra pensar. É melhor eu voltar para Seattle para organizar meus pensamentos.

Elena

Eu não sei como, mas Christian conseguiu processar minha loja. Depois daquele incidente com o vestido daquela sem sal da Anastasia (no qual eu me divertir muito), ele abriu o processo.

Graças a isso, eu não posso mais abrir nenhum tipo de loja com meu nome e depois do escândalo que saiu em todas as revistas ninguém mais vai comprar um vestido meu. Além disso, eu tive que pagar uma fortuna como indenização por quaisquer danos morais causados à imagem de Anastasia.

Estou falida, só tenho minha casa e não posso me sustentar sem um emprego.

Eu não acredito que vou fazer isso. Respiro fundo e toco a campainha da enorme mansão de Lionel Lincoln, meu ex-marido. O próprio abre a porta.

— O que você está fazendo aqui? – Ele pergunta com uma cara nem um pouco convidativa. Abro um sorriso sedutor.

— Eu quero você de volta, querido. – Lionel ri.

— Você acha que eu sou idiota, Elena? Eu sei muito bem que você está falida. O processo saiu em todos os lugares. Está enganada se pensa que eu vou te aceitar de volta depois da humilhação que você me fez passar, tendo um caso com aquele pirralho anos atrás.

— Isso é passado. Me dá uma chance. Você sabe que nós dois juntos somos bons. – Eu falo tocando sua gravata e mostrando o meu decote. Lionel abre um grande sorriso que me dá arrepios de um jeito nada bom.

— Tudo bem, mas com uma condição.

— Que condição? – Eu pergunto fazendo beicinho.

— Você será minha submissa. – Olho ultrajada para ele.

— Nunca. Eu sou uma dominadora, não um submissa qualquer. – Ele abre um grande sorriso.

— A escolha está com você.

Eu não acredito que eu vou ser a droga de uma submissa. Sinto raiva só de pensar em ser a escrava particular de alguém. Mas eu sei que essa é minha única oportunidade, eu preciso de alguém para me sustentar e Lionel é o único que tem a conta com a quantidade de dígitos que eu quero. Respiro fundo tentando não imaginar as humilhações que Lionel e a sociedade me farão passar.

— Tudo bem, eu aceito.

— Boa garota, ou devo chamá-la de submissa? – Lionel fala com a voz maldosa.

Notas finais
E aí o que acharam??? Eu disse pra vcs que eu ia postar uma fic Ethan e Mia mas a história que eu tinha não se encaixava com nenhum dos personagens de Cinquenta Tons, então eu postei outra fic de Ana e Christian e iria ficar feliz se vcs dessem uma olhada: fanfiction.com.br/historia/627896/Jogo_de_interesses_A_mulher_quase_perfeita/ Beijos